Discurso durante a 111ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Críticas à tentativa de judicialização da pré-candidatura de S. Exa. ao Governo de Minas Gerais. Defesa de gestão estadual transparente, voltada ao combate à corrupção, à redução de tributos, ao diálogo sobre a dívida com a União e à valorização dos trabalhadores e dos serviços públicos.

Autor
Cleitinho (REPUBLICANOS - Republicanos/MG)
Nome completo: Cleiton Gontijo de Azevedo
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Agropecuária e Abastecimento { Agricultura , Pecuária , Aquicultura , Pesca }, Educação, Eleições e Partidos Políticos, Governo Estadual, Segurança Pública, Tributos:
  • Críticas à tentativa de judicialização da pré-candidatura de S. Exa. ao Governo de Minas Gerais. Defesa de gestão estadual transparente, voltada ao combate à corrupção, à redução de tributos, ao diálogo sobre a dívida com a União e à valorização dos trabalhadores e dos serviços públicos.
Aparteantes
Wellington Fagundes.
Publicação
Publicação no DSF de 12/08/2026 - Página 105
Assuntos
Economia e Desenvolvimento > Agropecuária e Abastecimento { Agricultura , Pecuária , Aquicultura , Pesca }
Política Social > Educação
Outros > Eleições e Partidos Políticos
Outros > Atuação do Estado > Governo Estadual
Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Defesa do Estado e das Instituições Democráticas > Segurança Pública
Economia e Desenvolvimento > Tributos
Indexação
  • CRITICA, TENTATIVA, IMPUGNAÇÃO, CANDIDATURA, ORADOR, JUDICIARIO, AUMENTO, POPULARIDADE, APRESENTAÇÃO, PROPOSTA, TRANSPARENCIA, ADMINISTRAÇÃO PUBLICA, DIALOGO, MINISTERIO PUBLICO, PRIORIDADE, SEGURANÇA PUBLICA, EDUCAÇÃO, AGRONEGOCIO, SETOR PRODUTIVO, REDUÇÃO, ALIQUOTA, IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEICULOS AUTOMOTORES (IPVA), NEGOCIAÇÃO, UNIÃO FEDERAL, DIVIDA PUBLICA, ESTADO DE MINAS GERAIS (MG), COMENTARIO, INTERESSE, EMPRESA, MINERAÇÃO.

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG. Para discursar.) – Sr. Presidente, eu venho aqui como pré-candidato a Governador, já dizendo que eles querem me tirar no tapetão.

    Olha o que eu acabei de receber aqui: "Adversários querem judicializar candidatura de Cleitinho [...]". Tem mais, agora aqui, olha: "Definição de Cleitinho e Falcão abre caminho para disputa na Justiça Eleitoral". Já querem me tirar no tapetão, eu não sei o porquê. Que medo é esse que estão de eu poder disputar uma eleição de Governador dentro do Estado de Minas Gerais? Que ladainha é essa? Que medo que vocês estão? Não precisa ter medo, não! Primeiro porque eu não estou aqui para defender interesse de mineradora, interesse de outros, de alguns grupos aí que sempre dominaram Minas Gerais. O meu interesse de ser candidato a Governador e tentar ser eleito Governador para poder governar o meu Estado de Minas Gerais é o interesse coletivo, para poder atender todo o povo mineiro, toda a população mineira. Então, eu não estou entendendo por que querem judicializar a minha candidatura se nem começou. Que medo é esse que vocês estão de mim?

