Pronunciamento de Eduardo Girão em 08/04/2026
Discurso durante a 30ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Necessidade de investigação rigorosa e transparência no combate à corrupção, destacando algumas denúncias envolvendo o Banco Master, além de críticas à atuação do STF e à Procuradoria-Geral da República. Insatisfação com o encerramento de CPIs e com a recente decisão do Ministro do STF Alexandre de Moraes que restringe o acesso a dados do Coaf, ressaltando a necessidade de fortalecer a independência da Polícia Federal e garantir a justiça para todos os brasileiros.
- Autor
- Eduardo Girão (NOVO - Partido Novo/CE)
- Nome completo: Luis Eduardo Grangeiro Girão
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Atividade Política,
Atuação do Judiciário,
Segurança Pública:
- Necessidade de investigação rigorosa e transparência no combate à corrupção, destacando algumas denúncias envolvendo o Banco Master, além de críticas à atuação do STF e à Procuradoria-Geral da República. Insatisfação com o encerramento de CPIs e com a recente decisão do Ministro do STF Alexandre de Moraes que restringe o acesso a dados do Coaf, ressaltando a necessidade de fortalecer a independência da Polícia Federal e garantir a justiça para todos os brasileiros.
- Aparteantes
- Cleitinho, Jorge Kajuru, Magno Malta.
- Publicação
- Publicação no DSF de 09/04/2026 - Página 15
- Assuntos
- Outros > Atividade Política
- Outros > Atuação do Estado > Atuação do Judiciário
- Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Defesa do Estado e das Instituições Democráticas > Segurança Pública
- Indexação
-
- COMENTARIO, DENUNCIA, BANCO COMERCIAL, CONTROLADOR, DANIEL VORCARO, ACUSAÇÃO, PROCURADORIA GERAL DA REPUBLICA, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), LIMITAÇÃO, DELAÇÃO PREMIADA, ATIVISMO JUDICIAL, CRITICA, ENCERRAMENTO, COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUERITO (CPI), COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUERITO (CPMI), DECISÃO MONOCRATICA, MINISTRO, ALEXANDRE DE MORAES, RESTRIÇÃO, DADOS, CONSELHO DE CONTROLE DE ATIVIDADES FINANCEIRAS (COAF), APOIO, ATUAÇÃO, POLICIA FEDERAL.
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Para discursar.) – Muitíssimo obrigado, Sr. Presidente Chico Rodrigues.
Meus colegas, Senador Lucas Barreto, Senador Kajuru, Senador Plínio Valério, Senador Esperidião Amin, Senadoras e Senadores que estão vindo aqui daqui a pouco para a votação das autoridades que nós vamos ter aqui, de embaixadores, assessores desta Casa, funcionários, brasileiros e brasileiras que nos acompanham, Sr. Presidente, é um escândalo atrás do outro, é uma manobra atrás da outra.
Onde é que vai parar, Senador Esperidião Amin, o nosso Brasil? Eu não sei se o senhor já soube da última. O senhor já soube da última? Olhem aqui, Senador Plínio, Senador Kajuru, olhem a matéria. Não dá para ler, né? Não dá para ler, mas eu vou ler para vocês. O Globo, Malu Gaspar, que tem feito um grande trabalho no jornalismo brasileiro: "No centro do caso Master, Alexandre de Moraes tira da gaveta ação do PT para limitar delação. Ministro requisitou, nesta quarta-feira, que fosse enviada à pauta do STF uma ação movida pelo PT em 2021, que pede restrições aos acordos de colaboração premiada".
Onde é que nós estamos deixando o STF ativista levar esta nação gigante que é o Brasil? Eu digo nós, porque nós somos corresponsáveis por isso aqui. Isso é só de hoje. Daqui para o final do dia tem outra, porque a gente vê uma blindagem escancarada, jamais vista. É CPI acabando, não sendo prorrogada – CPI que dá resultado, CPI que prendeu gente, CPI que mostra a bandalheira de poderosos de plantão –, sendo enterrada.
