Pronunciamento de Gilvam Borges em 07/02/2008
Discurso durante a 1ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal
Louvor à Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis pela conquista do bicampeonato do carnaval carioca, com o enredo "Macapaba: Equinócio solar, viagens fantásticas ao meio do mundo".
- Autor
- Gilvam Borges (PMDB - Movimento Democrático Brasileiro/AP)
- Nome completo: Gilvam Pinheiro Borges
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
POLITICA CULTURAL.
HOMENAGEM.:
- Louvor à Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis pela conquista do bicampeonato do carnaval carioca, com o enredo "Macapaba: Equinócio solar, viagens fantásticas ao meio do mundo".
- Aparteantes
- Eduardo Suplicy, Geraldo Mesquita Júnior, Heráclito Fortes, Paulo Paim, Romeu Tuma.
- Publicação
- Publicação no DSF de 08/02/2008 - Página 917
- Assunto
- Outros > POLITICA CULTURAL. HOMENAGEM.
- Indexação
-
- SAUDAÇÃO, VITORIA, INSTITUIÇÃO CULTURAL, CARNAVAL, ESTADO DO RIO DE JANEIRO (RJ), GANHADOR, PREMIO, CAMPEONATO REGIONAL, HOMENAGEM, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, CAPITAL DE ESTADO, ESTADO DO AMAPA (AP), DESCRIÇÃO, EXIBIÇÃO, VALORIZAÇÃO, CULTURA AFRO-BRASILEIRA, RECURSOS NATURAIS, REGIÃO.
- COMENTARIO, INFANCIA, ORADOR, MUNICIPIO, MACAPA (AP), ESTADO DO AMAPA (AP), DESCRIÇÃO, CIDADE, POVO, COSTUMES, ADVERTENCIA, RESPONSABILIDADE, POPULAÇÃO, CONTRIBUIÇÃO, CRESCIMENTO, DESENVOLVIMENTO, REGIÃO.
- HOMENAGEM, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, MUNICIPIO, MACAPA (AP), ESTADO DO AMAPA (AP), SAUDAÇÃO, PREFEITO, GOVERNADOR, SENADOR, DEPUTADOS, PRESENÇA, COMEMORAÇÃO, AGRADECIMENTO, DIRETOR, GRUPO, CARNAVAL.
O SR. GILVAM BORGES (PMDB - AP. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, a Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis conquistou o bicampeonato do carnaval carioca com o enredo “Macapaba: Equinócio solar, viagens fantásticas ao meio do mundo”. Foi uma homenagem à minha cidade de Macapá, capital do Amapá, que completou 250 anos na segunda-feira, dia 4. A Escola teve 399,3 dos 400 pontos possíveis.
Conduzida pela voz do famoso intérprete Neguinho da Beija-Flor, a escola apostou no impacto visual de suas fantasias e carros alegóricos para encerrar o segundo dia de desfiles na Marquês de Sapucaí. Nas alegorias, estruturas luxuosas, coloridas e de iluminação elaborada; no solo, muitas plumas deram o tom. A Escola abusou da plumagem de faisão em suas fantasias, que foi usada em seu acinzentado natural e com diversas colorações. Bambu, veludo, marfim e búzios também serviram de matéria-prima para a Beija-Flor, uma das mais requintadas a passar pela Sapucaí. Predominaram o azul e o branco na avenida - cores oficiais da agremiação. A esses tons acrescentou-se muito dourado.
O enredo da Escola de Nilópolis exaltou os traços africanos do Brasil. A exuberância do continente, com seus animais e florestas, foram retratados no primeiro setor da Escola. A “mãe-África” também teve o seu espaço na homenagem aos terreiros de candomblé.
A comissão de frente representou o equinócio solar, fenômeno astronômico que faz com que o dia e a noite tenham a mesma duração. Em seguida desfilou o carro abre-alas “Brilho de Fogo - o Rastro iluminado”, representação de uma espécie típica da nossa região, e luzes que causavam impressão de fogo.
A pororoca foi lembrada com duas alas: uma, por integrantes engolidos por peixes; e outra, representando a espuma típica do fenômeno. Um dos carros alegóricos mais elaborados foi a “Era das Navegações”, que trouxe um monstro, com vários olhos, representando a ganância européia na exploração da região.
Sr. Presidente, desde criança quando meus olhos a viram, meu amor brotou, crescendo contínuo, junto com minha transformação em homem e político, lutador incansável em prol de Macapá e do povo que a habita.
