Pronunciamento de Iris Rezende em 03/04/2002
Discurso durante a 33ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
PARABENIZA O GRUPO JAIME CAMARA, DE GOIAS, PELO TRANSCURSO DOS 64 ANOS DE FUNDAÇÃO DO JORNAL O POPULAR.
- Autor
- Iris Rezende (PMDB - Movimento Democrático Brasileiro/GO)
- Nome completo: Iris Rezende Machado
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
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HOMENAGEM.:
- PARABENIZA O GRUPO JAIME CAMARA, DE GOIAS, PELO TRANSCURSO DOS 64 ANOS DE FUNDAÇÃO DO JORNAL O POPULAR.
- Aparteantes
- Lindberg Cury, Maguito Vilela, Mauro Miranda.
- Publicação
- Publicação no DSF de 04/04/2002 - Página 3642
- Assunto
- Outros > HOMENAGEM.
- Indexação
-
- COMEMORAÇÃO, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, JORNAL, O POPULAR, ESTADO DE GOIAS (GO), ELOGIO, ETICA, EFICACIA, ATUAÇÃO, MEIOS DE COMUNICAÇÃO, CONTRIBUIÇÃO, PROGRESSO, DESENVOLVIMENTO REGIONAL.
- ELOGIO, ORGANIZAÇÃO, JAIME CAMARA, FUNDADOR, JORNAL, O POPULAR, ESTADO DE GOIAS (GO), INCENTIVO, ATIVIDADE ARTISTICA, ATIVIDADE CULTURAL, PRESERVAÇÃO, MEIO AMBIENTE, MELHORIA, QUALIDADE DE VIDA, POPULAÇÃO.
- HOMENAGEM POSTUMA, ELOGIO, VIDA PUBLICA, JOAQUIM CAMARA FILHO, JAIME CAMARA, VICENTE REBOUÇAS CAMARA, FUNDADOR, JORNAL, O POPULAR, ESTADO DE GOIAS (GO).
O SR. IRIS REZENDE (PMDB - GO. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, o jornal O Popular, o maior e mais antigo jornal em circulação no Estado de Goiás, está completando 64 anos de fundação.
Na história da imprensa no Brasil, pelos valiosos serviços prestados ao povo goiano, o jornal O Popular ocupa hoje lugar de destaque, não apenas por cumprir com excelência as suas finalidades como veículo de comunicação, mas principalmente pelo seu engajamento político no projeto de modernização do Estado de Goiás.
Hoje, o matutino patrocinado pela família Câmara é a referência maior de um complexo - a Organização Jaime Câmara - que se desdobra em jornais, emissoras de rádio, estações de televisão, serviços gráficos, produção de livros, vídeos e CDs, além de inúmeras outras atividades empresariais e sociais, sempre valorizando o primado da ética, a qualidade artística e o compromisso com a cultura nacional.
Abro um parêntese para um registro também importante: amanhã, 4 de abril, a Fundação Jaime Câmara, mantida pela Organização Jaime Câmara, completa sete anos de intensas atividades culturais e patrocínio de projetos sociais. Além de estimular e abrir oportunidades aos artistas da nossa terra, a Fundação Jaime Câmara também investe na melhoria da qualidade de vida dos setores carentes da população de Goiás, além da preservação do meio ambiente.
Hoje, no acervo dessa instituição fundamental para a manutenção da identidade cultural de Goiás, são mantidas obras de mais de uma centena de artistas plásticos goianos, já tendo promovido mais de 100 exposições e dezenas de fóruns e ciclos de palestras sobre questões da atualidade intelectual, o que confirma a sua importância como um dos mais importantes instrumentos de promoção das artes e da cultura do nosso Estado.
