Discurso durante a 37ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Manifestação de apoio ao trabalho desenvolvido pelo Senador Alessandro Vieira na relatoria da CPI do Crime Organizado. Denúncia de manobra regimental da base do Governo, que teria substituído membros da comissão no momento da votação. Defesa das prerrogativas parlamentares frente às declarações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o relator da comissão. Cobrança de uma postura firme da Presidência da Casa para restabelecer o equilíbrio constitucional.

Autor
Eduardo Girão (NOVO - Partido Novo/CE)
Nome completo: Luis Eduardo Grangeiro Girão
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Atuação do Judiciário, Governo Federal:
  • Manifestação de apoio ao trabalho desenvolvido pelo Senador Alessandro Vieira na relatoria da CPI do Crime Organizado. Denúncia de manobra regimental da base do Governo, que teria substituído membros da comissão no momento da votação. Defesa das prerrogativas parlamentares frente às declarações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o relator da comissão. Cobrança de uma postura firme da Presidência da Casa para restabelecer o equilíbrio constitucional.
Aparteantes
Magno Malta.
Publicação
Publicação no DSF de 16/04/2026 - Página 70
Assuntos
Outros > Atuação do Estado > Atuação do Judiciário
Outros > Atuação do Estado > Governo Federal
Indexação
  • APOIO, SOLIDARIEDADE, SENADOR, ALESSANDRO VIEIRA, RELATORIO, COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUERITO (CPI), CRIME ORGANIZADO, CRITICA, GOVERNO FEDERAL, ALTERAÇÃO, MEMBROS.
  • DEFESA, PRERROGATIVA, IMUNIDADE PARLAMENTAR, CRITICA, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), ATIVISMO JUDICIAL, SOLICITAÇÃO, ATUAÇÃO, PRESIDENTE, SENADO, EQUILIBRIO, PODERES CONSTITUCIONAIS.

    O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Para discursar.) – Muitíssimo obrigado, Presidente.

    Eu gostaria, em primeiro lugar, de manifestar a minha integral solidariedade ao Senador Alessandro Vieira. Nós podemos e nós temos discordâncias em vários embates aqui de ideias, inclusive com o próprio Senador Alessandro eu tenho divergências, mas eu tenho o dever de dar o testemunho, Sr. Presidente, do trabalho técnico, do trabalho feito com independência, de um trabalho aos trancos e barrancos. Mesmo com sabotagem e com boicote de alguns ministros do STF, o Senador Alessandro Vieira conseguiu desenvolver um relatório robusto, Senador Rogerio Marinho, e fez essa deliberação ontem.

    Nós tivemos – e isso não é novidade nenhuma – uma manobra da base do Governo Lula, trocando na hora Senadores que teriam a tendência a votar a favor do relatório, mesmo fazendo algumas ponderações, e colocando Senadores que sequer foram a uma reunião nos meses de debates, de oitivas, de votação de requerimentos. Para mim, não é novidade esse tipo de jogo, é feio, mas, como na comissão parlamentar de inquérito – e participei de praticamente todas as sessões – vi a blindagem do Governo Lula em alguns requerimentos, para mim, não é novidade nenhuma.

    Agora, Senador Alessandro, eu acredito que, além dessa solidariedade que o senhor está tendo aqui de alguns Senadores e o próprio Presidente da Casa colocando a Advocacia a seu dispor, podemos mais. Presidente Davi, como Presidente da Casa, do Senado Federal, e do Congresso Nacional, eleito por uma maioria esmagadora dos seus colegas, eu acredito que uma fala do senhor sobre o que alguns ministros da Suprema Corte fizeram ontem, ameaçando de forma descarada o Senador da República, eleito pelo povo de bem de Sergipe, seria fundamental, do senhor, como Presidente, porque o ataque não foi ao Senador Alessandro Vieira, Senador Cleitinho; o ataque foi à sua Casa, à nossa Casa, a esta Casa da República. E ali, Senador Davi Alcolumbre, foi ataque, o que eles fizeram foi ataque, porque hoje em dia virou moda, quando se faz crítica, se dizer que está sendo atacado. É um vitimismo, Senador Magno Malta, que a gente tem visto nos três Poderes da República. Não se pode mais fazer crítica, é considerado ataque. Mas o que fizeram ontem com o Senador Alessandro Vieira...

    O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES. Para apartear.) – É fácil de entender, Girão, é fácil, porque, quando as pessoas batem no Senado, o Senador Davi Alcolumbre não vai para o microfone dizer: "Ah estão me ofendendo, estão batendo em mim", como eles fazem lá, como eles fazem lá!

(Soa a campainha.)

    O Sr. Magno Malta (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Tocou no nome de Gilmar Mendes está batendo na instituição. O povo fala do Davi Alcolumbre na rede social, e eu nunca o vi pegar o microfone para dizer: "Estão ofendendo a instituição". Está aí, está claro, está diante dos nossos olhos esses mimizentos com a frauda toda suja.

    O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – Então, eu repudio, Presidente Davi Alcolumbre, esse ataque com todas as letras – isso, sim, é ataque –, à nossa Casa, a partir de um Senador que está fazendo o seu trabalho, Senador Renan. Ele está fazendo o seu trabalho legislativo, o relatório intelectual, foi lá, fez o trabalho, ouviu, e ele não ficou sozinho, não; ele foi votado. E nós tivemos lá Senadores; eu, inclusive, votei a favor do relatório.

(Soa a campainha.)

    O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – O Senador Magno Malta, o Senador Marcio Bittar, o Senador Marcos Rogério. Alguns votos não foram computados, porque tem ali como é que funciona o ordenamento da votação, tem os suplentes.

    Mas eu quero dizer que esta Casa precisa ser defendida, e é pelo senhor, Presidente Davi Alcolumbre, é pelo senhor, pela democracia, pela pacificação, e nós precisamos ter a independência e separação entre os Poderes, porque para eles não existe isso, para eles existe um Poder subalterno, que é o Senado, subalterno para alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal, que são mais políticos, Senador Alan Rick. Eles são mais políticos do que nós, falam fora dos autos, dão entrevistas; e isso está errado, Presidente.

    Muito obrigado.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 16/04/2026 - Página 70