Discurso durante a 36ª Sessão Especial, no Senado Federal

Sessão Especial destinada a homenagear o Lions Clube. Ênfase na expansão do movimento pelas regiões administrativas e cidades do Entorno, acompanhando o crescimento da capital. Reconhecimento de sua contribuição para a coesão social, cidadania e apoio comunitário em contextos desafiadores. Conclusão de que o leonismo representa um compromisso permanente com o bem comum e a construção de uma sociedade mais solidária.

Autor
Izalci Lucas (PL - Partido Liberal/DF)
Nome completo: Izalci Lucas Ferreira
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Homenagem:
  • Sessão Especial destinada a homenagear o Lions Clube. Ênfase na expansão do movimento pelas regiões administrativas e cidades do Entorno, acompanhando o crescimento da capital. Reconhecimento de sua contribuição para a coesão social, cidadania e apoio comunitário em contextos desafiadores. Conclusão de que o leonismo representa um compromisso permanente com o bem comum e a construção de uma sociedade mais solidária.
Publicação
Publicação no DSF de 16/04/2026 - Página 17
Assunto
Honorífico > Homenagem
Matérias referenciadas
Indexação
  • SESSÃO ESPECIAL, HOMENAGEM, ASSOCIAÇÃO CIVIL, CENTRO COMUNITARIO.
  • ENFASE, EXPANSÃO, ASSOCIAÇÃO CIVIL, CIDADE, ENTORNO, DISTRITO FEDERAL (DF), APOIO, COMUNIDADE, PROMOÇÃO, CIDADANIA, SOLIDARIEDADE, SOCIEDADE.

    O SR. IZALCI LUCAS (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar.) – Quero aqui cumprimentar o nosso grande Líder, o Senador Wellington Fagundes, e, ao mesmo tempo, parabenizá-lo pela iniciativa desta importante sessão, desta justa homenagem.

    Cumprimento aqui o Presidente da Fundação Internacional, Francisco Fabrício de Oliveira Neto; o Diretor do Lions Clubs International no período 2022-2024, Manoel Messias Mello. Cumprimento também o Sr. Diretor do Lions Internacional, no período de 2016 a 2018, Luiz Geraldo Matheus Figueira; o Presidente do Conselho Nacional de Direitos das Pessoas com Deficiência, Roberto Paulo do Vale Tiné; e também a Sra. Presidenta da Associação dos Familiares, Amigos e Pais de Autistas de Bauru, Kátia Elena Semeghini Caputo.

    Cumprimento aqui todos os convidados, os nossos leões, que trabalham e que vieram aqui, a esta sessão, cumprimentar aqui todos os servidores...

    No dia da inauguração de Brasília, 21 de abril de 1960, nasceu o primeiro representante local do Lions Clube do Brasil, e o sócio fundador nº 1 foi o próprio Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Daquele dia em diante, o Lions e a capital se tornaram irmãos que passaram a crescer juntos.

    Esses dados têm enorme força simbólica. Eles nos dizem que a relação entre Brasília e o Lions não é lateral, nem tardia, nem circunstancial; é de nascença. Ela remete ao momento em que o país decidiu interiorizar sua capital, abrir uma nova frente de desenvolvimento e afirmar, no coração do território nacional, o ideal de modernidade com sentido público.

    Em 1996, nesta mesma tribuna, o então Senador Valmir Campelo lembrou que, desde 1960, ainda em meio às dificuldades da cidade em construção, dezenas de leões, acampados em barracas improvisadas, lançaram as bases que permitiram a fundação do primeiro Lions de Brasília, o Brasília Centro.

    Não se trata de uma imagem banal; trata-se de uma imagem fundadora. Enquanto Brasília ainda era canteiro, poeira, esperança, improviso, já havia aqui cidadãos dispostos a organizar o serviço comunitário.

    Esse é, talvez, um dos traços mais belos do leonismo brasiliense. Ele não esperou a abundância para servir; ele começou a servir quando quase tudo ainda estava por fazer.

    Havia afinidade de espírito entre a construção material da cidade e a construção moral do serviço voluntário. Havia, na capital, a mesma crença na iniciativa da modernização, na mobilização cívica, na capacidade de transformar o futuro pela ação humanitária.

    Esse movimento traduziu com perfeição a missão do Lions Clube.

