Pronunciamento de Plínio Valério em 15/07/2026
Discurso durante a 107ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Questionamento sobre a correção de previsões climáticas relacionadas à Região Amazônica e crítica às organizações e ativistas ambientais por, supostamente, representarem um obstáculo ao desenvolvimento econômico e social da região.
- Autor
- Plínio Valério (PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira/AM)
- Nome completo: Francisco Plínio Valério Tomaz
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Desenvolvimento Regional,
Economia e Desenvolvimento,
Meio Ambiente:
- Questionamento sobre a correção de previsões climáticas relacionadas à Região Amazônica e crítica às organizações e ativistas ambientais por, supostamente, representarem um obstáculo ao desenvolvimento econômico e social da região.
- Publicação
- Publicação no DSF de 16/07/2026 - Página 14
- Assuntos
- Economia e Desenvolvimento > Desenvolvimento Regional
- Economia e Desenvolvimento
- Meio Ambiente
- Indexação
-
- QUESTIONAMENTO, PREVISÃO, CLIMA, REGIÃO, AMAZONIA, MUDANÇA CLIMATICA, CRITICA, MEIO AMBIENTE, ATIVISTA, PROTEÇÃO, DIFICULDADE, DESENVOLVIMENTO, DESENVOLVIMENTO ECONOMICO, DESENVOLVIMENTO REGIONAL.
O SR. PLÍNIO VALÉRIO (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM. Para discursar.) – Obrigado, Presidente Styvenson, hoje em exercício.
Senadoras e Senadores, isso aí é narrativa, narrativa de quem só sabe fazer, bloquear... Lá em Manaus, teve a mesma coisa, no Amazonas, dizendo que a gente votou. Eu sempre disse: "Quando chegar, eu voto. Enquanto não chegar, não tem voto".
Sr. Presidente, quis o destino que, hoje, na última sessão antes do recesso, o Senador Styvenson estivesse presidindo aqui a sessão – o Styvenson foi meu companheiro de CPI das ONGs. Quis o destino também que eu começasse o recesso falando de ONGs e falando de mudanças climáticas.
Meu amigo Girão, um grande abraço! Ele está acompanhando, está vendo.
Há sete anos e meio aqui, a gente vem a esta tribuna falar da falsa narrativa, condenar os trombeteiros do apocalipse climático, dizendo que eles estão mentindo, sendo hipócritas. É que eles mentem, e ninguém depois vai comparar o que eles disseram com a data que ia acontecer.
Pois bem, olhem só.
Girão, agora começamos a assistir à agonia de uma corrente política que causou grandes danos ao planeta, em especial ao Brasil e mais ainda à Amazônia. Eu estou me referindo ao ativismo climático, aquele que eu combato tanto aqui, responsável por teses pseudocientíficas que aterrorizaram e ainda aterrorizam a maior parte da população mundial.
Quando falo em agonia, refiro-me a fatos concretos – olhem só –: a Organização das Nações Unidas – não é mais o Senador Plínio Valério, não é mais o Senador Girão, nem o Senador Styvenson – acaba de admitir que suas próprias previsões para o futuro de nossa ecologia, baseadas nos dados dos ativistas, estavam simplesmente erradas. Eu não quero ser mal interpretado, porque eu sou a favor, sim, da ecologia e da floresta, tanto é que eu moro no Amazonas, que preserva 97% de sua floresta. Sempre tive como prioridade a defesa da Floresta Amazônica, que é patrimônio dos brasileiros e da humanidade, assim como sempre me orgulhei de meu estado, o Amazonas, preservar 97% da sua cobertura natural. Da mesma forma, porém, sempre me opus aos que veem o sacrifício do povo amazônico como condição para que a floresta seja mantida. Eles nos condenam a uma pobreza eterna, para que nós possamos manter a floresta, para eles dizerem por aí que eles é que fazem esse trabalho. Exatamente por isso, condeno as teses pseudocientíficas abusivas que, para exigir esses sacrifícios, acenam falsamente com ameaças tão apocalípticas quanto infundadas. Já disseram aqui que, no ano 2000, a Amazônia seria um areal só. Depois, quando não se comprova, ficam com a maior cara de pau a inventar outras teses científicas.
Ao acreditarmos nesses pretensos cientistas, na verdade, simples militantes, metade da Amazônia já estaria transformada em Savana ou teria sido desertificada. Seria um deserto só. Como sabemos, nada disso aconteceu. Essas teorias, podemos constatar, são meras construções ideológicas. Esse alarmismo fajuto se revela falso, e agora não somos apenas nós, poucos brasileiros, que fazemos essa constatação. Foi o IPCC, órgão máximo da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que admitiu, há pouco, que o chamado RCP 8.5, relatório que contém uma sequência de projeções catastróficas, está superado. E eles dizem isso com a maior cara de pau. Eles admitem que seus dados foram desmentidos pelo passar do tempo e admitem que estavam errados, mas logo, logo vão inventar outra coisa, vão inventar outra falácia.
