Pronunciamento de Wellington Fagundes em 04/08/2025
Discurso durante a 84ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal
Voto de pesar pelo falecimento do Sr. Osvaldino Francisco dos Santos, ex-Vereador do Município de Rondonópolis-MT.
Registro da realização, no mesmo Município, da 51ª Exposição Agropecuária, com menção à sua importância para o desenvolvimento regional.
Relato de participação de S. Exa. em manifestações em defesa do ex-Presidente da República Jair Bolsonaro, com apelo à união em favor da democracia e da liberdade.
- Autor
- Wellington Fagundes (PL - Partido Liberal/MT)
- Nome completo: Wellington Antonio Fagundes
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Homenagem:
- Voto de pesar pelo falecimento do Sr. Osvaldino Francisco dos Santos, ex-Vereador do Município de Rondonópolis-MT.
-
Agropecuária e Abastecimento { Agricultura , Pecuária , Aquicultura , Pesca },
Desenvolvimento Regional:
- Registro da realização, no mesmo Município, da 51ª Exposição Agropecuária, com menção à sua importância para o desenvolvimento regional.
-
Atividade Política:
- Relato de participação de S. Exa. em manifestações em defesa do ex-Presidente da República Jair Bolsonaro, com apelo à união em favor da democracia e da liberdade.
- Publicação
- Publicação no DSF de 05/08/2025 - Página 27
- Assuntos
- Honorífico > Homenagem
- Economia e Desenvolvimento > Agropecuária e Abastecimento { Agricultura , Pecuária , Aquicultura , Pesca }
- Economia e Desenvolvimento > Desenvolvimento Regional
- Outros > Atividade Política
- Indexação
-
- VOTO DE PESAR, HOMENAGEM POSTUMA, MORTE, VEREADOR, RONDONOPOLIS (MT).
- HOMENAGEM, EXPOSIÇÃO AGROPECUARIA, RONDONOPOLIS (MT).
- REGISTRO, PARTICIPAÇÃO, MANIFESTAÇÃO COLETIVA, APOIO, JAIR BOLSONARO, CRITICA, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), PERSEGUIÇÃO, DEFESA, ANISTIA, TENTATIVA, GOLPE DE ESTADO, IMPEACHMENT, MINISTRO, ALEXANDRE DE MORAES.
O SR. WELLINGTON FAGUNDES (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT. Para discursar.) – Sr. Presidente Izalci, eu começo a minha fala aqui registrando com muito pesar o falecimento do Sr. Osvaldino Francisco dos Santos, ele que foi Vereador por Rondonópolis, que tinha um espírito combativo, uma pessoa polêmica, mas com um trabalho comunitário inigualável.
Ele era muito amigo do meu pai; eu, desde criança, o conhecia, ele era muito agradável com as crianças também. Por isso, eu quero registrar aqui também, na pessoa dos seus filhos: o Gudo, meu amigo, que foi Secretário do município e também foi Vereador de Rondonópolis, o Tarlei e o Régio. E lembro também que ele tem um neto, que é o jornalista Victor Santos, jovem que começou conosco na Rádio Clube e hoje é um sucesso na cidade.
Então, ficam aqui registrados o nosso sentimento e as nossas condolências.
Com certeza, o Osvaldino cumpriu muito bem o seu papel como pai, como avô, como marido, chefe de família, como homem público e também como um comunitário, ajudando muito a nossa cidade. A história de Rondonópolis tem muito a ver com esses pioneiros que, infelizmente, estão indo se encontrar Deus – eu digo assim –, mas a vida passa, a vida é assim mesmo, e eu também já perdi meu pai. Ele deixa aqui, com certeza, uma história de vida e já está lá na sua vida eterna, ao lado das almas de bem que passaram por esta Terra.
Sr. Presidente, eu quero aqui também registrar que, na sexta-feira, nós tivemos em Rondonópolis uma grande cavalgada. Isso é fruto de uma exposição agropecuária que acontece há muitos anos na minha cidade; é a 51ª exposição agropecuária. Ela começou em 1967 – eu tinha dez anos de idade – no parque de exposições lá da Vila Operária.
Quando ela começou – a cidade era muito pequena –, totalmente precária, com o sindicato rural tocando, em alguns anos acabou ficando paralisada. Logo que eu me formei e cheguei a Rondonópolis como médico-veterinário, à época o Prefeito Carlos Gomes Bezerra, que foi Prefeito, foi Deputado Federal, foi Senador, foi Governador de Mato Grosso, ele, como Prefeito, me convidou, praticamente me convocou, para ajudá-lo, para que eu coordenasse, para que eu presidisse, para que a gente pudesse soerguer a exposição agropecuária. Eu era Presidente da associação comercial e industrial da minha cidade, jovem ainda. Isso foi, se me recordo e não erro aqui, em 1983.
