Discurso durante a 13ª Sessão Conjunta, no Congresso Nacional

Críticas à condução econômica do Governo Lula, com destaque para o aumento de impostos, o descontrole fiscal e a ausência de reformas estruturantes.

Apelo por responsabilidade na gestão das contas públicas e adoção de medidas efetivas para o equilíbrio orçamentário.

Satisfação com a aprovação, na Câmara dos Deputados, do regime de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo no. 314/2025, que propõe alterações nas regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Autor
Rogerio Marinho (PL - Partido Liberal/RN)
Nome completo: Rogério Simonetti Marinho
Casa
Congresso Nacional
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Economia e Desenvolvimento, Governo Federal, Tributos:
  • Críticas à condução econômica do Governo Lula, com destaque para o aumento de impostos, o descontrole fiscal e a ausência de reformas estruturantes.
Orçamento Público:
  • Apelo por responsabilidade na gestão das contas públicas e adoção de medidas efetivas para o equilíbrio orçamentário.
Atuação da Câmara dos Deputados, Tributos:
  • Satisfação com a aprovação, na Câmara dos Deputados, do regime de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo no. 314/2025, que propõe alterações nas regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Publicação
Publicação no DCN de 19/06/2025 - Página 39
Assuntos
Economia e Desenvolvimento
Outros > Atuação do Estado > Governo Federal
Economia e Desenvolvimento > Tributos
Orçamento Público
Outros > Atuação do Estado > Atuação da Câmara dos Deputados
Indexação
  • CRITICA, GESTÃO, GOVERNO FEDERAL, ECONOMIA, FERNANDO HADDAD, MINISTRO DE ESTADO, MINISTERIO DA ECONOMIA, AUMENTO, IMPOSTOS, TAXAS, INTERVENÇÃO, ESTADO, APRESENTAÇÃO, PROGRAMA DE GOVERNO, CARACTERIZAÇÃO, POPULISMO, AUSENCIA, CONEXÃO, PARTIDO POLITICO, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), SOCIEDADE.
  • CRITICA, GOVERNO FEDERAL, AUTORIZAÇÃO, FUNCIONAMENTO, CASA DE APOSTA ESPORTIVA, OBJETIVO, AUMENTO, ARRECADAÇÃO.
  • CRITICA, GOVERNO FEDERAL, INCAPACIDADE, REDUÇÃO, DESPESA PUBLICA, RECUSA, PROMOÇÃO, REFORMA ADMINISTRATIVA, INEFICACIA, COMBATE, EXCESSO, VALOR, SALARIO, JUDICIARIO.
  • SAUDAÇÃO, APROVAÇÃO, CAMARA DOS DEPUTADOS, DERRUBADA, DECRETO FEDERAL, AUMENTO, IMPOSTO FEDERAL, OPERAÇÃO FINANCEIRA.

    O SR. ROGERIO MARINHO (Bloco/PL - RN. Para discursar. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Congressistas, hoje é importante colocar para a sociedade, para aqueles que estão nos assistindo agora, que o Brasil está passando por um problema muito grave. E esse problema é grave o suficiente para termos hoje uma notícia que nos estarrece. O Ministro da Fazenda, o Sr. Fernando Haddad, acaba de tirar férias. Quando eu brincava a respeito de que "apertem os cintos, o piloto sumiu", eu dizia, talvez, para se fazer uma analogia com a situação que o Brasil passava e o fato de que o Governo, olimpicamente, desconhecia os problemas e olhava pelo retrovisor – aliás, um Governo que tem um retrovisor muito maior do que o para-brisa.

    Nós estamos há dois anos e meio em um Governo temerário, em uma situação desastrosa, em que as contas públicas se evaporam, se deterioram, e o Governo busca sempre as mesmas soluções: aumento de impostos, aumento de taxas, intervenção dentro do Estado e, principalmente, apresentação de novos programas populistas para tentar resgatar uma conexão há muito tempo perdida entre o Partido dos Trabalhadores e a sociedade brasileira. O Partido dos Trabalhadores não fala a mesma língua de quem empreende no Brasil, de quem edifica, de quem constrói, de quem gera emprego, renda e oportunidades. O Partido dos Trabalhadores, na verdade, destrói, de forma deliberada, a nossa economia.

