Discurso proferido da Presidência durante a 118ª Sessão Especial, no Senado Federal

Encerramento de Sessão Especial destinada a celebrar o Dia do Maçom.

Autor
Izalci Lucas (PL - Partido Liberal/DF)
Nome completo: Izalci Lucas Ferreira
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso proferido da Presidência
Resumo por assunto
Cultura, Homenagem, Movimento Social, Religião:
  • Encerramento de Sessão Especial destinada a celebrar o Dia do Maçom.
Publicação
Publicação no DSF de 29/08/2026 - Página 16
Assuntos
Política Social > Cultura
Honorífico > Homenagem
Outros > Movimento Social
Outros > Religião
Matérias referenciadas
Indexação
  • ENCERRAMENTO, SESSÃO ESPECIAL, CELEBRAÇÃO, DIA, MAÇONARIA, MES, AGOSTO.

    O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar - Presidente.) – Bem, eu quero dizer da minha alegria e honra de presidir esta sessão solene, comemorando aqui o Dia do Maçom. Os desafios são muito grandes, como foi falado aqui pelo Grão-Mestre. Os desafios do Brasil são imensos e vão requerer muita ousadia nossa e participação nossa.

    Eu tenho falado sempre, nas reuniões, porque, a cada ano, as pessoas vão ficando mais decepcionadas com a política. Aí as pessoas: "Ah, não quero saber de política, não quero mexer com isso". E eu falo: "Olha, quem não gosta vai ser governado por quem gosta. Se você não participa, alguém vai decidir por você". E digo também: "Voto não tem preço, tem consequência".

    A gente vive um momento muito difícil para o país. E a gente não melhorou muito; em alguns casos, pioramos muito. Aqui em Brasília mesmo, a educação, hoje, é o último lugar no país em qualidade, na prova do Ideb. E na saúde, aqui e em alguns estados também, as pessoas levam dois, três anos para conseguir uma cirurgia, um exame, uma quimioterapia. E quem pode resolver isso somos nós, agora, no ano eleitoral, escolhendo pessoas que realmente tenham capacidade de fazer uma gestão que não seja apenas populista, demagógica, como acontece muito.

    Nós vamos pagar, no ano que vem, 1,2 trilhão de juros – vamos pagar, não, vamos incorporar à dívida porque a gente não tem dinheiro para pagar. Isso é o dobro do que se investe em educação, saúde e segurança, para vocês terem ideia de como é que anda o nosso país. Mais de 9 milhões de empresas fechadas, grandes empresas. Falta uma política realmente eficiente, falta valorizar realmente quem produz, quem trabalha.

    Lamentavelmente, a gente está vivendo um momento de descrença. E muita gente... Eu vejo os jovens de hoje – eu luto muito pela educação, entrei na política pela educação – não têm mais curso de qualificação profissional nas escolas. Então, de cada cem alunos, 22 entram numa faculdade e 78 ficam aí à mercê do tráfico. Minha avó dizia: "Cabeça vazia, oficina do diabo". Se não têm o que fazer, vão fazer o que não presta. E a gente não consegue...

    Aprovamos lei aqui, inclusive, mas parece que lei aprovada não vale nada. Nós aprovamos aqui, feita por três mãos, inclusive com a participação do Supremo, a dosimetria daquelas pessoas que foram condenadas no 8 de janeiro injustamente, porque ali não foi golpe. Não existe golpe sem arma, sem líder, no final de semana, por pessoas com Bíblia, pessoas que vieram aqui... Houve uma bagunça realmente, que deve ser punida, mas não da forma como foi feito. Aprovamos a dosimetria, foi vetada pelo Executivo. Derrubamos o veto, a lei está vigorando, e não se aplica porque o Supremo, com a canetada, faz isso. Aprovamos aqui o fim das decisões monocráticas porque, com uma canetada do Ministro, afasta-se um Governador com 1 milhão, 2 milhões de votos, com uma única canetada. Você aprova uma lei aqui, como aprovamos, sobre a questão das drogas, e está lá na Câmara, sem votar – sobre a questão das drogas, a questão do fim das decisões monocráticas. Não respeitam mais a Constituição.

