Pronunciamento de Damares Alves em 13/10/2025
Discurso durante a 140ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal
Expectativa de decisão favorável ao Sr. Filipe Martins, no âmbito da ação penal que responde perante o STF, após novas informações sobre o documento que o levou à prisão.
Celebração da libertação de reféns em Israel, exaltação ao povo israelense e crítica ao Hamas. Lamento pela ausência do Brasil nas cerimônias de paz e elogio ao ex-Presidente Jair Bolsonaro por seu apoio a Israel.
- Autor
- Damares Alves (REPUBLICANOS - REPUBLICANOS/DF)
- Nome completo: Damares Regina Alves
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Atuação do Judiciário,
Direitos Individuais e Coletivos:
- Expectativa de decisão favorável ao Sr. Filipe Martins, no âmbito da ação penal que responde perante o STF, após novas informações sobre o documento que o levou à prisão.
-
Assuntos Internacionais,
Conflito Bélico,
Relações Internacionais:
- Celebração da libertação de reféns em Israel, exaltação ao povo israelense e crítica ao Hamas. Lamento pela ausência do Brasil nas cerimônias de paz e elogio ao ex-Presidente Jair Bolsonaro por seu apoio a Israel.
- Aparteantes
- Eduardo Girão.
- Publicação
- Publicação no DSF de 14/10/2025 - Página 51
- Assuntos
- Outros > Atuação do Estado > Atuação do Judiciário
- Jurídico > Direitos e Garantias > Direitos Individuais e Coletivos
- Outros > Assuntos Internacionais
- Outros > Conflito Bélico
- Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Relações Internacionais
- Indexação
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- EXPECTATIVA, DECISÃO JUDICIAL, FALSIFICAÇÃO, DOCUMENTO, PRISÃO, FILIPE MARTINS, QUESTIONAMENTO, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), CRITICA, ABUSO DE AUTORIDADE, JUDICIARIO, INVESTIGAÇÃO, ATO, JANEIRO, DEPREDAÇÃO, PATRIMONIO PUBLICO, SEDE, LEGISLATIVO, EXECUTIVO, ACUSAÇÃO, PERSEGUIÇÃO, NATUREZA POLITICA.
- CELEBRAÇÃO, LIBERAÇÃO, REFEM, PAIS ESTRANGEIRO, ISRAEL, REPUDIO, TERRORISMO, TORTURA, COMENTARIO, HISTORIA, POVO JUDEU, CRITICA, POLITICA EXTERNA, BRASIL, AUSENCIA, PARTICIPAÇÃO, NEGOCIAÇÃO, PAZ, CONGRATULAÇÕES, EX-PRESIDENTE DA REPUBLICA, JAIR BOLSONARO, ATUAÇÃO, RELAÇÕES INTERNACIONAIS, REGISTRO, INJUSTIÇA, PRISÃO.
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF. Para discursar.) – Boa tarde, Presidente Humberto; boa tarde, colegas: Senador Confúcio, Senador Girão, Senadora Zenaide.
Eu venho à tribuna, hoje, por dois motivos. O primeiro, manifestar a minha expectativa para o que vai acontecer esta semana, Senador Girão, no Brasil, depois da revelação e o comunicado oficial dos Estados Unidos de que o documento que foi usado para prender o Filipe Martins foi um documento falsificado, e a Suprema Corte foi avisada o tempo todo, e a Suprema Corte pagou para ver.
Filipe Martins foi preso, foi torturado. Filipe Martins foi humilhado, porque um documento falso foi inserido no sistema dos Estados Unidos. E o que vai acontecer agora? Quem vai indenizar os meses que Filipe Martins ficou preso? Quem vai devolver a Filipe Martins parte de sua vida?
Mas a minha expectativa não é só quanto a isso, não é só saber o que a Suprema Corte vai fazer, é saber o que os Estados Unidos farão com essa informação, porque alguém manipulou o sistema americano. E não é só um nome de uma pessoa: manipulou o sistema de segurança norte-americano. E os Estados Unidos não deixam isso quieto nunca.
Então, há uma expectativa muito grande, Senador Girão, do que vai acontecer esta semana. Vamos acompanhar de perto quem falsificou, quem foi usado, nos Estados Unidos e no Brasil, para falsificar o sistema de segurança norte-americano. É muito grave.
O Sr. Eduardo Girão (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Para apartear.) – Senadora, se a senhora me permite, rapidamente, um aparte... Presidente, é um minuto mesmo.
