Discurso durante a 55ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal

Comentários sobre o quarto evento de lançamento da pré-candidatura de S. Exª. ao Governo do Estado do Ceará pelo Partido Novo, com críticas ao apoio do PL à candidatura do Sr. Ciro Gomes ao mesmo cargo.

Pedido de instalação de CPI para investigar o caso do Banco Master, de forma a apurar o envolvimento de autoridades de diferentes Poderes.

Autor
Eduardo Girão (NOVO - Partido Novo/CE)
Nome completo: Luis Eduardo Grangeiro Girão
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Atividade Política, Eleições e Partidos Políticos:
  • Comentários sobre o quarto evento de lançamento da pré-candidatura de S. Exª. ao Governo do Estado do Ceará pelo Partido Novo, com críticas ao apoio do PL à candidatura do Sr. Ciro Gomes ao mesmo cargo.
Atuação da Câmara dos Deputados, Atuação do Congresso Nacional, Atuação do Senado Federal, Fiscalização e Controle:
  • Pedido de instalação de CPI para investigar o caso do Banco Master, de forma a apurar o envolvimento de autoridades de diferentes Poderes.
Publicação
Publicação no DSF de 19/05/2026 - Página 28
Assuntos
Outros > Atividade Política
Outros > Eleições e Partidos Políticos
Outros > Atuação do Estado > Atuação da Câmara dos Deputados
Outros > Atuação do Estado > Atuação do Congresso Nacional
Outros > Atuação do Estado > Atuação do Senado Federal
Organização do Estado > Fiscalização e Controle
Indexação
  • COMENTARIO, EVENTO, LANÇAMENTO, CANDIDATURA, ELEIÇÕES, GOVERNADOR, ESTADO DO CEARA (CE), PARTIDO NOVO (NOVO), CRITICA, PARTIDO LIBERAL (PL), APOIO, CIRO GOMES.
  • DEFESA, INSTALAÇÃO, COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUERITO (CPI), COMISSÃO PARLAMENTAR MISTA DE INQUERITO (CPMI), INVESTIGAÇÃO, BANCO COMERCIAL, CONTROLADOR, DANIEL VORCARO, CRITICA, PRESIDENTE, SENADO, SENADOR, DAVI ALCOLUMBRE, OMISSÃO, ACUSAÇÃO, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), GOVERNO FEDERAL, RELACIONAMENTO, REPRESENTANTE, ENTIDADE, VIAGEM, CONTRATO, NATUREZA FINANCEIRA.

    O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Para discursar.) – Paz e bem, meu querido irmão, meu amigo, Senador Confúcio Moura, uma das pessoas mais pontuais que eu conheci em minha vida – viu, Senador? –, muito cordato, uma referência para nós na educação. Fico muito feliz em estar sendo presidido hoje pelo senhor – mais uma semana, né?

    Muitos Senadores não estão aqui. Está hoje, no Plenário, até agora, o Senador Confúcio, presidindo, e eu, mas a gente entende que o dia de segunda-feira é um dia em que os Senadores estão vindo dos seus estados e das suas bases para cá.

    Amanhã, deve estar a maioria presente; nós vamos ter votações importantes na quarta-feira também; e eu não perco uma sessão dessa, faço questão e quero saudar os brasileiros que aqui estão nas galerias. Sejam muito bem-vindos aqui, ao Senado Federal.

    Eu faço questão de estar presente, Senador Confúcio, Presidente, porque muitas vezes o que sobra para a oposição e para Parlamentares independentes é a oportunidade de falar, denunciar e se posicionar, né? Nós encontramos, muitas vezes, bloqueios na mídia tradicional, que muitas vezes é cooptada com vultuosos recursos dos governos federal, estaduais e municipais – dinheiro seu, dinheiro de você, brasileira e brasileiro, que está me ouvindo. E eu agradeço também a sua paciência.

    As redes sociais estão aí. É uma disputa grande, com muita gente querendo controlar, querendo censurar, porque não quer que certas vozes que quebram paradigmas, que criticam poderosos, que expõem a verdade do que está acontecendo, da cozinha dos Poderes... Eu procuro fazer isso desde que cheguei a esta Casa, trazido pelo povo honrado do Ceará, para vir representar a voz das ruas, uma mudança de verdade nesta Casa. Eu levo como missão espiritual isso aqui. Não é meio de vida política para mim, é missão de vida.

