Pronunciamento de Margareth Buzetti em 04/03/2026
Discussão durante a 8ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Discussão sobre o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) n° 41, de 2026, que "Aprova o texto do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e seus Estados-Partes, de um lado, e a União Europeia (UE), de outro, assinado em Assunção, Paraguai, em 17 de janeiro de 2026".
- Autor
- Margareth Buzetti (PP - Progressistas/MT)
- Nome completo: Margareth Gettert Busetti
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discussão
- Resumo por assunto
-
Comércio,
Relações Internacionais:
- Discussão sobre o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) n° 41, de 2026, que "Aprova o texto do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e seus Estados-Partes, de um lado, e a União Europeia (UE), de outro, assinado em Assunção, Paraguai, em 17 de janeiro de 2026".
- Publicação
- Publicação no DSF de 05/03/2026 - Página 54
- Assuntos
- Economia e Desenvolvimento > Indústria, Comércio e Serviços > Comércio
- Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Relações Internacionais
- Matérias referenciadas
- Indexação
-
- DISCUSSÃO, PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO, APROVAÇÃO, TEXTO, ACORDO INTERNACIONAL, CARATER PROVISORIO, COMERCIO, MERCADO COMUM DO SUL (MERCOSUL), UNIÃO EUROPEIA.
A SRA. MARGARETH BUZETTI (Bloco Parlamentar Aliança/PP - MT. Para discutir.) – Obrigada, Sr. Presidente.
Este acordo é uma política de Estado, Presidente, não é uma política de governo, não é uma política de governo A ou B. Muitas mãos se movimentaram, muitas mãos trabalharam para chegarmos até aqui. Começou lá no Governo Fernando Henrique, e aqui estamos hoje, relatando este acordo, que tão bem está sendo relatado pela nossa amiga Tereza Cristina.
Tereza, dizer que o Brasil tem tamanho e tem produção para se sentar à cabeceira da mesa, na discussão do acordo entre Mercosul e União Europeia... É isso, nós temos tamanho e envergadura para sentar à mesa. Os europeus, aliás, deveriam aprender conosco: um país que, dos anos 70 para cá, saiu de importador de alimentos para ser um dos maiores produtores de comida hoje. Nós alimentamos boa parte do planeta Terra e conseguimos, anualmente, aumentar nossa produção sem descuidar da preservação ambiental.
E o futuro é promissor, Senadora Tereza Cristina, já que, com o novo licenciamento ambiental relatado por V. Exa., a gente conseguiu dar segurança jurídica e menos burocracia para quem produz.
O Brasil já vinha se mostrando um expoente no crescimento sustentável, do ponto de vista da preservação do meio ambiente, porque soube investir em pesquisas e tecnologia. Agora, tem todas as condições de colher os frutos.
Este acordo, colegas Senadores, vem com um desafio que nós temos condições de enfrentar. Precisaremos aumentar a nossa produção, mantendo qualidade, e isso é algo que o homem do campo aprendeu a fazer.
O meu Estado de Mato Grosso é hoje o maior polo pecuário do Brasil, líder em produção e exportação de carne bovina. Pelo acordo, a carne bovina terá uma cota de 99 mil toneladas com tarifas reduzidas. Em um mercado que hoje se aplica tarifas que podem ultrapassar até 100%, isso significa abrir espaço real para que a nossa carne, a carne brasileira, ganhe mais competitividade no mercado europeu. Esse é apenas um dos inúmeros benefícios desse acordo e que nos ajuda a prospectar crescimento econômico, diminuição de desigualdade social e prosperidade.
O próximo passo agora é convencer aqueles países que ainda têm alguma resistência com o acordo. E o Senado tem, na figura da senhora, Senadora Tereza Cristina, que esteve lá em Bruxelas em 2019, e do Presidente da CRE, o Senador Nelsinho Trad, pessoas capacitadas para dialogar e mostrar a realidade do Brasil. Em um mundo dividido por guerras bélicas e tarifárias, é muito significativo criarmos uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, que trará segurança alimentar, desenvolvimento econômico e riqueza para as pessoas ao redor do mundo.
Parabéns, Senadora, pelo relatório. Muito obrigada.