Sr. Presidente, Senador Styvenson Valentim, que foi nosso companheiro de CPI das ONGs... Está vendo só, Styvenson, aquilo que a gente combate, que a gente apurou, que a gente constatou, que a gente propaga para combater a narrativa? Nós estávamos corretos. Nós sabíamos que estávamos corretos. Os hipócritas é que insistiam nessa narrativa, nessa teoria deles.
Por que eu falo? Por que eu falo e estou alegre, e estou alegre por estar aqui, na véspera do recesso, sete anos e meio falando sobre o mesmo tema? Eu falei, esse RCP 8.5 historicamente foi desenhado como o pior cenário possível para o meio ambiente, mas considerado também o mais provável. Ele ocorreria se prevalecesse o quadro apelidado, também em inglês – traduzindo – "tudo como antes", ou seja, com um planeta incapaz de fugir a esse destino.
Esse quadro pressupõe um futuro no qual não são adotadas políticas climáticas para reduzir emissões, e por aí afora. Previsões malucas, previsões terríveis, porque... Eu os chamo de trombeteiros do apocalipse ambiental. Pintaram o pior quadro possível: que viria, então, a catástrofe final.
Se o mundo seguisse realmente este caminho, até 2100, os relatórios aceitos pela ONU apontavam para o impacto e provavelmente um final do mundo – a história do aquecimento global, que depois virou de mudanças climáticas. Aí você tem aqui as representantes – a ex-Ministra Marina Silva é uma delas – que dizem que, se aumentar o clima, se aumentar zero grau não sei de que, o mundo vai acabar.
O mundo não vai acabar, como também ainda não acabou para os nossos companheiros ribeirinhos da Amazônia, que são condenados a uma eterna pobreza; não podem sequer plantar, colher e vender. Essa revisão, essas previsões, essas coisas inúteis para nós – inúteis para o planeta – servem como álibi. Eles mostram esses dados para conseguir dinheiro.
Deixe-me repetir aqui – olhando para você, brasileiro, para você, brasileira que ainda acredita nessa gente – deixe-me falar uma coisa: nós investigamos – nós, CPI das ONGs – investigamos apenas seis ONGs ambientalistas. Elas, dois anos atrás, tinham arrecadado, juntas, R$2,1 bilhões. Isso na transparência, porque por baixo do pano vai muito mais.
E para quê? Para quê? Para pregar essa narrativa de que nós, amazônidas, não somos capazes de cuidar da Amazônia. Querem jogar, e isso eu não vou deixar. Por isso eu agradeço a Deus todos os dias, todos os momentos de poder estar aqui nesta tribuna para, mais uma vez, dizer: olha, eles estavam mentindo para vocês.
Agora são eles que dizem para vocês que estão mentindo. Estão mentindo mesmo. E admitem, só que eles vão vir de novo com outra história. E eu espero que você, brasileiro, e que você, brasileira, não acredite. Sabe por quê? Porque, quando você acredita e milita e fala e propaga essa narrativa falsa, você está sendo injusto com todos nós da Amazônia.
Somos 25 milhões de brasileiros; 10 milhões, 11 milhões vivem abaixo da linha da pobreza. Não têm o quê? Não têm R$10, não têm R$50, R$40 – eu acho que o cálculo é esse – para viver todos os dias. Não têm dinheiro para comprar uma cesta básica, e nós moramos no lugar mais rico do planeta.
Meu amigo Girão, que está esperando sua vez de falar, sabe, tanto quanto eu – porque é um dos primeiros aliados que eu tive aqui nessa questão. Ele, do Ceará; e eu, do Amazonas, descendente também de cearense; minha avó era cearense – o quanto nós estávamos corretos.
E, por estar correto, e por acreditar no que digo – mais do que acreditar, conhecer aquilo – é que digo a essa gente hipócrita: vou continuar, sim, vou continuar. Vai voltar o recesso, no começo de agosto, e olha eu de novo aqui falando sobre a Amazônia, falando sobre hipocrisia, falando sobre os falsos cientistas.
Há algumas lições importantes a tomar nisso tudo: a primeira é que não podemos acreditar cegamente em constatações que se apresentem como científicas sem o necessário embasamento. Um dia eu até me excedi aqui – foi retirado de ata e vai ser de novo –, porque eu chamei aqueles cientistas falsos de cientistas de bosta, porque não valem nada. Eles servem para esse tipo de coisa.
Eu falava em relação à BR-319 e à Amazônia quando eles disseram que, se asfaltassem a BR-319, novas epidemias surgiriam mundo afora – pandemias –, e eu chamei daquilo, classifiquei, porque não passam disso, realmente, posto que sacrificam toda uma população – toda uma população.