    Tenho aprendido muito e só tenho que agradecer a Deus, primeiramente, por estar com saúde, e à minha família, por ser esse esteio, porque, às vezes, são noites maldormidas, sim, é incompreensão. Mas eu recebo o carinho, a força, a confiança e, sobretudo, as orações de muitos brasileiros que querem ver o nosso país bem, de muitos cearenses que querem ver o Ceará para frente e não para trás, Presidente Confúcio, como ficou configurado, agora, neste final de semana.

    Foi muito emblemático o dia de sábado, em que nós tivemos a presença, no Ceará, de dois Senadores da República, colegas nossos, muito presentes também: o Senador Styvenson Valentim, do Rio Grande do Norte, meu vizinho, e o Senador General Hamilton Mourão, que foram especialmente ao Ceará para prestigiar o quarto lançamento da minha pré-candidatura ao Governo do Estado do Ceará. Sou candidato...

    Registro a presença aqui do Senador Humberto Costa, de Pernambuco, que está feliz da vida porque o Náutico dele, líder da Série B, bateu de 6 a 2 – parabéns! – o Operário.

    E, como estava dizendo, o Estado do Ceará teve essa bênção de receber dois Senadores da República, que foram prestigiar o quarto pré-lançamento da minha pré-candidatura ao Governo do Ceará – e foi bonito –, lá em Quixadá. Não sei se o senhor conhece, Senador Confúcio, mas Quixadá é uma cidade muito emblemática do Estado do Ceará também, porque é um dos lugares que tem diversidade, os monólitos, uma região diferente aqui na Terra. Parece que você não está aqui, porque são rochas completamente que só tem lá. Inclusive, tem um projeto meu para tornar Quixadá a capital nacional dos monólitos. É uma cidade que foi, inclusive, na política, berço de muitas mudanças que aconteceram no Estado do Ceará. É um povo de bem.

    Eu fui muito bem recebido neste final de semana lá, inclusive pela imprensa que abriu... Quero agradecer à imprensa de Quixadá. Passei a sexta-feira dando entrevistas; e, no sábado, nós tivemos o auditório lotado, para receber as pessoas com as nossas ideias. E, na mesma hora do nosso evento, que estava marcado há meses, porque a gente faz uma programação há meses... O próximo é em Crateús, no Estado do Ceará também, e o último vai ser em Iguatu, antes da convenção – nós vamos fazer seis eventos das macrorregiões, levando a prestação de contas, as ideias do Estado do Ceará.

    Mas, na mesma hora, Senador Confúcio, o pessoal... Olhe só a aliança, Senador Humberto Costa, que está acontecendo no Estado do Ceará: Ciro Gomes se juntando com o PL para oferecer uma proposta para o Estado do Ceará. Então, é a água e o óleo, eu acho que é o maior festival de incoerências que eu não esperava ver.

    Eu percebo, claro, que muitos que estão no espectro da direita conservadora não caíram nessa, porque é um negócio tão estapafúrdio se juntar com alguém que você criticava até pouco tempo atrás – não era crítica, não; eram ataques, eram acusações gravíssimas – e se juntar porque tem um projeto familiar em jogo, dos que se diziam da direita, dos que se diziam conservadores, e hoje tiram a máscara e mostram o que eram, que eram centrão. Essa que é a grande realidade, porque esse negócio de interesse em cargo e de deixar os valores e princípios de lado, as pautas em que o Ciro Gomes sempre foi contra a direita... Aliás, o Ciro Gomes é que colocou o PT no poder lá no Estado do Ceará, e agora, por um sentimento de vingança, por um sentimento de revanche, quer tirar o PT, porque se sente traído. E a direita embarcar nessa – aliás, a direita fake – é um negócio que eu não esperava ver, porque eu acho que política, eu já disse aqui, tem que ter um tripé: coerência, integridade e coragem.

    Então, a população fica sem entender isso e acha que: "Poxa, não existe o mínimo de hombridade na política", bota todo mundo no balaio de gato, mas não, aos trancos e barrancos, sem tempo de TV, mas com muita disposição de apresentar um projeto que não é contra ninguém, como eles estão fazendo, que é a favor do Ceará, que é a favor do cearense, de um Estado enxuto, eficiente, que respeite o dinheiro do contribuinte, que não queira privilégio, que não tenha político profissional, como essa turma que está lá, que vive da política, sempre viveu, e que só pensa naquilo, poder pelo poder... Não, o cearense vai ter uma alternativa.

