Pronunciamento de Lauro Campos em 07/03/2002
Discurso durante a 15ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Relação entre a crise econômica que atinge os EUA e a construção e solidificação de um Estado industrial-militar, o que tem colocado em risco a democracia e os direitos humanos naquele país e no mundo.
- Autor
- Lauro Campos (PDT - Partido Democrático Trabalhista/DF)
- Nome completo: Lauro Álvares da Silva Campos
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
POLITICA INTERNACIONAL.:
- Relação entre a crise econômica que atinge os EUA e a construção e solidificação de um Estado industrial-militar, o que tem colocado em risco a democracia e os direitos humanos naquele país e no mundo.
- Aparteantes
- Heloísa Helena.
- Publicação
- Publicação no DSF de 08/03/2002 - Página 1834
- Assunto
- Outros > POLITICA INTERNACIONAL.
- Indexação
-
- ANALISE, HISTORIA, PAIS ESTRANGEIRO, ESTADOS UNIDOS DA AMERICA (EUA), EVOLUÇÃO, CAPITALISMO, IDEOLOGIA, MILITAR, DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL, ESPECIFICAÇÃO, INDUSTRIA, PESQUISA ESPACIAL, INDUSTRIA DE MATERIAL BELICO, PERDA, DEMOCRACIA, COMENTARIO, RECESSÃO, ATUALIDADE, CRITICA, METODOLOGIA, COMBATE, TERRORISMO.
| SENADO FEDERAL SF -
SECRETARIA-GERAL DA MESA SUBSECRETARIA DE TAQUIGRAFIA |
O SR. LAURO CAMPOS (Bloco/PDT - DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, não sei se o sentimento é mútuo, é recíproco, mas eu estava até sentindo saudade desta tribuna.
Realmente, nesta agitação, nesta conturbação global em que os restos de uma democracia burguesa estão sendo submetidos a uma esterilização final e total, o chamado campeão da democracia, os Estados Unidos - que democraticamente invadiram os seus vizinhos Texas, Novo México, Califórnia, enfim, toda uma área correspondente ao México atual e que se encontrava ao norte do rio Grande. Além disto, transformaram as treze estrelas originais, que fulguravam no céu dos federalistas - os pensadores preocupados com o futuro dos Estados Unidos, que se reuniam para colocar as bases democráticas daquele país, alguns deles com a visão premonitória que os fazia preocupar com o futuro de um país que, entre outros perigos, encontraria, no militarismo e na guerra, um dos mais perigosos empecilhos ao seu crescimento, em termos de humanidade, de democracia, de realização da vida e de proteção da natureza. Em 1780, Madison, por exemplo, já externava essa preocupação. Outro federalista, também, compartilhava de suas preocupações - e dizia que existia ali, nos Estados Unidos, naquela ocasião, um grupo de militares, o Cincinnatti que poderiam transformar a República em Monarquia e coroar um militar rei dos Estados Unidos. Portanto, não era de nos surpreender o que aconteceu quando o General Dwight Eisenhower, em 1961, um general que participara da Segunda Guerra Mundial, um general que se elegera Presidente dos Estados Unidos, afirmava, em seu discurso de despedida à pátria, que os Estados Unidos corriam um sério risco. Risco esse que, obviamente, se afirmara com a Crise de 1929 e com a Segunda Guerra Mundial, o grave risco de que já se formara nos Estados Unidos aquilo que ele, o General e Presidente Dwight Eisenhower, chamava de “Estado Militar Industrial”.
E ele alertava que, entre outras coisas, os gastos dos Estados Unidos em guerra e no espaço estavam subtraindo recursos que poderiam ser dedicados à vida, à saúde, à educação. É textual nesse discurso de despedida, em que ele faz esta grande advertência: a presença perigosa, forte e crescente de um “Estado Militar Industrial”, incompatível com qualquer tipo de democracia.
Entre outras coisas, a visão, naquele momento, 1961, que tinha o General Eisenhower do processo em curso e dos malefícios que esse processo iria trazer à democracia norte-americana, fazia com que ele apontasse, por exemplo, a dependência em que se encontravam os Estados Unidos, a reprodução da vida e da sociedade, das estruturas, das instituições norte-americanas diante de, por exemplo, indica ele, cinco milhões e trezentos mil norte-americanos, que eram empregados naquele ano nos setores bélicos e espaciais daquele país.
De modo que os Estados Unidos passariam a depender, no que diz respeito ao emprego, por exemplo, desse setor que se havia hipertrofiado durante o governo Roosevelt, durante a Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra Fria, a que Eisenhower assistia.
E dizia ele que também a tecnologia iria abandonar as universidades, para se centrar nessas atividades bélicas e espaciais, eles passariam a ser o setor que concentraria o R&D, as pesquisas e o desenvolvimento, as inovações tecnológicas.