O jornal O Popular foi fundado em 3 de abril de 1938 por Joaquim Câmara Filho, em parceria com os irmãos Vicente e Jaime Câmara, já como reflexo dos ventos de renovação política que sopravam no País a partir da chamada Revolução de 30. Nascidos no Rio Grande do Norte, os irmãos Câmara tiveram uma passagem por Minas Gerais, onde, envolvendo-se em embates políticos, Joaquim Câmara Filho chegou a pegar em armas para defender as causas libertárias que tiveram expressão no Movimento Tenentista, na Aliança Liberal e na Revolução Constitucionalista de São Paulo.
Foi essa inquietação política que trouxe os irmãos Câmara para Goiás, atraídos pela efervescência provocada pela ascensão de Pedro Ludovico ao poder regional. O clima de mudança instalado logo se transformaria em fato concreto com a implantação de Goiânia, a nova capital que inauguraria um ciclo desenvolvimentista sem precedentes no Estado.
Junto com Goiânia, praticamente na mesma época, nasceria o jornal O Popular, a partir de uma pequena gráfica montada na antiga capital, a Cidade de Goiás, por Jaime e Rebouças Câmara. Então com 21 anos de idade, Jaime Câmara primeiro fez circular um jornal de conteúdo satírico, denominado Vossa Senhoria, cuja irreverência incomodaria as autoridades, levando à sua interdição pela Secretaria de Segurança.
As sementes do maior grupo de comunicação do Centro-Oeste brasileiro estavam heroicamente sendo plantadas naqueles longínquos dias do final da década de 30.
Outro jornal, dessa vez chamado A Razão, também seria lançado por Jaime Câmara ainda na Cidade de Goiás, precedendo e talvez servindo de preparação final para o nascimento de O Popular, que realmente surgiria já totalmente voltado para a agitada realidade da nova capital, apesar de ter iniciado a sua circulação na antiga Vila Boa.
Aliás, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, durante anos e anos, o jornal dos Câmara defenderia intransigentemente a construção de Goiânia, ajudando a sepultar de vez o arrastado conflito entre mudancistas e não-mudancistas, assunto que ainda gerava polêmica em meados da década de 40, quando a nova Capital já estava amplamente consolidada.
O próprio Joaquim Câmara Filho foi um dos baluartes da defesa de Goiânia como marco da modernidade do Brasil central. Engenheiro agrônomo vocacionado para o exercício não apenas de sua profissão, mas também para a labuta do jornalismo, destacou-se como o mais notável publicista da tarefa de consolidar a nova capital de Goiás. Colaborador muito próximo de Pedro Ludovico, a Joaquim Câmara foi entregue a missão de divulgar o que representava para o Brasil a extraordinária obra que se edificava no nosso Planalto Central, quase no centro geodésico do Hemisfério Sul, fazendo nascer a civilização que se destaca hoje como uma das mais progressistas e operosas do País.
É interessante observar que, no final da década de 30, circulavam em Goiás pelo menos 40 jornais, dentre os quais oito em Goiânia, cinco em Anápolis e 27 espalhados pelo interior. De todos, o único que sobreviveu foi O Popular, que nos seus primeiros anos de vida se esmerou na cobertura da Segunda Guerra Mundial. O jornal se destacaria também ao defender as grandes bandeiras desenvolvimentistas que sempre interessaram ao crescimento econômico e social de Goiás, lutando pela navegação dos rios Araguaia e Tocantins e defendendo, já naqueles tempos, a necessidade de uma política econômica capaz de dar estabilidade à moeda brasileira.
Enquanto O Popular crescia e se afirmava perante o povo goiano, dois dos irmãos Câmara, Joaquim e Jaime, também desenvolveriam uma fértil carreira como homens públicos compromissados com a sua terra, estudiosos dos problemas econômico-sociais e envolvidos pelas virtudes cívicas que se manifestam no amor à pátria.