    Desde quando começou essa situação, desde o ano passado que eu venho liderando pesquisa, mostrando que o povo mineiro me quer como candidato a Governador, já começou essa palhaçada! Pois eu não vou desistir! Vocês cutucaram a onça com vara curta agora. Pois agora eu vou até o fim com vocês. Vocês vão ter que me aturar até o último dia de campanha, e, se eu ganhar, pode ter certeza que eu vou abrir a caixa preta, e qualquer lado que tiver... Se tiver aliado político meu, se tiver inimigo meu, o que tiver vai pagar. Que medo é esse de eu virar Governador? O que tem de bom no estado que está quebrado? Vocês estão com medo de eu pegar esse estado? Porque a ladainha é esta: "O estado está quebrado, não tem jeito de fazer nada". Por que não tem? Por que o estado está quebrado e vocês estão com medo de que eu dispute eleição? O estado está quebrado nada, não! O estado nunca foi quebrado; o estado sempre foi roubado. O estado sempre esteve na mão de pessoas que nunca tiveram compromisso de defender a população mineira, de olhar para o Vale do Jequitinhonha, de olhar para o norte de Minas, de olhar para quem mais precisa, de olhar para a polícia militar, de olhar para os professores, de olhar para o agronegócio, para o produtor rural, para os empresários, para o trabalhador, porque o estado, na verdade, hoje é o malvadão de tudo.

    E o que eu quero fazer lá é combater a injustiça. A primeira coisa que eu quero fazer lá é dar canetada, é acabar com a injustiça, porque um estado para prosperar, meu amigo... Quem prospera não é o estado, não é o político, não é o Judiciário, não é a Assembleia Legislativa e muito menos o Governo. O que faz o estado prosperar são os trabalhadores, são os empresários. Chega de dificultar para eles, eles estão sendo humilhados dentro do estado, porque não conseguem trabalhar. É um produtor rural, é um produtor de leite, é um produtor de queijo que quer vender seu queijo e tem seu bem apreendido. Eu nunca vi isso na vida! Quem é fonte de riqueza é o trabalhador e são eles que vão mandar em Minas Gerais, é o povo que vai mandar! Naquela cadeira de Governo lá nem eu quero me sentar. Quem vai se sentar de verdade são os professores, são os policiais, é a segurança pública, é a enfermagem, é todo trabalhador mineiro que vai ter meu respeito, e eu vou trabalhar para todos, essas duas mãos aqui vão trabalhar para todo mundo.

    E sabe qual é a minha diferença? Sabe qual é a minha diferença de pegar aquele Governo quebrado? As minhas mãos são limpas – as minhas mãos são limpas! E pode ter certeza de que tudo que tiver lá dentro que estiver errado vai ser mostrado juntamente com a Justiça de Minas Gerais. Vou ser parceiro do Ministério Público. A primeira coisa que eu vou fazer: Ministério Público, faz o seguinte: aqui estão todos os meus secretários, inclusive eu, já me grampeia, já faz de mim um Big Brother, já faz da minha vida um Big Brother, grampeia minhas contas, grampeia meu telefone, porque vai ser transparente, sabe por quê? Quem não deve não teme, não tem que temer nada – não tem que temer nada. Não vou fazer nada de errado. Pelo contrário, o que eu vou fazer lá quando eu estiver com a caneta é fazer o certo, é defender o povo.

    E eu já dei o recado aqui. Eu sei de onde está vindo isso aí, eu sei de onde está vindo o recado, porque eu já recebi o recado, né? Essa turma das mineradoras, vocês me aguardem, porque vocês a vida inteira compraram pessoas lá dentro. A mim vocês não vão comprar.

    E uma das coisas que eu já vou fazer de cara é correr atrás, porque uma das coisas mais absurdas que existem não só em Minas Gerais, mas no Brasil é o tal do IPVA. A alíquota mais cara do Brasil hoje é lá em Minas Gerais. Nós vamos, sim, fazer isso.

    "Ô, Cleitinho, não tem jeito de fazer com o estado quebrado." Que não tem jeito de fazer? Basta querer. Para de botar medo no povo, de falar que o estado está quebrado: "Ah, tem a dívida do Estado, o Estado tem que pagar a União".

    Sabe como a gente vai pagar a União? Você já deveu a alguém? Quando você deve a alguém, você vai xingar essa pessoa a quem você está devendo? Você vai para a linha de frente com ela, fazer ela virar a sua inimiga? Não. Você vai dialogar com ela, você vai conversar com ela.

