Pronunciamento de Magno Malta em 27/05/2025
Discurso durante a 54ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Cobrança de atuação do STF, da PGR e do Congresso Nacional na investigação das denúncias de fraudes contra os beneficiários do INSS. Censura contra os Ministros do STF e contra o Procurador-Geral da República por supostas arbitrariedades e parcialidade política na condução de inquéritos. Desaprovação das políticas implementadas pelo Governo Lula.
- Autor
- Magno Malta (PL - Partido Liberal/ES)
- Nome completo: Magno Pereira Malta
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Previdência Social:
- Cobrança de atuação do STF, da PGR e do Congresso Nacional na investigação das denúncias de fraudes contra os beneficiários do INSS. Censura contra os Ministros do STF e contra o Procurador-Geral da República por supostas arbitrariedades e parcialidade política na condução de inquéritos. Desaprovação das políticas implementadas pelo Governo Lula.
- Publicação
- Publicação no DSF de 28/05/2025 - Página 131
- Assunto
- Política Social > Previdência Social
- Indexação
-
- CRITICA, INERCIA, ALEXANDRE DE MORAES, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), MINISTRO, PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA, PROCURADORIA GERAL DA REPUBLICA, PROVIDENCIA, COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUERITO (CPMI), INVESTIGAÇÃO, FRAUDE, CONSIGNAÇÃO EM FOLHA DE PAGAMENTO, APOSENTADO, PENSIONISTA, INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS).
- CRITICA, ACEITAÇÃO, ALEXANDRE DE MORAES, MINISTRO, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), PEDIDO, ABERTURA, INQUERITO JUDICIAL, AUTORIA, PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA, INVESTIGAÇÃO, EDUARDO BOLSONARO, DEPUTADO FEDERAL.
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES. Para discursar.) – Sr. Presidente, Srs. Senadores, Sras. Senadoras, aqueles que nos veem pela TV Senado e que nos acompanham pelas redes sociais, enquanto os escândalos se avolumam no país – cada dia um escândalo maior do que o outro –, os aposentados e pensionistas ficam se perguntando: que dia o Supremo vai se manifestar, que dia a PGR vai se manifestar em nosso favor?
Aposentados, pensionistas, viúvas, órfãos, pessoas que gastaram a sua vida e o seu suor tendo desconto nos seus salários para ter uma aposentadoria, ter pelo menos qualidade de vida na terceira etapa da sua vida, mas a descoberta está diante dos nossos olhos: o rombo bilionário, o assalto bandido, criminoso, e eles estão esperando o Alexandre de Moraes dar 48 horas para o Lupi se explicar. Os aposentados estão esperando que o novo Ministro receba essa ordem e estão esperando também que o PGR, o Sr. Gonet, que faz parte do time, que faz parte da cooperativa que comanda e desmanda este país, se manifeste. Mas, muito pelo contrário, eles não estão preocupados com os aposentados. Os aposentados estão perguntando quando será a CPMI. Srs. Senadores, que dia será? Mas será? Tem Senador aposentado também surrupiado, mas a movimentação, o sentimento... Parece que a empatia não convive com o cidadão, com o povo tão sofrido. Neste momento, a nação brasileira espera das duas Casas, que hoje já não existem, são puxadinhos, de fato, do Senado da República...
Eles estão preocupados em prender Eduardo Bolsonaro. O Sr. Gonet, o PGR do Brasil, que é capaz de montar uma peça, o encontro do nada com coisa nenhuma, esse indivíduo, que mentiu aqui no Senado, mas foi aprovado, agora quer ser reconduzido. Então, ele está sob as ordens... Ah, Gonet entrou pedindo que Eduardo Bolsonaro seja investigado, que se abra um inquérito. Eduardo Bolsonaro está morrendo de medo de vocês, podem acreditar. Eduardo Bolsonaro não vai se acovardar. Eduardo Bolsonaro está fazendo o caminho correto em nome de uma maioria absoluta, Senador Vanderlan, majoritariamente cristã, majoritariamente crédula em princípios, valores e amor a esse chão natal, a esse torrão. Vocês não amedrontam em nada! A máscara de vocês já caiu.
