Discurso durante a 23ª Sessão Solene, no Congresso Nacional

Sessão Solene destinada a homenagear o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Polícia Civil, a Polícia Militar e os policiais mortos e baleados na Operação Contenção. Reconhecimento da legitimidade da Operação Contenção, descrevendo a ação como uma resposta necessária e técnica das forças de segurança fluminenses contra o avanço do crime organizado. Alerta sobre a expansão nacional do crime organizado.

Autor
Izalci Lucas (PL - Partido Liberal/DF)
Nome completo: Izalci Lucas Ferreira
Casa
Congresso Nacional
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Homenagem, Segurança Pública:
  • Sessão Solene destinada a homenagear o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Polícia Civil, a Polícia Militar e os policiais mortos e baleados na Operação Contenção. Reconhecimento da legitimidade da Operação Contenção, descrevendo a ação como uma resposta necessária e técnica das forças de segurança fluminenses contra o avanço do crime organizado. Alerta sobre a expansão nacional do crime organizado.
Publicação
Publicação no DCN de 13/11/2025 - Página 12
Assuntos
Honorífico > Homenagem
Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Defesa do Estado e das Instituições Democráticas > Segurança Pública
Matérias referenciadas
Indexação
  • SESSÃO SOLENE, HOMENAGEM, GOVERNO ESTADUAL, POLICIA CIVIL, POLICIA MILITAR, ESTADO DO RIO DE JANEIRO (RJ), OPERAÇÃO, COMBATE, CRIME ORGANIZADO, POLICIAL, MORTO, RECONHECIMENTO, LEGITIMIDADE.
  • PREOCUPAÇÃO, CRESCIMENTO, CRIME ORGANIZADO, BRASIL, DISTRITO FEDERAL (DF).

    O SR. IZALCI LUCAS (PL - DF. Para discursar. Sem revisão do orador.) - Quero cumprimentar nosso Presidente e autor do requerimento desta sessão, o Senador Ciro Nogueira, e lhe agradecer por me dar a oportunidade de falar primeiro. Nós estamos em sabatina na CCJ, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, e também sou Relator na CCT, a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática, mas eu não poderia deixar de estar aqui. Então, eu o parabenizo pela iniciativa.

    Cumprimento o Deputado Doutor Luizinho, também autor do requerimento desta sessão; a nossa querida Senadora Tereza Cristina; o Deputado Federal Guilherme Derrite; o nosso querido Governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro; a nossa querida Vice-Governadora do Distrito Federal, Celina Leão; as demais autoridades; os demais Senadores e Senadoras e convidados.

    Quando um policial cai em serviço, é o Estado que sangra, é a democracia que chora, é o povo que perde um guardião da paz. Hoje, homenageamos aqueles que, em nome da lei e da segurança de todos, faleceram no cumprimento da missão mais nobre que um servidor público pode ter, que é proteger a vida do próximo.

    Os policiais civis e militares que perderam a vida durante a Operação Contenção, no Estado do Rio de Janeiro, são símbolos dessa coragem que não se mede em palavras. São filhos e pais, irmãos e amigos que escolheram servir, mesmo sabendo que o caminho seria de riscos e sacrifícios.

    A Operação Contenção nasceu de uma necessidade urgente: reagir com firmeza à escalada do crime organizado que ameaça o Rio de Janeiro e avança silenciosamente sobre outras regiões do País, inclusive sobre o nosso Distrito Federal.

    Foi uma ação planejada, legítima e necessária, fruto do trabalho conjunto das forças de segurança fluminense que enfrentaram com técnica, disciplina e bravura um poder paralelo que tenta se impor pela violência e pelo medo.

    O resultado dessa operação foi expressivo: líderes criminosos foram presos, redes desmanteladas e territórios libertados do domínio das facções. Acima de qualquer número, o que se destacou foi o exemplo moral de quem defende a sociedade mesmo diante do perigo. Quatro policiais faleceram no exercício do dever, treze ficaram feridos e cada um deles merece hoje e sempre o respeito de toda a Nação.

    O esforço desses heróis não foi em vão. O sacrifício deles reafirma um princípio que precisamos sempre repetir: o crime não pode ser mais forte que a lei; o medo não pode ser mais forte que a coragem; a omissão não pode ser mais forte que o dever.

    O Rio de Janeiro mostrou ao Brasil que é possível reagir; que o combate à criminalidade não se faz apenas com discursos, mas com ação, com inteligência e com coordenação entre as instituições; que é possível proteger as comunidades, garantir a presença do Estado onde antes reinava o tráfico e inspirar outros Estados, inclusive o Distrito Federal, a reforçarem suas políticas de segurança, antes que o crime organizado avance ainda mais pelo território nacional. Nada disso seria possível sem os homens e mulheres de farda, que todos os dias saem de suas casas sem saber se retornarão. São eles que transformam o ideal da segurança em realidade. São eles que sustentam com suor e coragem o pacto silencioso que permite à sociedade viver em paz.

    Por isso, esta homenagem não é apenas um ato simbólico, mas é um compromisso — o compromisso de valorizar a vida daqueles que protegem a vida; de apoiar as famílias enlutadas, que agora carregam com dor e orgulho o nome de nossos heróis; de reconhecer que cada farda manchada de sangue é um lembrete do preço que se paga pela liberdade e pela ordem.

    O Brasil precisa olhar para os seus policiais com respeito, e não com indiferença. Precisamos dar segurança para quem garante a nossa segurança. Nosso País precisa investir neles, confiar neles, protegê-los, porque, sem segurança, não há liberdade; sem ordem, não há progresso; e, sem coragem, não há futuro.

    Aos que deram a vida defendendo a lei em nossa proteção, a nossa eterna gratidão; às famílias, a nossa solidariedade cristã; e às forças de segurança do Rio de Janeiro e de todo o País, o nosso mais profundo reconhecimento.

    Que o exemplo desses bravos policiais inspire uma nova era de união entre os entes federativos, para que o crime não avance, para que a lei vença, para que a vida prevaleça!

    Que Deus conforte os corações dos familiares e ilumine o caminho dos que continuam de pé em defesa do Brasil!

    Muito obrigado. (Palmas.)


Este texto não substitui o publicado no DCN de 13/11/2025 - Página 12