Joaquim Câmara Filho foi Prefeito de Pires do Rio, depois Prefeito de Paracatu, em Minas Gerais, em seguida, Prefeito de Anápolis e Secretário de Estado da Agricultura. Teve ainda a honra de integrar a Comissão de Cooperação Pró-Mudança da Capital Federal. Durante 17 anos, foi editor-chefe de O Popular. Principal divulgador das potencialidades e dos recursos naturais do Estado, ficou célebre por conseguir que mais de 200 jornais dos Estados Unidos publicassem notícias regulares sobre a disponibilidade de minerais estratégicos em Goiás, despertando o interesse de empresas do mundo inteiro.
Com suas reportagens e artigos escritos em O Popular e também no jornal O Globo, ele tornou conhecidas as riquezas e as possibilidades oferecidas por Goiás e pela nova Capital. A divulgação atraiu milhares de migrantes para o Estado, vindos de todas as partes do Brasil, impulsionando o desenvolvimento regional. As incursões de Joaquim Câmara Filho no mundo das idéias e seu aguçado senso para o jornalismo o levaram ao merecido reconhecimento da comunidade intelectual, que o homenageou com sua escolha para integrar a Academia Goiana de Letras.
Dentre os irmãos, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, aquele cujo nome mais se relacionou com a história de O Popular foi o jornalista Jaime Câmara. É preciso dizer que, além de empresário de larga visão, ele foi também um político de importância fundamental para Goiás. Sem nunca se descuidar do aprimoramento que sempre movimentou o jornal, ele também percorreu uma vitoriosa trajetória na vida pública. Foi Secretário de Estado, Presidente do Banco do Estado de Goiás, fundador da Caixa Econômica Estadual, Prefeito de Goiânia e Deputado Federal. Ajudou a fundar faculdades, como, por exemplo, a de Ciências Econômicas. Notabilizou-se também como escritor de talento, autor de dois importantes livros de memória histórica: Nos Tempos da Mudança e Nos Tempos de Frei Germano. A exemplo de seu irmão Joaquim, também Jaime Câmara foi designado para uma cadeira na Academia Goiana de Letras, autenticando o brilhantismo e o fascínio da sua obra literária.
Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, particularmente, tive uma fraterna convivência pessoal e política com Jaime Câmara. No final da década de 50, como Presidente da Câmara de Vereadores de Goiânia, cumpri a missão de substituí-lo como Prefeito de Goiânia durante uma breve ausência. Acompanhei de perto o dia-a-dia da sua gestão, quando administrou, com eficiência, uma cidade que começava a emitir os primeiros sinais da metrópole em que logo se transformaria.
Pelas mãos de Jaime Câmara, na época, também dei um dos passos decisivos da minha própria carreira política, ao me filiar ao PSD a convite dele. Foi o Partido pelo qual me elegi Deputado Estadual, Presidente da Assembléia Legislativa e, finalmente, Prefeito de Goiânia, até a cassação que me foi imposta pelo regime militar.
A generosidade cristã para com o próximo era a característica maior da personalidade de Jaime Câmara. Ele pontuou a sua exemplar cidadania como benfeitor de várias entidades filantrópicas em Goiás, dedicando especial atenção aos idosos e aos deficientes físicos, caridosamente distribuindo, no mais absoluto anonimato, vultosas contribuições financeiras para a manutenção de asilos destinados ao acolhimento de idosos sem família.
Jaime Câmara viveu para participar como agente ativo da história de Goiás, mas sem nunca abdicar da dimensão humana que fazia dele um exemplo de desprendimento, amor ao próximo e preocupação com os interesses da comunidade que integrava.
De Vicente Rebouças Câmara posso afirmar que foi o principal agente comercial da empresa que constituiu O Popular, o braço direito de sua permanente manutenção econômico-financeira. Foi um homem de muita integridade moral, um homem simples, de bem, um cidadão que com facilidade se comunicava com as pessoas e sabia fazer delas amigos para a vida inteira.
