Pronunciamento de Neuto de Conto em 03/01/2007
Discurso no Senado Federal
Os propósitos que animam S.Exa. a se somar àqueles que querem as reformas que o País precisa.
- Autor
- Neuto de Conto (PMDB - Movimento Democrático Brasileiro/SC)
- Nome completo: Neuto Fausto de Conto
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
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ATUAÇÃO PARLAMENTAR.
HOMENAGEM.:
- Os propósitos que animam S.Exa. a se somar àqueles que querem as reformas que o País precisa.
- Publicação
- Publicação no DSF de 04/01/2007 - Página 24
- Assunto
- Outros > ATUAÇÃO PARLAMENTAR. HOMENAGEM.
- Indexação
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- SAUDAÇÃO, SENADOR, DEPUTADO FEDERAL, GOVERNADOR, VICE-GOVERNADOR, BRASILIA (DF), DISTRITO FEDERAL (DF), ESTADO DO PARA (PA), ESTADO DE SANTA CATARINA (SC), REGISTRO, HISTORIA, VIDA PUBLICA, ORADOR, PARTICIPAÇÃO, LEGISLATIVO, INICIO, SUPLENCIA, SENADO.
- HOMENAGEM, LEONEL PAVAN, VICE-GOVERNADOR, LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA, GOVERNADOR, ESTADO DE SANTA CATARINA (SC).
O SR. NEUTO DE CONTO (PMDB - SC. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Exmº Sr. Senador Renan Calheiros, Presidente do Senado Federal; Srs. Senadores e Srªs Senadoras; Sr. Governador José Roberto Arruda; meu companheiro e amigo Governador Luiz Henrique da Silveira - e cumprimento o Vice-Governador, o eminente Senador Leonel Arcanjo Pavan: Permitam que eu saúde o meu Presidente e, ao fazê-lo, saúde todos os presidentes e dirigentes políticos partidários na pessoa de Michel Temer; cumprimento os Srs. Deputados, os amigos que aqui vieram nos prestigiar, as senhoras e os senhores. Começo pelo começo: sou o segundo filho entre doze de um casal, Pio e Rosa, que, com muito amor, nos deu um lar. E, em uma pequena propriedade rural na comunidade de Jacarezinho, no Município de Encantado, no Rio Grande do Sul, fomos criados a polenta e a leite.
Aportei em Santa Catarina junto com a imigração gaúcha que povoou e colonizou o grande Oeste, lá aproveitando nas passagens as clareiras deixadas pela Coluna Prestes, na Revolução Tenentista. As barreiras eram quase intransponíveis. O sertão ainda era inóspito. Lá, fomos agentes econômicos, sociais, políticos e culturais, e seguimos na plantação de chaminés.
Hoje, o Oeste do meu Estado é talvez o maior produtor do mundo de aves e frangos, com seus grandes complexos industriais.
Fundei o MDB e o PMDB e, nessa luta, cheguei à Presidência por dez anos em meu Município, na minha querida São Miguel D’Oeste. Fui Presidente estadual e membro nacional. Exerci o cargo de Vereador, Deputado Estadual, Deputado Federal, e chego, neste dia, à Câmara Alta da República, concluindo assim a passagem por todas as Casas Legislativas do País. Assumi quatro diferentes Secretarias de Estado: fui Secretário dos Negócios do Oeste, Secretário da Casa Civil, Secretário da Agricultura do Abastecimento e da Irrigação e cheguei à Secretaria da Fazenda.
Chego, Sr. Presidente, a esta Casa para substituir o eminente Senador, hoje Vice-Governador dos catarinenses, Leonel Arcangelo Pavan; chego para dar continuidade ao seu trabalho, mas com uma missão, meu caro Governador: de bem representar Santa Catarina e os catarinenses.