    Então, o que eu vou fazer aqui, já que o Estado deve à União – e a gente não sabe quem vai ser o Presidente no ano que vem, se vai ser o Lula, o Bolsonaro, o Renan, o Zema –? Eu vou me sentar lá, na humildade, e vou convencê-los a dialogarem comigo, para que a gente possa fazer o melhor para o Estado de Minas Gerais. Se eu convencer, aos 45 do segundo tempo, e o meu Presidente do Republicanos me der vaga, gente, realmente vocês não me conhecem, não.

    A partir de agora, se eu ganhar a eleição de Governador, realmente vocês vão saber quem que é o Cleitinho. É porque muitos gostam de falar que eu não estou preparado, não é? Vocês não sabem o tanto que eu estou preparado. A minha vida de verdureiro, a minha vida de trabalhar de segunda a sexta me preparou muito para que eu conheça a dor do povo. Eu conheço o que o povo precisa, eu conheço o que o povo quer – e o povo quer dignidade. E é isso que eu vou dar para o povo, para o Vale do Jequitinhonha, para o norte de Minas, para todo o estado, para a Zona da Mata, para o leste, para o centro-oeste, para o sul de Minas, para todos os lados. É isto que eu vou fazer: é governar para todos.

    Com um governo justo, o povo se alegra. O que eu vou ser lá é um governo justo.

    Eu quero dar este recado: podem ficar com medo mesmo, fiquem com medo, porque eu não estou com medo de vocês. Eu nem comecei, e vocês estão querendo judicializar a minha campanha, que nem começou, que nem foi oficializada? Que medo é esse que vocês estão de mim?! Que medo? Deixa eu ser candidato! Isso não é democracia! Não tenham medo de mim! Eu não vou fazer nada contra vocês, eu não tenho nada para fazer contra adversário meu. Eu tenho que falar é de mim, eu tenho que mostrar as minhas propostas. Quem se preocupa demais com o adversário é porque não tem nada para oferecer. Eu não estou nem aí.

    Eu vou fazer uma campanha propositiva, respeitosa. Vou orar para vocês hoje, viu? Podem ter certeza disso, com muito amor, porque eu não quero o mal de ninguém. Eu só quero mostrar o que eu tenho para oferecer. Eu não quero apagar a luz de ninguém, porque eu já tenho a minha. Não venham apagar a minha. Deixem-me trabalhar, deixem-me mostrar o que eu tenho para oferecer.

    Agora, novamente, quem for fazer isso na hora em que a gente oficializar a nossa candidatura, for querer judicializar, mostre a cara, seja homem, mostre a cara e venha quente que eu estou fervendo.

    Muito obrigado, Sr. Presidente.

    O Sr. Wellington Fagundes (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) – Senador Cleitinho...

    Eu só queria um aparte, Sr. Presidente.

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Uai, eu só queria agradecer.

    O Sr. Wellington Fagundes (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT. Para apartear.) – V. Exa. está sofrendo, como muitos candidatos sofrem, principalmente pela sua origem humilde.

    Eu quero aqui também, mais uma vez – tive a oportunidade de ligar a V. Exa. –, trazer os meus sentimentos à sua família, pois perdeu o seu irmão. E é natural que, em um momento desse, a gente tenha um abalo emocional.

    Então, V. Exa., hoje, recebe uma perseguição de quem quer ganhar a eleição para o WO, da mesma forma que aconteceu no Mato Grosso. E eu digo lá: não vai ter w.o.; vai ter WF, no caso do Mato Grosso.

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – É isso aí.

    O Sr. Wellington Fagundes (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - MT) – Eu quero desejar a V. Exa. sucesso na sua campanha. Sei que V. Exa. representa o homem e a mulher simples de Minas Gerais.

