Discurso durante a 60ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Apelo para que o Congresso Nacional cesse as renúncias fiscais que beneficiam o sistema financeiro em detrimento dos gastos primários essenciais, como saúde, assistência social e segurança pública, ressaltando a urgência em proteger os mais vulneráveis.

Autor
Zenaide Maia (PSD - Partido Social Democrático/RN)
Nome completo: Zenaide Maia Calado Pereira dos Santos
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Atuação do Congresso Nacional, Desoneração Fiscal { Incentivo Fiscal , Isenção Fiscal , Imunidade Tributária }, Economia e Desenvolvimento, Orçamento Público, Segurança Pública, Tributos:
  • Apelo para que o Congresso Nacional cesse as renúncias fiscais que beneficiam o sistema financeiro em detrimento dos gastos primários essenciais, como saúde, assistência social e segurança pública, ressaltando a urgência em proteger os mais vulneráveis.
Publicação
Publicação no DSF de 11/06/2025 - Página 53
Assuntos
Outros > Atuação do Estado > Atuação do Congresso Nacional
Economia e Desenvolvimento > Tributos > Desoneração Fiscal { Incentivo Fiscal , Isenção Fiscal , Imunidade Tributária }
Economia e Desenvolvimento
Orçamento Público
Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Defesa do Estado e das Instituições Democráticas > Segurança Pública
Economia e Desenvolvimento > Tributos
Indexação
  • CRITICA, REDUÇÃO, DESPESA CORRENTE, OBJETIVO, IMPEDIMENTO, AUMENTO, COBRANÇA, IMPOSTO FEDERAL, OPERAÇÃO FINANCEIRA, FAVORECIMENTO, BANCOS.

    A SRA. ZENAIDE MAIA (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - RN. Para discursar.) – Sr. Presidente, colegas Senadores, colegas Senadoras e todos que estão nos assistindo, vendo o que se tentou para ter uma responsabilidade fiscal...

(Soa a campainha.)

    A SRA. ZENAIDE MAIA (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - RN) – ... o que se fala, o que eu costumo dizer é que responsabilidade fiscal não é só do Executivo. Eu venho dizendo isso aqui, e a prova é que foi mostrado que tem mais de R$500 bilhões em renúncias fiscais autorizadas pelo Congresso Nacional.

    São 500 bilhões, gente, e a solução que se dá é que não recolha IOF, Imposto sobre Operações Financeiras, que são lucros de bancos que não constroem, não educam, nem edificam! E, em troca, todo mundo não quer que cobre... O mundo todo cobra imposto sobre operações financeiras! E a saída encontrada é que o Governo retire dos gastos primários!

    Brasil, sabe o que são os gastos primários? Porque botam esse nome para as pessoas não entenderem. É retirar recursos da saúde, da assistência social e da segurança pública!

    Se você tirar recursos da saúde, quantas mortes terá este país por falta de recursos do SUS?

    Agora, para os intocáveis – que são os bancos e o sistema financeiro – fica quase metade do Orçamento da oitava economia do mundo!

    Fazem uma extorsão de todo o povo brasileiro, cobrando 512% de impostos no cartão de crédito, no cheque especial!

    Tem uma PEC aí assinada, a 79, que limita os juros dos cartões de crédito e cheque especial. Está na CCJ desde 2019! A três vezes a taxa Selic! Não engessam a famosa política monetária do Banco Central.

    Agora, gente, vamos tirar recursos dos gastos primários? Vai morrer muita gente neste país de morte evitável, porque faltam recursos no SUS, e não venham me dizer o contrário!

    Sabem quanto é uma consulta de um médico especialista no SUS? É R$10! Sabem quanto é uma colposcopia no SUS? É R$2,57!

    Por favor! Eu sempre acreditei que o Congresso e que as leis que a gente tem que aprovar aqui são para salvar vidas, e não deixar os mais vulneráveis morrer!

    Eu nunca perco a oportunidade de dizer: sabem como é o luto de uma mãe que viu o seu ente querido morrer, mas teve acesso a tudo que a ciência oferecia? É um. E aquela mãe que tinha certeza de que, se tivesse dinheiro para pagar um leito de UTI, o seu filho não teria morrido? Isso é um luto maior.

    Então, Brasil, reduzir gastos primários para não cobrar lucros dos intocáveis, que são os bancos, é, no mínimo, um acinte ao povo brasileiro.

    Obrigada, Sr. Presidente.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 11/06/2025 - Página 53