É gravíssimo. Eu vou fazer um pronunciamento sobre isso, passamos o final de semana estudando o caso. E não é nem o que os Estados Unidos vão fazer, porque isso é uma questão dos Estados Unidos. O que é que nós vamos fazer aqui? Por exemplo, imediatamente o Ministro Alexandre de Moraes já era para tê-lo libertado, porque ele está preso em casa. Foi preso por uma viagem que não fez, por um documento que não existe e por uma reunião à qual ele não foi. Então, é um negócio tão escandaloso que ele precisa ser libertado imediatamente – esse é o fato – e declarado inocente desse julgamento aí, que mais parece um justiçamento no Brasil.
No momento em que a gente está vendo a libertação de reféns lá em Israel – graças a Deus, é uma grande notícia da paz ali do povo palestino, do povo de Israel, que se fortaleça esse sentimento –, e os reféns do Brasil? E os reféns de 8 de janeiro, que estão nas mãos do STF?
Muito obrigado. Parabéns, Senadora Damares, pelo seu pronunciamento!
A SRA. DAMARES ALVES (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF) – Há uma expectativa e, realmente, Senador Girão, não comporta o silêncio desta Casa nem o nosso silêncio. É gravíssimo.
Eu conheci Filipe Martins, por quatro anos eu trabalhei com aquele menino, um menino de ouro, Senador Girão, um menino extraordinário, um menino incrível. E eu sofri muito com tudo que aconteceu com ele. Na verdade, eu venho sofrendo há dois anos com tudo que tem acontecido com pessoas inocentes que ainda estão encarceradas neste país, em nome de resgatar uma democracia – democracia que usa documentos falsos, democracia que manda "ferrar essa mulher", como nós lemos nas anotações do Eduardo Tagliaferro com relação a Carla Zambelli, democracia que manda ser criativo para se criarem provas contra inocentes. Esta será uma semana decisiva para toda essa história.
Mas o outro tema que me traz a esta tribuna, Sr. Presidente, é celebrar o que está acontecendo hoje em Israel. E chorar. Eu confesso que eu estou muito emotiva, eu passei a manhã inteira chorando, vendo as imagens. Eles voltaram para casa, depois de dois anos de dor, sofrimento, tristeza, 20 reféns voltam para casa hoje – mas alguns não voltaram vivos depois desse processo. E eu quero lembrar daquela família da mãe com as duas crianças, ela foi morta e seus filhos foram mortos, dois bebês, e na hora de o Hamas entregar os corpos, na primeira tentativa de negociação, em torno de um ano atrás, na hora de entregar os corpos, o Hamas celebrou, dançou nas ruas para entregar o corpo de uma mãe e os corpos de duas crianças. Hoje, 20 homens foram devolvidos vivos. E as mulheres? O que aconteceu com as mulheres?
Que esse episódio, que o que o Hamas fez não seja esquecido nunca mais pela humanidade!
Lamentavelmente, semana passada, eu vi pessoas, no Brasil, celebrando o heroico ato do Hamas para libertar a Palestina. Heroico ato invadir uma festa de jovens que estavam se divertindo, massacrar jovens? Isso é heroico? Pegar mulheres, torturar e estuprar, isso é ato heroico? Como é que tem gente que fala que isso é um ato heroico dos grandes guerreiros do Hamas? Manter essas pessoas por dois anos em cativeiro, machucadas? Invadir as casas, matar pai na frente de criança, degolar criança, isso é heroico? É isso que nós vamos celebrar? Quando eu vejo pessoas, no Brasil, celebrando um grupo terrorista como o Hamas, me dá uma tristeza muito profunda. Aonde nós chegamos?
Mas eu quero hoje falar não do Hamas, eu quero falar de Israel. Quem é Israel? Uma nação extraordinária, uma nação que é uma potência mundial. E como aquela nação se torna uma potência mundial, detentora de diversos Prêmios Nobel? Como se transforma numa nação, numa potência? Quem é Israel? Dois mil anos sem casa, sem lar. Como é que pode um povo que é banido de sua terra, que fica 2 mil anos sem um líder, sem uma pátria, sem uma nação, depois de 2 mil anos, se encontrar? Como é que esses descendentes do povo judeu se encontram 2 mil anos depois? Como é que eles conseguem manter uma identidade, espalhados por todo o mundo, inclusive aqui no Brasil, por 2 mil anos, sem um líder? Não tinham internet, não tinham telefone. Como é que eles mantinham seus valores, como é que eles mantiveram seus objetivos por 2 mil anos, banidos de sua terra?
