Discurso durante a 215ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal

Defesa da exploração do potencial turístico do Nordeste como alternativa para o desenvolvimento econômico da região.

Autor
Ney Suassuna (PMDB - Movimento Democrático Brasileiro/PB)
Nome completo: Ney Robinson Suassuna
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
DESENVOLVIMENTO REGIONAL.:
  • Defesa da exploração do potencial turístico do Nordeste como alternativa para o desenvolvimento econômico da região.
Aparteantes
Garibaldi Alves Filho, Heloísa Helena.
Publicação
Publicação no DSF de 06/12/2005 - Página 42876
Assunto
Outros > DESENVOLVIMENTO REGIONAL.
Indexação
  • ANALISE, CAPACIDADE, DESENVOLVIMENTO, REGIÃO ARIDA, ESTADO DA PARAIBA (PB), REGISTRO, DADOS, PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB), PECUARIA, GADO LEITEIRO, AGRICULTURA, GRÃO, EXTRATIVISMO, DEFESA, INCENTIVO, ENSINO SUPERIOR, EDUCAÇÃO TECNICA, PROMOÇÃO, PRODUTIVIDADE, IRRIGAÇÃO, APROVEITAMENTO, RECURSOS NATURAIS, TRADIÇÃO, CULTURA, TURISMO.

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB - PB. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Muito obrigado, nobre Presidente! V. Exª é um representante legítimo e muito querido do Piauí. Fico muito feliz em vê-lo na Presidência dos trabalhos.

Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, já é lugar comum a afirmativa de que, ao lado das desigualdades sociais, o flagrante desequilíbrio entre as regiões brasileiras inviabiliza o pleno desenvolvimento do Brasil.

Não me vou fundamentar na história, mesmo ciente de que os historiadores nos provam a existência de um perverso processo de transferência de renda do Nordeste para o Centro-Sul do País - processo que vem de longe, aliás, desde o período colonial. Quero apenas ater-me à realidade atual, particularmente àquela observada no sertão do meu Estado.

Se graves são os problemas que afetam a região, maior é o seu potencial de desenvolvimento. De vital importância econômica e social para o conjunto das atividades produtivas de toda a Paraíba, o certo é que a região sertaneja do Estado não mais pode ficar à eterna espera de decisões políticas voltadas para o combate e para a erradicação da pobreza.

Não se trata, em absoluto, de clamar por ações emergenciais, meramente pontuais e esporádicas. Menos ainda, por ações que possam ser interpretadas como simples dádiva. Não!

O que se espera - melhor dizendo, o que se exige - é que o Poder Público não mais postergue o início de uma intervenção tempestiva, adequada e inteligente na região, de modo a permitir que as suas potencialidades se materializem em desenvolvimento pleno, integrado e socialmente partilhado.

Não falo por hipótese, Sr. Presidente, tampouco me valho de elementos frágeis.

Os 83 Municípios do sertão paraibano ocupam 40% da área total do Estado e respondem por 15% do Produto Interno Bruto estadual, gerando algo em torno de R$1,7 bilhão ao ano.

A agricultura, que ainda é a sua principal atividade econômica, é responsável por quase 120 mil empregos diretos. Suas mais importantes culturas - arroz, feijão e milho - movimentaram cerca de R$45 milhões em 2003.

Para que se avalie o potencial de desenvolvimento econômico da região, vale a seguinte informação: entre 1998 e 2003, o crescimento da pecuária bovina leiteira atingiu a marca significativa dos 38%! Vejam que essa era a marca em que estávamos até o começo dessa estiagem, a qual quebrou o crescimento porque não houve uma ação correta, permanente e tempestiva que nos libertasse das suas garras terríveis.

Indiscutivelmente, é na produção de grãos que reside a grande vocação produtiva do sertão da Paraíba. A Paraíba, como conhece bem o Presidente Mão Santa, é um Estado compridinho, que tem a região da mata, muito fértil, e a do Cariri, cujo solo é raso e tem cristalino, uma pedra logo abaixo dele, que cria dificuldades. No entanto, o sertão é extremamente fértil e é dessa região que estou falando.

Os números falam por si mesmos: considerando o total produzido no Estado, de lá saem cerca de 99% do arroz, 55% do milho e 30% do feijão! A cotonicultura não pára de crescer. Tendo na região de Patos um dos seus pólos mais importantes, ela responde por pouco mais de 55% do que o Estado produz. Nesse setor, aposta-se muito no algodão colorido, fruto de vitoriosa pesquisa da Embrapa. Aliás, a Paraíba já foi muito rica com o algodão, que, depois, foi perdido por causa do bicudo. Agora, o algodão transgênico é resistente ao bicudo e, com toda certeza, haverá um novo ciclo dessa cultura na nossa Paraíba.