Hoje mesmo foi a última sessão da CPI do crime organizado. O Senador Alessandro Vieira implorou aqui ontem, pegou as assinaturas aí, 28 Senadores assinaram, estava com tudo certo para continuar o trabalho, mas não. A Presidência do Senado ignora, deixa esta Casa no chão, respirando por aparelhos. É igual àquele time de futebol, Kajuru, quando o jogo está terminando. Ele está ganhando ainda ali, aos trancos e barrancos, com apoio de juiz e tudo, e aí, tem que deixar o relógio passar, fica catimbando. É catimba o que está acontecendo aqui. É catimba, usando o jargão do futebol.
E, olha, teve uma reportagem que talvez explique muita coisa sobre isso, Senador Izalci: reportagem publicada pela revista Piauí aborda uma proposta de colaboração premiada – também conhecida como delação premiada –, e a gente vê que ela já está sendo aqui, numa tentativa de... Amanhã eu vou fazer um pronunciamento mais profundo, porque essa notícia chegou agora. O que é que pode estar por trás disso? Mas é uma proposta de delação enviada à PGR pelo empresário Roberto Leme, popularmente conhecido como Beto Louco. Beto Louco afirma que pagou R$2,5 milhões, atendendo um pedido pessoal do Presidente desta Casa, Davi Alcolumbre, para financiar um show de Roberto Carlos na festa de Réveillon promovida pelo Governo do Amapá. Mais grave ainda é a descrição detalhada da forma como ocorreu o pedido: o tal do Beto Louco estava solicitando ao Presidente do Senado ajuda política para derrubar uma decisão técnica da Agência Nacional de Petróleo. O Brasil precisa saber, e isso precisa ficar escrito, por mais que não aconteça, porque esta Casa não se move.
Mas, olha só, essa decisão da ANP proibia a empresa Copape de produzir combustíveis. Beto Louco e seu sócio – conhecido como, abro aspas, "Primo" – controlam a Copape e outras empresas do setor de combustíveis que são investigadas pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto, por organização criminosa e fraudes bilionárias.
A Polícia Federal está fazendo um ótimo trabalho. Quero parabenizar essa instituição, que tanto orgulho já deu a esta nação e volta a trazer aí uma perspectiva, uma esperança de que a justiça volte a ser para todos neste país.
Eu tenho uma PEC – e os Senadores que estão aqui todos assinaram – para dar independência à Polícia Federal, mais autonomia ainda, independentemente de sair Governo ou entrar Governo, desde 2020, e não foi votada ainda. Vamos trabalhar juntos, vamos fazer essa aprovação. Assim como a PEC Kajuru, do fim da reeleição, é boa para o país, tem essa da independência da Polícia Federal, para deixar mais forte ainda essa instituição.
Inclusive, eu faço um apelo para as pessoas de bem da Polícia Federal, que são a ampla maioria: nós precisamos ter acesso, precisamos saber das imagens da morte do Sicário – que dizem que foi um suicídio –, que ocorreu depois daquela prisão, porque tinha nome de jornalista ali que estava na lista negra, para fazer intimidação, para até fazer violência física, e isso é preocupante. Quem mais estava lá? Estava o nome do senhor, Senador Kajuru? Estava o meu nome? Porque quem critica o Banco Master estava no radar, o que o Banco Master vinha fazendo.
Então, na lista do Sicário, tinha nome de jornalista, e o Sicário, assim que foi preso, morreu. Dizem que foi suicídio. Onde estão essas imagens? O Senador Magno Malta apresentou um requerimento à CPI do crime – que está sendo enterrada – e essas imagens não chegaram. A gente precisa saber disso, porque há teorias para lá e para cá, e a gente precisa ter assertividade com relação a esse caso. Onde está a família do Sr. Sicário? Eu não vejo manifestação. É estranho tudo isso acontecer.
Mas, Sr. Presidente, voltando para o caso aqui da Carbono Oculto, é mais estranho ainda tudo isto que foi revelado: R$2,5 milhões para o show do Roberto Carlos, essa questão da ANP, do Beto Louco solicitando ao Presidente da Casa uma ajuda política para derrubar uma decisão técnica, todas essas relações, e tem outras coisas mais, que não vai dar tempo aqui.