E agora, quando os Estados Unidos revelam que o processo eleitoral brasileiro recebeu do Governo Biden, o Presidente do Supremo, o Alexandre de Moraes, dá uma entrevista... o Sr. Barroso – é, esqueci que ele é o advogado de Cesare Battisti, esse terrorista –, e esse homem tem uma capacidade, o Barroso, que provou, disse que, olhando nos olhos de Cesare Battisti, esse era um homem de bem, um homem honesto e convenceu o Supremo.
O Supremo, então, disse que ele não era terrorista e que era um homem de bem, mas parece que o Supremo é vesgo; o Supremo é vesgo ou é daltônico juridicamente – daltonismo jurídico. Caramba, inventei esse negócio agora. São daltônicos juridicamente. Eles enxergaram em Cesare Battisti um homem de bem, honrado e justo; e eles olharam para as pessoas do dia 8 e enxergaram terroristas – daltonismo jurídico, falta de empatia, falta de sentimento. Parece que sofrem de amnésia, mas não é, não.
Se eles se lembrassem de 2014 e 2016, mas nunca vão se lembrar. É porque o alvo é Jair Bolsonaro. Já viram aqueles moedores de cana, que são duas engrenagens assim? Normalmente, as pessoas mais antigas têm na roça, em que se tem que puxar a manivela, e tem a engrenagem, Sr. Presidente. Jair Bolsonaro foi uma espécie de um parafuso que caiu no meio da engrenagem, e não conseguiram rodá-la mais. E eles, então, estão fazendo força para rodar a engrenagem, mas tem que amassar aquele parafuso, tem que amassar, até o sistema girar. Agora, se o sistema conseguir girar a uma rotação mais alta do que ele está girando, com tanta corrupção, com tanta indignidade... Vejam, eles não se julgam impedidos, por exemplo, de julgar um processo que venha do escritório de uma mulher deles, de um parente deles, de um consanguíneo.
Foi nós que votamos isso aqui? Não. Eles não têm o menor respeito por isso aqui. Eles se sentem no direito de mexer no marco da internet. E agora, o Advogado-Geral da União, o "Sr. Bessias"... Lembram-se daquele menino de recado da Dilma? "Eu estou mandando o Bessias ao aeroporto levar aquele negócio para você". Lembram? Esse, agora, é advogado da AGU. Ele entrou, diretamente, pedindo ao Toffoli. Esse, que "entorpecentou" todo mundo; esse, que colocou todo mundo em liberdade e apagou os crimes; e eles estão agindo.
Mas eu quero chamar a atenção para um fato: Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos; e Barroso disse: eu estive nos Estados Unidos, eu estive com os americanos três vezes pedindo ajuda – ele falou a verdade – com o processo eleitoral do Brasil. Como foi o processo eleitoral? Jair Bolsonaro não podia dizer que Lula era amigo de Maduro; Jair Bolsonaro não podia dizer que Lula era amigo de Ortega; Jair Bolsonaro não podia fazer live no Palácio; Jair Bolsonaro não podia mostrar imagens da ida dele ao velório da rainha; Jair Bolsonaro estava impedido de tudo.
E eles foram pedir ajuda aos americanos. Ele foi pedir ajuda ao Biden, ao Democrata, que é o PT do Brasil, é o PT da América – é o Democrata. E o Presidente era o Biden! Mas eles nunca imaginaram a narrativa do Capitólio, em que o Trump mandou invadir o Capitólio para não entregar o poder – a mesma narrativa no Brasil. Eles, então, imaginavam: Trump vai ficar inelegível, vão prender o Trump, ele nunca mais voltará ao poder. Barroso foi pedir ajuda a Biden, mas nunca imaginou, o Barroso, que o Trump voltaria.
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – E Trump, por ser vítima de uma narrativa mentirosa, uma narrativa golpista, porque eles estão dando golpe, como deram nos Estados Unidos, o Trump voltou, rapaziada. O Trump voltou, e descobriram, no USA, que os Estados Unidos fizeram uma intervenção tremenda no Brasil no processo eleitoral.
Pois bem! Se Barroso foi pedir ajuda como Presidente do TSE, por que Eduardo Bolsonaro, um Parlamentar brasileiro, não pode ir à América pedir ajuda? Porque nós estamos vivendo debaixo de uma ditadura. "Não pode, porque o que Eduardo está dizendo não é verdade". "O Brasil está vivendo em plena democracia". Me engana que eu gosto! Morde aqui, ó, para ver se sai leite!