Vicente Rebouças trabalhou incansavelmente para que O Popular fosse sempre o jornal da verdade, defensor das liberdades democráticas, tribuna por excelência para reivindicar direitos e tornar efetivas as legítimas aspirações do povo goiano. Modesto e discreto na singeleza de suas atividades, Vicente Rebouças soube deixar com a sua morte um legado de honestidade, decência pessoal, lealdade, pureza de caráter e outras tantas virtudes.
Hoje, a saga dos fundadores de O Popular prossegue no trabalho incansável das novas e aplicadas gerações da família Câmara, principalmente de Jaime Câmara Júnior, Tasso Câmara e Marcos Tadeu Câmara. Herdeiros da seriedade, da responsabilidade e do profissionalismo dos três irmãos Câmara, eles dirigem a Organização Jaime Câmara conscientes da importância do papel social desempenhado pelo maior grupo de comunicação do Centro-Oeste brasileiro, e um dos maiores do País.
Assim é que, Sr. Presidente, nesta semana está sendo lançado o novo projeto de reforma gráfica e editorial do jornal O Popular, atualizando e renovando o modelo de jornalismo praticado pela empresa, elaborado com base em subsídios colhidos junto à imprensa nacional e até de outros países durante meses e meses de laboriosa pesquisa.
Ao mesmo tempo em que investe em um novo projeto gráfico e editorial, O Popular passa também a ser impresso em uma moderna máquina rotativa recentemente adquirida, que possibilitará o aumento do número de páginas coloridas a cada edição. Esse projeto, pela sua importância, não se restringe a mudanças exclusivamente físicas ou tecnológicas, mas também alcança o aperfeiçoamento do excelente corpo de profissionais que atua na empresa, chefiados pelos jornalistas Isanulfo Cordeiro, Cileide Alves e João Unes, aos quais aproveito para cumprimentar pela qualidade do trabalho que vem sendo desenvolvido e pela importância da reforma ora introduzida para a evolução da imprensa goiana. Cumprimentos, é claro, que faço questão de estender a cada um dos membros da equipe que, todos os dias, se desdobra para entregar O Popular à sociedade de Goiás e do Brasil.
Nascido sob a égide das lutas políticas que marcaram a década de 30, o jornal da família Câmara é hoje um veículo de imprensa apartidário, aberto a todas as correntes de pensamento, sempre pronto a ceder espaço para o debate das idéias e o confronto dos temas doutrinários, dando ao leitor a garantia de informação isenta e enraizada na realidade dos fatos.
Mesmo assim, O Popular jamais deixou de assumir opiniões claras na defesa irrestrita do sistema democrático e pelas mais amplas liberdades civis. Destaco o episódio da candidatura a Presidente da República do saudoso Tancredo Neves, em cuja articulação o Estado de Goiás assumiu posição de liderança. O Popular tomou posição a favor de Tancredo. Certos estavam os seus diretores na época, notadamente Jaime Câmara, ainda vivo, de que era uma candidatura necessária ao processo de redemocratização do País. O jornal se colocou na linha de frente em prol das eleições diretas, acompanhou todos os trabalhos da Constituinte, que resultou na Carta Magna de 1988, e continua assim, sempre servindo ao Brasil e ao povo goiano, sempre servindo às causas da democracia, da liberdade e da justiça.
O jornal do século XXI, agora com seu novo projeto gráfico e editorial, segue as mais modernas e avançadas tendências da imprensa nacional e internacional, apostando sobretudo na proximidade máxima com o leitor, que terá ampliado o espaço em que livremente se manifesta.
A nova tendência de O Popular vai ainda reforçar a sua cobertura local, participando ativamente das ações da comunidade, consolidando-se como um veículo aberto para a difusão dos fatos que marcam a vida e o cotidiano de um povo.
Aperfeiçoando a sua concepção editorial, fazendo uma aposta decisiva em serviços, ampliando os instrumentos de inserção direta na vida da sociedade, O Popular se prepara para ingressar numa fase ainda mais transformadora, identificando-se plenamente com os anseios de seu vasto universo de leitores.