    O próprio fundador, Melvin Jones, sintetizou esse ideal em uma frase que o tempo não envelheceu. Disse ele: "Você não vai muito longe se não começar a fazer alguma coisa por alguém".

    Essa afirmação continua atual, porque traduz, em poucas, palavras a missão do Lions. Servir não é um gesto ocasional; servir é um compromisso permanente. Servir é transformar a solidariedade em presença, em cuidado, em resposta concreta às necessidades humanas.

    A expansão da cidade fez-se acompanhar da disseminação de unidades do Lions Clubs. Em dezembro de 2025, aparecem, então, no Distrito Federal, 14 clubes ativos, distribuídos por diferentes regiões daqui, da capital, como Sobradinho, Brasília, Taguatinga, Gama, Taguatinga Independência, Brasília Buriti, Ceilândia, Brasília Metropolitano, Guará Governador Almir, Taguatinga Liberdade, Gama Sul-Oeste, Taguatinga Helen Keller, Brasília Sarah Kubitschek, Brasília Caub I Riacho Fundo II e Brasília JK.

    Somados, esses clubes reúnem 255 associados no território do Distrito Federal.

    Não são apenas siglas ou cadastros administrativos; são grupos de presença comunitária espalhados por uma capital complexa, desigual e desafiadora, em que servir continua sendo um verbo ainda necessário.

    A história de Brasília, porém, não é apenas a história que vemos na moldura monumental do Plano Piloto; a história real da capital inclui também a sua expansão urbana e suas regiões administrativas. São as inúmeras histórias de quem transita de uma cidade a outra, de sua integração cotidiana com municípios vizinhos de outros estados e de uma dinâmica metropolitana que ultrapassa as fronteiras político-administrativas do Distrito Federal.

    É por isso que Brasília hoje não pode ser compreendida sem as suas cidades e a região do Entorno.

    Essa leitura territorial importa muito para esta homenagem. Se o Lions Club nasceu com Brasília, ele também acompanhou o alargamento humano de Brasília. À medida que a cidade se descentralizou e novas centralidades urbanas foram se formando, o leonismo se difundiu por esse território vivo. Agora vemos sedes do Lions Club até em Unaí, Formosa, Valparaíso.

    É nesse ponto que a homenagem ao Lions em Brasília ganha uma densidade especial.

    O Lions ajudou a dar espírito comunitário a uma cidade planejada, ajudou a levar solidariedade organizada para as regiões administrativas e cidades vizinhas e ajudou, inclusive, a construir marcos importantes para a própria cultura cívica do movimento.

    Por tudo isso, esta sessão especial não homenageia apenas uma organização que já merece reconhecimento por seus méritos. Esta sessão homenageia uma experiência de serviço que se confundiu, em muitos momentos, com a própria formação social de Brasília; homenageia pessoas que serviram quando a cidade ainda era promessa; homenageia dirigentes e associados que levaram o ideal leonístico para Taguatinga, Gama, Ceilândia, Guará, Sobradinho, Riacho Fundo II e tantas outras cidades; homenageia também aqueles que fizeram o movimento avançar para o Entorno, compreendendo, na prática, aquilo que a lei e a experiência urbana hoje confirmam: Brasília não se explica sozinha; Brasília se realiza em rede, com suas cidades e o seu Entorno.

    E talvez seja exatamente esta a lição mais atual do Lions para a capital da República: em tempos de fragmentação, o Lions nos lembra que pertencimento é construção diária; em tempos de tanta distância entre as instituições e a vida concreta das pessoas, o Lions reafirma o valor da presença local; em tempos em que a vida metropolitana exige coordenação, cooperação e senso de comunidade, o leonismo mostra que servir continua sendo uma das formas mais altas da cidadania.

    Sr. Presidente, senhoras e senhores, ao homenagear o Lions Clube do Brasil, com um olhar atento para Brasília e para o Entorno da capital, esta Casa reconhece uma história de continuidade, de presença social e de fidelidade ao bem comum.

    Que os dirigentes, os associados e associadas do Lions Clube do Brasil e, de modo muito especial, os clubes de Brasília e do Entorno recebam esta homenagem respeitosa desta Casa, o reconhecimento do Parlamento e o agradecimento sincero de todos os que sabem que nenhuma cidade se torna verdadeiramente grande sem solidariedade organizada.

    Parabéns ao Lions Clube do Brasil.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 16/04/2026 - Página 17