Discurso durante a 133ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Reflexão sobre o conflito entre os Estados Unidos da América e os Talibãs. (como lider)

Autor
Artur da Tavola (PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira/RJ)
Nome completo: Paulo Alberto Artur da Tavola Moretzsonh Monteiro de Barros
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
POLITICA INTERNACIONAL.:
  • Reflexão sobre o conflito entre os Estados Unidos da América e os Talibãs. (como lider)
Aparteantes
Geraldo Melo.
Publicação
Publicação no DSF de 12/10/2001 - Página 24654
Assunto
Outros > POLITICA INTERNACIONAL.
Indexação
  • ANALISE, EFEITO, ECONOMIA, RELIGIÃO, CONFLITO, PAIS ESTRANGEIRO, ESTADOS UNIDOS DA AMERICA (EUA), AFEGANISTÃO, DIVERGENCIA, PENSAMENTO, POSSIBILIDADE, GUERRA, UTILIZAÇÃO, AGENTE, DOENÇA, BOMBA, EXTINÇÃO, HOMEM.
  • COMENTARIO, APOIO, NEUTRALIDADE, POLITICA EXTERNA, BRASIL, OBJETIVO, PACIFICAÇÃO.
  • REPUDIO, AMPLIAÇÃO, INDUSTRIA, ARMA, PATROCINIO, GUERRA.

  SENADO FEDERAL SF -

SECRETARIA-GERAL DA MESA

SUBSECRETARIA DE TAQUIGRAFIA 


            O SR. ARTUR DA TÁVOLA (Bloco/PSDB - RJ - Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, cabe à Liderança do Governo trazer aqui uma palavra sobre a questão internacional, já que no dia de hoje faz um mês dos acontecimentos que praticamente transformaram o mundo.

            Tenho a idéia de que o mundo é, ao mesmo tempo, uma esperança e um arranjo imperfeito entre pessoas semi-prontas. Talvez toda a história da humanidade seja um grande caminho no sentido de que as pessoas, as sociedades em função das pessoas, se tornem seres acabados, seres prontos, seres capazes de regularem dentro de si os seus impulsos agressivos e os seus melhores impulsos construtivos, parte da condição humana. Essa mesma condição humana que, de alguma forma, com toda a evolução da ciência, da tecnologia, do pensamento e do direito, ainda paradoxalmente repete fórmulas, comportamentos de milênios atrás.

            Essa crise evidentemente traz, como sua marca fundamental, olhada de um mês depois, e teremos que fazer análises sucessivas porque é impossível apreender, de imediato, o tamanho dela, tantos assuntos contraditórios à baila que é possível que ela contenha em si os germes até de um novo tempo e de uma nova esperança.

            Nesse tempo de um mês, observa-se que quem tem uma posição anterior à crise politicamente fica retido nela; e se a posição é antiamericana, por definição, - e os Estados Unidos dão tantas oportunidades para que o mundo seja antiamericano - minimiza-se o efeito do terrorismo nos Estados Unidos e aumenta-se o efeito da contraviolência que se faz no Afeganistão. Se a posição, por oposto, é uma posição já, de antemão, favorável aos Estados Unidos no que representa na política externa, a tendência é maximizar os efeitos do terror e, de certa forma, levar a idéia do mundo oriental como um mundo atrasado, retardatário, violento, primitivo.

            É evidente que quem não compreende a complexidade, de certa maneira, não pensa, reage. E é exatamente o reinado da reação o que perdura um mês depois desse atentado. Ele traz para o mundo inimagináveis conseqüências; conseqüências econômicas muito além do pretendido, conseqüências políticas e eu até acredito, pessoalmente, conseqüências, se não religiosas, pelo menos filosóficas.

            Ainda hoje se discute, nos Estados Unidos - hoje que digo é no dia de hoje -, se a imprensa norte-americana pode operar em plenitude, havendo um estado de guerra, e dar guarida a falas e a palavras dos talibãs.

            Sempre que há um estado de guerra, o encapsulamento da imprensa é um dos primeiros passos. O argumento dos que defendem que a imprensa não divulgue com amplitude os acontecimentos é o de que, a cada fala do Talibã, a disseminação da possibilidade do terror é maior dentro dos países ocidentais. E os que, por outro lado, defendem que a imprensa fale livremente dizem que é, exatamente, pelo antagonismo que se levará a uma consciência crescente sobre esses problemas.

            Eu falava de conseqüências religiosas. Nunca como antes, não o radicalismo fundamentalista, mas as idéias muçulmanas tiveram, em um mês, tanta divulgação, tanto conhecimento e tanta penetração como aconteceu neste período.

            Essa guerra traz, portanto, um movimento inusitadamente novo e inimaginável, porque ela se dá em pleno auge da globalização. Há um fato acontecido nos Estados Unidos, há muitos anos, que é o da coincidência da entrada em funcionamento do primeiro satélite de comunicações com uma etapa da guerra do Vietnã.

