Discurso durante a 14ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal

Acusação de omissão do Presidente do Senado Federal diante de escândalos envolvendo o Banco Master e autoridades do país. Preocupação com o suposto esvaziamento do instituto das CPIs e CPMIs, em decorrência da atuação de ministros do STF, e defesa do impeachment desses ministros como solução para a retomada do poder do Parlamento. Insatisfação com a possível retençãode imagens pela TV Senado relativas à representação apresentada por S. Exa. contra o Senador Davi Alcolumbre no Conselho de Ética, bem como com a licitação realizada pela Casa para publicidade institucional. Solicitação de providências ao Ministério das Relações Exteriores sobre o desaparecimento da psicóloga cearense Vitória Barreto, após viagem ao exterior.

Autor
Eduardo Girão (NOVO - Partido Novo/CE)
Nome completo: Luis Eduardo Grangeiro Girão
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Atuação do Senado Federal, Finanças Públicas, Improbidade Administrativa, Previdência Social, Sistema Financeiro Nacional, Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública, Transparência e Governança Públicas { Modernização Administrativa , Desburocratização }:
  • Acusação de omissão do Presidente do Senado Federal diante de escândalos envolvendo o Banco Master e autoridades do país. Preocupação com o suposto esvaziamento do instituto das CPIs e CPMIs, em decorrência da atuação de ministros do STF, e defesa do impeachment desses ministros como solução para a retomada do poder do Parlamento. Insatisfação com a possível retençãode imagens pela TV Senado relativas à representação apresentada por S. Exa. contra o Senador Davi Alcolumbre no Conselho de Ética, bem como com a licitação realizada pela Casa para publicidade institucional. Solicitação de providências ao Ministério das Relações Exteriores sobre o desaparecimento da psicóloga cearense Vitória Barreto, após viagem ao exterior.
Publicação
Publicação no DSF de 17/03/2026 - Página 31
Assuntos
Outros > Atuação do Estado > Atuação do Senado Federal
Economia e Desenvolvimento > Finanças Públicas
Administração Pública > Agentes Públicos > Improbidade Administrativa
Política Social > Previdência Social
Economia e Desenvolvimento > Sistema Financeiro Nacional
Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública
Administração Pública > Transparência e Governança Públicas { Modernização Administrativa , Desburocratização }
Indexação
  • ANALISE, CRITICA, TRAFICO DE INFLUENCIA, MINISTRO, ALEXANDRE DE MORAES, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), IBANEIS ROCHA, GOVERNADOR, DISTRITO FEDERAL (DF), DANIEL VORCARO, CORRUPÇÃO, NEGOCIAÇÃO, BANCO DE BRASILIA (BRB), AQUISIÇÃO, BANCO PRIVADO.
  • CRITICA, INTERFERENCIA, MINISTRO, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), ANDAMENTO, TRABALHO, COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUERITO (CPMI), INVESTIGAÇÃO, FRAUDE, PREVIDENCIA SOCIAL, INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS), IMPEDIMENTO, COMPARECIMENTO, TESTEMUNHA.
  • CRITICA, DAVI ALCOLUMBRE, SENADOR, PRESIDENTE, SENADO, RECUSA, ABERTURA, PROCESSO, IMPEACHMENT, ALEXANDRE DE MORAES, GILMAR MENDES, DIAS TOFFOLI, MINISTRO, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF).
  • CRITICA, LICITAÇÃO, CONTRATAÇÃO, EMPRESA DE PUBLICIDADE, OBJETIVO, PROPAGANDA, SENADO.
  • SOLICITAÇÃO, ITAMARATI (MRE), INFORMAÇÕES, DESAPARECIMENTO, PAIS ESTRANGEIRO, INGLATERRA, MULHER, PSICOLOGO, ESTADO DO CEARA (CE).

    O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Para discursar.) – Paz e bem, meu querido irmão Senador Confúcio Moura. Mais uma vez, muitíssimo obrigado pela sua disponibilidade sempre, pontualidade e dedicação aqui a estes trabalhos, a partir de segunda-feira, do Senado Federal.

