Pronunciamento de Izalci Lucas em 04/09/2026
Discurso proferido da Presidência durante a 122ª Sessão Especial, no Senado Federal
Sessão Especial destinada a celebrar o Dia dos Corretores de Imóveis. Reconhecimento da relevância profissional do corretor de imóveis, caracterizado como o mediador sensível que orienta as famílias e ajuda a transformar espaços vazios em lares.
- Autor
- Izalci Lucas (PL - Partido Liberal/DF)
- Nome completo: Izalci Lucas Ferreira
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso proferido da Presidência
- Resumo por assunto
-
Homenagem,
Regulamentação Profissional,
Trabalho e Emprego:
- Sessão Especial destinada a celebrar o Dia dos Corretores de Imóveis. Reconhecimento da relevância profissional do corretor de imóveis, caracterizado como o mediador sensível que orienta as famílias e ajuda a transformar espaços vazios em lares.
- Publicação
- Publicação no DSF de 05/09/2026 - Página 7
- Assuntos
- Honorífico > Homenagem
- Política Social > Trabalho e Emprego > Regulamentação Profissional
- Política Social > Trabalho e Emprego
- Matérias referenciadas
- Indexação
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- SESSÃO ESPECIAL, MES, AGOSTO, CELEBRAÇÃO, DIA NACIONAL, CORRETOR DE IMOVEIS.
- RECONHECIMENTO, HOMENAGEM, SESSÃO ESPECIAL, CORRETOR DE IMOVEIS, CATEGORIA PROFISSIONAL, PROFISSÃO, MERCADO IMOBILIARIO, MEDIAÇÃO, RELAÇÃO, FAMILIA, HABITAÇÃO, ACESSO, DESENVOLVIMENTO URBANO, CIDADE.
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar - Presidente.) – Quero aqui cumprimentar a nossa Presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis, Lucimar Elias; o Presidente da Associação dos Corretores de Imóveis do DF, Rodrigo Barreto; o Presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Brasília, Geraldo Nascimento; o Sr. Vice-Presidente da Federação dos Corretores de Imóveis da Região Centro-Oeste, Antonio Bispo Júnior; e o nosso Sr. José Antonio Haag, Corretor de Imóveis. Quero cumprimentar cada um de vocês, corretores, convidados.
A casa própria começa com um sonho; um sonho que às vezes é de um, de um casal, de uma família, de pessoas que não sonham sozinhas, porque tem sempre alguém junto trabalhando para tornar este sonho real.
Antes de qualquer contrato, antes de qualquer assinatura, existe uma cena que se repete todos os dias em Brasília e no Entorno: uma família andando devagar por um apartamento vazio, imaginando onde vai caber o sofá, onde vai ficar o quarto das crianças. Este é o momento mais silencioso do mercado imobiliário. E, quase sempre, há alguém do lado, com as chaves na mão, ajudando essa família a enxergar uma casa onde antes só havia paredes nuas. Este alguém é o corretor de imóveis, e é para celebrar o seu ofício que esta sessão foi convocada.
Como Professor e Contador, aprendi cedo que todo número, se a gente insistir em olhar de perto, revela uma história. Passei a vida lendo balanços, orçamentos, indicadores e o que descobri, já como Parlamentar, é que, por trás de cada financiamento habitacional aprovado, existe uma decisão que muda a vida de uma família inteira.
O nosso Distrito Federal cresce em duas velocidades diferentes. Há o Plano Piloto, projetado, tombado, regulado, até o último metro quadrado; e há a Brasília que se constrói todos os dias, em Ceilândia, em Samambaia, em Taguatinga, no Sol Nascente, e que segue crescendo além das fronteiras do DF, no Entorno, em cidades como Valparaíso, Luziânia, Novo Gama, Águas Lindas. É gente que atravessa a fronteira administrativa todos os dias para trabalhar na capital e que sonha um dia assinar a escritura do primeiro imóvel.
Nessa Brasília, dividida entre o rigor e a pressa, o corretor de imóveis cumpre uma função que vai muito além da intermediação: ele decifra a certidão que ninguém sabe ler; ele identifica a hipoteca escondida, a ação judicial que pode comprometer o negócio, o loteamento que ainda não tem escritura definitiva; e ele tem a coragem – que nem sempre é fácil – de dizer a uma família ansiosa que aquele não é o momento certo para comprar.
Isso tem nome técnico: diligência. Mas eu prefiro chamar pelo nome comum: cuidado com dinheiro investido, porque um imóvel não se compra como quem compra qualquer outro bem. Ali entra a poupança de uma vida inteira, entra o Fundo de Garantia que levou décadas para se acumular, entra uma dívida que vai acompanhar aquela família pelos próximos 20 anos, 30 anos.
Como contador, sei o peso que uma taxa mal explicada ou um índice de correção mal compreendido podem ter no orçamento de uma casa, e é o corretor quem traduz essa linguagem – a linguagem dos contratos, dos decretos, dos índices – para a linguagem de quem só quer garantir um teto para a família. Esse trabalho de tradução é, no fundo, um trabalho de justiça, porque equilibra uma negociação que, sem orientação, tende a pesar sempre para o lado de quem sabe mais.
Faz quase 50 anos que o Brasil reconheceu a importância deste trabalho. Foi em 1978, quando a Lei nº 6.530 deu nova regulamentação à profissão de corretor de imóveis e organizou os conselhos responsáveis por fiscalizar essa atividade em todo o país.
Cumprimento o Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), e cumprimento, de forma especial, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 8ª Região, o nosso Creci-DF, pelo trabalho permanente de formar, orientar e fiscalizar quem exerce essa profissão na capital do Brasil.
A todos os corretores e corretoras de imóveis do Distrito Federal: vocês entram na vida das famílias num dos momentos mais decisivos que elas vão viver e saem dela deixando não apenas um contrato assinado, mas um endereço, uma história e a sensação de sonho realizado. Continuem fazendo esse trabalho com técnica e com ética e podem sempre contar comigo para que a valorização da categoria seja cada vez maior.
Parabéns aos corretores de imóveis! (Palmas.)
Solicito à Secretaria-Geral da Mesa a exibição de um vídeo institucional.
(Procede-se à exibição de vídeo institucional.)
O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) – Neste momento, concedo a palavra à Sra. Lucimar Alves Elias, Presidente da Federação Nacional dos Corretores de Imóveis.