Mas o mais estranho ainda é que a PGR (Procuradoria-Geral da República) não aceitou a proposta de colaboração premiada, mesmo com Beto Louco afirmando – atenção: mesmo com Beto Louco afirmando – que estava disposto a detalhar apoios dados a um grupo seleto de Parlamentares entre 2021 e 2025, gente. O cara está disposto a falar!
PGR, o que você está fazendo? Não quer ouvir o que o cara está disposto... Do cara que está na Carbono Oculto, da Polícia Federal, o PGR não aceita a delação? PGR, por favor! Tem que estar a serviço do Brasil, da verdade! Me parece que está a serviço dos poderosos de plantão. Procurador Gonet, o Brasil precisa ser passado a limpo, não dá mais, nós estamos em uma lama, em um lamaçal terrível. A população sofre, e vai sofrer mais ainda...
(Soa a campainha.)
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) –... se a gente não fizer a nossa parte.
É inaceitável que esteja ocorrendo algum tipo de blindagem quando denúncias de desvios chegam a autoridades como o Presidente do Congresso Nacional, que deve ser exemplo de conduta reta. Por isso nós estamos fazendo um pedido oficial de informações à PGR sobre esse caso. Por que não aceitou a delação?
Não podemos jamais deixar de levar em conta o fato de o Presidente Davi Alcolumbre ter impedido a prorrogação da exitosa CPMI do INSS depois de ter imposto um sigilo de 100 anos para as movimentações do Careca aqui dentro das instalações do Senado, depois de seu ex-chefe de gabinete, diga-se de passagem, Sr. Paulo Boudens, ter sido acusado de recebimento de R$3 milhões de quem? Do Careca do INSS, dinheiro de desvio de instituições...
(Interrupção do som.)
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Fora do microfone.) – ... de sindicatos, de associações...
(Soa a campainha.)
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – ... de associações, Presidente, que debitavam dos velhinhos, das viúvas, dos pensionistas.
A medida... É importante que se diga isto: em mais uma decisão abusiva, o Ministro Alexandre de Moraes restringiu o compartilhamento de dados do Coaf, estabelecendo que relatórios de inteligência sem investigação prévia passam a ser ilícitos. Olha só como o sistema está se engrenando para bloquear tudo! A medida também limita a atuação de CPIs e CPMIs na requisição direta de dados do Coaf. Isso abre um precedente perigoso para anular provas obtidas fora desses parâmetros restritos. Dessa forma, está havendo uma inibição ao combate à corrupção, cujo principal instrumento é a lavagem de dinheiro.
Sr. Presidente, se o senhor me der mais um minuto, eu termino pedindo desculpas aos colegas.
Essa decisão arbitrária...
(Soa a campainha.)
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – ... ainda terá que ser julgada pelo Plenário do STF, Senador Magno Malta. Essa inaceitável tentativa de blindagem ocorre justamente depois que o próprio Coaf identificou muitas movimentações suspeitas envolvendo familiares de Ministros do Supremo, com destaque para a esposa do próprio Ministro Alexandre de Moraes. Em outra séria e importante reportagem, publicada pela Folha de S.Paulo, Alexandre de Moraes e sua esposa teriam utilizado pelo menos oito vezes aeronaves de empresas vinculadas a Daniel Vorcaro e ao Banco Master – isso não está certo!
Cruzando dados da Agência Nacional de Aviação Civil...
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Conceda-me um aparte, Senador?
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – Cruzando...
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Conceda-me um aparte, Senador?
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – Claro, deixe-me só encerrar aqui e eu lhe concedo, se o Presidente permitir, com muita honra, mas é só para concluir o raciocínio, Senador Magno Malta. Inclusive, falei o seu nome, agora há pouco, no caso das imagens lá do Sicário, que a gente precisa entender o que aconteceu de fato.
Mas ó...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – Cruzando dados da Agência Nacional de Aviação Civil, entre maio e outubro de 2025, foram sete voos efetuados através da empresa Prime Aviation, uma das propriedades do banqueiro, e pelo menos um voo numa aeronave cujo dono é Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Enquanto Alexandre de Moraes diz que são meras ilações da reportagem da Folha de S.Paulo, sua esposa, Viviane Barci, confirmou que seu escritório de advocacia, beneficiado pelo indecente contrato de R$129 milhões, fez uso dessas aeronaves na qualidade de táxi-aéreo.