    Quero saudar o Senador Marcio Bittar, o Senador Paulo Paim, o Senador Izalci Lucas, que aqui estão ou estiveram nesta tarde, e desejar uma ótima semana para todos, produtiva, uma ótima semana de trabalho para todos que fazem parte da Casa revisora da República.

    Sr. Presidente, ao mesmo tempo em que eu saúdo aqui os nossos visitantes que vêm aqui às galerias, sejam muito bem-vindos, a gente fica feliz em cada visita dessa, eu quero enumerar, Sr. Presidente, algumas coincidências nefastas que têm acontecido no Brasil, nesse período. Assim, todo dia, a gente tem percebido algo estranho acontecendo aqui no Senado Federal. E você tira as conclusões. Eu tenho as minhas, mas você, brasileira, brasileiro que está nos ouvindo, nos assistindo pela TV Senado, Rádio Senado, Agência Senado, tire as suas próprias conclusões.

    Eu vou enumerar algumas coisas que ocorreram, porque nós não temos um dia de paz. Essa é a grande realidade, Senador Izalci. Não temos um dia de paz aqui, e a coisa vai se agravando no país, pela omissão, pela inércia, pela covardia da Presidência desta Casa. Nós estamos vendo o Brasil, cada vez mais, se enojar, a cada matéria, a cada revelação de documentos que chegam aqui, de cruzamento de dados de quebra de sigilo desse tal de Vorcaro, desse banqueiro com muitas aspas.

    Olha essa manchete que circulou na semana passada. É tanta coisa que não dá tempo para a gente falar de tudo aqui na tribuna do Senado, mas olhem aqui: Vorcaro; Moraes; Toffoli; Gonet; Lewandowski, quando era Ministro do Lula; Motta – Hugo Motta – e chefe da PF brindando com uísque de R$3 milhões, todos juntos. Como é que pode dar certo um negócio desse? Sabe onde é que eles estavam, Presidente? Eles estavam... É um negócio tão escancarado que a gente fica estarrecido no aspecto de como é que... Perderam o pudor? foi isso? Olhem aqui: "O encontro paralelo ao 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em 25 de abril de 2024 no exclusivo George Club, em Mayfair, Londres, reuniu uma seleta lista de autoridades brasileiras para uma degustação do whisky Macallan, com custo estimado em cerca de US$600 mil a US$640 mil, integralmente patrocinado pelo então controlador do Banco Master, o empresário Daniel Vorcaro".

    Esse Daniel Vorcaro é aquele que gastou R$200 milhões em uma única festa, lá na Itália, em região exclusiva da Sicília, tudo com o nosso dinheiro. É importante que as pessoas não esqueçam disto: quem paga a conta é o povo, disso tudo, sabe por quê? Porque esse escândalo – e é preciso cobrir esse rombo – vai aumentar as taxas bancárias, taxas de juros. Não existe almoço grátis – não existe almoço grátis!

    Então o cara... Disso aqui eu estou dando dois exemplos: esse evento aqui, com um uísque... Você imagine uma garrafa – o Senador Cleitinho até trouxe aqui uma réplica – de R$3 milhões; aí você pega R$200 milhões em uma única festa; aí você vê essas personalidades e ninguém fala nada... Quer dizer: a gente fala aqui, a gente denuncia, a gente está querendo ver essa turma presa, independentemente de ser poderoso ou não, mas essas pessoas não falam nada.

    Estava lá o Ministro Alexandre de Moraes – nesse "eventozinho" aqui, degustando esse uísque –; estava lá o Dias Toffoli; o Procurador-Geral da República, Gonet; o Presidente da Câmara, Hugo Motta; o então Ministro da Justiça do Brasil, Ricardo Lewandowski.

    E, um detalhe: o escritório... O Lewandowski, o escritório dele estava contratado. Não apenas lá no INSS, em que uma das entidades que roubou aposentados, com descontos ilegais aos montes dos mais pobres deste país, tinha o escritório do Lewandowski, do filho do Lewandowski – Enrique Lewandowski – contratado. Você já pensou? Aí, quando a Polícia Federal faz a operação – ele vinha recebendo todo mês –, acaba o contrato. Na hora que precisa de advogado, ele encerra o contrato.