            A partir do momento em que a guerra do Vietnã, com sua realidade crua, passou a ser servida ao jantar dos norte-americanos, a opinião pública que, anteriormente à televisão, era a favor, uma vez mais, da presença norte-americana no mundo, levou os Estados Unidos a uma mudança de posição, exclusivamente porque uma tecnologia, um satélite, colocou dentro dos lares norte-americanos a realidade da guerra.

            Essa guerra traz, também, um outro elemento absolutamente novo para nossa consideração: não se havia posto como algo merecedor de um conflito a profundidade do pensamento oriental em contradição à profundidade do pensamento ocidental. Esse é um outro elemento que vem à tona de uma maneira forte, inesperada e inimaginável. Tanto o Oriente quanto como o Ocidente têm modos diferentes de pensar, de conceber o mundo, como, possivelmente, os nórdicos também o tenham e como, possivelmente, outras civilizações ao longo da história o tiveram, muitas das quais massacradas, entre elas os nossos índios e todos os índios da América Latina.

            Mas Ocidente e Oriente têm modelos de pensamento diversos. O Oriente não tem a condição da aceitação dos chamados valores da democracia representativa, entre outros. São sociedades hierárquicas, patriarcalistas, absolutamente ininteligíveis e inconcebíveis para a mentalidade ocidental. Os ocidentais, a seu modo, nesse afã de desenvolvimento material a qualquer preço e a qualquer custo - o preço e o custo são altos - também não têm condição de serem compreendidos, até nos seus valores positivos, pela mentalidade oriental.

            Assim, o mundo passa a viver, primeiro, despreparado para uma ação que está sendo chamada de assimétrica, porque pode aparecer em qualquer face do mundo, que não tem as características militares tradicionais, mas que tem que enfrentá-la. Ao mesmo tempo, toda a tecnologia ocidental, capitaneada pelos Estados Unidos da América do Norte, põe o seu potencial em uma luta direta contra esse segmento do pensamento do Islã.

            Pairam dúvidas que não temos o alcance de responder. Conseguirão os Estados Unidos, com a erradicação do Talibã, caso o faça, erradicar o terrorismo? É uma dúvida que está no ar. Segundo, a presença do terror infiltrado já nos países, gerando os mecanismos de terror psicológico já existente nos Estados Unidos, será suficientemente eficaz para derrubar os pilares do Ocidente em uma era de globalização, entre os quais está a base financeira que hoje domina praticamente o mundo, ou seja, a política financeira de capitais? É outra questão absolutamente sem resposta. Portanto, diante desse quadro, não temos senão a visão terrorífica, mas simbólica, de tudo o que o Ocidente pôde preparar em matéria de tecnologia, de um lado, e tudo o que o Oriente soube preparar - porque o Oriente é assim - em matéria de estar aferrado a tradições profundas e milenares de seu povo.

            Ora, isso não é uma questão que se resolva com as nossas opiniões: sou a favor deste lado ou sou a favor daquele lado. Isso são questões novas para as quais o mundo tem que, gradativamente, se preparar. Daí ter sido já comum, pelos mais lúcidos analistas do momento, dizermos que estamos efetivamente a inaugurar um novo tempo e uma nova era que estão carregados de riscos, e riscos muito maiores do que aqueles que até aqui cercaram a humanidade, riscos de completa destruição.

            O equipamento atômico montado no mundo, hoje, é um equipamento com possibilidade de 25 destruições da face da terra - ainda bem que nesse conflito China e Rússia dele estejam apartados: a China, silenciosa; a Rússia, solidária com a posição norte-americana -, sem contar os sustos decorrentes da ameaça de guerra bacteriológica, o que gerou uma reação assustada, de modo paranóico talvez, mas estamos vivendo um momento em que todos ficamos paranóicos com a possibilidade de irradiação do terrorismo. De qualquer forma, uma bactéria das mais temidas no mundo já fez três vítimas. E embora as opiniões científicas sejam contrárias a respeito da durabilidade dessa bactéria que, segundo alguns, já estaria há 25 anos em desenvolvimento nos Estados Unidos, é um fato que detona, desde logo, com razões concretas - por isso chamá-la de paranóia não seria correto -, um processo de receio, de medo, de angústia pelo inusitado da situação.

            Diante desse quadro, como ficam os países como o nosso - e essa é a razão da minha comunicação aqui hoje -, que é um país periférico das grandes decisões mundiais, que tem tido uma afirmação crescente na política internacional, porém não está no centro dos acontecimentos, e que tem, curiosamente, na sua formação histórica, a capacidade de haver eliminado - não sei se é a palavra -, de não ter dentro de si, de um modo acerbado, a luta religiosa, o ódio entre povos. O Brasil é um país amálgama, um País que, de alguma forma, caldeou raças, povos, etnias, religiões e hoje consegue viver misteriosamente dentro de um equilíbrio que é extremamente respeitável, por maiores laivos de preconceitos que existem, e eles existem na sociedade, e também de discriminações dessa natureza.