A essência democrática, a inabalável imparcialidade e o senso de extrema justiça permanecem vivos, fortes e vigorosos nos novos caminhos percorridos por um jornal que traz a inquietação própria de seus fundadores, que jamais se acomoda mesmo no topo da liderança, que sempre aprimora conceitos, fazendo do aprendizado constante uma autêntica lição de vida.
É, portanto, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, com muita alegria a homenagem que fazemos hoje pela passagem dos 64 anos de fundação de O Popular, um jornal que guarda em suas páginas a história de Goiás, do Brasil e do mundo. Uma homenagem em que reverenciamos também a figura por todos os títulos ilustres de Joaquim Câmara Filho, Jaime Câmara e Vicente Rebouças Câmara, os três irmãos nordestinos que se tornaram goianos autênticos, fiéis servidores de um povo que jamais deixou de cultuar a liberdade e os valores democráticos, os princípios éticos e morais e as gloriosas tradições cívicas do Estado de que tenho a honra de ser um humilde filho e servidor incansável ao longo da minha vida pública.
O Sr. Maguito Vilela (PMDB - GO) - Permite-me V. Exª um aparte?
O SR. IRIS REZENDE (PMDB - GO) - Ouço o nobre Senador Maguito Vilela, com muita satisfação.
O Sr. Maguito Vilela (PMDB - GO) - Senador Iris Rezende, quero cumprimentá-lo pelo brilhantismo do pronunciamento e também pela oportunidade de homenagear o jornal O Popular, que completa hoje 64 anos de bons serviços prestados a Goiás e, quero crer, ao Brasil. V. Exª discorreu com muita propriedade e sabedoria sobre a história dos Câmaras, da Organização Jaime Câmara e do jornal O Popular. Concordamos com V. Exª em gênero, número e grau. V. Exª interpreta não só o meu pensamento e o do Senador Mauro Miranda, como também o de todo o povo goiano. A Organização Jaime Câmara é respeitadíssima por todo o povo goiano, em todo o território do nosso Estado, pelos relevantes serviços que presta a Goiás e ao Brasil. Trata-se de uma organização que prima pela honestidade, imparcialidade, isenção e, acima de tudo, pela ética. O jornal O Popular é um formador de opinião pública em nosso Estado; nele, ninguém vê baixarias ou denúncias infundadas. Por isso, quero me associar a V. Exª nos cumprimentos aos inteligentes, talentosos e criativos diretores Júnior Câmara, Tadeu Câmara, Tasso Câmara, os Câmaras que tanto honram a tradição da família. Quero também cumprimentar os editorialistas Cileide, Isanulfo, João Unes, jornalistas de escol, que estão dando muita modernidade e continuidade à confiabilidade daquele jornal, e, por meio deles, cumprimento todos os demais funcionários da Organização Jaime Câmara, assim como V. Exª, pelo brilhantismo do pronunciamento.
O Sr. Lindberg Cury (PFL - DF) - Permite-me V. Exª um aparte?
O SR. IRIS REZENDE (PMDB - GO) - Ouço V. Exª, com muito prazer.
O Sr. Lindberg Cury (PFL - DF) - Senador Iris Rezende, inicio cumprimentando V. Exª pelo brilho e inteligência de V. Exª quando faz uma exposição muito detalhada sobre a Organização Jaime Câmara. O jornal O Popular escreveu a história de Goiânia. Há uma identidade profunda entre o jornal, que, segundo a exposição de V. Exª, foi fundado em 1938, e a cidade, inaugurada em 1932. Eles nasceram praticamente na mesma ocasião, na mesma época. E o jornal, em sua página de cultura, dava oportunidades, principalmente aos escritores e poetas - que existem em larga escala e de qualidade aprimorada no Estado de Goiás, sobretudo em Goiânia -, de divulgar a cultura. O Popular trazia, no correr daquele tempo, informações detalhadas, a cujos arquivos recorremos ainda hoje quando precisamos pesquisar algum fato político, pois o jornal tem uma verdadeira biblioteca. A história diária de Goiânia e de Goiás é marcada, com muita nitidez, nas folhas de O Popular. Esse jornal não apenas falava sobre política; na maioria das vezes, até tomava posições políticas. Lembro-me da sua brilhante carreira, Senador, quando V. Exª começou como Vereador, Deputado Estadual, Presidente da Câmara, Prefeito de Goiânia, até que houve um conflito com as forças militares. Em todas essas fases, como também no recente Governo Maguito Vilela, o jornal teve uma ampliação das suas atividades no Estado de Goiás.
