Discurso proferido da Presidência durante a 194ª Sessão Especial, no Senado Federal

Sessão Especial destinada a celebrar o dia da Bíblia. Definição da Bíblia como "livro de regra e fé". Análise da convergência entre ciência e profecias bíblicas, utilizando passagens dos livros de Isaías e Apocalipse para ilustrar como avanços tecnológicos modernos validariam, descrições milenares antes aceitas apenas pela fé.

Autor
Damares Alves (REPUBLICANOS - REPUBLICANOS/DF)
Nome completo: Damares Regina Alves
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso proferido da Presidência
Resumo por assunto
Homenagem, Religião:
  • Sessão Especial destinada a celebrar o dia da Bíblia. Definição da Bíblia como "livro de regra e fé". Análise da convergência entre ciência e profecias bíblicas, utilizando passagens dos livros de Isaías e Apocalipse para ilustrar como avanços tecnológicos modernos validariam, descrições milenares antes aceitas apenas pela fé.
Publicação
Publicação no DSF de 16/12/2025 - Página 8
Assuntos
Honorífico > Homenagem
Outros > Religião
Matérias referenciadas
Indexação
  • SESSÃO ESPECIAL, CELEBRAÇÃO, DATA NACIONAL, Dia da Bíblia, ANALISE, RELAÇÃO, CIENCIAS, BIBLIA.

    A SRA. PRESIDENTE (Damares Alves. Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - DF. Para discursar - Presidente.) – Registro, com muita alegria, a presença no Plenário do Deputado Pastor Sargento Isidório, Deputado Federal da Bahia. Um Deputado que não tem vergonha de expressar a sua fé e o seu amor pela Bíblia Sagrada; um Deputado que anda em todos os corredores, em todos os ambientes, desta Casa, da outra Casa e, por onde ele passa, na Bahia, é carregando a sua Bíblia Sagrada

    O senhor tem sido um símbolo de amor ao livro sagrado. Seja bem-vindo, Deputado, a esta sessão.

    Talvez algumas pessoas que estão ligando a televisão agora, na TV Senado, devem estar se perguntando: por que uma sessão especial para se comemorar o Dia da Bíblia?

    Primeiro, vamos deixar claro: no ano de 2001, depois de tramitar no Congresso Nacional um projeto de lei, o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, sanciona a Lei 10.335, de 2001, estabelecendo que no Brasil o segundo domingo do mês de dezembro seria dedicado a comemorar o Dia da Bíblia. É uma celebração, inclusive, instituída por lei federal. Mas para o povo cristão não seria preciso uma lei federal – ela tão somente está lá nos Anais –, porque para nós cristãos todos os dias são dias da Bíblia. Mas ter essa data no calendário oficial foi e é importante para o nosso segmento.

    A Bíblia Sagrada, o livro de regra e fé dos cristãos. E aí, quando eu falo dos cristãos, eu posso dizer que é o livro do povo brasileiro. Somos maioria nesta nação. Somos uma nação que se autodeclara cristã. Somos uma nação que, assim que é estabelecida como nação, com a chegada lá atrás, lá atrás, em 1500, nasce sob oração, nasce a partir de uma missa, nasce a partir da leitura da Bíblia Sagrada.

    Eu costumo dizer, Senador Izalci, que aquelas caravelas que chegaram ali no litoral da Bahia não se perderam como a história nos informa, elas foram sopradas por Deus. Deus queria que nesta terra nascesse uma nação extraordinária. A história acha que eles se perderam. Deus queria que eles aqui chegassem e que aqui nós estabelecêssemos uma nação diferente. Uma nação...

    E eu posso afirmar: Deus tem sonhos para esta nação. Deus queria que nesta terra nascesse uma nação que seria a mistura de povos, línguas, raça, uma nação que seria celeiro para o mundo de missionários, uma nação que seria para o mundo um exemplo, uma nação que estaria sustentando este planeta. Lamentavelmente, nós não alcançamos ainda este sonho do coração de Deus. Ainda não somos o celeiro de missionários, ainda não somos a nação-luz que norteia as decisões do mundo, ainda não somos a nação tão sonhada, mas estamos caminhando para isso – eu acredito. E temos, sim, nós, o povo cristão, a Bíblia como nosso livro de regra e fé.

