Pronunciamento de Zenaide Maia em 16/09/2025
Discurso durante a 117ª Sessão Especial, no Senado Federal
Sessão Especial destinada a celebrar os 125 anos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Ênfase no papel da Fundação na pandemia da covid-19, enfrentando o negacionismo e garantindo a produção de vacinas. Apelo ao Congresso Nacional para garantir recursos no orçamento da União destinados à saúde, à educação e à ciência.
- Autor
- Zenaide Maia (PSD - Partido Social Democrático/RN)
- Nome completo: Zenaide Maia Calado Pereira dos Santos
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Pesquisa Científica,
Saúde Pública:
- Sessão Especial destinada a celebrar os 125 anos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
-
Atuação do Congresso Nacional,
Ciência, Tecnologia e Informática,
Combate a Epidemias e Pandemias:
- Ênfase no papel da Fundação na pandemia da covid-19, enfrentando o negacionismo e garantindo a produção de vacinas. Apelo ao Congresso Nacional para garantir recursos no orçamento da União destinados à saúde, à educação e à ciência.
- Publicação
- Publicação no DSF de 17/09/2025 - Página 15
- Assuntos
- Economia e Desenvolvimento > Ciência, Tecnologia e Informática > Pesquisa Científica
- Política Social > Saúde > Saúde Pública
- Outros > Atuação do Estado > Atuação do Congresso Nacional
- Economia e Desenvolvimento > Ciência, Tecnologia e Informática
- Política Social > Saúde > Combate a Epidemias e Pandemias
- Matérias referenciadas
- Indexação
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- SESSÃO ESPECIAL, COMEMORAÇÃO, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, FUNDAÇÃO INSTITUTO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ).
- IMPORTANCIA, ATUAÇÃO, FUNDAÇÃO INSTITUTO OSWALDO CRUZ (FIOCRUZ), COMBATE, EPIDEMIA, NOVO CORONAVIRUS (COVID-19), PRODUÇÃO, VACINA, REFORÇO, SISTEMA UNICO DE SAUDE (SUS).
- SOLICITAÇÃO, CONGRESSO NACIONAL, GARANTIA, OBTENÇÃO, RECURSOS ORÇAMENTARIOS, DESTINAÇÃO, SAUDE, EDUCAÇÃO, CIENCIA E TECNOLOGIA.
A SRA. ZENAIDE MAIA (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - RN. Para discursar.) – Bom dia a todos e a todas aqui presentes.
É uma pauta bem positiva! Homenagear a Fiocruz pelos 125 anos é algo que nos enche de alegria. Eu costumo dizer, Jandira, que a Fiocruz é uma pérola brasileira, como é o nosso SUS. (Palmas.)
Quero aqui cumprimentar nosso Presidente, já o parabenizando por aprovar esta sessão especial, Marcelo Castro, nosso colega médico. Quero cumprimentar o Presidente da Fiocruz, que é o nosso... Deixe-me ver aqui: o Presidente Marcelo... O Presidente da Fiocruz, gente!
(Manifestação da plateia.)
A SRA. ZENAIDE MAIA (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - RN) – Mario Moreira. E, na pessoa dele, cumprimento toda a mesa, porque eu quero aqui cumprimentar as nossas colegas Margareth Dalcolmo, a nossa Ministra Nísia, o Dr. Swedenberger – que ouro! –, e quero dizer o seguinte: eu fiz uma fala aqui e fico feliz, porque falar da Fiocruz é falar de salvar vidas, e não só vidas humanas, também a vida animal e nosso meio ambiente. A Fiocruz tem tudo a ver com isso.
Como foi falada aqui a história toda da Fiocruz, que todos nós conhecemos, quero cumprimentar e já dizer à Agência Senado, Rádio Senado e TV Senado – porque um momento desses é para o Brasil – para a gente dar visibilidade a esta instituição, que faz parte da nossa história.