E, aí, tivemos esse desafio. Fizemos, ainda naquele parque muito antigo, que não tinha asfalto, não tinha energia elétrica suficiente, mas foi uma festa de sucesso, uma festa que realmente mostrou a pujança que acontecia, naquela época, na região sul de Mato Grosso, porque estava chegando, mais ainda, a força da agropecuária. Aquela região era muito forte na produção de algodão – naquela época, o algodão de roça de toco –, era um grande produtor, mas depois veio o bicudo e dizimou essa produção.
Mas o importante é dizer daquela época em que começamos. Então Lúdio Coelho, que foi Senador da República e era um dos maiores pecuaristas do Brasil – o pai dele, Laucídio Coelho, um dos maiores proprietários de terras do mundo – ele, Lúdio Coelho, esteve lá conosco. E, aí, eu me lembro também do Prof. Cícero Lacerda Faria. Começamos então a fazer uma exposição inovadora, com palestras técnicas, levando produtores do nível de Lúdio Coelho para expor os animais, com o objetivo exatamente de ajudar o desenvolvimento da região. E, aí, tivemos então uma transformação da nossa cidade e da nossa região.
Por isso, eu quero aqui registrar o papel também do Prefeito Carlos Bezerra, à época, com todo esse histórico que eu já disse aqui, que também foi uma pessoa visionária que precisava projetar a cidade. Às vezes, um time de futebol projeta a cidade, uma exposição agropecuária, principalmente no nosso caso do Mato Grosso, que é um estado altamente produtor.
E de lá para cá, a exposição foi marcando, cada vez mais, época. Assumiram, naquele momento, outros tantos, mas o Zeca D'Ávila logo em seguida. E depois todos nós nos unimos – a Acrimat, com o sindicato rural –, fundimos essas duas entidades e aí construímos um novo parque de exposição agropecuária, com toda a tecnologia, com toda a infraestrutura.
E, na época, Wilmar Peres de Farias, que foi também Governador e foi Deputado Federal comigo aqui, também ajudou esse parque de exposição, que leva o nome dele até hoje: Wilmar Peres de Farias.
E, aí, nós contratamos o Zé Antônio, um arquiteto, companheiro nosso, e ele foi viajar o Brasil inteiro para conhecer as estruturas dos parques de exposições. E, aí, construímos esse parque moderno, que, de lá para cá, está agora na 51ª exposição.
Eu quero aqui parabenizar toda a diretoria, porque fazer um trabalho como esse requer realmente muita gente anônima podendo ajudar. Eu quero cumprimentar aqui, na pessoa do Lucindo Zamboni Junior, que hoje então faz a abertura. Tivemos, na sexta-feira, ou melhor, no sábado, a grande cavalgada – foi a maior cavalgada. E eu quero lembrar aqui também o Ricardo Andrade, que, junto comigo, criamos a primeira cavalgada. E agora já é a 37ª edição dessa cavalgada, com os peões, com touros, cavalos, carros de boi, aquilo que mostra o que é a vida do campo.
Então, por isso, deixo aqui ao Lucindo Zamboni Junior e, em sua pessoa, a toda a diretoria meus parabéns!
Gostaria muito de estar hoje na abertura, mas registro aqui, desta tribuna, a nossa parceria. Inclusive liberei recursos de emenda do Orçamento exatamente para que a gente pudesse fazer essa grandiosa festa que estamos lá realizando.
Eu quero deixar, então, como lido o pronunciamento que fiz aqui para que seja então inserido, na íntegra. Nele eu cito, também, as cidades de Água Boa, Canarana, Guiratinga, São José do Povo, Itiquira, Pedra Preta, entre tantas outras onde agora também estamos realizando, todas elas com muito sucesso e a maioria com o portão aberto. Rondonópolis também terá grande parte dos seus dias com o portão aberto, exatamente para permitir que todos lá possam estar.
E agora, Sr. Presidente, eu quero aqui também falar um pouco do que foi esse domingo. Esse domingo em que eu assisti a V. Exa., daqui de Brasília, coordenando e, inclusive, anunciando que assume a Liderança das oposições agora esta semana, mostrando a força do que é o bolsonarismo, a força daqueles que querem liberdade, a força daqueles que querem um país democrático, uma democracia de verdade, com liberdade para todos, de ir e vir. Foi o que aconteceu lá no Mato Grosso também, aqui em Brasília, na maioria das capitais brasileiras e no interior.