Um indígena me disse – eu peço mais dois minutos, meu Presidente –: "Senador, eles querem que nós passemos a viver dos frutos que caem das árvores. Não temos o direito de plantar".
Dizer que a terra é do índio é balela, o índio não pode fazer nada nela, não pode garimpar, não pode plantar, não pode ter produto para vender; é balela. Agora mesmo a Funai admite mais três terras indígenas no entorno da BR-319, quando o indígena diz que não quer mais terra, quer políticas públicas, quer a dignidade de cidadão brasileiro que negam, porque usam os indígenas para arrecadar dinheiro e viver nababescamente à custa da pobreza dos indígenas.
Portanto, a gente vai ter recesso daqui a pouco, acho que essa é a sessão que antecede o nosso recesso. Eu respeito a ciência, vou respeitar sempre; eu não respeito é os falsos cientistas. Eu respeito quem defende a floresta, eu respeito quem defende a não vulgarização do garimpo na exploração, só que eu, quando defendo, sei, conheço as famílias, eu os conheço; e esse pessoal que defende não abre mão do laptop, não abre mão do iPhone, viajar de jato, do ar-condicionado, e tudo isso envolve esses recursos naturais.
Temos aí uma briga com os chineses, que compraram a Mina de Pitinga, e a gente está descobrindo, Styvenson, Girão, a cada dia que a gente vasculha, coisas como essa e compraram sem dar satisfação a ninguém, portanto, está passível, exatamente, de a gente anular.
(Soa a campainha.)
O SR. PLÍNIO VALÉRIO (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – E a gente vai continuar nesse pega.
Fiz esse resumo todo, Presidente Styvenson, porque tenho a felicidade de tê-lo presidindo a sessão, V. Exa. que foi membro da CPI das ONGs, o Girão ali a postos, como sempre.
E vou aproveitar para dizer, Girão, que, com a sua não candidatura ao Senado, o Ceará vai sair perdendo, independentemente de quem venha para cá. É muito difícil alguém vir do Ceará como Senador e se comparar ao seu trabalho.
Quero aproveitar esses companheiros que tive aqui, porque são sete anos e meio – sete anos e meio, Styvenson – sendo atacado pelas ONGs, até de misógino eu já fui acusado, e não podem acusar: eu fui dono de garimpo, eu fui culpado da inundação lá em Porto Alegre, o escambau a quatro – o que vale a pena. Portanto, eu saio daqui com várias medalhas, medalhas concedidas por aqueles que têm raiva de mim, têm ódio de mim, porque eu desconstruo a narrativa mentirosa desses hipócritas. E aí você inclui dentre eles...
(Soa a campainha.)
O SR. PLÍNIO VALÉRIO (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – ... um Presidente chamado Macron, da França, que talvez seja o mais hipócrita de todos.
Obrigado, Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Styvenson Valentim. Bloco Parlamentar Democracia/PODEMOS - RN) – Obrigado, Senador Plínio Valério.
Senador Esperidião Amin, eu tinha anunciado, antes da sua presença, já que o senhor não estava presente, que eu iria passar a palavra para o Senador Eduardo Girão, mas me deixe-me tentar conciliar esse conflito.
Senador Eduardo Girão, o Senador Amin, por ser mais antigo, por estar presente – o senhor está em casa, sentado –, se o senhor puder ceder essa palavra, porque ele já está ocupando aqui a tribuna, se o senhor pudesse fazer isso...
O SR. EDUARDO GIRÃO (Bloco Parlamentar Vanguarda/NOVO - CE. Por videoconferência.) – Claro, Presidente, é o nosso professor, vamos aprender com o Esperidião Amin mais uma vez.
O SR. PLÍNIO VALÉRIO (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – E, se não desse a palavra ao Amin, eu iria me retirar em protesto.
Mas me deixem fazer uma coisa aqui – porque a gente está em véspera... – ao povo de Santa Catarina: por favor, não deixem de mandar o Amin de volta para cá.
O SR. PRESIDENTE (Styvenson Valentim. Bloco Parlamentar Democracia/PODEMOS - RN) – Melhor Senador!
O SR. PLÍNIO VALÉRIO (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – Sabe, não pode, não sei quem está disputando com ele, só sei que não é melhor do que ele. Portanto, não façam isso conosco, não deixem essa lacuna aqui, porque ela não vai ser preenchida. Portanto, ele tem que voltar. Digam isso aos catarinenses.
O SR. PRESIDENTE (Styvenson Valentim. Bloco Parlamentar Democracia/PODEMOS - RN) – Subscrevo, viu, professor.
O SR. PLÍNIO VALÉRIO (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – Isso, todos nós.