Pronunciamento de Paulo Souto em 15/03/2000
Discurso durante a 14ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
CRITICAS AO GOVERNO DE SÃO PAULO PELAS AÇÕES NA JUSTIÇA CONTRA OS GOVERNOS ESTADUAIS QUE OFERECEM INCENTIVOS FISCAIS A INDUSTRIA.
- Autor
- Paulo Souto (PFL - Partido da Frente Liberal/BA)
- Nome completo: Paulo Ganem Souto
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
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ESTADO DE SÃO PAULO (SP), GOVERNO ESTADUAL.
DESENVOLVIMENTO REGIONAL.:
- CRITICAS AO GOVERNO DE SÃO PAULO PELAS AÇÕES NA JUSTIÇA CONTRA OS GOVERNOS ESTADUAIS QUE OFERECEM INCENTIVOS FISCAIS A INDUSTRIA.
- Aparteantes
- Antonio Carlos Magalhães, Eduardo Suplicy, José Alencar, Ramez Tebet, Roberto Freire.
- Publicação
- Publicação no DSF de 16/03/2000 - Página 4532
- Assunto
- Outros > ESTADO DE SÃO PAULO (SP), GOVERNO ESTADUAL. DESENVOLVIMENTO REGIONAL.
- Indexação
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- CRITICA, DECISÃO, NATUREZA POLITICA, GOVERNO ESTADUAL, ESTADO DE SÃO PAULO (SP), IMPETRAÇÃO, AÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, ESTADOS, OFERECIMENTO, INCENTIVO FISCAL, INDUSTRIA, ESPECIFICAÇÃO, GOVERNO, ADMINISTRAÇÃO, PARTIDO POLITICO, PARTIDO DA FRENTE LIBERAL (PFL).
- QUESTIONAMENTO, INCOERENCIA, GOVERNO FEDERAL, FAVORECIMENTO, ESTADO DE SÃO PAULO (SP), ESPECIFICAÇÃO, AUMENTO, SUBSIDIOS, NEGOCIAÇÃO, DIVIDA, DISTRIBUIÇÃO, INCENTIVO FISCAL, AQUISIÇÃO, UNIÃO FEDERAL, FERROVIAS PAULISTAS S/A (FEPASA), BANCO DO ESTADO DE SÃO PAULO S/A (BANESPA), GARANTIA, RECURSOS, INFRAESTRUTURA, AGRAVAÇÃO, DESIGUALDADE REGIONAL, PAIS.
- DEFESA, NECESSIDADE, DISCUSSÃO, PROPOSTA, REFORMA TRIBUTARIA, REFERENCIA, DESTINAÇÃO, IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS (ICMS), IMPEDIMENTO, PERDA, CAPACIDADE, ESTADOS, REALIZAÇÃO, POLITICA INDUSTRIAL, UTILIZAÇÃO, INCENTIVO FISCAL, FAVORECIMENTO, POSSUIDOR, RIQUEZAS.
O SR. PAULO SOUTO
(PFL – BA. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, toda vez que assomo a esta tribuna e tenho, de alguma forma, de reportar-me a problemas que dizem respeito a certos conflitos de interesse entre os Estados federados, confesso que tenho um certo constrangimento. Isso porque conheço a forma como esta Casa se comporta. Assim, ao tratar desses assuntos, procuro sempre fazê-lo de forma institucional. Não analiso procedimentos de pessoas, não desço a qualquer referência de ordem pessoal, procurando analisá-los, como disse, sob o ponto de vista puramente institucional. Às vezes constrangido, é verdade, mas absolutamente convicto de que cumpro o meu dever como Senador eleito pelo meu Estado, para chamar a atenção dos meus Colegas Senadores, e mesmo de toda a população brasileira, para problemas que envolvem certos interesses conflitantes de Estados federados.
A respeito dessa matéria, já ocupei uma vez a tribuna do Senado e outra vez o plenário da Comissão de Assuntos Econômicos. Quero referir-me aos problemas relacionados a uma questão que está surgindo agora: a reforma tributária, a chamada guerra fiscal. Em ambas as vezes, fiz aqui apelos ao comedimento e ao entendimento, porque considero esse um assunto extremamente importante, que tem de ser olhado com todo o comedimento por aqueles que estão interessados em resolver o problema.
A atitude do Governo do Estado de São Paulo, entrando no Supremo Tribunal Federal com ações diretas de inconstitucionalidade contra alguns Estados brasileiros, estou interpretando como uma verdadeira declaração de guerra; guerra do Estado maiÆ û