Pronunciamento de Mão Santa em 02/02/2004
Discurso durante a 11ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal
Elogios ao trabalho da Secretaria de Comunicação do Senado. Ausência de praticidade dos ministérios petistas, fato que tem prejudicado os estados do Nordeste atingidos pelas águas, destacando a realidade do Piauí.
- Autor
- Mão Santa (PMDB - Movimento Democrático Brasileiro/PI)
- Nome completo: Francisco de Assis de Moraes Souza
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
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SENADO.
CALAMIDADE PUBLICA.:
- Elogios ao trabalho da Secretaria de Comunicação do Senado. Ausência de praticidade dos ministérios petistas, fato que tem prejudicado os estados do Nordeste atingidos pelas águas, destacando a realidade do Piauí.
- Aparteantes
- Heráclito Fortes.
- Publicação
- Publicação no DSF de 03/02/2004 - Página 2415
- Assunto
- Outros > SENADO. CALAMIDADE PUBLICA.
- Indexação
-
- IMPORTANCIA, RADIO, JORNAL, TELEVISÃO, SENADO, CONSOLIDAÇÃO, DEMOCRACIA, DIVULGAÇÃO, LEGISLATIVO.
- CRITICA, INEFICACIA, GOVERNO FEDERAL, PARTIDO POLITICO, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), PROMOÇÃO, DESENVOLVIMENTO SOCIAL, EXCESSO, PROPAGANDA, FRUSTRAÇÃO, POPULAÇÃO, ESPECIFICAÇÃO, ESTADO DO PIAUI (PI), ABANDONO, CALAMIDADE PUBLICA, INUNDAÇÃO, NECESSIDADE, URGENCIA, RECURSOS, PREFEITO, MUNICIPIOS.
- CRITICA, PARTIDO POLITICO, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), AUSENCIA, CONFIANÇA, PREFEITO, IMPLEMENTAÇÃO, PROGRAMA, POLITICA SOCIAL.
O SR. MÃO SANTA (PMDB - PI. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente do Senado Federal, Líder Paulo Paim, Sras e Srs. Senadores, brasileiros e brasileiras aqui presentes e que assistem a esta sessão deste início de semana, deste início de mês através do sistema de comunicação do Senado Federal, sem dúvida nenhuma, o sistema de comunicação do Senado é hoje o sistema mais importante para levar a verdade ao povo brasileiro. Não há dúvidas de que empresas de comunicação, por dificuldades financeiras, ajoelham-se e servem ao Governo. Aqui sentimos a liberdade, primeira exigência do mundo democrático, lembrando aquele grito, “liberdade, igualdade e fraternidade”.
Senador Paulo Paim, V. Exª, na última semana, mostrando sua sensibilidade, cumprimentou a Rádio Senado, que há sete anos leva a voz dos representantes do povo. Some-se o jornal e a televisão e está garantida, Senador João Tenório, a consolidação da democracia neste País.
Senador Paulo Paim, aprendo muito com a sabedoria popular quando busco ler a Bíblia, justamente a parte dos provérbios, que são exatamente ensinamentos do povo.
Lá no Piauí, aprendemos, Senador Heráclito Fortes, que é mais fácil tapar o Sol com a peneira do que esconder a verdade. Senador Paulo Paim, o PT não pode pensar em tirar V. Exª desse time. V. Exª é o camisa dez, é o nota dez, é o melhor Líder que tem o Partido em que o povo brasileiro confiou. E muito dessa confiança foi pela sua luta, igual à do Presidente da República. Mas V. Exª permanece fiel à sua luta pelos trabalhadores, pelo salário mínimo - eu vinha ouvindo na Rádio Senado: já preocupado com o salário mínimo.
O PT perdeu uma estrela, do nosso Piauí, Senador Heráclito Fortes, Francisca Trindade, que foi para o céu. Mas se existe essa estrela, ela é Paulo Paim, no Rio Grande do Sul e aqui, na Presidência deste Senado, para orgulho de todos nós.
