Pronunciamento de Eduardo Girão em 24/03/2026
Discurso durante a 20ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Censura à suposta omissão do Senado Federal na instalação de CPIs e CPMIs, especialmente nos casos envolvendo o INSS e o Banco Master. Valorização da decisão do STF que determinou a prorrogação da CPMI do INSS, com defesa do aprofundamento das investigações.
- Autor
- Eduardo Girão (NOVO - Partido Novo/CE)
- Nome completo: Luis Eduardo Grangeiro Girão
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Atuação do Congresso Nacional,
Atuação do Judiciário,
Atuação do Senado Federal,
Economia e Desenvolvimento,
Fiscalização e Controle,
Sistema Financeiro Nacional:
- Censura à suposta omissão do Senado Federal na instalação de CPIs e CPMIs, especialmente nos casos envolvendo o INSS e o Banco Master. Valorização da decisão do STF que determinou a prorrogação da CPMI do INSS, com defesa do aprofundamento das investigações.
- Publicação
- Publicação no DSF de 25/03/2026 - Página 20
- Assuntos
- Outros > Atuação do Estado > Atuação do Congresso Nacional
- Outros > Atuação do Estado > Atuação do Judiciário
- Outros > Atuação do Estado > Atuação do Senado Federal
- Economia e Desenvolvimento
- Organização do Estado > Fiscalização e Controle
- Economia e Desenvolvimento > Sistema Financeiro Nacional
- Indexação
-
- CRITICA, SENADO, PRESIDENTE, SENADOR, DAVI ALCOLUMBRE, OMISSÃO, INVESTIGAÇÃO, ATUAÇÃO PARLAMENTAR, DEFESA, PRORROGAÇÃO, COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUERITO (CPMI), APURAÇÃO, FRAUDE, CONSIGNAÇÃO EM FOLHA DE PAGAMENTO, APOSENTADO, PENSIONISTA, INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS), COMEMORAÇÃO, DECISÃO MONOCRATICA, MINISTRO, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), ANDRE MENDONÇA, COMENTARIO, IMPORTANCIA, COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUERITO (CPI), BANCO COMERCIAL, CONTROLADOR, DANIEL VORCARO, REGISTRO, NECESSIDADE, COMBATE, CORRUPÇÃO, IMPUNIDADE.
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Para discursar.) – Pois é, meu querido Presidente, Senador Confúcio Moura, Senador Kajuru, Senador Esperidião Amin, Senador Wilder.
Eu fico muito feliz em estar aqui presente. Faço uma saudação às brasileiras, aos brasileiros que nos acompanham nesta tarde do dia 24 de março, que é o dia do aniversário do meu pai, de 82 anos – está completando hoje.
Seja muito bem-vindo! Está ali sendo cumprimentado por um Senador que ele admira muito, o Senador Esperidião Amin, que nos recebeu em Santa Catarina uns dois, três anos atrás, e a gente viu o quão querido é o Senador Esperidião Amin lá.
E, papai, seja bem-vindo aqui, o senhor tem sido um companheiro de muitas jornadas, de muitas vitórias, angústias, porque é um patriota de verdade. E eu fico extremamente feliz, porque ele nasceu, Senador Kajuru, no dia de um grande cearense: Padre Cícero Romão Batista, o Padim Ciço, que é lá de Juazeiro do Norte. Ele faz aniversário no mesmo dia.
Eu estava comentando com o papai hoje, Senador Confúcio, o seguinte: quão honroso é você poder exercer essa atividade que a gente faz. É uma casa bicentenária. Eu costumo dizer que é o melhor emprego do mundo, se você encarar pelo ponto de vista do status, de alguns privilégios, de portas que se abrem, mas também é o pior emprego do mundo do ponto de vista de quem quer fazer a coisa certa, de quem tem o idealismo, de quem ama o Brasil, de quem se sacrifica. São noites mal dormidas, não é fácil enfrentar um sistema, e é isso que a gente tem procurado fazer, muito inspirado pelo meu pai aqui presente, Francisco Clodomir Rocha Girão, que hoje faz 82 anos e que sempre dá força em momentos difíceis que a gente tem enfrentado.
Mas a vitória se aproxima: o bem, a verdade e a justiça sempre triunfam. E talvez a sua chegada aqui, ontem, a Brasília... Na verdade foi há um pouco mais de tempo, mas ontem nós tivemos uma vitória, Senador Wilder, inimaginável, que foi a prorrogação da CPMI do INSS pelo brilhante, ético, correto Ministro André Mendonça, que tomou uma decisão constitucional, atendendo aos pré-requisitos de Senadores e Deputados que bateram recorde na assinatura da sua prorrogação. Uma CPI de sucesso, que tem jogado luz a uma roubalheira inimaginável também, que é dos velhinhos, viúvas, órfãos, aposentados e aposentadas. Nesta Casa, a Presidência, infelizmente, ficou inerte – isso me deixa muito indignado –, ficou totalmente omissa. Na decisão do Ministro André Mendonça, é colocada essa omissão, e ele determinou que, em 48 horas, caso o Presidente não leia, vai ser automaticamente prorrogada. Então, isso foi uma vitória do Brasil, da Justiça brasileira, que começa a dar sinais de recuperação.