            O Brasil é um caldeamento notável e uma esperança de paz. Se temos um aspecto positivo na nossa vida, na nossa formação, é esse. E, curiosamente, esse aspecto, que nunca foi considerado na mesa internacional, é um dos que dignificam o País e o nosso povo - não me refiro a governos especificamente.

            A posição brasileira nessa matéria acredito que tem sido extremamente respeitável. Em nenhum momento, ela pactuou especificamente com um dos lados. Em nenhum momento, ela deixou de verberar o terrorismo naquilo que ele tem de súbito, intolerante e até de ineficaz, a não ser pelo medo, pois o terrorismo tem o condão de jogar a população civil contra a causa que está a ser defendida. Sempre que vítimas inocentes pagam o preço do delírio humano as causas de quem delira ficam extremamente impopulares.

            Por isso acredito que esta Casa, que é a Casa do Senado Brasileiro, que já trouxe aqui o Ministro das Relações Exteriores, deva, fora dos problemas nacionais, além dos problemas nacionais, considerar permanentemente nos discursos dos Srs. Senadores essa questão. Inclusive, eu os convoco para isso, embora isso talvez seja desnecessário. É preciso que a inteligência brasileira, aqui reunida, reflita, ajude a iluminar esse caminho, que, se tem essa carga negativa que a todos preocupa, pelo menos augura a possibilidade de um novo tempo de concórdia, de compreensão, enfim, de um novo tempo que analise a causa profunda do conflito.

            Não tenhamos dúvida de que o capitalismo é um fundamentalismo, como não tenhamos dúvida de que o fundamentalismo religioso é também ele, como o nome diz, um fundamentalismo. Há, portanto, no mundo, uma luta entre dois fundamentalismos: o de mercado, de um lado; e o religioso, de outro.

            Ora, isso é tão inédito, é tão novo, que a humanidade os vê esbarrarem-se. E a lucidez da humanidade sempre é algo que vem a posteriori. E a forma que a humanidade encontra, num primeiro momento, de resolver os seus impasses é o conflito, é a guerra. Para isso, aliás, é que existe a política. A política existe para que não haja guerra. Mas, na hora da guerra, a política aqui representada nas Nações Unidas fica praticamente ineficaz.

            Pode ser que surja daí uma nova ordem de consideração, que nem é possível levar o mundo de um modo, nem de outro e de que sem entendimento, sem diplomacia, sem o esgotamento de todas as fórmulas e formatos que a humanidade encontrou para se entender, a resposta é a guerra, porque, nesse particular, a humanidade não evoluiu em absolutamente nada.

            Essa pode ser uma primeira e modestíssima reflexão nesse um mês, a partir do qual o mundo se transformou. Mas é uma reflexão para a qual, acredito, o Governo brasileiro está aberto à discussão, que ele receberá as opiniões contraditórias com a maior abertura, porque esse tema precisa não de opiniões fechadas, acabadas, imediatas, mas de uma atenção permanente, para que os valores básicos da humanidade, os valores da fraternidade, os valores da solidariedade, aqueles que são os valores construtivos do mundo, possam de novo voltar ao primeiro plano da existência, pois entre o hoje e o passado existe uma diferença fundamental: no passado, os homens se destruíam, mas a humanidade não estava em risco; hoje, na destruição dos homens, é a humanidade que está em risco.

            O Sr. Geraldo Melo (Bloco/PSDB - RN) - V. Exª me permite um aparte?

            O SR. ARTUR DA TÁVOLA (Bloco/PSDB - RJ) - Concedo o aparte ao Senador Geraldo Melo, com muito prazer.