A verdade deve ser dita. Não adianta sermos liderados por Duda Mendonça, Goebbels, o Líder do PT é Paim, e a verdade é que o Partido não vai bem, porque o Governo vai mal, o povo vai mal. Isso, Senador Paulo Paim, salta aos olhos. Eu sigo o meu Líder, Ulysses Guimarães; ouço a voz rouca das ruas, Senador Heráclito Fortes. Fui ao Piauí, a muitas cidades, e ouvi a voz rouca do povo e das grandes lideranças. Este País tem um respeito extraordinário pela OAB de Sobral Pinto, de Evandro Lins e Silva. Agora, o Presidente da OAB pede mais ação e menos propaganda. É a OAB das lutas democráticas; a OAB, que só quer o Estado Democrático de Direito e a justiça social. Ela pede mais ação e menos propaganda. Olha, a propaganda está errada. Ela é o povo da rua; devemos escutar a voz rouca das ruas. Senador Heráclito Fortes, esse foi o ensinamento do Dr. Ulysses, e eu o ouço.
Senador Paulo Paim, o Piauí coincide aqui com o Presidente da OAB. A esperança transformando-se em desengano. Se V. Exª acha que foi enganado - V. Exª que merece respeito, por sua luta, por sua história no Rio Grande do Sul, no Senado - pelo acordo que fizeram, e o povo do Piauí?
Senador Heráclito Fortes, ninguém mais do que V. Exª se aproximou de fortes homens públicos deste País. Levou muitas autoridades para o nosso Estado. V. Exª tem noção de quantos Ministros já foram ao Piauí? É ridículo: 78 foram lá.
Em verdade, em verdade vos digo: quanta publicidade! Quanta propaganda! Eu vim aqui em nome do Piauí, João Tenório, cobrar o cachê da publicidade, de generosidade que fizeram com a nossa Guariba.
Quer dizer que só quem ganha é o Goebbels, porque só foi publicidade. Um quadro vale por 10 mil palavras. Em 2002, o Presidente não era o Lula. Em 2003, o elegemos no Piauí; ensinei os piauienses cantar: “Lula-Lá-Lá, Mão Santa cá”. E Lula ganhou pela primeira vez no Piauí. O recurso que Lula mandou para o Piauí foi 1/3 do que Fernando Henrique Cardoso destinou para o Estado em 2002.
Setenta e oito Ministros passaram por lá. Quantas manchetes de jornais! Quantas propagandas! Quantos recursos para o Duda Goebbels de Mendonça!
E nós, piauienses, continuamos a lutar. Tivemos dificuldades. Enfrentamos guerra para expulsar os portugueses para este País ficar uno. Soubemos enfrentar as dificuldades, mas, agora, nenhum Ministro vai lá. Interessante!
Antes deste Regimento, Senador Paulo Paim, da Constituição, comecei a ler a Bíblia, que fala de Cristo. Senador Heráclito, nós, cristãos do Piauí, aprendemos que devemos estar com nossos amigos na alegria e na felicidade. Vamos exultar! Mas, na hora do sofrimento e da dor, estejamos lá, solidários.
Nenhum Ministro, Senador Paulo Paim, esteve lá. Eu conheço todos. E é um direito que me assiste. Sou orgulhoso de ter sido Prefeito. O nosso Senador Eduardo Siqueira Campos também foi Prefeito. Fui e enfrentei esse negócio de alagado. E, antes de mim, vi homens que deram o exemplo. Alberto Silva foi Prefeito da minha cidade. Opa! O João também foi - grande experiência e grande orgulho.
Alberto Silva também governou o Estado. Enchente vai haver. Meteorologicamente há, mais ou menos, de dez em dez anos no Nordeste.
Lembro-me, quando era menino, Alberto Silva, de macacão, a lutar contra as águas do rio Parnaíba e Iguaraçu, Senador Heráclito Fortes. Primeiro, colocou uma bomba; depois fez um dique, como na Holanda, e, em seguida, Deus me permitiu, Senador Paulo Paim, ser Prefeito da nossa cidade Parnaíba, de Evandro Lins e Silva.