(O Sr. Presidente faz soar a campainha.)
O Sr. Lindberg Cury (PFL - DF) - Sr. Presidente, para encerrar, diria também que O Popular, por meio da Organização Jaime Câmara, veio também para Brasília, com o Jornal de Brasília e com uma rádio FM, na década de 70. Nessa ocasião, estendeu os seus laços de comunicação à Capital. Parabéns pela exposição de V. Exª!
O SR. Mauro Miranda (PMDB - GO) - Permite-me V. Exª um aparte?
O SR. IRIS REZENDE (PMDB - GO) - Com muita alegria, concedo, Sr. Presidente, um aparte ao Senador Mauro Miranda.
O Sr. Mauro Miranda (PMDB - GO) - Gostaria, também, Senador Iris Rezende, de endossar as palavras de V. Exª, destacando aos demais Senadores e Senadoras desta Casa o imenso prazer que tive de acompanhar o lançamento do novo projeto de reformulação do jornal O Popular. As nove diretrizes propostas pelo Diretor-Presidente Jaime Câmara Júnior, tão bem expostas por Cileide Alves, por Isanulfo Cordeiro, por João Unes e por André Domingues, têm o objetivo de tornar o jornal inédito e mais completo, buscando ampliar a intimidade com seus milhares de eleitores. Vejo, nessa iniciativa da Organização Jaime Câmara, especialmente do jornal O Popular, que é referência não só em Goiás, mas em todo o Cento-Oeste, uma nova diretriz, um novo caminho, até contrariando aquele velho ditado que diz que não se mexe em time que está ganhando. O Popular sempre foi um vitorioso dentro de Goiás e tem a credibilidade do povo goiano. Agora, percebo que o jornal quer mais ainda: maior intimidade, maior conhecimento, amplitude também na sua distribuição em todos os Municípios goianos. Parabenizo V. Exª pelo pronunciamento que faz neste momento, no aniversário de 64 anos de O Popular, cumprimentando toda a família, toda a Organização Jaime Câmara, toda a equipe de O Popular, e o povo goiano também, por ter a felicidade de acolher um jornal tão bem feito, crítico e com tanta credibilidade entre nós. Obrigado, Senador Iris Rezende.
O SR. IRIS REZENDE (PMDB - GO) - Agradeço os apartes aos nossos queridos Senadores Mauro Miranda e Maguito Vilela, de Goiás, e Lindberg Cury, que, embora Senador pelo Distrito Federal, nasceu e viveu em Goiás antes de vir para Brasília.
Talvez por ser o goiano que há mais anos milita na vida pública, eu tinha o dever de, nesta oportunidade, prestar esta homenagem, porque ninguém mais do que eu, entre os que praticam a política atualmente, tem testemunhado os grandes serviços prestados a Goiás pela Organização Jaime Câmara na área da comunicação, das notícias, da cultura, da informação. Todos os seus órgãos de comunicação são verdadeiros instrumentos de difusão da cultura em nosso Estado e em nosso País.
Os apartes oferecidos pelos ilustres Senadores vêm completar esta homenagem que, tenho certeza, Sr. Presidente, presto em nome de todo o Estado de Goiás, porque toda a população goiana é agradecida à Organização Jaime Câmara pelos relevantes serviços prestados ao Estado e ao Brasil.
Muito obrigado.