            O Sr. Geraldo Melo (Bloco/PSDB - RN) - Senador Artur da Távola, muito obrigado pela sua consideração. Eu estava há muito tempo pensando em participar de algum modo do discurso com o qual V. Exª enriquece a nossa manhã nesta sessão do Senado Federal, mas hesitando em fazê-lo porque não queria perturbar uma exposição que tem como sempre a marca do brilho de V. Exª. Apenas queria, em voz alta, expor algumas reflexões que tenho feito e que são parecidas com alguns pontos de vista de V. Exª . Por exemplo, penso que o que ocorreu nos Estados Unidos, a conseqüência imediata do ponto de vista interno daquele país, além da mais dolorosa de todas que foi materialmente assistir-se à morte quase instantânea de mais de seis mil pessoas, foi a contradição que se passou a criar no dia-a-dia, a partir do Presidente da República até o cidadão comum, anônimo e, de certa forma, se admite, que, para defender os princípios e postulados da democracia americana, da sua cultura, da sua organização social, é preciso sacrificar um pouco essa cultura, essa democracia, essa concepção de vida, que, afinal, é uma marca registrada do povo norte-americano. Lá hoje já se fala em encontrar o equilíbrio entre a liberdade e a segurança, o que nos leva a um terreno extremamente delicado, porque, embora se compreendam perfeitamente as razões que estão dramatizadas no espetáculo do dia 11 de setembro e a necessidade de se defender um povo da repetição de um cenário apocalíptico como foi aquele, por razões menos nobres e em torno das quais havia menos unanimidade, já outros discursos parecidos se fizeram no mundo, defendendo soluções que se baseavam na necessidade de reduzir a liberdade para aumentar a segurança. Isso nos coloca nos umbrais de uma dessas inovações aterradoras a que V. Exª se refere. Aterradoras muito mais no sentido de que nós todos estamos sendo levados ao desconhecido. Por outro lado, estamos vivendo um momento em que a tecnologia constitui um fascínio desde à criança, com seus brinquedos maravilhosos, até aos adultos, que, de repente, se tornam crianças brincando com seus computadores. Verificou-se, por exemplo, no caso do dia 11 de setembro, que a informação é mais importante do que o equipamento, porque se o país mais bem equipado do mundo soubesse que aquilo aconteceria, certamente poderia tê-lo evitado. O novo formato da guerra, de certa forma, não permite que o equipamento seja usado, porque o que há de fantástico no equipamento se torna ineficaz. Como costumo dizer, o inimigo não está mais com uma farda diferente da dos nossos soldados, numa guerra em que uns atiram nos outros, um general de cada lado, a Cruz Vermelha no meio e a Conferência de Genebra protegendo os prisioneiros de guerra. O formato da guerra agora é outro: não sabemos onde é o campo de batalha, quem é o inimigo, onde ele está, por que luta, quando luta e de que forma luta. Essa situação desafiadora tem muito a ver com preocupações que precisamos ter. O nosso País precisa tirar lições do que está ocorrendo, e acredito que a reflexão de V. Exª expressa o sentimento que o próprio Governo já sinalizou para o País, no sentido de que a concepção da política de defesa do Brasil precisa ser repensada, na medida em que ela foi toda inspirada na instrumentação da Nação para se defender do inimigo externo. Portanto, quero me congratular com a Casa, que, esta manhã, está tendo a oportunidade de contar com o brilho de V. Exª, trazendo um assunto que interessa a todos os homens e mulheres do mundo neste momento. Muito obrigado.

            O SR. ARTUR DA TÁVOLA (Bloco/PSDB - RJ) - Muito obrigado, Senador Geraldo Melo.

            Como é, como fica, como se concebe o Estado-Nação, isso seria objeto de um outro discurso, de uma outra análise interessantíssima.

            O Estado-Nação, que vem do século IX, caracteriza praticamente todo o século XX no Ocidente. Como fica o Estado-Nação diante de uma ordem que já o revogou não em todos os seus pontos, mas, na prática, a partir do momento em que um satélite passa por cima de fronteiras, em que o sistema financeiro internacional funciona praticamente on line e tantos outros aspectos que nos mostram a rapidez por meio da qual o Estado-Nação - não digo que se deteriora - fica com um formato atrasado, sem que haja um outro melhor à disposição, num mundo cuja evolução tecnológica determinou toda essa complexidade?

            O que mudou no mundo não foi o fato de mudar, mas a velocidade da mudança; e o que mudou no mundo é que até o poder atômico, de certa forma, a consciência humana podia abarcar os processos do mundo e, a partir de agora, os processos estão indo muito além da capacidade da consciência de compreendê-los em plenitude.

            Vejam uma questão como esta, internacional. Sempre tomamos conhecimento de pedaços do problema, quando ele tem raízes e conseqüências que vão muito além da nossa capacidade de consciência.

            Só existe um ponto, um aspecto, com o qual concluo, que, a meu ver, merece o nosso mais violento repúdio. Ele tem ficado um tanto esquecido nas discussões sobre esta matéria. No dia de ontem, numa subida da Bolsa norte-americana, notei que, entre as ações que subiram, subiu enormemente a cotação das empresas de armamento. Aí estão os desgraçados, aí estão os miseráveis, aí, fora e por cima de qualquer sistema, estão os responsáveis por tudo isso. Eles fomentam guerras, eles vendem armas para os dois lados, eles mantiveram a guerra fria como uma paz podre. Essa indústria de morte, essa indústria asquerosa está por trás de tudo.

            Muito obrigado, Sr. Presidente.


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Este texto não substitui o publicado no DSF de 12/10/2001 - Página 24654