    O Ministro Haddad, abre aspas, fala: "Calote em Governadores, calote de precatórios, vendeu empresa pública a preço de banana, enquanto rifava o Brasil e tentava dar golpe na democracia. Estamos arrumando sua bagunça, Bolsonaro. Quem está isentando o trabalhador do Imposto de Renda somos nós. Quem cobra imposto de bets e bilionários somos nós". Este Governo continua a falar uma linguagem que, na verdade, é muito mais midiática do que assertiva. Cobrar bilionários? O Governo propõe taxar pessoas que ganham acima de R$50 mil. Quem ganha acima de R$600 mil por ano é bilionário? Menos, Sr. Ministro. V. Exa. fala de cobrar imposto de bets. A oposição foi contra a organização e a formalização dessa ação perniciosa que ataca o tecido social brasileiro. O Governo não só formalizou as bets, como taxou-as em 12%, pretende taxá-las em 18% e tornar permanente esse câncer que corrói boa parte da sociedade brasileira, gerando, inclusive, desagregação familiar e até, em alguns casos, suicídio de pessoas. Então, o Governo está preocupado, novamente, em aumentar a sua arrecadação.

    O Governo fala de calote de precatórios. Ministro Haddad, por favor, menos, vamos falar a verdade! Em 2022, este Congresso Nacional votou uma PEC – em 2021 – que permitiu que, em 2022, até R$60 bilhões fossem pagos dentro do orçamento, nos parâmetros fiscais. Recursos oriundos de precatórios são títulos do Estado, e não deste ou daquele governo. Ações de 1999, 1998, 1997, 2000, 2001, de repente, ganharam celeridade no Governo do Presidente Bolsonaro. E boa parte dos recursos, ou um terço dos recursos, foi diferido ao longo do tempo, em torno de R$30 bilhões em cinco anos, com a possibilidade de se converterem em moeda para pagamento de tributos e também para se "bidar" ações ligadas a questões de comercialização de ativos do Governo.

    O que é que o Governo do Presidente Lula faz? Antecipa, pagando pelo valor de face, para quem comprou com um desconto de 30% ou 40% não apenas os R$30 bilhões, mas R$93 bilhões. Teve muita gente que ganhou muito dinheiro com isso – e, em algum momento, isso vai precisar ser explicado –, de escritórios de advocacia há quem teve informação privilegiada a respeito desse tema.

    Agora, o fato é que nós estamos numa situação em que as contas públicas em 2023 nos legaram mais de R$200 bilhões de déficit; agora em 2024, as empresas estatais tiveram o maior prejuízo da sua história – mais de R$6 bilhões –, e o Governo, ao invés de se debruçar sobre o tema, continua a olhar pelo retrovisor – Governo incompetente! Nós não podemos mais aceitar o aumento de taxas, de emolumentos e de impostos. O Governo precisa cortar na carne, precisa cortar no PAC, precisa fazer reformas estruturantes. Por que o Governo se esconde de fazer a reforma administrativa? Para não atingir a sua base de apoio. Por que não ataca os supersalários? Porque é conivente com a alta cúpula do Judiciário brasileiro. Por que não faz o dever de casa no sentido de diminuir os subsídios ao longo do tempo? Porque tem o rabo preso, e este Governo precisa explicar à sociedade que ele não está tomando as medidas adequadas, não está fazendo o seu dever de casa. O que está sendo proposto, na verdade, é empurrar com a barriga o problema.

    Aliás, o Governo esteve aqui, dois meses atrás, por ocasião da apresentação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. E é bom lembrar que foi dito, em alto e bom som: "Nós não temos, em 2027, recursos para fazer frente ao piso da saúde e da educação. Nós não temos dinheiro para fazer o aporte de recursos discricionários para a manutenção da máquina pública". Ou seja, apertem os cintos, o piloto sumiu! Quem quiser que tome conta a partir de 2027. Governo irresponsável, perdulário, temerário, populista, que está instrumentalizando o país para destruir a sua economia!

    Nós não podemos aceitar esse estado de coisas. Por isso, quero saudar a Câmara Federal, que ontem votou a urgência para derrubar o decreto do IOF. Espero que, daqui a duas semanas, isso se concretize e que o Governo se debruce sobre as contas públicas e apresente reformas estruturantes que permitam que todos nós brasileiros possamos ter ainda um suspiro nos próximos um ano e seis meses, que é o tempo que vai levar para que acabe, de uma vez por todas, esse desgoverno que leva o país para o caminho da destruição, da falta de estabilidade, da falta de segurança jurídica e da desestruturação econômica.

    Muito obrigado, Sr. Presidente.


Este texto não substitui o publicado no DCN de 19/06/2025 - Página 39