Na minha cidade, Rondonópolis, também foi um grande sucesso, com a população presente. Primeiro houve uma grande carreata, com caminhões, com carretas, andando pela cidade e, principalmente, na rodovia, mostrando essa força de quem faz e promove o desenvolvimento do Brasil. Lembrem-se bem da greve dos caminhoneiros: se não fosse exatamente... Rondonópolis, que é um entroncamento, ali com a presença da unidade do Exército Brasileiro, serviu de base para dar condições para que aqueles caminhoneiros entendessem até que momento deveriam fazer a greve. E nós, aqui em Brasília, fizemos as nossas conversações para que a gente pudesse aprovar a Lei do Caminhoneiro e dar condições, à época, para que os nossos caminhoneiros...
V. Exa. quer saudar a tribuna?
Pois não.
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) – Só dou boas-vindas aqui aos nossos visitantes.
Sejam bem-vindos aqui ao Congresso Nacional, ao Senado Federal!
O SR. WELLINGTON FAGUNDES (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) – Que bom, não é? A juventude aqui presente na tribuna, também presente na nossa Casa.
Sr. Presidente, concluindo esse raciocínio, exatamente, Rondonópolis, como cidade polo, é uma cidade também extremamente politizada. Hoje, o Cláudio, nosso Prefeito, do PL, juntamente com os Vereadores, com todas as lideranças...
Eu quero lembrar aqui o Deputado Zé Medeiros, porque ele ficou em Rondonópolis e eu fui para Cuiabá. Como era o mesmo horário, nós fizemos um entendimento: ele me representaria em Rondonópolis e eu o representaria lá na nossa capital. O Zé Medeiros já está definido: é o nosso candidato, o pré-candidato a Senador da República, já que ele é Deputado Federal, foi Senador e, com certeza, com o apoio de todos nós, será o nosso Senador da República.
Então, eu quero dizer que esse domingo foi inesquecível. Tivemos, assim, uma verdadeira ação de democracia feita no país, mas através do povo, na base. O povo do meu estado, Mato Grosso, não se calou e não se dobra diante da perseguição política que vem acontecendo no nosso país. Por isso, eu quero dizer que participei dessas manifestações, e aí registro, tanto em Rondonópolis como em Cuiabá. Estive ao lado de homens e mulheres, Sr. Presidente, em atos pacíficos e também firmes, de gente que não se ajoelha diante da injustiça e que fulge na coragem de defender a liberdade, a democracia e a soberania do nosso povo.
Digo, com clareza: não haverá eleições democráticas sem a presença do nosso Presidente Jair Bolsonaro. Nosso líder não foi condenado, não foi julgado em um processo justo, mas já está sendo punido com tornozeleira. Hoje o Bolsonaro vem sendo monitorado por essa tornozeleira eletrônica, um constrangimento não apenas para ele, mas para todos os brasileiros que acreditam na democracia de verdade.
Sr. Presidente, eu quero aqui lembrar a época do exagero das algemas. Lembra-se? Usava-se algema para desmoralizar o cidadão. Não era para puni-lo. E aí foi o próprio Supremo que viu que estava sendo exagerado. O Ministro Gilmar Mendes, na época, promoveu uma ação, ou seja, colocou ordem na casa.
O excesso ou o abuso nunca é bom. E é o que está acontecendo agora. Como é que pode: colocarem uma tornozeleira num ex-Presidente da República que em todos os momentos em que foi convidado, foi convocado pela Justiça esteve presente? Aqui, como Líder do Bloco Vanguarda, e V. Exa. é testemunha... Quando ia ter uma ação, ele vinha aqui. Primeiro, para se apresentar, e V. Exa. estava junto... Para se apresentar para a imprensa, para conversar com a imprensa, para dizer que ele estaria na audiência pública, ou na audiência junto à Justiça.
Então, como é que pode: colocarem uma tornozeleira num homem desse que em momento algum fugiu da Justiça? Em momento algum, fugiu de estar na praça pública. Muito pelo contrário, andando, Brasil afora, mesmo depois de uma cirurgia de 12 horas – em menos, eu acho, de 40, 50 dias, estava lá o Bolsonaro visitando o Brasil inteiro. E, olhem, sempre andando de avião de carreira. Nunca usou jatinhos particulares, porque, se ele quisesse, como ex-Presidente... Todo mundo quer ceder o seu jatinho para ele. "Não, eu vou de carreira. Eu vou junto com a população." Quando a gente estava nas caminhadas, nas carreatas nas estradas, ele fazia questão de parar num boteco, conversar com as pessoas, comer um pastel. Esse é o Bolsonaro, simples, um homem que foi Presidente da República, e hoje um homem desse está com tornozeleira. Ninguém aceita isso, ninguém pode aceitar.