Isso tudo, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, para não falar nas novas culturas que estão atraindo as atenções dos produtores sertanejos. É o caso altamente promissor da fruticultura irrigada, a nossa grande esperança. A terra custa barato e precisa apenas de um pouco de água, de irrigação. O canal da Redenção, feito pelo Governador Maranhão, lamentavelmente está abandonado, mas, se Deus quiser, voltará a ser usado. Há, também, a possibilidade de uso da água do velho Chico. Se ela chegar até lá, mesmo que pouca, será suficiente para que haja fruticultura irrigada, o que tornará rica a região.

Outro exemplo: o Município de Sousa, entre 1996 e 2003, triplicou a produção do coco-da-baía, gerando algo em torno de R$6 milhões. Banana, goiaba e manga vão pelo mesmo caminho.

Micros e pequenas empresas dominam o cenário do sertão da Paraíba. Cerca de 13 mil empresas estão instaladas na região, das quais a esmagadora maioria emprega não mais que quatro funcionários.

Quase 40% das pessoas que ocupam postos de trabalho atuam na agricultura e no extrativismo vegetal. A seguir, comparece o setor de serviços.

Há perspectivas de mais crescimentos. O turismo avança no sertão da Paraíba.

Vindo do aeroporto para cá, ouvi V. Exª dizer que perguntou: “Qual é a diferença entre o meu País e esses países que vou visitar?” E o cidadão disse: “Educação”. Ouvi V. Exª fazer referências ao nosso ex-Ministro da Educação, dizendo que foi um grande Ministro porque, em outras ocasiões, viu pessoas criando 12 anos de ensino mínimo, e que isso era importante para o País. Pois bem, no sertão, a Universidade Federal da Paraíba e a Universidade Regional da Paraíba estão abrindo campi novos e tenho muita esperança nisso, porque a única solução para transformar o nosso Nordeste e a nossa região, Senadora Heloísa Helena, é o ensino, a universidade. Mesmo que não seja a universidade, o ensino superior, que seja o ensino técnico, mas só pelo ensino vamos conseguir libertar uma população que, hoje, é escrava da chuva e da agricultura.

Estive por várias vezes em Israel. Na última vez em que fui, com o Senador Eduardo Suplicy, verificamos que as condições hídricas de Israel são quase nulas, mas, com irrigação por gotejamento, são produzidas bananas impecáveis, quase sem mossa no cacho; laranjas que são exportadas para o mundo todo; e frutas em um areal.

Com aquela terra que existe na Paraíba, no Piauí e em Alagoas, com técnica, com certeza poderia ocorrer uma arrancada de produção, mas, infelizmente, o ensino não é levado a sério como deveria ser.

A região é muito antiga, com áreas arqueológicas em que há pegadas de dinossauros e incríveis sítios, como é o caso de Ingá, onde existem escritas rúnicas, com mensagens que, até hoje, não sabemos o que querem dizer, mas estão lá. Há regiões com gravações pré-históricas e tudo isso poderia estar sendo muito bem usado.

Eu dizia, num outro dia, no meu Estado, que tudo é questão de se saber usar. Estive no Havaí e fiquei impressionado ao ver aquela universidade representar todas as ilhas da Oceania. Eu saía de um lugar para o outro e via coisas incríveis. Uma coisa interessante que vi foi um toco enfiado no chão, com a ponta feita, no qual um cara descascava coco numa velocidade enorme. Quantas vezes, no Nordeste, eu vi isso? Mas não é causa de turismo. Ou a subida num coqueiro, numa rapidez enorme, com turistas tirando fotos, estupefatos.

Vi, na Tailândia, uma corrida de cobras, e um cara encantando uma cobra.

Quando falo em cobra, a Heloisa fica toda satisfeita. Não estou falando de ti, mulher, estou brincando contigo.

Aí, o que aconteceu?

A Srª Heloisa Helena (P-SOL - AL) - Eu sou da turma dos felinos. A jararaca, aqui, é da turma de V. Exª, ouviu?

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB - PB) - Mas veja só, Heloísa, as cobras eram soltas numa arena oval e não tinham como subir. O cara ia andando e elas fugiam. Eu me perguntava: será que as nossas cobras são burras e as deles são inteligentes? Nunca vimos alguém encantando uma cascavel ou uma jararaca. Será que as nossas cobras não são capazes de serem encantadas? Duvido que lá não tirem o veneno das cobras do mesmo jeito. Na verdade, o cara fica mexendo a perna, a cobra fica olhando onde vai picá-lo e ele fica lá, tocando flauta. Não é verdade?

Quer dizer, nós não sabemos usar sequer a nossa fauna.