E assistimos, agora, nos Estados Unidos, a justamente isto. O que está acontecendo nos Estados Unidos é uma derrota para os resquícios sobreviventes da democracia norte-americana e para os direitos humanos, que ainda sobreviviam a duras penas dentro de um sistema como esse, que foi denunciado pelo General Dwight David Eisenhower, Presidente dos Estados Unidos. Obviamente, entre outras seqüelas, esses gastos do governo norte-americano, nos setores tanáticos, bélicos, destrutivos, iriam, fatalmente, fazer com que os recursos para a vida, capazes de erotizar o mundo, de produzir bens de consumo para a sociedade, para satisfazer as necessidades vitais do homem, seriam apenados, tornar-se-iam secundários dentro dessa opção feita pela máquina cega em que se transformara a divisão de recursos naquela sociedade.
De modo que, quem acusa o processo não é alguém da Esquerda, não, é o ex-Presidente e ex-General Dwight David Eisenhower, em seu discurso de despedida à Nação, em 1961.
Portanto, quando o capitalismo norte-americano começa, obviamente, a dar água, não consegue manter o seu volume de emprego invejável - cerca de 4% apenas -, quando, sob o Governo de Bill Clinton, a dívida pública chegara a U$5,5 trilhões, as dívidas de famílias e pessoas chegavam a cerca de U$10 trilhões. Quando o endividamento sustentava a aparente e inchada riqueza norte-americana, Bill Clinton prometeu que o governo iria reduzir os seus gastos, entrar em superávit orçamentário, algo que não fazia desde, pelo menos, 1930. Os Estados Unidos iriam entrar em superávit orçamentário, o governo iria enxugar, reduzir os seus gastos, iria ter um superávit, que levaria à extinção, à abolição da dívida pública no ano de 2012, de acordo com promessa de Bill Clinton.
Bastou prometer que o governo se retiraria desses setores que eram a fogueira que fornecia o vapor para aquecer as caldeiras norte-americanas, e os Estados Unidos entraram em profunda depressão e desarticulação.
Bill Clinton, portanto, desejava fazer o impossível, aquilo que desde 1830 não fora feito: abolir a dívida pública norte-americana. A dívida pública crescente sustentou, durante mais de 150 anos, o processo de expansão, de crescimento do Estados Unidos. Se fosse abolida a dívida pública, como prometeu Bill Clinton que o faria até 2012, obviamente os Estados Unidos estariam sem uma perna ou talvez as duas e, portanto, não poderiam se manter, se sustentar, se reproduzir. Por isso, obviamente, aconteceu a eleição providencial, do ponto de vista do capital norte-americano, do atual Presidente, George Bush, que inverteu totalmente a proposta; passou a gastar em guerra e espaço e a tentar colocar em prática o plano do Escudo Antimíssil, que foi à China, à Rússia, para tentar soprar as brasas da Guerra Fria, a fim de que os Estados Unidos pudessem voltar a incorrer em déficit orçamentário coberto por emissões, provocado não pelas despesas acrescidas na saúde e na educação, mas por esses gastos com defesa, segurança e guerra.
Não é de se estranhar que um "tapete de bombas" fora tecido no deserto do Afeganistão, uma guerra movida para destruir um suspeito: Osama bin Laden, que, anos atrás, recebera enormes recursos dos Estados Unidos para se armar numa luta contra a União Soviética e cujo pai, em uma das visitas a seu amigo Bush - pai do atual, o “Bush I”, o “Bushão”, pai do “Bushinho” -, sobreviveu a uma queda de avião na fazenda do ex-Presidente. O pai de Osama bin Laden e o ex-Presidente Bush eram amicíssimos.
Essas são relações muito estranhas, que finalmente se transformaram devido às necessidades apontadas desde 1780, recrudescidas pelo Presidente Eisenhower, de que os Estados Unidos corriam um sério risco de se transformar, cada vez mais, num Estado militar-industrial.
Anuncia-se, agora, a retomada da economia norte-americana. O PIB volta a crescer. Mas que PIB volta a crescer? É o PIB que contabiliza os alimentos acrescidos, os tecidos, as roupas, os remédios, os carros produzidos pela economia norte-americana, ou o PIB que contabiliza o escudo ou o cinturão antimíssel e os “tapetes de bomba” lançados contra o desconhecido Osama bin Laden?
Com esse estado de beligerância, acrescido ao de pânico, de pavor, depois do dia 11 de setembro, do ataque ao World Trade Center em Nova Iorque, a sociedade norte-americana começa a entregar sua liberdade em troca da segurança.