    Eu, na condição também de Governador, como V. Exa., quero fazer um Governo humano, voltado para aqueles que mais precisam, para colocar o estado onde a mão dele, às vezes, está muito longe. Eu sei que V. Exa. será um Governador da mesma forma: humano, para cuidar de gente.

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Wellington, eu não posso aqui já pedir voto para V. Exa., porque eu estou no Plenário do Senado, e o nosso Presidente aí vai me colocar na Comissão de Ética, em que eu não quero entrar. Mas você tem totalmente o meu apoio.

    Agora eu queria falar o seguinte: costumo voltar atrás, sim, porque eu não tenho compromisso com o erro. Então, a situação que aconteceu comigo, na semana passada, gente, foi uma questão emocional, uma questão que só quem passa é quem já perdeu pai, irmão.

    O meu irmão é um irmão extremamente ligado a mim. Algumas pessoas não sabem, mas eu doei a minha medula para ele, e ele ficou bem algum tempo. Infelizmente, essa maldita doença voltou, e, quando ela voltou, ela voltou muito forte. Agora, infelizmente, eu não estou com o meu irmão aqui mais.

    Então, o que eu quis naquele momento ali, talvez pela situação que eu estou emocionalmente, a minha família, para uma questão de campanha que está vindo agora, eu peguei e falei, fiz aquele vídeo, mas, no mesmo momento em que eu fiz aquele vídeo, a minha mãe me ligou, os meus irmãos me ligaram e, o mais importante, a população mineira – onde venho, desde o ano passado, liderando pesquisa com 40%, até 45% –, me mandando recado: "Você pode vir que a gente vai te apoiar, a gente vai te abraçar".

    Então, eu sempre ouvi o povo, e eu vou com o povo. Se o povo me quiser como candidato, eu estarei pronto para ser candidato. Eu não tenho medo nenhum – mas nenhum! – de pegar um governo. Quem tem medo de pegar governo é covarde. Quem tem medo de pegar governo é porque está devendo, é porque quer fazer coisa errada, porque quem entra com a mão limpa, meu irmão, não tem que ter medo de nada. É só fazer as coisas certas. A máquina já funciona, a administração pública já está lá funcionando. O que você faz? Coloca as pessoas certas nos lugares certos: coloca o melhor secretário de fazenda, coloca o melhor secretário de educação. Jesus Cristo, que era tudo, não precisava de ninguém, andava com discípulo. Quem sou eu, um mero pecador aqui?! Vou precisar de muitas pessoas capacitadas do meu lado, e um grande líder é aquele que tem humildade, é aquele que sabe ouvir e sabe que pessoas do lado dele têm que ser até melhores do que ele. Então quem vai andar comigo dentro do Governo de Minas Gerais, secretariados, pode ter certeza de que são melhores do que eu, que vão governar junto comigo. Mas o mais importante: quem vai governar de verdade será o povo mineiro.

    E eu falo aqui, gente... Tem uma história de Davi, quando Davi foi enfrentar Golias, e eu estou na mesma situação, pela situação de luto que eu estou. Mas, quando Davi foi enfrentar Golias, ele viu aquele homem grande, aquele gigante, vocês acham que o Davi não teve dúvida naquele momento? Vocês acham mesmo que o Davi não tremeu as pernas, inseguro? Mas o que Davi fez? A coragem, porque a coragem é a fé que Davi tinha, a fé é maior do que tudo, e aí vem a coragem de Davi. Então, o que eu tenho aqui, e sempre tive na minha vida, foi fé e coragem. Então, pelo povo mineiro, eu estarei pronto para poder disputar essa eleição. E, se eu ganhar a eleição, eu não quero ser o melhor Governador da história, não. Eu quero fazer o meu melhor para o meu povo, e eu não vou fazer de tudo para ganhar uma eleição como todos fazem, não. Eu vou ganhar uma eleição para depois fazer de tudo para mudar a vida das pessoas.

    Muito obrigado, Sr. Presidente.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 12/08/2026 - Página 105