Pronunciamento de Luis Carlos Heinze em 01/09/2026
Discurso durante a 120ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Apoio à apresentação de pedido de impeachment do Ministro do STF Alexandre de Moraes, diante de alegações de abuso no exercício do cargo. Manifestação favorável à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Críticas aos Governos do PT, com questionamentos sobre denúncias de corrupção e sobre a gestão da pandemia de Covid-19.
- Autor
- Luis Carlos Heinze (PP - Progressistas/RS)
- Nome completo: Luis Carlos Heinze
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Crime de Responsabilidade,
Poder Judiciário:
- Apoio à apresentação de pedido de impeachment do Ministro do STF Alexandre de Moraes, diante de alegações de abuso no exercício do cargo. Manifestação favorável à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Críticas aos Governos do PT, com questionamentos sobre denúncias de corrupção e sobre a gestão da pandemia de Covid-19.
- Publicação
- Publicação no DSF de 02/09/2026 - Página 37
- Assuntos
- Administração Pública > Agentes Públicos > Crime de Responsabilidade
- Organização do Estado > Poder Judiciário
- Indexação
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- APOIO, PEDIDO, IMPEACHMENT, MINISTRO, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), ALEXANDRE DE MORAES.
- MANIFESTAÇÃO, VOTO FAVORAVEL, CANDIDATURA, FLAVIO BOLSONARO, PRESIDENCIA DA REPUBLICA.
- CRITICA, GOVERNO, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), QUESTIONAMENTO, DENUNCIA, CORRUPÇÃO, GESTÃO, PANDEMIA.
O SR. LUIS CARLOS HEINZE (Bloco Parlamentar Aliança/PP - RS. Para discursar.) – Sr. Presidente, Senador Confúcio, é um prazer.
Senadoras e Senadores, foram mencionados pela Senadora Damares, e agora pelo Senador Sergio Moro, esses fatos de hoje com relação ao caso Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, e até falas do Ministro Alexandre de Moraes atropelando o André Mendonça.
Entre o da Senadora Damares, que está para assinar e preparar um pedido de impeachment, ou o do Senador Carlos Viana, vou assinar qualquer um dos dois. Acho que é importante que se possa trazer luz a esse caso. Sabe-se do contrato de R$131 milhões que a esposa dele assinou – um abuso. E, neste e em tantos outros abusos, Sr. Presidente, nós vimos o Alexandre de Moraes, Ministro da Suprema Corte, fazendo o que aconteceu.
O Senador Kajuru está presente aqui, mas não está ouvindo, porque ele está conversando ali com o Senador Oriovisto. Quando nós entramos neste mandato aqui, Senador Kajuru e Senador Oriovisto, havia o grupo Muda Senado, há oito anos. O Senador Lasier Martins, meu conterrâneo, e outros tantos tinham pedido a CPI de cassação de Alexandre de Moraes, e não prosperou; e V. Exa. cobrou do Flávio Bolsonaro, neste Plenário, porque o Presidente Bolsonaro, na época, havia segurado o processo. Lá, Senador Oriovisto, já teríamos resolvido esse problema, mas infelizmente essas não são questões – um abuso.
Vou citar um caso aqui do Tagliaferro. Ele veio a este Senado, aqui, e fez denúncias de abusos que o Alexandre de Moraes faz, abusos no processo. Foi ele que denunciou, e hoje ele é investigado, porque ele denunciou abusos que o Alexandre de Moraes mandava fazer nos processos contra qualquer pessoa. "Arranje" – foi bem assim o termo que ele usou. Não tem crime nenhum; arranje um crime, arranje uma culpa para ele. Essa foi a fala que o Tagliaferro nos colocou aqui. Então, esse caso do Tagliaferro é importante e tem que ser ajustado.
Filipe Martins, Senador Oriovisto, do seu estado, está preso – 21 anos de cadeia, de prisão. E, agora, o que nós vimos? Um juiz americano, da Flórida, envolvendo dois policiais federais do Brasil, mais uma terceira pessoa brasileira e quatro americanos que forjaram o documento falso do Filipe Martins. Quem mandou fazer? Alexandre de Moraes.