Senador Heráclito Fortes é testemunha de que, ali, construí o Bairro Piauí, local alto; depois o João XXIII, próximo ao aeroporto, e, por último, como Governador, uma grande área de um distrito industrial, longe - os industriais ficaram no centro. E assim mesmo, com esse exemplo e essa experiência, enfrentei uma enchente em 1995 em Teresina como Governador do Estado.
Teresina, Senador João Tenório, estava órfã, porque seu pai, o seu maior líder, o Prefeito, morreu de chofre. Então, eu tinha de assumir aquelas esperanças e proteger aquele povo da capital. Foi em uma época dessas.
Recordo aqui, Senador Eduardo Siqueira Campos, que o Ministro, do seu Partido, foi de imediato, Cícero Lucena. Visitamos bairros e S. Exª não foi conversar nem pedir apoio a Duda Mendonça para divulgar que ele tinha ação e que estava trabalhando. S. Exª deu um cheque.
Nesse negócio, Senador Paulo Paim, onde se for, tem que se levar a experiência de profissão. Sou médico-cirurgião, com muito orgulho, assim como Juscelino Kubitschek foi. Em medicina, temos aquele sentido, Senador Heráclito Forte, do que é a urgência, a emergência. Há doenças de grande importância que são tidas como eletivas, ou seja, são eleitas e adaptam-se ao momento e à circunstância. Emergência é emergência mesmo. Se alguém é alvejado por uma bala, tem de se resolver imediatamente; assim uma facada e um traumatismo que rompe o baço são imediatos, passam na frente.
Na Administração Pública também é assim, oh, corpo duro do Planalto que nos dirige! Eu gosto do mole; o chinês diz que “o mole é que tem flexibilidade; o duro se quebra”. A massa encefálica é mole, o duro é o osso que não pensa, não raciocina, não tem juízo e não tem bom senso.
Naquela ocasião, Senador Paulo Paim, o Ministro chegou e me deu US$5 milhões. Em 1995, o dólar era casado com o real. O que fiz, Senador Heráclito Fortes?
Aí está o erro do PT, e venho aqui dar a primeira colaboração do PMDB para o PT: a luz, a verdade, o caminho, como Cristo disse, da experiência. Eu não quero carguinho. O Piauí não está atrás de carguinho. O Piauí quer contar a sua história e eu me apresento aqui como o mais legítimo líder, representando Ulysses Guimarães, pela liberdade, pelos indefesos.
E tem de ser logo! Bênçãos de Deus chegam à sensibilidade do Senador Tião Viana, que entende o que é emergência.
Lá, chamei os Prefeitos. Para o da capital, dei a metade do cheque, US$2,5 milhões. Com isso, ele tirou das ribeirinhas os alagados e construiu dois parques nas regiões altas, o Parque Wall Ferraz e um outro, que o povo batizou Bairro Mão Santa.
Mas as ações foram imediatas, rápidas. O experimentado Heráclito Fortes advertiu os Ministros na semana passada quando nos acompanhava o Presidente da Associação dos Prefeitos e mostrava as suas dificuldades e de seus companheiros. Quanto à outra metade do dinheiro, dividi com os prefeitos, sem perguntar a que partido pertenciam. Quase todos não eram do meu Partido. Aliás, V. Exª, Heráclito Fortes, sabe que fui eleito com pouquíssimos prefeitos.
Tem que se acreditar nos prefeitos. Por que o PT está apanhando? Porque não acredita nos prefeitos. A começar pelo Fome Zero. O Brasil existe há 503 anos. Aqui não é Cuba. A unidade administrativa, a célula é o Município; o agente, o núcleo disso é o prefeito. Os governantes têm que chamar e dar o crédito, o dinheiro para os prefeitos. Os prefeitos, em geral, são gente boa. Não há ninguém na democracia que mereça mais respeito e seriedade do que o prefeito. Há prefeitos idealistas; claro, há também padres, médicos, políticos, juízes idealistas, mas a grande maioria de prefeitos é idealista. O prefeito é o único administrador, Senador Tião Viana, que administra a sua mãe, o seu pai, a sua esposa e os seus filhos.