Então, eu costumo dizer, informação é poder. E isso de fazer uma sessão especial, apesar de todos nós, de a maioria ter conhecimento da Fiocruz, isso é mostrar a importância dela e o dever, não só do Congresso Nacional, mas de cada cidadão e cidadã, de lutar por essa grande instituição, sempre lembrando Oswaldo Cruz, que dizia: "Não esmorecer para não desmerecer".
Eu diria que hoje, Brasil, tanto o Congresso Nacional como o povo brasileiro, nós temos que dizer o seguinte: nada vai nos impedir de ajudar essa instituição, que vai continuar a servir salvando vidas. Isso tem que ser um compromisso desta Casa e do povo brasileiro, porque isto aqui é defender a ciência e defender a vida.
Mas eu botei aqui: comemorar os 125 anos da Fundação Oswaldo Cruz, a nossa Fiocruz, é celebrar uma instituição pública que projetou e projeta o Brasil no mundo como referência em saúde. Nós estamos falando não só de uma das mais respeitadas instituições de pesquisa da América Latina, mas também do esforço gigantesco de centenas de profissionais que se dedicaram e se dedicam a vida toda à pesquisa e à ciência. Tudo isso não pensando em lucro, gente, mas unidos com o maior objetivo, que é salvar vidas, como eu gosto de reafirmar aqui.
Como médica, deixo meu testemunho do papel da Fiocruz na pandemia de covid-19 no Brasil. Enfrentamos o negacionismo instalado em partes do Estado brasileiro naquele período, mas a Fiocruz foi um bastião de resistência contra desmandos que ignoravam a ciência.
Sim, nós conseguimos produzir vacinas apesar daquele cerco autoritário, graças à resiliência de órgãos técnicos, como a Fiocruz, o Instituto Butantan, nossos centros de pesquisa avançada das universidades públicas e muitos outros atores. Essa fundação, como foi falado, criada em 1900, continua hoje nessa luta, nessa resiliência de insistir, persistir e nunca desistir de lutar por aquilo que a gente não acha, mas que a gente tem certeza. Porque eu costumo dizer: quem mais aumentou a vida média da população mundial? Vacinas e água tratada. E esse papel fez a gente salvar vidas, juntamente com os funcionários, com toda essa equipe que forma essa instituição, que nos orgulha.
E uma sessão destas tem que ter sempre, porque a Fiocruz é a prova viva de que se pode, sim, fazer ciência e salvar vidas de forma pública e gratuita. Porque a gente tem que ter esse olhar: tudo gratuito para salvar a vida de brasileiros. (Palmas.)
Eu quero aqui – é que não se pode falar muito, senão apertam ali, e eu digo que para a ciência a pressa é inimiga da perfeição, não é? – dizer aqui o seguinte: os aplausos são para toda essa equipe. Vocês nos fazem nos sentir orgulhosos, não perder a esperança e lutar por isso.
Agora, eu queria aqui fazer um apelo, Marcelo, a todos os nossos colegas Parlamentares, ao Congresso Nacional: nós precisamos, sim, colocar a nossa Fiocruz, o nosso SUS, no orçamento deste país (Palmas.), porque quando a gente vê o orçamento... Os brasileiros não olham muito, porque a primeira vez que eu perguntei por orçamento, me mostraram uma pilha de papel deste tamanho. Aí eu digo: "Eu queria saber só a percentagem que vai para a saúde pública, para a educação pública, para a assistência social e para se fazer ciência". São 4%, mas o sistema financeiro fica com quase 50% do orçamento deste país.
E se faz necessário, Dr. Pedro, que a gente fale para o povo entender que precisa, sim, a gente estar aqui na defesa da Fiocruz, como eu sempre estive – e todos os que estão aqui –, mas defender a nossa Fiocruz é defender mais recursos humanos, novas tecnologias; ou seja, por favor, vamos colocar nossa pérola brasileira, nossas pérolas SUS e Fiocruz no orçamento deste país.
Muito obrigada e viva a Fiocruz! (Palmas.)