O do Tagliaferro, o caso de hoje do Vorcaro e esse caso aqui. E quantos outros casos existem em que ele fez o que ele bem entende, ao longo desse inquérito que o Senador Esperidião Amin chamou de "inquérito do fim do mundo". Esse abuso que acontece hoje no Brasil, e fica tudo por isso mesmo. A lei eles que fazem, da forma que bem entendem.
Então, esse é o processo que deixo e assinarei, sim – ou o da Damares –, esse pedido de impeachment.
Vamos falar sobre a eleição deste ano. Meu candidato é o Flávio Bolsonaro, quem eu estou apoiando, e vejo – e lamento que isto aconteça – a guerra de narrativas.
Eu listei – meu gabinete listou – no Lula 1, Lula 2, Lula 3, Dilma 1 e Dilma 2, em cinco mandatos, 52 escândalos – escândalos.
O primeiro é o do Waldomiro Diniz. Eu era Deputado, Senador Oriovisto, e vi o abuso que foi feito naquele momento. Ali houve a cassação do José Dirceu, e o processo continuou.
São 52 escândalos, do Waldomiro Diniz até o caso do Lulinha agora, do Careca do INSS e da Roberta Luchsinger.
É claro que existem problemas. Eu listei aqui, por alto, R$1,4 trilhão – isso é o que o Brasil está perdendo. E vejo as narrativas dizendo que o Bolsonaro é a mesma coisa, narrativa em cima de narrativa. Não é a mesma coisa, não. Apresentem casos, como eu estou apresentando aqui – tenho todos eles aqui –, do Flávio ou do nosso Presidente Bolsonaro. Não tem o que falar.
Eu participei da CPI da covid, e na CPI quiseram colocar a culpa sobre a compra de vacinas nele. Não houve nada, nada foi provado. E, nesse caso das vacinas, o que nós defendíamos naquele momento, hoje está sendo externalizado no Senado americano, no chamado caso Fauci.
V. Exa., Senador Confúcio, é médico, e lá atrás nós conversávamos sobre esse assunto. No tratamento precoce que era preconizado, tiraram a liberdade dos chamados Médicos pela Vida, mais de 20 mil médicos no Brasil, e esse pessoal foi criminalizado. Especialistas fizeram cálculos para mim – eu não falava por mim, porque eu sou agrônomo, mas eu tinha médicos, cientistas do Brasil e do mundo que me orientavam –, e nós teríamos salvado, Senador Oriovisto, 400 mil vidas no Brasil. Cientistas brasileiros, europeus e americanos calcularam para mim, e eu usei num pronunciamento que fiz na CPI da covid. Hoje, o caso Fauci está mostrando isso nos Estados Unidos.
Pergunta: por que o Presidente Biden deu perdão para ele antecipadamente? Qual foi o crime que ele cometeu? Aqui está um dos crimes que ele cometeu, mas, infelizmente, a mídia não fala nada. Pelo interesse da chamada big pharma, que domina a mídia brasileira e a mídia mundial, não se fala no assunto.
É lamentável que isto ocorra: guerra de narrativas. Eu vivi esse fato, eu era chacota, eu era chamado de negacionista. Negacionista? No meu Estado do Rio Grande do Sul, foram 34 milhões de doses de vacina; no Brasil, 600 milhões de doses de vacina. Ninguém fala nisso. Quem comprou? O Presidente Bolsonaro.
Eu vi uma propaganda em que o Rochinha, nosso colega Senador lá do Maranhão, mostrava o então Governador Flávio Dino fazendo campanha das vacinas, como se ele estivesse doando as vacinas para os maranhenses, para eleger o atual Governador do estado, que era o seu candidato. Não falava da realidade de quem comprou e quem doou as vacinas para os maranhenses – um exemplo, portanto, que aconteceu.
Neste caso aqui das narrativas do crime organizado, desde o nosso Waldomiro Diniz até chegar ao Lulinha, 52 casos catalogados, 1,4 trilhão de recursos que foram lesados dos cofres públicos brasileiros.
(Soa a campainha.)
O SR. LUIS CARLOS HEINZE (Bloco Parlamentar Aliança/PP - RS) – Preste bem atenção nesta próxima eleição e não fique por conta de narrativas, e, sim, de uma realidade; mas, infelizmente, não é o que a mídia mostra, é o que os petistas mostram para defender o candidato Lula, que tinha que entender que o seu tempo já passou e não ficar com narrativa em cima de narrativa.
Muito obrigado, Sr. Presidente.