    Dá para entender, na cabeça de alguém de sã consciência, o nível de degradação moral? Chegou ao limite. Aí você tem essa turma toda aqui num evento patrocinado pelo Banco Master. Até o Diretor-Geral da Polícia Federal, meu Deus!

    Olha, a gente tem que orar muito pelo Ministro André Mendonça, que não é um ser humano perfeito. Inclusive, com todo respeito a quem pensa diferente... E eu votei nele, tá? Foi o único, o único Ministro que eu tive a oportunidade de sabatinar, nesse período em que eu estou no mandato, desde 2019, em quem eu votei a favor. Nos outros eu votei contra publicamente, dizendo o porquê, na sabatina. Mas o Ministro André Mendonça, que foi sabotado pelo Presidente desta Casa, Davi Alcolumbre, durante quatro, cinco meses, engavetando... O Brasil precisando ali da resolução, o Presidente Bolsonaro tinha indicado., mas ficou ali matando na unha. A gente pressionava todo dia, foi crescendo a pressão, aí foi sabatinado e aprovado aqui nesta Casa. É um ser humano imperfeito, como todos nós somos imperfeitos, mas está acima da média desses Ministros, com todo o respeito, repito, a quem pensa diferente, está acima da média. Ele está em cima dos maiores processos, dos mais importantes da história do Brasil, Senador Zequinha Marinho, que são sobre a maior fraude do sistema financeiro do Brasil – que é esse escândalo horroroso do Banco Master – e a maior fraude do sistema previdenciário do mundo, que eu e o Senador Marcio Bittar fazemos um revezamento para investigar.

    E aí vem uma crítica ao André Mendonça, eu não posso deixar de falar. Hoje estava marcada uma sessão aqui, do INSS, e a gente ia ouvir mais um depoente. Está se tornando comum esses que vão vir aqui receberem uma decisão de Ministro do STF – de vários, mas hoje foi do Ministro André Mendonça – dizendo que não precisava nem vir. Se ele quisesse não vir, não viria. E aí estão acabando, Presidente... O senhor tem uma experiência política invejável. Confúcio, meu querido irmão, acabaram com o instrumento CPI ou CPMI! É melhor a gente não fazer de conta que está tendo, porque nós estamos... Nós estamos com quantas CPIs aqui? Com a CPMI do INSS, com a CPI do Crime Organizado, paralelamente acontecendo aqui na Casa. Avacalhou, desmoralizou por completo. Por uma decisão do Ministro – e aí são todos, praticamente todos –, não precisa vir. O que adianta ter uma CPMI? O Colegiado votando, o Colegiado deliberando, quebrando o sigilo. Aí vem um Ministro e pega, como o Gilmar Mendes, uma decisão que estava arquivada, um processo arquivado desde a CPI da Covid, e resgata para blindar o colega da Maridt, o Toffoli. Aí os irmãos do Toffoli não precisam mais vir. O sigilo, que ia revelar muita coisa – ia só confirmar o que já circulou, o que a gente já sabe –, aí não pode mais. Não precisa vir depoente.

    Aí o outro, o Flávio Dino... Olha a esculhambação que virou o Brasil! Não tem outra palavra, me desculpem, a gente tem que entregar para a população; é esculhambação, rapaz. Você pegar, o Ministro Flávio Dino, e anular a quebra do sigilo do Lulinha, que, segundo a Polícia Federal, o cruzamento de dados... Saiu na imprensa, dizendo que ele receberia aí R$300 mil de "mesadão" da fraude do roubo dos aposentados, dos pensionistas, da viúva, dos órfãos, do deficiente. A gente quebra o sigilo do cara, o Presidente da Casa diz que está certo o sistema de votação – para mim foi jogo combinado, mas o Presidente disse –, aí, horas depois, vem o Dino e desfaz. "Não, foi votação em bloco. Não pode votação em bloco". Quer dizer que pôde, a vida toda, votação em bloco? Todo dia, nós fazemos votação em bloco, seja em CPI, seja em Comissão. Ali não pode votação em bloco. Eles fazem votação em bloco lá no Supremo. Isso é uma piada, rapaz. Perderam o pudor.

