Pronunciamento de Zequinha Marinho em 25/03/2026
Discurso durante a 4ª Sessão Solene, no Congresso Nacional
Sessão Solene destinada a celebrar os 80 anos do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Registro de gratidão pela presença do sistema em regiões distantes da Amazônia, superando dificuldades logísticas para levar qualificação e oportunidades ao comércio local. Exaltação do alcance social e educacional das instituições, com reconhecimento ao impacto histórico de suas ações na inclusão produtiva e no desenvolvimento regional.
- Autor
- Zequinha Marinho (PODEMOS - Podemos/PA)
- Nome completo: José da Cruz Marinho
- Casa
- Congresso Nacional
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Data Comemorativa,
Homenagem,
Indústria, Comércio e Serviços:
- Sessão Solene destinada a celebrar os 80 anos do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Registro de gratidão pela presença do sistema em regiões distantes da Amazônia, superando dificuldades logísticas para levar qualificação e oportunidades ao comércio local. Exaltação do alcance social e educacional das instituições, com reconhecimento ao impacto histórico de suas ações na inclusão produtiva e no desenvolvimento regional.
- Publicação
- Publicação no DCN de 26/03/2026 - Página 37
- Assuntos
- Honorífico > Data Comemorativa
- Honorífico > Homenagem
- Economia e Desenvolvimento > Indústria, Comércio e Serviços
- Matérias referenciadas
- Indexação
-
- SESSÃO SOLENE, COMEMORAÇÃO, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, SERVIÇO SOCIAL DO COMERCIO (SESC), SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL (SENAC).
- AGRADECIMENTO, PRESENÇA, SISTEMA S, REGIÃO AMAZONICA, ESPECIFICAÇÃO, ESTADO DO PARA (PA), FOMENTO, QUALIFICAÇÃO, POPULAÇÃO, OPORTUNIDADE, MERCADO DE TRABALHO, COMERCIO, DESENVOLVIMENTO REGIONAL.
O SR. ZEQUINHA MARINHO (Bloco/PODEMOS - PA. Para discursar. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, senhores membros da mesa, meu caro Deputado Cleber Verde, amigo e vizinho, senhoras e senhores, Sesc e Senac, eu venho nesta manhã para, pelo menos um pouco, aqui estar prestigiando este momento.
Quero cumprimentar o meu Presidente, autor desse requerimento e Presidente desta sessão.
Antes de tecer um rápido comentário sobre este momento, eu queria só complementar o que disse o Deputado Cleber Verde sobre o profeta Habacuque. O versículo é muito interessante – Habacuque 3, 17 e 18, diz o seguinte: "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, ainda assim, eu me alegrarei no Senhor, e exultarei no Deus da minha salvação".
Amém, Deputado? (Palmas.)
Realmente, o amor a Deus, o temor, a comunhão não dependem das boas condições. Às vezes, a economia é fator primordial para os bons negócios, para a sobrevivência, mas ele listou todos os setores da atividade e da economia dos seus tempos e disse: "Ainda que tudo isso falhe, eu ainda me alegrarei no Deus da minha salvação".
Queridos, por que eu vim aqui para participar um pouquinho? Estou com um bocado de gente, no gabinete ali. É porque, na minha adolescência, na cidade de Conceição do Araguaia, sul do Pará – cidade grande, tem quase 45 mil habitantes, mas que naquele tempo tinha uns 30, então muito pequena, um lugar muito longe –, a turma do Senac ia lá, a Conceição do Araguaia, fazer capacitação, correto? (Palmas.)
Depois que me tornei Deputado estadual lá por 1997, a gente viajava para Belém, tendo que utilizar a Belém-Brasília. Então se saía ali pelo sul do Pará, entrava na Belém-Brasília e ia embora para Belém, porque por dentro do estado não dava, por causa das estradas muito difíceis, muito abandonadas, muito ruins, não é? Você calcule bem antes de 1997, certo? Final da década de 70, há uns três, quatro anos. Estou me referindo aí, digamos, a 1977, 1978, 1979, não é? Em 1980, eu já estava trabalhando na Prefeitura, passei num concurso do Banco da Amazônia e me distanciei um pouco do comércio. Mas eu sou muito grato, mas muito grato, pela oportunidade que o sistema me deu de me qualificar melhor para o mercado, para o comércio, naquele tempo.
Eu me lembro de que, numa dessas capacitações, tinha um curso de liderança, e nós aprontamos uma lá. Tinha um casal, o cara era gerente, Roberto Eli da Silva. Vou dar o nome, porque o Roberto está aposentado, é um senhor de idade, mas o Roberto naquele tempo era jovem, junto com a esposa, jovem também, gerente do banco, e eles estavam lá no curso de liderança. Nós fomos eleger, lá no final do curso, o casal tal, pela representatividade que tinha. Muita brincadeira, e não tinha onde escrever para fazer aquela faixa bonita, e um colega nos apareceu lá... Eu disse: "Rapaz, não faz isso". "Não, mas é o que tem." Um rolo de papel higiênico, arrumadinho. Aí nós fizemos a faixa, grampeamos lá embaixo e tiramos a foto dos caras lá. Coisa de adolescente, né? E às vezes o coitado do adulto sofre no meio desse povo que não tem muito juízo. Mas foi uma festa, fomos diplomados, enfim.
Eu fiz todas as capacitações que o Senac pôde oferecer – eu tinha tempo, eu me encaixava.
Então, eu quero aqui cumprimentar. São 80 anos que os senhores fazem isso neste país. Viver na capital é muito bom, é tudo mais fácil, é tudo mais tranquilo, o acesso, né? Mas, quando a gente sai da capital, principalmente na Amazônia, onde o desenvolvimento anda muito mais devagar, para chegar às cidadezinhas do interior... A minha cidade é a mil quilômetros da capital, de onde os senhores estavam instalados, mas, ainda assim, apesar da dificuldade da estrada, de você ter que andar alguns estados fora do nosso estado, porque o nosso estado é muito grande... Você sai ali, no Itinga, entra no Maranhão, roda o Maranhão, roda, roda, roda, atravessa na ponte do Estreito, para poder entrar – naquele tempo entrava no norte de Goiás, região do Bico do Papagaio. Hoje isso tudo virou o Estado do Tocantins. Então, você roda dois estados fora, para poder voltar para o seu estado, mas ainda assim o Senac ia lá e nos ajudava.
Então, valeu por toda essa história, por todo esse trabalho, por toda essa dedicação, por todas as oportunidades que deram a todos os jovens naquele tempo e a todo mundo que quis trabalhar, prestar serviços melhores.
Salve o Sistema Sesc-Senac! Parabéns pelos 80 anos, parabéns pelo esforço, parabéns por todo o trabalho social que vocês fazem Brasil afora.
Muito obrigado.