    Sei que eu tenho inúmeras limitações e imperfeições, eu sei que são muitas, mas o cearense vai ter uma alternativa coerente, porque quem mudou de lado foram eles. Nós estamos aqui. O povo cearense vai despertar, porque é um povo que tem uma história, lá de Rachel de Queiroz, de Quixadá; de Bezerra de Menezes, o Médico dos Pobres, de Jaguaretama; de Dragão do Mar, que não deixou os navios negreiros aportarem, primeiro estado a libertar os escravos, por isso é que nós somos Terra da Luz. Nós vamos beber da fonte, como sempre procuramos fazer, desses humanistas, desses pacifistas, desses ilustres conterrâneos de fibra que não se dobraram aos poderosos. Essa é a política em que a gente acredita.

    Mas, Sr. Presidente, nos dez minutos que me faltam – já foi a metade do meu tempo, e eu vou aproveitar cada minuto, mas vou tentar não extrapolar a sua benevolência de sempre –, eu quero falar sobre o que agora parece que... Eu não digo 100% – eu não digo 100% –, porque tem um Senador, que eu sei, ou, no máximo, dois que não assinaram ainda.

    Mas essa ruma de CPI e CPMI do Banco Master... Agora até inventaram outra. Nem precisava, nós já temos aqui, o senhor assinou; nós já temos, desde o ano passado, a CPI, de minha autoria, com 53 assinaturas de Senadores da República, protocolada, que está na mesa do Presidente Davi Alcolumbre há cinco meses.

    Já cobrei publicamente, mas entendo que ele tem conflito de interesse e não vai abrir, a não ser que aconteça um choque de bom senso. A nação brasileira precisa dessa capacidade de reflexão do Presidente da Casa, para que ele abra, sem que o STF mande abrir, porque nós já judicializamos. Os Senadores da República assinaram um mandado de segurança que está na mão sabe de quem? De dois Ministros. E dois Ministros indicados pelo Governo Bolsonaro.

    Um está com Kassio Nunes Marques – que é a CPI de minha autoria – há um mês e dez dias na mão dele. O outro está há treze dias nas mãos de André Mendonça, para resolver essa história da CPI – ou da CPMI. Olhe só – aí, me desculpe, eu sei que quem não confia em Deus, quem não acredita, eu respeito, mas olhe, se você quiser chamar de natureza, de outro nome – o alinhamento estelar, olhe a bola na marca do pênalti que Deus deu de presente para este Brasil.

    Temos dois pedidos nas mãos de Davi, que ele pode abrir esta semana. Um é CPI, com 53 assinaturas; outro é CPMI, que tem recorde de assinatura de Senador e Deputado também. Mas as duas estão já judicializadas nas mãos – repito – de Nunes Marques, há um mês e dez dias, e na mão de André Mendonça, há treze dias.

    Está na hora de decidir a hora da verdade. A história do Brasil precisa ser contada agora, porque a gente tem revelações as mais diversas, não precisa acontecer mais nada. Senadores da República devem explicações, devem apresentar documentos, precisam ser investigados. É importante que toda a verdade venha à tona, de que lado seja.

    Ministros do STF também precisam dar explicações: seja pelo contrato de R$129 milhões, da esposa de um; seja pelo investimento de R$35 milhões, da família de outro; seja por andar de jatinho para cima e para baixo, numa farra do Vorcaro; seja a agenda secreta do Lula com seus Ministros, com lobista, com o próprio Vorcaro – reunião secreta, porque agora saiu a notícia, de ontem para hoje, revelando que o Lula teria pedido para ele aguardar, porque estava assumindo o novo Presidente do Banco Central; por que isso?

    O Brasil precisa dessas respostas, não tem como deixar um defunto na sala dos três Poderes da República. Mas o mais responsável é este aqui, que já deveria ter aberto – o Congresso Nacional –, há cinco meses, há cinco... Desde o ano passado, eu entrei; e eu cobro todo dia, o senhor é testemunha; esta Mesa Diretora aqui, esta Secretaria-Geral da Mesa – sempre responsável, sempre competente – é testemunha: eu cobro todos os dias.