    Vocês estão acompanhando o que está acontecendo neste país, quem acompanhou a CPMI do INSS, por exemplo, roubaram 6 bilhões dos aposentados e pensionistas e, agora, há a questão do BRB, Banco Master, e isso aí é uma sequência. Eu participei praticamente de todas as CPIs como Deputado e como Senador. Começaram lá atrás: Petrobras, Lei Rouanet, Carf, JBS. Antes de concluir um evento desses, aparece outro, e a gente vai esquecendo isso.

    E o país anda para trás, como sempre. Noventa milhões de brasileiros hoje dependem de Bolsa Família, de outros programas sociais. Ninguém nasceu para viver de cesta básica, muito menos para morar debaixo da ponte. A gente tem, realmente, que ter política pública para cuidar das pessoas. As pessoas não estão sendo mais cuidadas. Eu digo – viu, Grão-Mestre? – que a minha geração é a geração sem a coxa do frango. Minha mãe, quando fazia um frango lá em casa, fazia a gente esperar os mais velhos se servirem, as visitas, e sobrava um pezinho e uma asinha. Hoje a gente chega em casa, quando chega lá, já comeram tudo, sobrou o pezinho e a asinha novamente.

    Então, a gente perdeu muito isso! A gente precisa lutar para mudar este país, para colocar na escola. Hoje os meninos estão saindo do ensino médio, 70% deles, sem saber matemática; mais de 60% sem saber português. As crianças não são alfabetizadas na idade certa e carregam essa dificuldade a vida toda. O professor, hoje, talvez, ganhe um dos piores salários do Brasil, pessoas que formam profissionais.

    Então, a luta é muito grande e a gente precisa acordar para isso! Por isso que eu digo: a gente precisa participar, ter ousadia de colocar o nome à disposição numa disputa eleitoral. Não dá para a gente continuar elegendo Prefeitos em função de uma cesta básica, de uma promessa de emprego ou de um remédio, uma receita. A gente precisa mudar isso! Se a gente tivesse realmente em nossas prefeituras, em nossos governos e na Presidência da República pessoas competentes, que têm noção das coisas, que se colocam no lugar do outro, o Brasil seria outro.

    Então, eu quero aqui aproveitar esta homenagem aos maçons, que participaram de todas as grandes decisões do país, para que a gente possa tentar agora, nesses dias – falta praticamente um mês e pouco para as eleições –, realmente conscientizar as pessoas de que precisam conhecer os candidatos, para ver se eles têm competência, condições de fazer uma gestão eficiente, para a gente recuperar realmente a educação, a saúde e a segurança, que nós não temos mais. Há mais de 50 milhões de brasileiros vivendo sob o comando do tráfico, do narcotráfico. A gente tem que reagir! E a maçonaria tem homens e mulheres que podem realmente nos ajudar a mudar o destino do nosso país.

    Então, eu quero dizer da minha alegria aqui de presidir esta sessão, como sempre fiz também na Câmara, e, agora, como candidato a Deputado, vou voltar para a Câmara Federal, se for eleito, evidentemente, para continuar fazendo o que a gente faz. A minha luta sempre foi educação, ciência, tecnologia, inovação e oportunidade para os jovens, principalmente, mas não esquecendo que hoje no Brasil, em Brasília, por exemplo, nós temos mais idosos do que crianças. Assim como as crianças precisam de creches, os idosos também precisam de um espaço de convivência. As pessoas aposentam com 60, 65 e vivem até 100. Vão ficar 40 anos assistindo televisão? Não vão, você tem que ter realmente programas, políticas públicas para os idosos. Apesar de que uma mãe cuida muito bem de dez filhos, mas dez filhos não conseguem cuidar de uma mãe. Pelo menos é o que a gente vê hoje todos os dias.

    Fico feliz em presidir e agradeço de coração a presença de cada um de vocês.

    Cumprida a finalidade desta sessão especial, eu a declaro, então, encerrada.

    Muito obrigado. (Palmas.)

(Levanta-se a sessão às 16 horas e 15 minutos.)


Este texto não substitui o publicado no DSF de 29/08/2026 - Página 16