Se o senhor me permite, eu gostaria de passar um aparte para o Senador Magno.
O SR. PRESIDENTE (Chico Rodrigues. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - RR) – Concedido a V. Exa. o aparte, Senador Magno Malta.
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES. Para apartear.) – Sr. Presidente e Senador Girão, o discurso de V. Exa. dando mais claridade, ou mais luz, e não deixando apagar a luz dessa (Trecho editado nos termos do art. 48, inciso XXXI, e art.19, inciso I, do Regimento Interno.) que veio... (Risos.)
Tem que tirar isso da taquigrafia? Se tirar da taquigrafia, ponha esta palavra: esse monte de (Trecho editado nos termos do art. 48, inciso XXXI, e art.19, inciso I, do Regimento Interno.) que está aparente, exposta por canalhas que fazem parte do Supremo – abutres de capa preta. E este Parlamento aqui, e o outro Parlamento, o Sr. Davi Alcolumbre e o Sr. Hugo Motta, Senadores e Deputados que fazem parte desse conluio sujo, nojento... E agora eles querem limitar... A moda nova do Alexandre de Moraes... Está lá desde 2021 uma proposição em que ninguém nunca tocou, com relação à delação...
O SR. JORGE KAJURU (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - GO. Fora do microfone.) – Delação limitada!
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... delação premiada. Delação limitada. Agora...
(Soa a campainha.)
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... ele evoca num pedido do PT, para que haja limitação na delação de Vocaro. O que Vocaro tem mais para falar que nos enoja com relação a Alexandre de Moraes? O que mais Vocaro tem para falar que nos enoja com relação à mulher dele? O que Vocaro tem mais para falar que nos enoja a respeito do Sr. Toffoli Tayayá? Hã? O que mais? Nós estamos aqui... Eu tenho três mandatos lutando contra a legalização do jogo aqui. O Toffoli tem um cassino escondido. Bonito! E o cara tem uma capa nas costas e decide a vida e a morte, decide o bem e o mal dessas pessoas.
O Senador Kajuru está aqui, por ter falado a verdade um dia na tribuna, tem uma trava de processo até hoje! Nós precisamos acabar com essa sacanagem! Sacanagem! É para tirar da taquigrafia? Tira! Bota de novo! Sacanagem...
(Soa a campainha.)
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... desses abutres de capa preta que estão no Supremo Tribunal Federal! Falta a esta Casa testosterona para impitimar esses malandros! Malandros! É para tirar da taquigrafia? Bota de novo! Malandros de capa preta! Estelionatários! Vieram aqui fazer sabatina? Aqui não tem um Senador que não participou de uma sabatina e que não é capaz de confirmar como verdade nada do que eles disseram na sabatina com o comportamento deles hoje! O que é isso, Senador Kajuru? Estelionato! Qualquer cidadão estaria preso! Eu sabatinei quase todos, menos Gilmar Mendes, menos o Nunes, porque eu não estava aqui, e o André Mendonça! Mentirosos! Num país onde autoridades fossem sérias e não ideológicas...
(Soa a campainha.)
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Comedores de paca! E eu que achei que ele só comia anta, mas tem paca também no meio! Violadores da lei, não conhecem o ordenamento jurídico, violadores da Constituição! Falta testosterona!
Cadê Hugo Motta? Cadê Davi Alcolumbre? Daqui a pouco ele vai sentar aí, e eu vou falar olhando para ele, como estou olhando para o senhor agora, porque eu nasci desmamado e vim para esta Casa aqui para cumprir o que o povo do Espírito Santo mandou. Então essa lama suja, essa fossa desgraçada que nós estamos vendo! E agora ele ainda quer limitar! Ele vai dizer, então, limitar é dizer que não voou oito vezes nos aviões do Vorcaro, limitando, ele vai dizer que foram só duas. Os 129 milhões, limitando na delação, então vai limitar e ele vai dizer: "Não, não foram 129 milhões, foram 100 milhões só!".
(Soa a campainha.)
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Vai querer desmentir o impossível.