    Acabaram com a CPMI. Nós temos que resgatar isso aqui. Sabe como é que é se resgata? Botando-os no lugar deles. Botando esses Ministros ativistas no lugar deles. Só o que não falta aqui é indício robusto para dar um impeachment, por exemplo, em Gilmar Mendes, em Alexandre de Moraes e em Toffoli. Vou falar nos três.

    O campeão de pedido de impeachment é Alexandre de Moraes, o perseguidor mor, violador de direitos humanos, cuja esposa estaria recebendo R$169 milhões de um contrato com o Banco Master. E aí o pegam trocando mensagem o dia todo no dia da prisão... Ele e o Vorcaro, no dia da prisão. Rapaz, o que é que precisa acontecer mais? Digam-me! O que é que precisa acontecer mais? Porque vai acontecer. Está acontecendo todo dia. É um atrás do outro. A gente não dá vencimento em falar aqui. É um atrás do outro.

    É difícil, Sr. Presidente, mas a gente precisa que esta Casa, que o Presidente Davi Alcolumbre se mova, cumpra só o seu dever. Por que o senhor não abriu ainda, Presidente, a CPMI do Banco Master? É recorde de assinatura. Por que o senhor não abriu a CPI do Banco Master, do Senado ou de Câmara e Senado? Está na sua mão. Escolha o caminho que o senhor quer. O senhor só não pode é fazer isso que o senhor está fazendo com a República. Não pode. As assinaturas estão aí.

    Marque a sessão do Congresso, ou, então, nem precisa. Leia amanhã aqui, na sessão deliberativa que nós vamos ter, virtual, mais uma vez... Aliás, esse mês é tudo votação remota, é tudo Senado esvaziado aqui. Para quê? A quem interessa esvaziar o Senado, os debates aqui desta Casa? É para diminuir a pressão? É isso? Pois não contem comigo não. Vamos cobrar aqui todo dia. Água mola em pedra dura tanto bate até que fura.

    Sr. Presidente, eu quero falar de uma... Eu respeito profundamente a TV Senado; todo mundo sabe disso. Eu começo o meu discurso sempre elogiando o trabalho da Agência Senado e o meu respeito é total pelos jornalistas, pelos profissionais, concursados, terceirizados, todo mundo. São pessoas maravilhosas e os mais competentes do país, com todo respeito a quem pensa diferente.

    Agora, eu não sei se está vindo uma ordem lá de cima, mas quando a gente entrou no Conselho de Ética contra o Presidente Davi Alcolumbre, pela primeira vez nessa legislatura, o meu partido, o Novo entrou – não foi fácil, porque não é fácil a gente tomar uma decisão drástica, mas necessária, pelo momento nacional que a gente está vivendo –, a TV Senado foi lá cobrir a entrega, onde eu protocolei e tal, e as imagens, até hoje, não nos chegaram. Já pedi, já mandei ofício. Nunca aconteceu isso. Isso só pode ser ordem de cima.

    "Ah, mas é uma atividade do partido." Ora, partido tem direito. É o partido.

    Se eu pudesse ter pedido – eu – o afastamento de Davi Alcolumbre, eu teria feito, mas tinha que ser via partido. Eu convenci o partido a entrar. O partido, em bloco, entrou. Aí, não pode dar as imagens das entrevistas que eu dei, do protocolo, da coletiva aqui na Presidência do Senado, cheio de Deputado e Senador. Veio gente do Brasil todo. Um momento democrático, bonito. "Ah não, porque afronta o Presidente."

