Pronunciamento de Zenaide Maia em 10/06/2025
Discurso durante a 60ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Apelo para que o Congresso Nacional cesse as renúncias fiscais que beneficiam o sistema financeiro em detrimento dos gastos primários essenciais, como saúde, assistência social e segurança pública, ressaltando a urgência em proteger os mais vulneráveis.
- Autor
- Zenaide Maia (PSD - Partido Social Democrático/RN)
- Nome completo: Zenaide Maia Calado Pereira dos Santos
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Atuação do Congresso Nacional,
Desoneração Fiscal { Incentivo Fiscal , Isenção Fiscal , Imunidade Tributária },
Economia e Desenvolvimento,
Orçamento Público,
Segurança Pública,
Tributos:
- Apelo para que o Congresso Nacional cesse as renúncias fiscais que beneficiam o sistema financeiro em detrimento dos gastos primários essenciais, como saúde, assistência social e segurança pública, ressaltando a urgência em proteger os mais vulneráveis.
- Publicação
- Publicação no DSF de 11/06/2025 - Página 53
- Assuntos
- Outros > Atuação do Estado > Atuação do Congresso Nacional
- Economia e Desenvolvimento > Tributos > Desoneração Fiscal { Incentivo Fiscal , Isenção Fiscal , Imunidade Tributária }
- Economia e Desenvolvimento
- Orçamento Público
- Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Defesa do Estado e das Instituições Democráticas > Segurança Pública
- Economia e Desenvolvimento > Tributos
- Indexação
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- CRITICA, REDUÇÃO, DESPESA CORRENTE, OBJETIVO, IMPEDIMENTO, AUMENTO, COBRANÇA, IMPOSTO FEDERAL, OPERAÇÃO FINANCEIRA, FAVORECIMENTO, BANCOS.
A SRA. ZENAIDE MAIA (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - RN. Para discursar.) – Sr. Presidente, colegas Senadores, colegas Senadoras e todos que estão nos assistindo, vendo o que se tentou para ter uma responsabilidade fiscal...
(Soa a campainha.)
A SRA. ZENAIDE MAIA (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - RN) – ... o que se fala, o que eu costumo dizer é que responsabilidade fiscal não é só do Executivo. Eu venho dizendo isso aqui, e a prova é que foi mostrado que tem mais de R$500 bilhões em renúncias fiscais autorizadas pelo Congresso Nacional.
São 500 bilhões, gente, e a solução que se dá é que não recolha IOF, Imposto sobre Operações Financeiras, que são lucros de bancos que não constroem, não educam, nem edificam! E, em troca, todo mundo não quer que cobre... O mundo todo cobra imposto sobre operações financeiras! E a saída encontrada é que o Governo retire dos gastos primários!
Brasil, sabe o que são os gastos primários? Porque botam esse nome para as pessoas não entenderem. É retirar recursos da saúde, da assistência social e da segurança pública!
Se você tirar recursos da saúde, quantas mortes terá este país por falta de recursos do SUS?
Agora, para os intocáveis – que são os bancos e o sistema financeiro – fica quase metade do Orçamento da oitava economia do mundo!
Fazem uma extorsão de todo o povo brasileiro, cobrando 512% de impostos no cartão de crédito, no cheque especial!
Tem uma PEC aí assinada, a 79, que limita os juros dos cartões de crédito e cheque especial. Está na CCJ desde 2019! A três vezes a taxa Selic! Não engessam a famosa política monetária do Banco Central.
Agora, gente, vamos tirar recursos dos gastos primários? Vai morrer muita gente neste país de morte evitável, porque faltam recursos no SUS, e não venham me dizer o contrário!
Sabem quanto é uma consulta de um médico especialista no SUS? É R$10! Sabem quanto é uma colposcopia no SUS? É R$2,57!
Por favor! Eu sempre acreditei que o Congresso e que as leis que a gente tem que aprovar aqui são para salvar vidas, e não deixar os mais vulneráveis morrer!
Eu nunca perco a oportunidade de dizer: sabem como é o luto de uma mãe que viu o seu ente querido morrer, mas teve acesso a tudo que a ciência oferecia? É um. E aquela mãe que tinha certeza de que, se tivesse dinheiro para pagar um leito de UTI, o seu filho não teria morrido? Isso é um luto maior.
Então, Brasil, reduzir gastos primários para não cobrar lucros dos intocáveis, que são os bancos, é, no mínimo, um acinte ao povo brasileiro.
Obrigada, Sr. Presidente.