    Agora, está todo mundo cobrando; agora, pessoas que não tinham assinado a CPI ou CPMI, que não se manifestavam, estão nas redes sociais querendo. Não é interessante isso? Por isso que eu digo: tem uma ou duas exceções aqui nesta Casa, mas nós temos, pelo menos, 95% de Senadores hoje querendo a CPI – até o PT, o PT está querendo a CPI, está se manifestando, está se mobilizando. O PL também está querendo a CPI, está se manifestando, está se mobilizando. Ótimo! Que todos os partidos, todos os outros venham – são bem-vindos –, para que a gente investigue. Sem blindagem, como aconteceu na CPMI do INSS, como aconteceu na CPI do Crime Organizado, em que chegaram à audácia de mudar na hora da votação, colocar Senadores que nunca tinham participado de nenhuma audiência, que não tinham feito requerimentos, que não tinham feito perguntas para os depoentes, que não votaram quebra de sigilo, muito pelo contrário.

    O que a gente teve foi um show de horrores de blindagem, especialmente do Governo Lula, da tropa de choque do Governo Lula blindando, no INSS e do crime organizado, tanto depoentes – quebras de sigilo, como o do Lulinha, como o do Frei Chico, irmão do Lula, do Lulinha, filho do Lula... Até banqueiro o PT blindou. Eu nasci para ver isso. Mas foi lá, está lá, basta ir atrás no Google, vai lá para ver quem blindou.

    E aí, Sr. Presidente, na CPI do Crime Organizado, blindaram Ministros do Supremo que, num relatório independente de um Senador colega nosso aqui, Alessandro Vieira, estava lá indiciando Ministros do Supremo. Um relatório Parlamentar.

    Está tudo na cara: você só não vê se não quiser.

    A luz chegou ao Brasil, vamos agradecer. A luz chegou: nós estamos vendo a sujeira, mas temos que começar a limpar a sujeira. Quem é que vai limpar a sujeira? Nós podemos começar a limpar com esta CPI e CPMI, mas não é para falar de boca para fora, não. Chega de enrolarem a população brasileira. Subam a esta tribuna aqui – faço um convite aos colegas – e cobrem do Presidente Davi Alcolumbre, aquilo que eu estou fazendo praticamente sozinho desde o ano passado.

    Eu tenho certeza: se os Senadores desta Casa – porque hoje são 95% os que querem a CPI – cobrarem o Presidente Davi Alcolumbre, ele abre esta semana ainda, porque não tem como segurar a pressão...

(Soa a campainha.)

    O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – ... mas, se ele não abrir... Porque ele já disse que, se tivesse 81 pedidos de impeachment, 81 assinaturas de Senadores pedindo impeachment, ele não abriria – o que eu acredito ser um deboche com os Parlamentares eleitos pelo povo, de todos os estados, dizer um negócio desse.

    Então, eu não duvido de que ele não abra. Mesmo com a pressão, acho difícil. Com a pressão, acho que ele abre, se a gente tiver realmente cobrança de verdade; não é para rede social, não, é aqui, para abrir de verdade, mas nós judicializamos... Se o senhor me der um minuto, eu encerro definitivamente este pronunciamento. Mas nós judicializamos: Nunes Marques, determine a abertura da CPI...

(Soa a campainha.)

    O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE) – ... ou declare-se impedido, suspeito, porque o senhor e a sua família viajaram no jatinho do Vorcaro e o seu filho, o escritório de advocacia dele, recebeu, de um intermediário, dinheiro do Banco Master e da JBS. Entregue, o.k., mas...

    André Mendonça, Ministro, o Brasil precisa do senhor, que é técnico, que tem feito um grande trabalho. Honro o senhor ter entrado no STF com o meu voto, o único do qual eu votei a favor – o que sempre, publicamente, manifesto. Mande abrir, está na hora, está todo mundo querendo, os Parlamentares, o Brasil, a mídia, todo mundo e o povo brasileiro, que não aguenta mais ser roubado.

    Muito obrigado, Sr. Presidente. Deus abençoe a nossa nação nesta semana e sempre.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 19/05/2026 - Página 28