Estamos vendo que cidadãos norte-americanos podem ser presos sem ordem judicial, submetidos à tortura, e suas declarações são válidas. Foi dado a dois generais norte-americanos o direito de abater qualquer avião no ar; entre outras coisas menores, estamos vendo que cidadãos são obrigados a tirar os sapatos para serem examinados, porque há um perigo no ar: o de que estejam contaminados, sejam explosivos que derrotam parte da democracia combalida dos Estados Unidos.
Além disso, com o poder internacional adquirido por esse Estado industrial-militar a que se refere o ex-Presidente Eisenhower, o Presidente dos Estados Unidos se arvorou no direito de fazer uma guerra sem declaração prévia, de invadir qualquer parte do globo terrestre.
Agora, dizem eles, da Casa Branca, que seus aliados - a Inglaterra e os outros países que se alinharam contra Osama bin Laden e os afegãos - cometeram um crime contra os direitos humanos. Seus aliados cometeram um crime, e eles, que financiaram, acenderam o barril de pólvora, não cometeram, nem estão cometendo crime algum.
As desculpas esfarrapadas são as de que representam o bem contra o mal. Mas o mal estava lá na fazenda de seu pai, há poucos anos. O mal recebeu dólares em penca, para combater o pavor criado na ocasião, que era a União Soviética. De modo que, há uma desmoralização total, além da crise; uma “argentinização” do continente americano.
O que vemos, portanto, é que esse Estado militar-industrial a que se referiu o General e Presidente Eisenhower transformou-se num Estado multinacional. Os países, outrora independentes, foram transformados em protetorados da grande potência, do grande falcão.
O Primeiro-Ministro da Inglaterra se transforma em garoto de recado, portador do espanto, da ameaça e da destruição. Agora, querem dar-lhe o Prêmio Nobel da Paz. Diante de uma situação como essa, era necessário que outra medida fosse tomada.
Passo a ler: “Os Estados Unidos estão articulando um novo escritório ‘estratégico’. Após enfrentar críticas sobre um novo escritório de informação estratégica do Pentágono ...”
Esse novo escritório é uma espécie de ministério da mentira. Foi feito para que a imprensa mundial não pudesse transmitir críticas e a verdade do que estava acontecendo em escala mundial. Assim, seu objetivo era transformar as notícias em mentiras amigas, amáveis, que obscurecessem a realidade e permitissem a continuidade do processo de destruição da democracia por parte do governo dos Estados Unidos.
“... o Presidente dos Estados Unidos George Bush prometeu que o governo não irá mentir sobre sua política de defesa” - está aqui. O escritório era para garantir o bom andamento e a divulgação da mentira - escritório de mentira. De modo que para alguns que vão ficar desocupados, que se declaram e se declararam mentirosos nessa sub área norte-americana, talvez encontrem lá o lugar de sua vocação - the right man in the right place. Poderiam muito bem se empregar nesse escritório de fabricação de mentiras.
O Secretário de Defesa Donald Rumsfeld ordenou que o Pentágono estude a possibilidade de desistir da implementação do novo escritório. Fontes disseram que o órgão considerava a divulgação de desinformação para a imprensa estrangeira. Quer dizer, o objetivo desse escritório, uma espécie de ministério, era divulgar a desinformação e plantar a desinformação, o obscurecimento no mundo a ser invadido democraticamente. Invadido pela democracia. Os bárbaros que seriam invadidos pela virtude, pela democracia, pelo combate ao narcotráfico e outras desgraças do mundo.
É muito triste que estejamos presenciando, sem crítica, silenciosamente, este processo de destruição, de crise da democracia, dos direitos humanos em um país em que alguns expoentes, alguns pensadores, alguns políticos, alguns generais, alguns presidentes da república fizeram tudo que estava a seu alcance para evitar que o estado militarista se implantasse nos Estados Unidos. Este livro O Estado Militarista, que deveria ser lido e meditado por todos, tem um prefácio feito pelo grande filósofo Bertrand Russel, um dos grandes pacifistas que o mundo já conheceu. Lá, Russel afirma que se esse livro, importantíssimo, fosse lido talvez fosse a única forma de evitar que o mundo não acabasse antes do ano 2000, porque seria um dos poucos elementos capazes de impedir a destruição total antes desse ano. Quem diz isso não é um professor da província, um professor da oposição radical - oposição a essas coisas todas - mas o filósofo e pacifista Bertrand Russel.
A Srª Heloísa Helena (Bloco/PT - AL) - Permite-me V. Exª um aparte?
O SR. LAURO CAMPOS (Bloco/PDT - DF) - Ouço, com prazer, o aparte da Senadora Heloísa Helena.