O PT chega com uma sacola de gêneros alimentícios, faz uma reunião para ver para que cidade vai essa sacola, para quem vai dar. Não dá. Isso é uma emergência. O de que o Piauí e o Nordeste precisam é menos propaganda e ação pronta, é recurso.
O Sr. Heráclito Fortes (PFL - PI) - Permite-me V. Exª um aparte?
O SR. MÃO SANTA (PMDB - PI) - Os agentes administradores, os prefeitos, com a sua liderança, chamarão as instituições sociais, a Igreja, os evangélicos, o Rotary, o Lions Club e outras instituições, não necessitando que se invente um organograma, uma estrutura.
Com a palavra o Senador Heráclito Fortes, que já foi Prefeito de Teresina e, com certeza, venceu também fase difícil como hoje enfrentamos.
O Sr. Heráclito Fortes (PFL - PI) - Nobre Senador Mão Santa, há um episódio da minha vida pública muito interessante. O Governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, tinha deixado a Prefeitura de Recife no momento em que eu assumia a Prefeitura de Teresina. Cansado, passou uma semana em Teresina, descansando e percorrendo comigo os bairros, dando-me algumas orientações, com sua experiência de prefeito, já naquela época pela segunda vez. Um dia, à noite, conversávamos, e ele, com aquele seu jeito circunspecto, virou-se para mim e disse: “vou lhe dizer uma coisa: a única tristeza, a única coisa que tira sono de prefeito é a chuva.” Não me esqueci mais disso. A chuva traz todos aqueles problemas já conhecidos por V. Exª como ex-Prefeito. O que vemos atualmente no Piauí são quase setenta cidades atingidas pelas enchentes, ocasionadas pela fúria de diversos rios. Isso é lastimável, Senador Mão Santa. O Senador Alberto Silva tentou, quando Governador - e V. Exª também o fez na Chefia do Executivo piauiense -, durante oito anos e desesperadamente, construir a barragem do Castelo. Essa barragem está nas mãos da burocracia. Ora são as empreiteiras mandando no projeto, ora é a burocracia do Governo Federal, e o grande derrotado é o Estado. Tenho certeza, Senador, de que se aquela barragem estivesse pronta, evitaríamos em grande parte a fúria do rio Poti, responsável por calamidades que atingem várias cidades do meio norte do Estado do Piauí, inclusive Teresina, nossa capital. Com muita tristeza, recebi há pouco a informação de que a Avenida Cajuína, onde fica a sede do seu querido PMDB, encontra-se completamente alagada. Fui ali carinhosamente acolhido, numa das festas promovidas pelo tradicional Partido. Como convidado de V. Exª e do Senador Alberto Silva, por duas ocasiões, tive oportunidade de ali matar a saudade do tempo em que eu era do PMDB e de conviver com V. Exª. Também tive a oportunidade de conhecer a bela sede do Partido. Sr. Presidente Paulo Paim, faço essa referência porque a sede do Partido fica no centro da cidade de Teresina, perto do maior núcleo de apartamentos residenciais de classe média e ao lado do maior shopping center de Teresina. Digo isso para que V. Exª tenha uma idéia do que a cidade está vivendo. Solidarizo-me com V. Exª e lamento que, infelizmente, a burocracia não resolva, em tempo hábil, a dor de um povo que sofre permanentemente, ora por excesso d’água, ora por falta dela. Muito obrigado.
O SR. MÃO SANTA (PMDB - PI) - Senador Heráclito Fortes, agradeço a V. Exª pelo aparte.
Sr. Presidente Paulo Paim, já que o PT não tem a generosidade de mandar recursos financeiros para o Piauí, peço a V. Exª nos dê com generosidade um tempo para chorar o sofrimento. Lerei logo mais o telegrama do Prefeito do PSDB.