Chego, Sr. Presidente, com a voz das ruas, com a voz do campo e da cidade, com a voz das Prefeituras e dos Srs. Prefeitos, com a voz do operário e do empregador, do empresário; chego com a voz de uma sociedade que precisa muito deste Senado e do Congresso Nacional. Chego, Sr. Presidente, para dizer que muitas dificuldades temos ouvido e esta voz que está falando diz que muito temos que fazer. Essa voz que nos deu oportunidade de, em uma pequena família rural de subsistência, ter chegado a produtor rural. De aluno, a professor; de operário, a empregador. Tenho a obrigação de ver, a obrigação de conhecer todos os segmentos da nossa sociedade brasileira e, por conhecê-los, todas as vozes me dizem que vivemos talvez a pior de todas as crises, que é a de credibilidade. Nenhuma crise é maior do que a crise de credibilidade, e precisamos, dentro desse quadro, buscar algumas modificações na luta cotidiana. Esse Governo e a maioria dos governos está vencendo o seu ciclo. A exaustão do seu modelo, a distância da sociedade e a centralização do poder fazem com que tenhamos que, muitas vezes, nos levantar para defender essas teses.
Por isso, contrapondo todas essas dificuldades, neste momento em que a sociedade brasileira e mundial está na era da ciência e da tecnologia, na era da rapidez, tudo é rápido, tudo é instantâneo. Exemplifico: no passado, para produzir um utensílio doméstico, gastava-se 95% de material e 5% de inteligência, mas, para produzir um chip de teleguiado de televisão, para que a imagem entre em nossos lares num lampejo com o que acontece em qualquer parte do mundo, gastam se 99% de inteligência e somente 1% de material. Essa evolução da inteligência e do poder nos parece que está muito distante dos governos, porque é preciso, com mais rapidez, fazer essas mudanças.
Sr. Presidente, chego satisfeito com o que ouvi no seu discurso. Venho para me somar a uma urgente reforma política. Temos que dar dignidade aos homens bons, às pessoas que vivem nas ruas e excluir aqueles que não cumprem com seu dever perante a sociedade.
Chego, Sr. Presidente, para me somar àqueles que querem uma reforma econômica e tributária. Temos que reduzir a pirâmide, estender a base, desonerar a produção, tributar o consumo e, certamente, promover desenvolvimento e gerar emprego.
Chego para dizer aos meus pares que aqui estamos para trabalhar em favor do Brasil. Chego, Sr. Presidente, também para homenagear aquela militância extraordinária do PSDB e do PMDB que, em 2002, elegeu Leonel Pavan e este 1º Suplente; homenagear nossos Prefeitos e Vereadores pela luta, pelas conquistas dos espaços; homenagear nossas lideranças maiores, Deputados Estaduais e Federais, que tanto lutaram, mas homenagear, particularmente, este abnegado Senador Leonel Arcangelo Pavan. (Palmas.)
É um homem de coragem e determinação. Tenho dito que o Pavan é um visionário: anda nas nuvens sem tirar os pés do chão. E, nessa luta, ele vai encontrar todos os caminhos da sua visão na sua corrida e na sua carreira política.
Muito obrigado pela oportunidade que me dás. (Palmas.)
Quero homenagear Luiz Henrique da Silveira, este homem, um arquiteto da política, que compôs o Governo, impossível de se ganhar, em 2002, e repetiu em 2006. Quero homenageá-lo pela coragem de renunciar ao mandato para disputar em igualdade de condições com os demais candidatos do Estado de Santa Catarina. Cumprimento S Exª pela ação enérgica, pelo trabalho, pela disposição, pela luta que travou nesses 40 anos em que vivemos na mesma trincheira.
Eu, que sou do extremo oeste, da divisa com a Argentina, e ele, do litoral, cortamos muitas vezes, centenas de vezes, o País, o solo e chão catarinense.
Por isso, quero cumprimentar todos aqueles que vieram nos prestigiar neste momento, homenageá-los, agradecer-lhes. À minha esposa, Neide, o meu carinho, o meu beijo, pela conquista, pelo trabalho, pelo companheirismo nessa longa vida de luta.
Encerro, Sr. Presidente, lembrando Kwantsu, filósofo da milenar cultura chinesa, que viveu três séculos antes de Cristo. Kwantsu dizia que, se queres projetar um ano, Senadora Heloísa Helena, plante cereais, porque dá para plantar e dá para colher; se queres projetar a vida por 40, 50 ou 60 anos, plante árvores, porque dão oportunidade de uma vida mais larga; se queres projetar a vida para sempre, treine e eduque o homem. É treinando e educando o homem em todos os segmentos da sociedade que vamos encontrar solução para esta nossa querida e imensa Pátria.
Muito obrigado. (Palmas.)