Discurso durante a 23ª Sessão Solene, no Congresso Nacional

Sessão Solene destinada a homenagear o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Polícia Civil, a Polícia Militar e os policiais mortos e baleados na Operação Contenção. Crítica às restrições operacionais no Rio de Janeiro, denunciando o impedimento do uso de blindados e a limitação de incursões em comunidades por determinação judicial. Crítica à quantidade de "habeas corpus" concedidos pelo STJ para casos de tráfico de drogas.

Autor
Jorge Seif (PL - Partido Liberal/SC)
Nome completo: Jorge Seif Júnior
Casa
Congresso Nacional
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Homenagem, Segurança Pública:
  • Sessão Solene destinada a homenagear o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Polícia Civil, a Polícia Militar e os policiais mortos e baleados na Operação Contenção. Crítica às restrições operacionais no Rio de Janeiro, denunciando o impedimento do uso de blindados e a limitação de incursões em comunidades por determinação judicial. Crítica à quantidade de "habeas corpus" concedidos pelo STJ para casos de tráfico de drogas.
Publicação
Publicação no DCN de 13/11/2025 - Página 26
Assuntos
Honorífico > Homenagem
Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Defesa do Estado e das Instituições Democráticas > Segurança Pública
Matérias referenciadas
Indexação
  • SESSÃO SOLENE, HOMENAGEM, GOVERNO ESTADUAL, POLICIA CIVIL, POLICIA MILITAR, ESTADO DO RIO DE JANEIRO (RJ), OPERAÇÃO, COMBATE, CRIME ORGANIZADO, POLICIAL, MORTO.
  • CRITICA, SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (STJ), CONCESSÃO, HABEAS CORPUS, CRIME, TRAFICO, DROGA, ENTORPECENTE.
  • CRITICA, RESTRIÇÃO, OPERAÇÃO, POLICIA, FAVELA, RIO DE JANEIRO (RJ).

    O SR. JORGE SEIF (PL - SC. Para discursar. Sem revisão do orador.) - Senhoras e senhores, boa tarde — já são 12h04min.

    Senador Ciro, esta é uma sessão que nós nunca gostaríamos de celebrar, porque estamos tratando aqui da vida de quatro homens.

    Eu quero fazer uma reflexão com as senhoras e os senhores: esses quatro homens são as únicas quatro vítimas daquele dia que deveriam estar vivas.

    Esse tema de segurança pública se mistura muito com política, e é importante discutir isso agora. O atual Governo diz que esse traficante que, quando vocês estão atuando, mete bala com 762, com 308, com 556, com ponto 30, com ponto 50, é vítima dos usuários, ou seja, o Governo romantiza o crime, diz que pode roubar. Justifica o jovem roubar um celular para poder tomar uma cervejinha, e se esquece dos números do latrocínio: praticamente 90% dos latrocínios estão ligados a roubo de celular. O Governo negou esses quatro policiais: o Comissário Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, o Inspetor Rodrigo Velloso, o 3º Sargento Cleiton Serafim Gonçalves, o 3º Sargento Heber Carvalho da Fonseca. O sangue desses homens está sob a mão de Lula e de Jorge Messias, da AGU. Sabem por quê? Porque vocês foram impedidos de usar blindados. Vocês foram impedidos!

    Cláudio Castro, deveriam fazer uma estátua sua no Rio de Janeiro, pela sua coragem, e não tentar cassá-lo no TSE! (Palmas.)

    Ontem, Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, destinei emendas para a Polícia Militar do meu Estado, e a P2 de lá, que é a polícia secreta, me pediu para substituir armas de fogo antigas — boas, mas antigas. Querem equipamentos novos. Destinei não sei quanto, se 500 mil reais, se 1 milhão de reais. A Secretaria de Segurança Pública foi buscar, não encontrou arma de fogo no cardápio da Segurança Pública, só arma não letal! Os caras recebem vocês com fuzil na cara, e vocês têm que andar com aquele Taser.

    Temos um sniper aqui. Toda a minha saudação e o meu respeito ao senhor e aos familiares.

    Lá, debaixo do morro, o policial tem que dar o choquinho para ver se o criminoso larga o fuzil? Ou, como nós vimos no filme Tropa de Elite, tem que dar bombom para o vagabundo, flor para o vagabundo, pomba da paz para o vagabundo? A culpa é da política, e vocês têm que estar cientes disso!

    Uma decisão nossa para proibir celulares nas cadeias foi derrubada pelo Supremo! É incrível! Sabem por que quarenta e poucos mortos no Rio eram de outros Estados? O Rio de Janeiro virou o paraíso dos vagabundos do Brasil inteiro. Sabem por quê? Porque os nossos policiais estavam impedidos de fazer operações em favelas, nas comunidades. Decisão do Supremo!

    Eu tenho um dado aqui que vou revelar em breve, já publiquei na imprensa.

    Eu quero que vocês entendam o que é política e o que é Judiciário. Em 2023, os policiais me procuram no gabinete: "Seif, o nosso trabalho é enxugar gelo. A gente prende, o cara é solto. Na audiência de custódia é 'ai, o policial me deu um beliscão, foi tão malvadinho!'" Vejam só, em 2023, foram concedidos pelo nosso STJ 18.552 habeas corpus. Sabem quantos eram relacionados a tráfico de drogas? Dez mil! Eu vou mandar isso para vocês em breve. Daqui a 10 dias, 15 dias, meu relatório ficará pronto, e eu vou enviá-lo também para o Deputado Derrite. Em 2024, do total de habeas corpus do nosso STJ, dos 18.318, sabem quantos eram relacionados a crime organizado e tráfico de drogas? Imaginem: 9.166!

    Portanto, a Justiça brasileira, infelizmente, com essas suas decisões garantistas a vagabundo, traficante, membro de quadrilhas, é leniente, e solta. André do Rap foi solto, saiu por uma porta da cadeia, e teve devolvido seu helicóptero! Isso tudo está relacionado à política. Por isso é importante que vocês conscientizem as famílias, a população do Rio de Janeiro, do Goiás, de Santa Catarina, de que a Esquerda é maldita. A Esquerda passa a mão na cabeça de vagabundo! Eles querem desarmar a Polícia Militar. Eles condenam, eles julgam, eles querem que a polícia se lasque! Torcem e comemoram quando vocês são mortos!

    Vocês são nossos heróis. Não existe Mulher-Maravilha nem Super-Homem, existe o homem e a mulher da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Penal, da Polícia Científica, do Corpo de Bombeiros, das forças de segurança pública, que saem de casa de manhã pela minha vida, pela vida da minha família, e não sabem se vão voltar à noite.

    As minhas homenagens aos familiares e as minhas homenagens ao Governador Cláudio Castro, pela sua coragem! O senhor está sendo perseguido pela Justiça brasileira por ter perseguido vagabundo e marginal e por ter autorizado o seu Secretário de Segurança Pública e os seus homens a derrubar assassinos e traficantes. Toda a minha solidariedade!

    Nós estamos homenageando os homens mortos e os feridos, mas também o Governo do Estado do Rio de Janeiro, e esse Governo tem nome, é Cláudio Castro, pela sua coragem e pela sua determinação, que moveu todo este Congresso, que moveu tudo pela ação desses homens e mulheres que subiram naquele dia os morros, os complexos. Parabéns ao senhor!

    A todos os policiais aqui presentes e aos que estão nos acompanhando pela TV Senado, a minha continência, o meu respeito e a minha gratidão.

    Muito obrigado. (Palmas.)


Este texto não substitui o publicado no DCN de 13/11/2025 - Página 26