A Srª Heloísa Helena (P-SOL - AL) - Senador Ney, eu vou treinar uma cascavel ou uma jararaca do sertão, da caatinga de Alagoas, para pegar uns “cabras” aqui.

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB - PB) - Mas, Heloísa, estou falando sério.

Pessoas pagam US$5.00 para ver borboletários, quando, no sertão da Paraíba, há pegadas de dinossauros, escritas rúnicas e uma flora e uma fauna que não estão sendo usadas, embora o turismo esteja chegando aos montões, como disse o nobre Senador Garibaldi: portugueses compram hotéis, fazem pousadas, fazem tudo e aumentam o turismo.

Tenho certeza de que tudo isso são potencialidades da nossa região.

Ouço o nobre Senador Garibaldi Alves Filho.

O Sr. Garibaldi Alves Filho (PMDB - RN) - Senador Ney Suassuna, estou ouvindo atentamente o pronunciamento de V. Exª, que vem alimentar ainda mais aquele debate que foi travado entre nós dois, naquela circunstância que nos levou a dizer que a iniciativa privada às vezes avança e o Estado fica para trás. Na hora, esqueci-me do que acredito ser o principal argumento: o Nordeste e a Paraíba estão revelando essas vertentes do seu desenvolvimento, diversificando a sua economia, enquanto o projeto de recriação da Sudene vem sendo apreciado aqui há quanto tempo? E olhe que a Sudene já foi o principal órgão propulsor da nossa economia. Vamos, então, fazer um apelo para que isso seja aprovado logo. Na Comissão de Desenvolvimento Regional esse projeto foi examinado aceleradamente, porque a Comissão inclusive foi criada para apreciar esse tipo de projeto, e agora vamos ver se recriamos a Sudene. Há até quem pergunte se vale à pena recriar a Sudene, por incrível que pareça. Quem diria, Senador Ney Suassuna, que pudéssemos ouvir essa pergunta, que já ouvi: “Como é que está o projeto da Sudene? Vale a pena recriar a Sudene?”

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB - PB) - Só valeria a pena, nobre Senador, se fosse em condições de que ela se tornasse a alavanca de desenvolvimento. Hoje ela é apenas um fantasma do que foi. Hoje quem passa pelo prédio da Sudene tem pena e vergonha, porque está largado, com elevadores parados, infiltrações; não tem dinheiro sequer para a manutenção. Dessa forma, seria difícil.

Mas, dando continuidade ao que estávamos falando, a iniciativa privada pode fazer muito, desde que ouse. Por exemplo, quando falamos num hotel em nosso País, Presidente Mão Santa, imediatamente se pensa num local com ar condicionado central, mármore, granito. Estive no Quênia, num hotel cinco estrelas - chama-se Governor Camp -, caríssimo. Eram barracas de lona, na África, num dos meandros do rio; fecharam aqui, e as barracas ficaram lá. Havia água quente e água fria, trazidas na mão, levantadas num saco de lona; e era assim, mas era cinco estrelas. E todo mundo ia para ver como era a África daquele tempo da colonização.

Com um pouco de criatividade, com engenho e arte, podemos ajudar uma região como essa do sertão, fazendo muito pelo seu turismo. Estou falando dos nossos Estados todos. Mas temos ficado sempre esperando por um governo que não se movimenta, por uma Embratur que não se movimenta, por recursos que não chegam.

Então, creio que caberia mesmo, na verdade, a transformação de mentalidade. Estou levantando essa pontinha de assunto apenas para dizer que, com criatividade - quando viajamos mundo afora, podemos ver - pode funcionar; funciona lá e não está funcionando aqui. Por exemplo, quantos quilombos temos no Piau, na Paraíba, no Rio Grande do Norte? Quantos quilombos? Por que, em Alagoas, onde existiu o principal, dos Palmares, não se faz a coroação de um zumbi? Lá vinha ele, por exemplo, levado pelos outros nas costas. Quantos turistas não iriam ver? Começamos na brincadeira - vocês, que são mais jovens, talvez, não se lembrem -, na Semana Santa, onde passa a Paixão de Cristo, em Pernambuco. Hoje é um cenário enorme, freqüentado por milhares, e milhares, e milhares, e milhares de pessoas. Então, o importante é dar o start, é partir.

            Eu falava do quilombo. Não consigo entender como é que populações de quilombo não usam isso turisticamente. Como é que populações índias não usam como deveriam, mostrando atrações aos turistas, porque só sai alguém para ir para outro lugar se houver algo diferente para ver.