Por isso, eu quero dizer aqui também, Sr. Presidente, que não é só ele, mas também, agora, no Senador Marcos do Val também foi colocada uma tornozeleira. O Supremo Tribunal Federal quer dar, a meu ver, um recado claro: querem calar, intimidar, isolar quem ousa pensar diferente. Mas aqui vai a minha resposta: não, não vão conseguir. Não é possível que esta Casa vá se curvar a tal ponto.
Já temos a assinatura da maioria dos Senadores. Eu acho que estavam faltando dois ou três. A minha suplente, a Senadora Rosana Martinelli, é que assinou primeiramente, porque eu estava de licença, para que ela pudesse, então... Aqui, como Senadora, ela apresentou o projeto da anistia. Ela o apresentou. E aqui, quando ela tomou posse – eu quero lembrar bem –, a Rosana Martinelli estava com as suas contas bloqueadas, o passaporte retido, só porque ela, como uma militante, esteve numa manifestação lá em Sinop.
Ela teve, então, as contas bloqueadas e teve também o seu passaporte retido. E ela assumiu como Senadora – assumiu como Senadora – nesta condição, tendo o seu passaporte retido. E ela nem sabia. Ela, como Senadora, foi fazer uma viagem, chegou ao aeroporto e estava com o passaporte retido. Olha que absurdo, Sr. Presidente!
Por isso, ela assinou. Consta, primeiramente, o nome dela, mas, como, na condição de suplente, já não está mais no mandato, eu chancelei essa assinatura em nome também da Senadora. E faço questão de dizer aqui o nome da Senadora Rosana Martinelli, porque amanhã pode aparecer uma lista que não tenha o nome da Rosana, mas a Deputada e Senadora Rosana Martinelli assinou, e eu quero que conste também aqui. Por isso, estou falando de forma clara desta tribuna.
Então, podem até tentar nos dividir, mas este momento pede, acima de tudo, união nossa – união de todos que defendem a Constituição, que respeitam a soberania popular e que acreditam que o poder emana, acima de tudo, do povo e não de gabinetes fechados.
Eu me senti honrado em participar dessa manifestação e me sinto ainda mais motivado ao ver o caminho que essas pessoas trilharam a pé, lá, e principalmente o carinho e a força de cada um que estava ali. Não foi ônibus carregando ninguém, não. Lá, estavam milhares de pessoas, de forma voluntária, na praça pública. Esse é o momento de coragem; esse é o momento de resistência. Se calarmos agora, amanhã será tarde demais.
Por isso, Sr. Presidente, eu quero aqui também registrar o nome de pessoas que estavam lá conosco, liderando em Cuiabá: o Prefeito Abilio, do PL, Prefeito da nossa capital; a Prefeita Flávia Moretti, de Várzea Grande, segunda cidade em população do Mato Grosso; o Ananias Martins de Souza, que é Presidente do PL; o Deputado Cattani; o Deputado Elizeu; o Deputado Faissal; a Deputada Coronel Fernanda; o Deputado Nelson Barbudo; o Deputado Coronel Assis; o Deputado Medeiros – eu ali estava o representando, já que ele estava em Rondonópolis –; e também o ex-Deputado Ulysses e ainda o Galvão, que é uma liderança rural e que foi candidato também a Senador. Registro aqui também o Vereador Ranalli, o Coronel Dias, Vereadores, na pessoa de todos aqueles...
Claro que o ideal seria que a gente pudesse falar aqui de homens e mulheres simples que estavam lá embaixo, na rua, na praça, com a bandeira, com a camisa, com a cara escrita "Brasil". Essas pessoas é que merecem o nosso reconhecimento. Por isso, eu quero aqui agradecer a todos os brasileiros e brasileiras que estavam na praça pública. Esse é o momento em que a gente não pode se curvar.
E aí, eles cobram de nós, viu, Presidente? “E aí, como é que será? Vai ser apreciado?”
Por isso, claro, tanto ao Presidente da Câmara, o Hugo Motta, como também aqui ao Presidente Davi, cabe a nós cobrar. Vamos cobrar para que ele coloque na pauta, principalmente o projeto da anistia; para que tenha também o projeto do impeachment – tudo isso que coloquem em pauta. Porque, às vezes, as pessoas falam: “Ah, por que vocês não obrigam?”.
Nós temos aqui uma Constituição também a ser seguida. Mas o que nós estamos fazendo é isso: fizemos a nossa assinatura e vamos pressionar, junto com a população brasileira, para que a gente possa ter, acima de tudo, um país com democracia e com liberdade de todos irem e virem.
Fica aqui, finalmente, a nossa homenagem ao maior líder deste país, que é Jair Messias Bolsonaro.
Muito obrigado.