A gente sabe que a maioria do Judiciário do Brasil inteiro é composta por pessoas íntegras, do bem, cumpridoras dos seus deveres, mas tem uma casta, que está aqui do outro lado da praça... E não é à toa a rejeição do povo brasileiro nas últimas pesquisas à maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que têm colocado a Justiça em xeque neste país.
Mas as coisas estão mudando. Está aí a decisão do Ministro André Mendonça em respeito ao Parlamento brasileiro, que tem feito um grande trabalho, independente, através da Presidência do Senador Carlos Viana, naquela CPMI, e do Relator, Deputado Alfredo Gaspar.
Será que vai ser preciso, Senador Esperidião Amin, o Supremo, de novo, ter que ser acionado – porque isso é uma vergonha para a gente –, ter que vir uma decisão do STF? Era necessário, porque esta Casa simplesmente cruzou os braços, para mim, num conflito de interesses flagrante, porque está chegando em gente poderosa. Será que vai ser preciso, para abrir a CPMI, como já falado aqui, hoje, pelo Senador Veneziano Vital do Rêgo e pelo Senador Esperidião Amin, acionar o STF para que seja aberta, finalmente, a CPMI ou CPI – o Presidente Davi Alcolumbre tem dois caminhos – da maior fraude do sistema financeiro da história do Brasil?
O Senador Kajuru e o Senador Alessandro Vieira, lá atrás, em 2021, acionaram o STF, e o STF mandou abrir a CPI da covid, na pandemia. Faz parte do jogo. Mas e agora? Vai ter que acontecer isso de novo? Senadores e Deputados já se reuniram e já acionaram o STF.
Eu estou acionando esta semana, pela CPI em que eu dei entrada. E, dos 81 Senadores – todos vocês que estão presentes aqui assinaram –, 51 assinaram o meu pedido, o meu requerimento, para abrir a CPMI do Master, para a gente passar a limpo, o que nós estamos fazendo lá na CPMI do INSS, que já tem 14 prisões a partir do seu início.
Então, o Brasil está passando por um movimento de justiça para todos, de ética, e não podemos parar. Temos que estar inspirados nesses ideais, porque, só assim, o Brasil vai sair das garras da corrupção e da impunidade, que voltou com toda a força nesse Governo Lula.
Eu também quero fazer coro aqui, Senador Esperidião Amin. O senhor entrou, há mais de seis meses, pelo menos, com a CPI da "vaza toga", que revelou a podridão de um tribunal secreto no Brasil que persegue quem pensa diferente desse regime, que persegue quem é de direita, quem é conservador. E tem gente, pelas revelações ali feitas, que ficou presa, porque, em 2018, tinha um posicionamento por um candidato ou por outro, ou críticas que fez a ministro, ou críticas que não fez.
Isso é vergonhoso para a nossa República. E nós temos que abrir... Pergunto: vamos ter que entrar no STF para abrir uma CPI que vai anular esse julgamento, esse inquérito do dia 8 de janeiro completamente? Mais cedo ou mais tarde, isso vai acontecer. Por que a gente não acaba essa agonia agora? Faz essa CPI do Senador Esperidião Amin, que reúne um número suficiente de assinaturas, Senador Wilder, para que a verdade venha à tona.
Então, está tudo engavetado. É pedido de impeachment de ministro, é CPI, é CPMI. Esta Casa não se move – não se move. Foi preciso um ministro do STF, cumpridor dos seus deveres, para fazer acontecer a prorrogação ontem, que foi uma vitória, comemorada pelo Brasil inteiro, mas hoje eu trago aqui a notícia... É aquela coisa, a alegria foi boa ontem, mas hoje já tem aqui: "Alcolumbre considerou prorrogação da CPMI do INSS por André Mendonça como interferência grave de um poder no outro...
(Soa a campainha.)
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – ... e irá responder que cabe a ele essa decisão".
Olha, Sr. Presidente, interferência é quando a gente vê o Supremo legislando sobre droga, legislando sobre aborto, querendo legislar sobre tudo o que é feito aqui, mas o que não é feito... o Supremo cumprindo a Constituição, como foi no caso da iniciativa do Senador Kajuru e do Senador Alessandro Vieira, em 2021, e como vai ser nessas outras...
Eu espero que o Supremo não volte atrás, Presidente.
Se me der mais um minuto, eu me comprometo em terminar.
Eu espero que o Supremo Tribunal Federal, que vai julgar, no pleno, na próxima quinta-feira, depois de amanhã, não dê esse presente de grego para os brasileiros a partir de uma vitória constitucional que foi a prorrogação dessa CPMI...
(Soa a campainha.)
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – ... que está chegando em gente poderosa. Está chegando em político. Está chegando em filho de Presidente. Está chegando em banqueiro, pela primeira vez.
Não vão conseguir. O bem vai prevalecer, e nós estaremos sempre nesse espírito de que a Justiça volte a ser para todos nesse Brasil: "Água mole em pedra dura tanto bate até que fura".
Vamos continuar aqui, fazendo o nosso trabalho, mesmo quando possa parecer intransponível em alguns momentos, mas sabendo que a população brasileira está cada vez mais desperta para a política.
Fico feliz em ver jovens aqui! O Presidente vai anunciar a visita de vocês. E esta Casa é de vocês. Esta Casa é de todos os brasileiros.
E, papai, feliz aniversário! Que Deus te dê muita saúde, paz, harmonia, felicidades e realizações!
Muito obrigado, Presidente.