Discurso proferido da Presidência durante a 127ª Sessão Especial, no Senado Federal

Sessão especial destinada a celebrar os 25 anos da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) e da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). Destaque para a formação de médicos e enfermeiros integrada ao SUS, a aprendizagem prática e os resultados obtidos pelos cursos no Enade. Reconhecimento da atuação de estudantes, professores, profissionais de saúde, servidores e dirigentes na trajetória das instituições e na formação de profissionais para a saúde pública do Distrito Federal.

Autor
Izalci Lucas (PL - Partido Liberal/DF)
Nome completo: Izalci Lucas Ferreira
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso proferido da Presidência
Resumo por assunto
Educação Superior, Homenagem, Saúde:
  • Sessão especial destinada a celebrar os 25 anos da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) e da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS). Destaque para a formação de médicos e enfermeiros integrada ao SUS, a aprendizagem prática e os resultados obtidos pelos cursos no Enade. Reconhecimento da atuação de estudantes, professores, profissionais de saúde, servidores e dirigentes na trajetória das instituições e na formação de profissionais para a saúde pública do Distrito Federal.
Publicação
Publicação no DSF de 26/09/2026 - Página 7
Assuntos
Política Social > Educação > Educação Superior
Honorífico > Homenagem
Política Social > Saúde
Indexação
  • SESSÃO ESPECIAL, CELEBRAÇÃO, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, FUNDAÇÃO DE ENSINO E PESQUISA EM CIÊNCIAS DA SAÚDE (FEPECS), DESTAQUE, FORMAÇÃO, MEDICO, ENFERMEIRO, INTEGRAÇÃO, SISTEMA UNICO DE SAUDE (SUS), RESULTADO, EXAME NACIONAL DE DESEMPENHO DOS ESTUDANTES (ENADE), RECONHECIMENTO, ATUAÇÃO, ESTUDANTE, PROFESSOR, PROFISSIONAL DE SAUDE, AGENTE PUBLICO, SAUDE PUBLICA, DISTRITO FEDERAL (DF).

    O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF. Para discursar - Presidente.) – Quero aqui cumprimentar a nossa Diretora-Executiva, Sra. Vanessa Dalva Guimarães Campos; cumprimentar a Diretora Substituta da Escola Superior de Ciências da Saúde, Cláudia Regina; o Sr. Marcos Eduardo Vieira de Paula, Acadêmico de Medicina, representando aqui o Centro Acadêmico do Curso de Graduação em Medicina; o Sr. Kécyo Dayvid Lopes Gomes, Acadêmico de Enfermagem, também representando o Centro Acadêmico do Curso de Graduação em Enfermagem; o Sr. Rinaldo de Souza Neves, ex-Coordenador do Curso de Graduação em Enfermagem; o Sr. Alécio de Oliveira e Silva, Docente do Curso de Graduação em Medicina da Escs; cumprimentar todos os ex-diretores, ex-funcionários, os nossos professores, alunos, convidados, e dizer da minha alegria de estar presidindo esta sessão solene.

    É madrugada num corredor de hospital público de Brasília. Um estudante, ainda desajeitado no jaleco branco, segura, pela primeira vez, a mão de um paciente que ele não escolheu, diante de um caso que nenhum livro previu. Sozinho, acompanhado apenas do medo de errar e da vontade de acertar.

    Essa cena se repete há 25 anos, sempre igual, mas também sempre diferente, com um rosto novo a cada turma. São momentos como esse que, mais do que qualquer lei ou decreto, explicam a verdadeira razão de existir da Escola Superior de Ciências da Saúde e da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde, que hoje celebramos nesta sessão.

    A proposta da Escs sempre foi simples de anunciar, mas difícil de sustentar: formar médicos e enfermeiros dentro do próprio SUS e para o próprio SUS, com o aluno aprendendo diante do paciente real, antes mesmo de aprender diante de um quadro na sala de aula. Isso tem nome técnico: chama-se aprendizagem baseada em problemas. Mas o que isso exige, na prática, é coragem, a coragem de expor cedo o estudante à realidade, em vez de mantê-lo protegido na teoria até quase se formar.