Nós estamos diante de um quadro deprimente que a mim me constrange, me deixa oprimido, envergonhado! E o povo está certo, Senador Kajuru, quando nos joga na vala comum. O povo não sabe, não tem como discernir: "Não, fulano... Pelo menos lá tem um Cleitinho, pelo menos tem um, tem outro...". O povo fala assim: "É o Senado". E nos arrasta para a vala comum, Senadora, e nos põe numa posição deprimente, horrorosa, sabe?! O que nós estamos fazendo aqui, gente? Com carro... Nós estamos aqui recebendo salário, um salário altíssimo; R$20 mil estava bom para mim, dá para botar gasolina, sabe?! Eu não pago aluguel, sabe?! Ou até muito, sabe?! Dou meu dízimo certinho, graças a Deus! Entende?! Vivo do meu salário...
(Soa a campainha.)
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... não vivo de emenda, tenho cabeça erguida (Trecho editado nos termos do art. 48, inciso XXXI, e art.19, inciso I, do Regimento Interno.), cabeça erguida, sem medo. Não tenho rabo para que esses canalhas possam me dar um telefonema e dizer: "Pega leve". Pega leve é o (Trecho editado nos termos do art. 48, inciso XXXI, e art.19, inciso I, do Regimento Interno.)! Eu vou falar, poxa, eu vou falar! E sei que a minha fala é uma fala que representa uma pá de Senadores aqui dentro que não têm rabo preso lá, mas também não têm disposição para fazer esse enfrentamento. Mas não tem problema, se está no mesmo exército que nós... Você tem aquele que é de infantaria, você tem o outro que é enfermeiro, você tem o outro... Mas está todo mundo no exército! Tem aquele que cozinha, mas está todo mundo no exército, está todo mundo no exército. Agora, se eu fizer diferente, não sou eu. Se eu fizer diferente, eu não sou o filho de Dadá. Se eu fizer diferente, eu mudei, alguma coisa aconteceu – alguma coisa aconteceu. Querer barrar a CPMI?! Não querer deixar a CPMI andar?!
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Então, é o seguinte... (Fora do microfone.)
O Presidente desta Casa está determinando o final, Senador Amin, o Davi Alcolumbre está determinando o final de reunião do Congresso Nacional. Nunca mais vai ter, porque é obrigado a botar, ler a CPMI, e não quer ler, então nunca mais vai ter. Decretou o final, Cleitinho; decretou o final, Plínio, de sessão conjunta, de sessão do Congresso Nacional.
Ora, é hora de o cara cortar na carne e assumir. Há um ditado que diz que quem anda com porco come farelo. Pelo menos dizer: "Olha, meu problema foi ter andado com porco". Vai acabar com as CPIs? Vai acabar com a CPI do Crime Organizado? Eu convoquei lá o Fernandinho Beira-Mar, convoquei o Marcinho VP, convoquei o Marcola, veja só o porquê disso.
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Não é quem comanda o crime organizado no Brasil, do ponto de vista de ser braço armado, braço do assalto, braço do achaque, do assalto de banco, do roubo de rodovias, roubo de carga? E é ele que faz negócio com os políticos. Os políticos corruptos estão dentro desse consórcio, dessa cooperativa malvada que se implantou no Brasil! Mas vai acabar a CPI e não leu o meu requerimento de convocação de Marcinho VP, poxa, Comandante do Comando Vermelho; do Marcola, Comandante do PCC; do Fernandinho Beira-Mar... E eles sabem de fato o que é crime organizado.
Os ofícios que eu coloquei do meu estado... O ex-Juiz Federal Macário Júdice está preso por vazar informação para o crime organizado no Rio de Janeiro...
(Soa a campainha.)
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... e conversando com o Governador do meu estado. A Polícia Federal investigou, pediu, e o Alexandre de Moraes já blindou, porque o Governador já fez um discurso dizendo que ele vai virar Senador e ele não vai vir aqui para cassar Alexandre de Moraes. É muita podridão, gente – é muita podridão!
Se eu tivesse aqui, para poder narrar, todo o tempo do mundo, Sr. Presidente... Veja que o que eu fiz foi um aparte e o meu aparte já está ficando maior do que o discurso de Girão. Desculpem-me os companheiros aí, mas é porque eu estou falando a verdade – eu estou falando a verdade –, não é, Zezinho? Estou ou não estou? Não, Zezinho, não responde, não – responde, não! Responde, não! Responde, não, porque o trem é feio, o trem é feio. (Risos.)