Eles voltam para sua terra, mas eles voltam para uma área de deserto, uma área que só tem 22 mil quilômetros quadrados. Deixe-me dizer o tamanho disso: o nosso Marajó, aqui no Pará, tem 40 mil metros quadrados. Dentro do Marajó, cabem dois Estados de Israel, e o nosso Marajó tem água, tudo que se planta dá, o nosso Marajó é incrível, o nosso Marajó é lindo. Aí, o povo de Israel volta para uma terra em cima de deserto, cercado de inimigos – cercado de inimigos –, depois de ter passado pela Segunda Guerra, quando 6 milhões deles foram assassinados, esse povo volta triste, cabisbaixo, para uma terra que era um deserto, e olha o que eles fizeram com aquela região: o deserto floresceu. Israel é uma nação que ajuda todas as outras nações do mundo em tecnologia. Alguém pode me explicar esse milagre que acontece com Israel? Eu tenho uma resposta. Eu sei que eu sou uma Senadora de um país em que o Estado é laico, mas eu não vou me furtar de dizer: o Deus de Israel cuida de Israel. O Deus de Israel tem promessas para Israel. E o que está acontecendo hoje é mais uma das promessas de Deus para o Estado de Israel. Aquele lugar é deles. Eles querem dividir o lugar em paz com a Palestina? Querem. E eu tive essa experiência, eu servi a um Governo em que eu estive em todos os fóruns mundiais. Em todas as reuniões na ONU, era eu que ia, era o nosso ministério que estava lá. Eu vi os movimentos de Israel querendo viver em paz com a Palestina, mas tudo o que é oferecido para a Palestina não dá certo, porque o Hamas e os grupos terroristas que envolvem a nação Palestina – não vou dizer que são todos os palestinos, mas os grupos terroristas que envolvem a nação Palestina – não querem terra, eles querem aniquilar o povo judeu. "Mas isso é loucura!". Não! Já tentaram, ao longo da história da humanidade, aniquilar esse povo inúmeras vezes. E como esse povo ressurge e se torna a potência que é hoje? Não há explicação humana para o que acontece com Israel. A resposta é que o Deus de Israel ama Israel.
Hoje eles estão celebrando a volta dos reféns. Lamentavelmente, Hamas, quando provocou essa situação, não pensou no povo palestino. Milhares de homens e mulheres na Palestina morreram por conta de uma reação de Israel a uma ação do Hamas. Não se justifica a morte de criança na Palestina, não se justifica a morte de ninguém, guerra é guerra, não se justifica a guerra, mas Hamas provocou. Hamas sabia o que estava fazendo. Mas hoje Israel recebe os seus reféns. Alguns, Israel já recebeu mortos. Ossos, ossadas, corpos destruídos, machucados, mas Israel não deixou ninguém para trás. Este é um outro ponto pelo qual a gente tem que bater palma para Israel: "Não vamos deixar nenhum dos nossos para trás".
Parabéns, Israel!
Que o teu Deus continue cuidando de ti.
E eu quero terminar essa minha fala – muito emotiva. Acabei de ver a entrevista do Presidente Trump. Há várias autoridades mundiais em Israel, hoje, na sede do Parlamento em Israel. A forma como o Presidente Trump foi recebido no Parlamento... Há líderes mundiais, mas eu não vi o meu Brasil. O meu Brasil não fez parte deste momento histórico. O meu Brasil não participou da construção da paz, lamentavelmente. Poderíamos estar lá hoje, ajudando a construir esse processo de paz. Pelo contrário, os discursos que saíram desta nação foram discursos que deixaram, cada vez mais, o tratado de paz longe de uma realidade. Como eu queria que o nosso país estivesse ali ao lado do Trump, que um dos nossos representantes participassem deste momento. Ai que saudade do Presidente Jair Bolsonaro, que, por quatro anos, lutou pela paz naquela região! Eu fui Ministra dele. Eu sei o que eu estou falando. Um homem que amava Israel, mas um homem que também respeitava a Palestina. Se ele estivesse no poder hoje, o Presidente Bolsonaro estaria ali agora, em Tel Aviv, em Jerusalém, celebrando a paz na região, porque era isso que ele queria, e é isso que ele quer.
Que Deus o abençoe, Presidente Bolsonaro!
Fico imaginando a sua angústia de estar preso injustamente, sem ter cometido crime algum, assistindo ao mundo celebrar a paz. E a sua nação não participou da construção dessa paz.
Muito obrigada, Presidente. (Palmas.)