    Rapaz, ninguém tem nada contra a pessoa do Davi Alcolumbre; eu não tenho nada. Pelo contrário, ele é uma pessoa afável, abraça, trata com carinho todo mundo, inclusive a mim. Zero de problema pessoal. Oro pela família dele todo dia e por ele. Mas, como Presidente do Senado, está cometendo erros sucessivos que estão acabando com o Brasil. Tem as digitais dele na destruição, no caos institucional que tem no Brasil. Todo mundo já percebeu isso. Agora, não podem negar as imagens para mim.

    Olha, eu vou entrar na Justiça contra o Senado. Se não chegar – estou dando um prazo –, eu entro na Justiça, como eu entrei lá no TSE e entrei lá no Tribunal de Contas da União contra R$90 milhões que o Senado insiste em fazer licitação para promover esta Casa, para ficar bem na fita no ano eleitoral. Está pensando que a gente é trouxa? Noventa milhões do dinheiro de quem paga imposto para isso. Que conversa é essa, rapaz? Nós temos a TV Senado, Rádio Senado e Agência Senado.

    A TV Senado fez 30 anos. Aí, vai precisar contratar propaganda, publicidade de onde? De quais veículos? Que é isso? Isso não é papel da nossa Casa fazer propaganda não. Nós temos as divulgações institucionais daqui já, das emissoras que chegam aos rincões do Brasil.

    Eu cheguei... eu fui agora a Sobral – Senador Marcio Bittar já tinha me dado a honra, Senador Magno Malta, Senador Portinho, Senadora Damares –, e eu fui agora com o Senador Sergio Moro e com o Senador Astronauta Marcos Pontes lá para lançar nossa pré-candidatura ao Governo do Estado do Ceará.

    As pessoas dizem: “Olha, eu te acompanho na TV Senado”. “Manda um abraço para o Senador Zequinha, manda um abraço para o Senador Confúcio, Senador Marcio, para o Senador...” Eles vão falando. É impressionante como eles acompanham o que a gente faz aqui. Para quê que precisa pegar R$90 milhões e colocar nisso?

    Sr. Presidente, eu queria, neste minuto que me falta, registrar a preocupação com o desaparecimento da psicóloga cearense Vitória Barreto, que não é vista desde o dia 3 de março.

     Ela esteve em Marrocos, participando de um congresso e de cursos e, desde fevereiro, estava em Londres, onde buscava contatos para realizar um doutorado.

    Diante da ausência de informações concretas até o momento e do sofrimento da família, eu estou solicitando formalmente ao Ministério das Relações Exteriores...

(Soa a campainha.)

    O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – ..., por meio da Mesa Diretora, informações completas sobre o caso e o acompanhamento que está sendo feito junto às autoridades policiais do Reino Unido. Diplomacia brasileira, não desista! É uma vida! Eu faço esse registro em Plenário para reforçar a urgência da situação. A família está desesperada e o Brasil, especialmente o Ceará, precisa de respostas claras sobre o que está sendo feito para localizar essa brasileira.

    Peço todos os esforços e, Presidente, por favor, leve à Secretaria-Geral da Mesa, à Presidência, para que essa informação – porque às vezes ficam parados pedidos de informação durante meses, tem muitos meus aí, é uma pena, mas tem –, pelo menos essa, que trata de vida, possa seguir para o Ministério das Relações Exteriores. Eu queria pedir isso ao senhor.

    E eu só... Mais 30 segundos... Eu também peço desculpas aos colegas, mas é só para encerrar.

(Soa a campainha.)

    O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – Eu também considero fundamental que o Itamaraty esclareça quais providências já foram adotadas, qual o nível de articulação com as autoridades britânicas e que tipo de assistência está sendo prestada à família, para que possamos acompanhar de perto esse caso e garantir que todos os esforços possíveis estejam sendo feitos para encontrar a minha conterrânea, Vitória Barreto.

    Muito obrigado, Sr. Presidente. Que Deus abençoe a todos nesta semana, mais uma vez, atípica, remota, virtual, mas que nós vamos cumprir o nosso dever da maneira como a gente puder. Um grande abraço e, mais uma vez, muito obrigado, Presidente.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 17/03/2026 - Página 31