Senador Girão, parabéns. O Brasil não pode perder V. Exa., eu já lhe disse mil vezes. V. Exa. é um patrimônio do Brasil como Senador, e eu rogo a Deus para que V. Exa. tenha êxito como Governador do Ceará, porque V. Exa...
(Soa a campainha.)
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... tem disposição, V. Exa. tem coragem, V. Exa. não é comprometido – não é comprometido –, assim como eu desejo para todos, para o Cleitinho, que está se propondo a ir para uma barra pesada, sabendo da carga que vai levar, mas rogo a Deus também. E o Brasil vai perder, o Senado vai perder o Cleitinho no Senado, mas, tomara Deus, que mande outro, que esteja à altura, ou mais, ou melhor, para cá, Cleitinho, para esta Casa, porque é um dó, porque só esta Casa, em outubro, é que pode definir o destino desta nação. Não adianta a gente eleger um Presidente da República e não ter um Senado que tenha coragem, eleger um Senado que seja de cachorros, que seja de pit-bulls sem vacina – pit-bulls sem vacina –, que não correm, latem pouco e mordem muito, para poder enfrentar essa bandalheira...
(Soa a campainha.)
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... e mudar a história do Brasil.
Obrigado, Sr. Presidente. Obrigado, Senador Girão.
Desculpem os colegas aí, Amin...
O Sr. Cleitinho (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Girão, um aparte!
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... o meu querido Kajuru aqui, e vocês todos – o Plínio – que estão inscritos aí.
O Sr. Jorge Kajuru (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - GO) – Pela ordem!
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Eu tenho esse defeito mesmo, eu faço um aparte e acabo – o Laércio está rindo ali – falando mais do que o orador, e o orador vira o aparteante. (Risos.)
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE (Chico Rodrigues. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - RR) – Eu gostaria de pedir ao Senador Cleitinho que V. Exa. fizesse um aparte de um minuto...
O Sr. Cleitinho (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Rápido.
O SR. PRESIDENTE (Chico Rodrigues. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - RR) – ... porque tem 17 oradores inscritos.
O Sr. Cleitinho (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Está bom.
O Sr. Jorge Kajuru (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - GO) – Eu também, só um minuto.
O Sr. Cleitinho (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG. Para apartear.) – A Bíblia já fala que você tem que ser quente ou você tem que ser frio. "Se você for morno, eu te vomito". Sabe por que eu estou falando isso? Porque este ano a gente tem a obrigação e o poder, dentro de cada político que está aqui – tanto de Senadores quanto Deputados de direita, que falam que são Deputados e Senadores de direita –, de apoiar o Flávio Bolsonaro. Não existe terceira via!
Acabou de sair uma pesquisa, agora, que já mostra que a eleição deste ano...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O Sr. Cleitinho (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG. Fora do microfone.) – ... vai ser polarizada entre o Lula e o Flávio Bolsonaro.
O Sr. Cleitinho (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Entre o Lula e o Flávio Bolsonaro, será polarizada. Apareceu agora o Flávio Bolsonaro, no segundo turno, com 45,8%, e o Lula com 45,5%. Então, isso mostra que vai ser exatamente como foi há quatro anos. E, novamente, eu repito aqui, para todos os Senadores de direita e Deputados Federais, Deputados, políticos, influenciadores de direita: não tem jeito de ser morno. Morno vai ser vomitado; ou você é quente, ou você é frio. Por isso que eu já me posiciono aqui, independentemente de se o PL vai me apoiar lá, como candidato a Governador. Eu não quero nem saber. O meu candidato à Presidência da República é Flávio Bolsonaro!
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – E eu te apoio!
O Sr. Cleitinho (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – E não é só pelo Flávio Bolsonaro, não. É pelos presos políticos. Foram 14 anos de prisão para um trabalhador que doou R$500 para a manifestação do dia 8 de janeiro. Enquanto isso, o Banco Master pagou R$80 milhões para o escritório da esposa de Moraes. Quantos anos que esse cidadão aqui vai pegar de cadeia? Quantos anos que ele vai pegar de cadeia? Se um trabalhador que doou R$500 para uma suposta tentativa de golpe...