Vou dar um último exemplo. Uma cidade entre Nova Iorque e Wasghinton, Winesburg, estava falida. Todos os jovens ou iam para Nova Iorque ou para Washington. E eles reuniram o Conselho e perguntaram: “O que vamos fazer? Por que não voltamos para o século XVII?” E foi uma decisão que tomaram. O que aconteceu lá? Todas as mulheres de vestiram como no século XVII, caracterizaram todas as lojas, e os homens também ficaram como no século XVII. Todos os dias, as tropas passam, marchando, com uniforme inglês, com aquelas perucas, tocando flauta e batendo o bombo, vão até um forte, de onde disparam os canhões. Não há lugar para ficar, porque os hotéis estão todos lotados, as tavernas estão todas cheias. Toda a juventude voltou para lá, porque passou a haver emprego e muito turismo.

Quantas das nossas cidades, tais como João Pessoa, Maceió, Natal, não têm áreas que poderiam ser transformadas em áreas históricas, não é verdade, Senadora Heloisa Helena? Então, quando estou falando aqui não só do meu sertão, mas de toda a região, queria que pudéssemos incentivar, pôr as fagulhas para partir a criatividade dos nossos patrícios e mostrar as coisas corriqueiras para nós, mas diferentes para o turista, dando assim uma arrancada maior de desenvolvimento.

O surto de que falou o Senador Garibaldi é real. Na Paraíba, estão comprando condomínios, hotéis etc. ainda de forma tênue, mas estou me lembrando aqui de uma cidadezinha, que foi criada na fronteira da Paraíba com o Rio Grande do Norte, balneária, que começou do nada. Hoje, ela está lá cheia de gente. Não tem mais onde pôr turista. Os estrangeiros foram se juntando e fizeram daquele lugar um local aprazível.

Então, Sr. Presidente, com a ida da Universidade, com cursos de Turismo e outros áreas que abram a mente das pessoas, teremos condições de realizar uma transformação. Não podemos continuar amarrados a uma agricultura que, embora seja importante, dependa da chuva; e essa estiagem infame que, de ciclo em ciclo, nos ataca e pára tudo. Quem for à Paraíba agora, Cariri e Sertão, dá dó de ver: sem água; a pecuária, que estava aumentando, paralisou; sem cultura, sem emprego. E penso que até mesmo essas coisas poderiam servir de atração para pessoas que poderiam estar lá olhando, desde que tivesse o mínimo, como um hotel de barracas para mostrar a seca in natura, como é, e tudo mais.

Era essa a tônica que eu queria trazer hoje, lembrando que se trata de uma região que tem muitas potencialidades, mas que não irá à frente se não abrirmos a mente e não impulsionarmos a nossa população para que criem atrativos e saídas para essa miséria.

Senador Garibaldi, concedo-lhe o aparte.

 O Sr. Garibaldi Alves Filho (PMDB - RN) - Senador Ney, V. Exª vai me permitir, sei que está encerrando, mas só para trazer os números. O principal destino da poupança estrangeira é o Nordeste. No Rio Grande do Norte, foram investidos US$27,5 milhões; em seguida, vem o Rio de Janeiro, com US$17 milhões; depois aparece a Bahia, depois a Paraíba e outros Estados do Nordeste.

O SR. NEY SUASSUNA (PMDB - PB) - V. Exª está coberto de razão. Veja, dói a minha alma ver o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Uma cidade linda como aquela debaixo de terrorismo. O que estamos vendo no Rio de Janeiro é terrorismo mesmo. O turista fica assombrado de ir para aquela região, fica assombrado de pegar um transporte e alguém fechar as portas, jogar gasolina e tocar fogo, como ocorreu recentemente. Claro que era hora - e não estou falando isso de maneira nenhuma com satisfação - de o Nordeste se cristalizar mais ainda, porque lá não temos isso, graças a Deus. Mas era hora de os nossos quilombos estarem recebendo milhares de pessoas; era hora de as nossas reservas indígenas, a área de reserva, estarem recebendo milhares de pessoas; era hora de toda essa cultura nordestina, espalhada por todo esse grande Nordeste, do Piauí ao Maranhão, do Ceará à Bahia, aproveitarem. Os baianos têm aproveitado bem, os baianos têm criado um movimento cultural e uma diferenciação que tem transformado a Bahia num grande pólo turístico.

Eu gostaria muito que tivéssemos a irrigação, tivéssemos o biodiesel, que pode funcionar bem, tivéssemos o turismo, tivéssemos tudo isso que se pode ter. E agora o petróleo, que há no seu Estado e que está começando no meu - estaremos no leilão do próximo ano, se Deus quiser, na 8ª rodada. Tudo isso são potencialidades que podem desamarrar, que podem soltar o progresso na nossa região, mas, com certeza, tudo vai ficar dependente de uma única coisa: educação, instrução. É isso que espero que possamos fazer num curtíssimo prazo. Muito obrigado.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 06/12/2005 - Página 42876