Discurso durante a 196ª Sessão Especial, no Senado Federal

Sessão Especial destinada a celebrar os 200 anos de nascimento de D. Pedro II. Homenagem à trajetória de D. Pedro II, que priorizou a educação, a ciência e a cultura como eixos centrais de seu governo.

Autor
Izalci Lucas (PL - Partido Liberal/DF)
Nome completo: Izalci Lucas Ferreira
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Agentes Políticos, Ciência, Tecnologia e Informática, Cultura, Educação, Homenagem, Transparência e Governança Públicas { Modernização Administrativa , Desburocratização }:
  • Sessão Especial destinada a celebrar os 200 anos de nascimento de D. Pedro II. Homenagem à trajetória de D. Pedro II, que priorizou a educação, a ciência e a cultura como eixos centrais de seu governo.
Publicação
Publicação no DSF de 17/12/2025 - Página 20
Assuntos
Administração Pública > Agentes Públicos > Agentes Políticos
Economia e Desenvolvimento > Ciência, Tecnologia e Informática
Política Social > Cultura
Política Social > Educação
Honorífico > Homenagem
Administração Pública > Transparência e Governança Públicas { Modernização Administrativa , Desburocratização }
Matérias referenciadas
Indexação
  • SESSÃO ESPECIAL, CELEBRAÇÃO, BICENTENARIO, ANIVERSARIO DE NASCIMENTO, DOM PEDRO II.
  • ELOGIO, IMPERADOR, DOM PEDRO II, GOVERNO, BRASIL, PRIORIDADE, INCENTIVO, EDUCAÇÃO, CULTURA, FUNDAMENTAÇÃO, ESTABILIDADE, NATUREZA POLITICA, MANUTENÇÃO, EQUILIBRIO, PODERES CONSTITUCIONAIS.

    O SR. IZALCI LUCAS (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar.) – Obrigado, Presidente.

    Cumprimento-o e, ao mesmo tempo, parabenizo-o pela iniciativa dessa brilhante sessão especial solene aqui em comemoração aos 200 anos de D. Pedro II.

    Cumprimento aqui também o Senhor Chefe da Casa Imperial do Brasil, D. Bertrand de Orléans e Bragança; o CEO do Instituto Livre Mercado, Rodrigo Saraiva Marinho; o Presidente Fundador do Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora, Bruno da Silva Antunes de Cerqueira; o Sr. Laudelino Oliveira, historiador; e o Sr. Thomas Giulliano, historiador.

    Cumprimento aqui todos os familiares e todos os convidados para esta brilhante sessão.

    O Brasil é uma nação jovem, mas que carrega em sua história personagens fundamentais para a construção de seus alicerces institucionais, culturais e educacionais. Entre esses nomes, D. Pedro II ocupa um lugar singular, não apenas pelo tempo em que esteve à frente do país, mas pela forma como exerceu o poder, com responsabilidade, com sobriedade, respeito às instituições e visão de longo prazo, virtudes que fazem falta na política moderna e que precisam ser lembradas, valorizadas e transmitidas às próximas gerações.

    D. Pedro II governou um Brasil em formação, cercado de desafios internos e externos. Em um período marcado por instabilidades na América Latina, ainda assim conseguiu preservar a unidade nacional, fortalecer o Estado e garantir um longo ciclo de estabilidade política, algo raro em nossa história. Ele compreendia que não há desenvolvimento sustentável sem instituições fortes, sem educação de qualidade e sem respeito à lei; por isso, foi um governante profundamente comprometido com o conhecimento, com a ciência, com a cultura e com a formação do povo brasileiro.

    Homem culto, estudioso, defensor das artes e da ciência, D. Pedro II acreditava que investir em educação não era gasto, era investimento estratégico. Incentivou escolas, bibliotecas, universidades, museus e centros de pesquisa. Entendia que um país só alcança a soberania verdadeira quando prepara seu povo para pensar, criar e produzir. Essa visão dialoga diretamente com aquilo em que sempre acreditei na vida pública: educação como eixo central do desenvolvimento, inovação como motor de progresso e responsabilidade como princípio de governo.

    D. Pedro II também foi um líder que rejeitou radicalismos: governou com equilíbrio, diálogo e respeito às diferenças, sem ceder a pressões ideológicas ou a projetos de poder pessoal. Sempre colocou o interesse do Brasil acima de disputas circunstanciais. Mesmo nos momentos mais delicados, manteve sua postura institucional, respeito às regras e compromisso com a estabilidade – um exemplo claro de que o verdadeiro líder não governa pelo confronto, mas pela construção. Sua atuação contribuiu para avanços importantes na organização do Estado, no fortalecimento das instituições e no amadurecimento político do país.

    Ao final de seu Governo, diante da ruptura institucional que o afastou do poder, D. Pedro II demonstrou mais uma vez grandeza e dignidade, não incentivou conflitos, não estimulou divisões e não colocou o país em risco. Aceitou o exílio com serenidade, levando consigo livros, símbolo maior de quem sempre acreditou que o conhecimento transforma nações.

    Homenagear D. Pedro II é, portanto, reafirmar valores que considero fundamentais para o Brasil de hoje: respeito às instituições, compromisso com a educação e a ciência, responsabilidade no exercício do poder, estabilidade, diálogo e visão de futuro.

    Como homem público, vejo em D. Pedro II o exemplo de que governar é servir, de que resultados importam, mas princípios importam ainda mais e de que um país só avança quando investe em pessoas, protege suas instituições e pensa além do curto prazo.

    Que esta homenagem não seja apenas um resgate histórico, mas um convite à reflexão. Que possamos aprender com o passado para construir um Brasil mais preparado, mais justo, mais desenvolvido e mais respeitado.

    D. Pedro II não foi apenas um Imperador, foi um estadista, e sua trajetória continua sendo uma referência para todos aqueles que acreditam que o Brasil pode e deve dar certo.

    Muito obrigado.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 17/12/2025 - Página 20