(Soa a campainha.)
O Sr. Cleitinho (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Porque todas as instituições estão funcionando aqui. Qual instituição que não está funcionando? Golpe não teve. Pegar 14 anos de prisão? Eu quero saber quanto o Toffoli e o Moraes vão pegar quando o Vorcaro pegar e delatar.
Então, que fique claro aqui que não tem outro candidato para Presidente da República a não ser o Flávio Bolsonaro, não. Saiam do muro! Se querem ganhar a eleição, se querem mudar e fazer história a partir do ano que vem, coloquem aqui o Flávio Bolsonaro. E não é só por ele, não. É pelo pai dele, pelo Jair Messias Bolsonaro. Porque eu subi na garupa dele, que está como preso político dentro da casa dele, lá. Não podendo ter liberdade. Então, não é só pelo Flávio Bolsonaro; é para o Flávio Bolsonaro ganhar e dar liberdade para toda a população brasileira.
Muito obrigado.
O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Boa, Cleitinho!
O SR. PRESIDENTE (Chico Rodrigues. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - RR) – Gostaria de, pela ordem, passar um minuto a V. Exa.
O Sr. Jorge Kajuru (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - GO. Para apartear.) – Eu vou cumprir.
Fica tranquilo, Presidente. Eu seguro um minuto. Televisão, né?
Você falou em porcos, Magno. Eu me lembro de Gandhi. E é o que eu digo ao Vorcaro...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O Sr. Jorge Kajuru (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - GO) – Pássaros e porcos não sentam na mesma mesa... (Fora do microfone.)
Vou ter que começar de novo.
Você falou em porcos, Magno Malta, Senador. Eu me lembrei de Gandhi, que dizia: "Pássaros e porcos não sentam na mesma mesa. Eu já estou voando". É o que eu digo ao Vorcaro.
Agora, o triste de esta Casa não ter uma CPI do Banco Master é para alguém como eu, como o exemplar Oriovisto, como o Girão, que somos contrários à reeleição e não seremos candidatos! Nós vamos ter que responder nas ruas à gente chegar e falar assim: "E você, Kajuru, você tem alguma coisa a ver com o Banco Master, com o Vorcaro?". Porque, se houvesse uma CPI de fato, mostraria quem da classe política está nesse chiqueiro...
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Fora do microfone.) – Isso.
O Sr. Jorge Kajuru (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - GO) – ... do qual eu não levo nem o cheiro, dessa catinga. Agora você, Magno... Você tem mais quatro anos, você poderá ver uma CPI aqui. A nova Senadora de Roraima, que chegou muito bem...
(Soa a campainha.)
O Sr. Jorge Kajuru (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - GO) – ... não sei se ela vai continuar, mas, de repente, não terá. O Plínio – tomara que ele seja vitorioso –, o Izalci, o Esperidião Amin, para quem eu vou torcer bravamente para ganhar em Santa Catarina... Mas e quem está saindo? Vai ter que ouvir isso nas ruas, no restaurante. Se o sujeito perguntar para você, eu vou ter que falar para o sujeito: "Sujeito, vai pra Punta del Este", se é que você entendeu o que eu quis dizer.
Muito obrigado.
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – Presidente, só para agradecer aos colegas pelos apartes, peço que inclua o de todos no meu pronunciamento.
Eu gosto sempre de encerrar com uma frase. Numa época tão difícil, com tantos abusos e desvios de autoridades, eu encerro este pronunciamento com a célebre frase atribuída ao Imperador romano Júlio César, abro aspas: "À mulher de César não basta ser honesta, tem também que parecer honesta".
(Soa a campainha.)
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – Que Deus abençoe a nossa nação, que Jesus cuide do nosso país, dê juízo às autoridades constituídas para que possam exercer o seu trabalho sem medo e que possam fazer a grande limpeza de que o Brasil precisa, que é uma limpeza da impunidade, que é uma limpeza em que vai prevalecer a ética de novo e a justiça para todos.
Muito obrigado, Presidente Chico Rodrigues.