    O que seria ter um livro como regra de conduta, ter um livro como regra de fé, um livro de conduta? É saber o que fazer, é saber o que dizer, é saber como se posicionar. E tudo isso está na Bíblia – tudo isso está na Bíblia. Foi lá na Bíblia, e é lá na Bíblia, que nós aprendemos que devemos amar a Deus sobre todas as coisas, primeiro a Deus. E aí a gente descobre que, quando a gente ama a Deus, nós queremos tanto agradá-lo que a nossa conduta começa a ser adorar, adorar e agradar. E o que é agradar a Deus? É viver em paz. O que é agradar a Deus? É cuidar do próximo. O que é agradar a Deus? É não roubar. O que é agradar a Deus? É não matar. O que é agradar a Deus? É cuidar dos vulneráveis. E é neste livro que a gente encontra a direção para também a nossa forma de atuar no nosso trabalho, na escola, na faculdade e aqui no Parlamento.

    Permitam-me, pastores, permitam-me dar o meu exemplo. A Bíblia é, sim, meu livro de regra e fé. Eu vivo sob os ensinamentos da Bíblia Sagrada. Eu tenho dois livros que norteiam a minha atividade Parlamentar. Talvez, eu trazendo para o meu exemplo, quem está nos assistindo entenda. Eu tenho dois livros que conduzem a minha vida: a Constituição Federal e a Bíblia Sagrada. E foi na Bíblia Sagrada que eu aprendi: "Abra a tua boca em defesa dos que não podem se defender" – Provérbios 31, 8. Foi lá que eu aprendi a abrir a boca e, desde muito pequena, a lutar pelos vulneráveis, lutar pelas crianças, lutar, Pastor José Carlos, pelos povos indígenas, lutar pelos povos ciganos, lutar em defesa das mulheres vítimas de violência, porque, apesar de sermos uma nação cristã, somos a quinta nação do mundo que mais mata mulheres. Foi lá na Bíblia que eu aprendi a lutar por direitos humanos. Quando alguns acham que direitos humanos é uma pauta de esquerda, uma pauta recente, uma pauta estabelecida pela ONU, não. Nos Provérbios 31, 8 já se falava: abra a tua boca em defesa daqueles que estão tendo seus direitos violados.

    Meu livro de regra e fé, quando ele diz o seguinte: "Amai os vossos inimigos", e não é fácil amar os nossos inimigos. Não é fácil declarar amor aos nossos inimigos. Este livro que me diz o seguinte: "Tenha paz com todos", e é na busca da paz que eu caminho. Às vezes, Senador Izalci, incompreendida, às vezes tão criticada, mas o livro de regra e fé que eu tenho me diz o seguinte: "Manter a paz com todos". Mas esse livro também diz o seguinte: "Orai pelos seus inimigos". E é dessa forma como eu caminho, orando pelos nossos inimigos. Tem uns que é difícil, confesso. E tem um atualmente – né, Desembargador Sebastião? – que é difícil orar por ele, mas nós temos um livro que nos ensina: "Orai pelos seus inimigos". Mas é um livro também que me ensina, e aí a minha vida toda também é conduzida pelo versículo que está no livro de Neemias, no Capítulo 4, no versículo 14, que diz o seguinte: "Lutai com bravura por suas famílias, por suas mulheres, por suas crianças, por seus meninos, por suas meninas e por suas propriedades". Está lá: "Lutai com bravura". E, se no livro está escrito "lutar com bravura", a mim não cabe ser covarde, a mim não cabe me omitir.

    Às vezes, vocês me veem aqui neste Plenário gritando, berrando, mas todas as vezes em que estou gritando e berrando, lutando com bravura, eu estou sendo remetida à Neemias 4,14: "Lutai com bravura por seus meninos e por suas meninas". Mas também esse livro me diz: "Se alguém bater em tua face, entregue o outro lado". E aí? É fácil viver as regras de conduta que este livro nos impõe? Não é fácil, mas nós temos a palavra de Deus, e ela precisa ser lida, entendida, divulgada. É o livro que a gente tem certeza, comprovado a todo instante pela ciência; um livro de fácil compreensão se quisermos entendê-lo e compreendê-lo; o livro cujos ensinamentos são possíveis, sim, de serem seguidos, mesmo quando nos acusam de loucos, de malucos, de povo complicado e, às vezes, de povo barulhento, mas é o livro que já norteou constituições em diversas nações do mundo; é o livro que, a partir de seu conhecimento, mudou este planeta; é o livro que tem mudado nações e, para além de nações, é o livro que tem mudado o homem, é o livro que leva o homem à transformação, é o livro que por si só fala.

    Sim, nós temos inúmeras outras literaturas para interpretar a Bíblia Sagrada. Inúmeros cursos, inúmeros teólogos, inúmeros seminários, mas a Bíblia se basta por si só.

    Sou testemunha de meu pai – eu, muito pequena – chegar nos presídios e entregar apenas um exemplar de uma Bíblia para um preso, e ninguém para ensinar nada. A gente voltava lá, e este homem estava transformado, salvo, remido, e saía do presídio pregando o evangelho, o evangelho transformador. A Bíblia por si só basta. Ela é a palavra, ela é a revelação, ela é o recado de Deus para a humanidade, ela é o recado de Deus para todos nós. A Bíblia Sagrada que amamos, hoje, está o tempo todo sendo comprovada pela ciência.