A Srª Heloísa Helena (Bloco/PT - AL) - Senador Lauro Campos, certamente nem haveria necessidade do meu aparte, pela forma absolutamente exemplar com que V. Exª trata do tema. Mas me sinto sempre provocada a fazer um aparte quando se trata da política do governo americano, com muitos dirigentes de vários países do mundo covardemente compactuando com a política de relações externas desse país todas as vezes que se fala do narcotráfico. Quem, de alguma forma, estuda, acompanha a história do Brasil, as relações estabelecidas no mundo, os US$500 bilhões que circulam no planeta Terra em função do narcotráfico, sabe exatamente como a CIA, o governo americano, na sua política anticomunista, financiando as madrassas, as tropas talibãs no Afeganistão, fez crescer, naquelas montanhas belíssimas, o chamado golden crescent, o crescente dourado, que lá estão plantados heroína, ópio, tudo do narcotráfico - 40% da produção do mundo estão lá, intocáveis. As bombas que foram dirigidas para matar pessoas - miseráveis e supostos terroristas - deixaram absolutamente impecáveis as plantações de heroína e de ópio. A política do governo americano, a política da CIA levou inclusive a que a população do Paquistão, que tinha menos de 1% de dependentes de heroína, chegasse aos mais de 90% de hoje. Então, todas as vezes que se fala do narcotráfico, sou provocada a fazer um aparte, porque sei exatamente porque existe narcotráfico aqui no Brasil, com suas raízes profundas no Congresso Nacional, no Judiciário, na elite política e econômica. Dinheiro e mais dinheiro que não tem origem nenhuma, encontrado nas gavetas por aí afora, milhões e milhões, iates e aviões transportando pasta-base de cocaína, seduzindo as nossas crianças, acabando com a nossa juventude, jogando inclusive milhões de pais e mães de família na marginalidade como último refúgio. O narcotráfico agindo livremente no País, com tantos adventos tecnológicos: um satélite que consegue identificar uma pessoa em qualquer lugar do mundo, mas não consegue identificar a rota do narcotráfico, embora as instituições de pesquisa deste País tenham financiado milhares de produções que estão espalhadas pelas universidades, estudos extremamente rigorosos, competentes, que mostram como se dá a rota do narcotráfico, inclusive no Brasil. Aí não se faz absolutamente nada. Tanta estrutura de inteligência e não se faz absolutamente nada em relação ao narcotráfico porque precisam do dinheiro do narcotráfico para fazer lavagem de dinheiro. O dinheiro da especulação neste País precisa de várias estruturas aqui espalhadas. Então quero-me solidarizar com V. Exª no pronunciamento que faz. Por mais que ele tenha sido completo, na sua plenitude, na competência, na qualidade, todas as vezes que se fala do narcotráfico, sinto-me obrigada a apartear, porque sei exatamente como ele age em nosso País: pela absoluta impunidade e conveniência da elite política e econômica do nosso querido Brasil. Obrigada, Senador Lauro Campos.
O SR. LAURO CAMPOS (Bloco/PDT- DF) - Nobre Senadora Heloísa Helena, eu não poderia completar o meu discurso de maneira mais feliz, mais lúcida, mais adequada do que com o aparte de V. Exª, que incorporo ao meu discurso e com o qual concordo totalmente. Sei muito bem quais são as preferências, as prioridades reais desse sistema.
Sabemos da Primeira e da Segunda Guerras do Ópio que a Inglaterra desencadeou contra a China, destruindo o império chinês. Sabemos que o ópio vai na frente, que é político também, assim como o são a dívida externa e todos os instrumentos de dominação. Por meio do ópio, a Inglaterra pôde invadir a China e dominá-la e, em 1865, os Estados Unidos ameaçaram o Japão.
Portanto, é mais do que apropriado o aparte de V. Exª e quero somar a minha indignação ao clamor e ao trabalho de V. Exª no sentido resolver o problema do narcotráfico.
Para terminar, citarei Karl Marx, de quem que não falo há muito - estou com saudades do barbudo. Produção é consumo, consumo é produção. A produção recebe seu finishing, o seu acabamento, no consumo. Se não houver consumo, não há reprodução. Lógico! De modo que, então, aqueles que estão querendo acabar, pelo menos no nível do discurso e da falsa ética, com os produtores de narcóticos no mundo inteiro, na realidade, são parte essencial do processo, porque são os grandes consumidores. Sem produção, não há consumo, com dizia Marx.
A produção consome as matérias-primas e as máquinas. A produção consome a força de trabalho e, ao consumir duplamente, a produção produz o objeto que será consumido pelo consumidor final.
O SR. PRESIDENTE (Ramez Tebet. Faz soar a campainha.)
O SR. LAURO CAMPOS (Bloco/PDT - DF) - V. Exª me deu oportunidade de referir-me a uma determinação do grande filósofo Karl Marx, que, como tantas outras, são esquecidas, apedrejadas, mas que continuam verdadeiras.
Muito obrigado, Sr. Presidente.
Modelo110/14/265:31