Havia pouquíssimos prefeitos do meu lado. Distribuí o dinheiro com eles, pois são eles que conhecem o problema, e não podem esperar que a cúpula se reúna para tomar decisões. Quanto chega uma cesta de alimentos, reúnem-se para ver para qual Município será enviada, e não sei mais o quê. Isso deve ser feito rapidamente, porque, repito, a situação é de emergência.
Senador Paulo Paim, Deus me mandou aqui. Em 1974, época do Governo do PMDB, o primeiro da Oposição contra a ditadura, fui Secretário de Saúde, por isso sei bem o que isso significa uma emergência dessas. Senador João Tenório, vivi a experiência de prefeito e os respeito. Fizemos mais de cem alojamentos, entre igrejas e colégios.
Por isto, Senador Heráclito Fortes, eu e a Adalgisa somos felizes: minha casa estava por terminar e nela acolhi quatro famílias de alagados. Vivi essa experiência. Depois, Deus me permitiu ser o Prefeito da cidade e governar o Piauí. Então, quero dizer o seguinte: o Governador deve entregar para o prefeito. Esse negócio de dizer, “não, para o prefeito não”, está errado. Que prefeito vai o quê! Há instituições como o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Polícia para coibir qualquer excesso deles. Senador Paulo Paim, eu sei o que é governar. O Presidente não sabe, ele nunca foi prefeito. Eu passava noites entregando leite e pão para alagados. Senador João Tenório, vi pessoas que tinham casa e família serem levadas, de repente, para um colégio, para morar com vinte outras famílias, com portadores de patologias, micoses, frieiras. Sei o que passam, porque acompanhei.
A solução deve vir logo. Este Governo deve ter agilidade. Como disse o Presidente da OAB, tem que ter ação pronta. O Prefeito de Teresina, que é do PSDB, tem que liberar o dinheiro. Ele é Prefeito de uma cidade do Piauí. Não tem de procurar saber de que partido é esse ou aquele prefeito, não tem de ficar fazendo jogo político.
Diz o telegrama:
Exmo. Senador Mão Santa, participo situação emergencial, aumento de volume d’água em Teresina, com grande número de famílias desabrigadas, configurando estado de emergência.
Solicitamos total empenho, no sentido do apoio federal, objetivando amenizar o quadro de sofrimento das referidas famílias teresinenses vitimadas.
Gostaria de dizer que não é apenas em Teresina. O Piauí tem 224 cidades; a metade está sofrendo calamidade. Fomos muito visitados por Ministros, que faziam propaganda do Partido.
O Piauí esmola aqui o ano inteiro, Senador Tião Viana, e não lhe faltou sensibilidade. Precisávamos de apenas R$60 mil, para colocar em funcionamento o Hospital Universitário e não conseguimos.
Esperamos, agora, a sensibilidade do Governo, com sua presença e com recursos, para mostrar gratidão ao povo do Piauí, Senador Tião Viana, Senador Heráclito Fortes, Senador Eduardo Siqueira Campos. Permita-me a generosidade, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Paulo Paim) - Senador Mão Santa - faço um apelo ao Vice-Presidente também -, V. Exª já ultrapassou sete minutos do seu tempo, e há uma série de oradores esperando para falar.
O SR. EDUARDO SIQUEIRA CAMPOS (PSDB - TO) - Apenas levantei o microfone para solicitar minha inscrição para uma comunicação inadiável.
O SR. MÃO SANTA (PMDB - PI) - É o instante de o Presidente da República mostrar gratidão ao apoio e à confiança do Piauí. Senador Eduardo Siqueira Campos, conheço o Piauí! Foi coragem pequena eleger um Governador do PT: colocamos os portugueses para fora, em guerra; elegemos Ruy Barbosa.
(O Sr. Presidente faz soar a campainha.)
Mas, Senador Paulo Paim, já circulam nos carros do Piauí as três coisas que acontecem uma só vez: nascer, morrer e votar no PT. É bom o PT - a diversidade é uma bênção disfarçada - apresentar-se, mostrar sua gratidão e respeito ao povo do Piauí do nosso Brasil.