    E vou dar um exemplo, apenas um único exemplo, Senador Izalci. Eu fico imaginando meus bisavós lendo o Livro de Isaías, em que lá o profeta diz o seguinte... Tem um versículo que diz o seguinte: "Quem são estes que vêm voando como pombas em seus pombais?" Quando meus bisavós liam esse versículo, eles sabiam que era a volta do povo de Israel para o território; que o povo de Israel voltaria um dia para o território depois de milhares de anos no exílio. Mas o versículo dizia "voando como pomba em seu pombal". Meus bisavós não conheciam avião. Aí o povo de Israel volta quando Israel é declarada nação. E como é que o povo de Israel volta para Israel? Vamos lembrar: pombas em seu pombal. O que é um pombal? Quem conhece o pombal sabe que a pomba quando está dentro do pombal, antes de sair, coloca a sua cabecinha para fora e olha para ver se tem algum predador. Ela só sai do pombal quando se sente segura. O profeta estava falando que ele via algo como um pombal. Eram as pessoas no avião, na janela, olhando para Jerusalém. E a única forma que o profeta tinha de dizer que via algo lá em cima e que via, na janelinha, as pessoas olhando era usar o termo "pombal", pombas em seu pombal. Meus bisavós liam aquilo e acreditavam por fé, tão somente por fé, que algo como um pombal chegaria sobre Israel.

    Mas meus bisavós liam também que um dia, quando as duas testemunhas se levantarem, que está lá em Apocalipse, elas serão mortas em Jerusalém e todo olho verá. Quando meus bisavós liam isso, como é que eles entendiam? Como é que alguém vai ser morto em Jerusalém e todo olho verá? Meus bisavós acreditavam tão somente por fé que isso iria acontecer. Hoje nós sabemos como vai acontecer. Será transmitido ao vivo, por internet, via satélite. Hoje nossa geração tem muitos elementos, muita ciência está aí o tempo todo provando a veracidade da Bíblia, a autenticidade da Bíblia, que ela é real, que ela é verdadeira, que é o livro sagrado. E ainda vejo tantas pessoas não acreditando nesse livro. Conseguem imaginar que os nossos bisavós e tataravós, que não tinham uma referência científica para acreditar na veracidade da palavra, criam tão somente por fé e pela fé?

    Eu convido todos vocês a crerem na Bíblia Sagrada. É o livro que já tentaram de inúmeras vezes provar que é apenas um livro de lendas, apenas um livro fantasioso, mas, a cada tentativa de provar que este livro não é verdadeiro, a ciência se surpreende, os ateus se surpreendem, porque uma coisa eles falam: "Impossível ter tanta lógica, tanta veracidade em um único livro, em uma única obra, se não for uma inspiração" – eles falam de outro planeta; eu falo do céu, do reino, do Todo-Poderoso.

    A palavra de Deus é eterna, viva e eficaz, é a nossa regra de conduta, o nosso livro de fé. Que a gente traga a Bíblia todos os dias para as nossas vidas! Que a gente compreenda o outro quando ama de uma forma estranha, porque o autor deste livro nos amou de uma forma muito estranha ao ponto de mandar o seu filho para este planeta para morrer pelos nossos pecados!

    Leiam e tragam este livro todo dia para a sua vida, em busca de uma paz. "Mas que paz estranha é essa que a senhora quer?". Eu não vou explicar, porque a Bíblia me fala que é, de fato, uma paz que excede todo entendimento.

    Que a Bíblia Sagrada possa ser, de fato, o livro de regra desta nação! Que possa ser, de fato, o livro de nossas vidas! Que não tenhamos vergonha de sermos chamados de o povo da Bíblia e que não tenhamos vergonha de exibi-la! E aqui vai um puxão de orelha: todos os crentes com a Bíblia no celular, porque agora é mais fácil a gente esconder que a gente lê a Bíblia... Vamos voltar para o livro, colocar no peito, como nossos bisavós, sair na rua com o livro amado, dizendo: "Eu amo a palavra de Deus!".

    Que tenhamos uma sessão extraordinária! Que viva a Bíblia Sagrada! Que viva a palavra de Deus! (Palmas.)

    Passo a palavra agora ao Senador Izalci Lucas, nosso primeiro orador. Ele vai precisar se ausentar; vai falar e precisar se ausentar! Na sequência, nós ouviremos o autor do requerimento desta sessão, Senador Magno Malta.

    Senador Izalci Lucas.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 16/12/2025 - Página 8