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – "Eduardo Bolsonaro está fazendo fake news". Então, Alexandre de Moraes abre um inquérito contra Eduardo Bolsonaro. Ele não vai arredar o pé. Agora, convocou o pai para depor sobre o sustento de Eduardo Bolsonaro. Foi intimado Jair Bolsonaro, porque o filho está nos Estados Unidos. Qual a intenção disso, Sr. Presidente? Prender Jair Bolsonaro.
Agora, vou dar um aviso para os senhores e me dirijo diretamente aos senhores, ao consórcio de capa preta: ponham a mão em Bolsonaro, prendam o Bolsonaro! Façam isso e vocês vão ver um país congelado, parado, sem ter espaço para uma viva alma no meio da rua...
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... nas estradas, em qualquer lugar.
Eles vão dizer que esse discurso meu é discurso de ódio! Agora, eu estou aqui no meu telefone com o discurso da caravana que fez os eventos Lula Livre por toda a Europa e aonde eles puderam ir pedindo ajuda, porque Lula era preso político. Eu tenho todos os vídeos de todos eles que foram. Então, com o Lula preso, eles viajaram, eles foram à ONU, eles foram à OEA, eles buscaram...
Eu estava vendo aqui o último agora, do Boulos, que estava num grande congresso em Portugal, e eles tinham ido em caravana para denunciar a ditadura no Brasil, para poder restabelecer a democracia, porque Lula estava preso...
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... porque Lula é um democrata. Me engana que eu gosto. Eu adoro ser enganado.
Agora, Eduardo Bolsonaro não pode abrir um inquérito! Tentem a sorte – estou me dirigindo aos senhores do consórcio –, tentem a sorte, porque o azar vocês já têm. Tentem, tentem, tentem a sorte. Ponham a mão em Bolsonaro, ponham a mão! Aí eu quero ver, Sr. Presidente Vanderlan, no seu Goiás, ninguém vai andar na rua. Toque nele, toque nele! Tente a sorte, Alexandre, porque o azar você já tem. Tenta!
Agora, Trump está reagindo contra uma ditadura, um país destruído economicamente! Você está me ouvindo? Você que toma café, que compra no supermercado, você que compra carne, cadê a picanha? Cadê a cartela de ovos? Nós estamos destruídos...
(Interrupção do som.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES. Fora do microfone.) – ... desmoralizados. Só existe dinheiro aqui para o mamatório da cultura. Corta-se da educação, corta-se da saúde, é um país vivendo ideologias as mais nefastas, desde vacina de criança... O mundo já desmoralizou essas tais vacinas, ainda querem vacinar as nossas crianças! Ora, se eu fosse falar das aberrações que eles estão fazendo, mas não é que eles estão errando, não, eles estão cumprindo um programa de Governo. "Por que os caras fugiram da penitenciária de segurança máxima?" Porque eles estão cumprindo um programa de Governo. "Porque destruíram a economia?" Estão cumprindo um programa de Governo. "O Haddad é burro!" Está cumprindo um programa de Governo.
José Dirceu disse lá atrás: "Eleição não se ganha, se toma". E o Sr. Barroso, entrando na Câmara dos Deputados, disse: "Eleição não se ganha, se toma. Não está gravando não, né?" E hoje ele faz vídeo dizendo que nunca falou aquilo. Pelo amor de Deus, dá um vidro de óleo de peroba...
O SR. PRESIDENTE (Vanderlan Cardoso. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - GO) – Senador Magno Malta, conclua, por favor. Já foram seis minutos de acréscimo.
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES. Fora do microfone.) – Entendi que V. Exa. estava gostando. Eu vou encerrar, mas está no zero ali.
Atenção. Atenção. Mais um minuto. Tem não...
O SR. PRESIDENTE (Vanderlan Cardoso. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - GO) – Abre o microfone, por favor, que ele vai fazer o encerramento.
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Sr. Presidente, o povo brasileiro está jogado no calabouço onde não há justiça, onde Alexandre de Moraes está fazendo escola. Você tem homens e mulheres respeitados, de alto grau, no Judiciário brasileiro, juízes de primeira instância, desembargadores, desembargadores federais, gente honrada, honesta, que estão com medo de dar decisão, com medo do que vão fazer com eles, a perseguição que vai se estabelecer em cima deles. Eles implantaram um medo, um pânico no povo brasileiro. Agora, comigo é o seguinte, irmão, medo eu conheço de ouvir falar, nunca fui apresentado.