    E essa coragem já formou mais de 2 mil médicos e também enfermeiros. Muitos ainda estão de plantão, agora mesmo, enquanto celebramos aqui a escola que os formou, plantão após plantão, dentro do mesmo sistema público que os recebeu como estudantes e que hoje recebe de volta o cuidado deles. É uma escola que não cobra mensalidade e que, mesmo assim, é paga: em turnos noturnos, em partos bem-sucedidos, em diagnósticos que chegaram a tempo, em vidas que seguem um novo caminho.

    Essa mesma força o país inteiro também já reconheceu. Em 2007, a Medicina da Escs foi uma das oito instituições do Brasil a tirar nota máxima no Enade. E voltou a tirar nota máxima em 2023, ao lado da Universidade de Brasília, a única outra instituição do Distrito Federal a repetir o feito. A Enfermagem, por sua vez, nunca perdeu a nota máxima desde sua primeira avaliação, em 2013, repetindo o resultado em 2016, 2019 e 2023. Mais do que sorte, isso é método: formar dentro do sistema, para o sistema, com o professor que também está de plantão e o aluno que aprende olhando para o paciente, não para ilustrações desenhadas em um quadro.

    Essa vocação de cuidar de quem cuida da cidade é mais antiga do que a própria Fepecs: vem de 1960, quando Brasília ainda estava sendo erguida e os candangos que construíram a capital também precisavam de quem cuidasse deles. E foi ali que nasceu a primeira escola de Enfermagem da nova cidade. De lá para cá, essa vocação mudou de nome várias vezes, cresceu, virou faculdade e hoje integra a Universidade do Distrito Federal, mas o impulso original nunca mudou: formar pessoas que cuidam.

    Registro aqui também o meu reconhecimento a todos que sustentam essa escola todos os dias: os professores que são, ao mesmo tempo, profissionais de saúde na ativa; os servidores da Secretaria de Saúde que abrem espaço nos próprios plantões para formar esses alunos; e a atual direção da Fepecs e da Escs, que mantém viva, durante todo esse tempo, a mesma vocação que vem desde a fundação de Brasília: formar quem cuida da nossa gente.

    Hoje, 25 anos depois, aquela mão que o estudante segurou no plantão do hospital se junta a tantas outras que vieram depois: mãos de médicos, enfermeiros e profissionais que aprenderam aqui que, antes de qualquer diagnóstico, existe uma pessoa esperando por cuidado.

    Aos 25 anos da Fepecs e também da Escs, fica aqui o meu reconhecimento. Que venham mais 25 anos formando gente que escolhe ficar em Brasília para cuidar de Brasília. Parabéns aí a todos os nossos mestres e alunos da Escs, dos cursos de Enfermagem e Medicina.

    Muito obrigado. (Palmas.)

    Quero registrar aqui a presença da nossa Senadora Damares. Venha para cá, Damares.

    Está bom. Seja bem-vinda.

    Eu solicito à Secretaria-Geral da Mesa a exibição de um vídeo institucional.

(Procede-se à exibição de vídeo.) (Palmas.)

    O SR. PRESIDENTE (Izalci Lucas. Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - DF) – Quero registrar também a presença do Ministro Conselheiro da Embaixada do Sudão, Tarig Fudul; do Sr. Gerente de Ciência e Tecnologia da Embaixada do Reino Unido, Daniel Callaghan; e do Sr. Presidente da Comissão Estadual de Residência Médica do Distrito Federal, Rogério Nóbrega.

    E neste momento, eu concedo a palavra à Sra. Vanessa Dalva Guimarães Campos, Diretora Executiva da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 26/09/2026 - Página 7