Ainda menino, meus pés atravessaram pontes que hoje são ruas, como Odilardo Silva e Mendonça Júnior. Os mururés, ovos branquinhos de uruás, enfeitavam o caminho da escola. Açaizeiros generosos davam sombra aos que passavam a caminho do trabalho.
Lembro-me da praia da Vacaria, a liberdade das crianças e dos adolescentes se esbaldando no rio. Os bairros eram poucos: Trem, Jacareacanga, Laguinho, Igarapé das Mulheres, Centro, Beirol, Pacoval.
Ginásio de Macapá (GM), os “garapa azeda” do Colégio Amapaense e os “piramutaba” do IETA, disputa salutar da rapaziada. O melhor vencia no desfile do 13 de setembro. O Colégio Comercial do Amapá, CCA, onde aprendi e fiz muitos amigos.
A Fortaleza de São José, imperiosa, a observar a cidade e a abrigar gerações e gerações privilegiadas com a história e a maravilhosa visão do rio Amazonas. Ao redor dela, o Macapá Hotel, com “Seu” Claudomiro nos mostrando os homens chegando à Lua; espanto e muita diversão.
Não se trata de saudosismo, Sr. Presidente, mas de prazerosa constatação de acompanhar o crescimento da cidade e crescer junto com ela. A evolução de uma cidade naturalmente bonita, cheia de mistérios, de um povo aconchegante, espontâneo, de lugares, pessoas e fatos que possuem um significado especial para todos nós.
Macapá ainda é uma cidade humana por excelência. Muitos se conhecem pelo nome: são parentes que participam da mesma igreja, torcem pelo mesmo time, choram juntos quando alguém morre.
Meus pés levaram-me a conhecer cada recôndito da cidade. Desde criança sigo a expansão de Macapá. Infelizmente, algumas mazelas a afligem, fruto da falta de compromisso de alguns daqueles que a administraram. Tudo tinha para crescer organizada e se muito, muito melhor do que é hoje.
Creio que, vigilantes, cada um dos seus filhos, naturais ou adotivos, têm a responsabilidade de contribuir para o crescimento e o desenvolvimento de Macapá. Graças a Deus, sou um deles, lutando pela cidade, com um dever mais arraigado, não só pelo bem que quero a ela, mas por honrar o compromisso oficial que o povo do Estado me deu, do qual Macapá é capital.
Srªs e Srs. Senadores, não poderia deixar de parabenizar duplamente Macapá neste primeiro pronunciamento do ano legislativo.
As bacabeiras, origem do nome da cidade, hoje são poucas, mas o fruto desse solo guarda inigualável sabor e continua a fortificar os seus filhos.
Parabenizo Macapá pelos seus 250 anos de idade. Uma jovem senhora a arrebatar amores e paixões inquebrantáveis. Parabenizo, também, por ser o samba-enredo campeoníssimo deste carnaval, porque a projeção dessa vitória haverá de se converter em turistas aportando na cidade. E turistas, todos sabem, são aqueles que vão visitar uma cidade, deixam dinheiro, incrementando comércio, bens e serviços, e levam saudade da hospitalidade, da paisagem e da cidade que os cativou. E Macapá, creiam-me, é absolutamente cativante. Banhada pelo majestoso rio Amazonas, seus filhos têm orgulho de ter, com a sua história e com a sua gente, inspirado o samba-enredo da escola de samba vencedora, bicampeã do carnaval do Rio de Janeiro.
Sr. Presidente, parabenizo o Prefeito João Henrique, o Governador Waldez Góes e todos aqueles que, direta ou indiretamente, nossos historiadores, contribuíram, estendendo o tapete vermelho para que as diretorias que compõem a escola de samba Beija-Flor pudessem tirar o néctar da nossa história e transformá-lo no samba-enredo de sucesso que brilhou na Marquês de Sapucaí.
Na segunda-feira, em frente à Igreja Matriz, em Macapá, comemoramos nossos 250 anos. Estávamos todos lá, o Presidente José Sarney, o Senador Papaléo Paes, os Deputados Federais, o Presidente da Assembléia, Jorge Amanajás, e os Deputados, a comunidade de modo geral, dançando o marabaixo e exaltando nosso folclore. Por esse motivo, não poderia deixar de vir a esta tribuna para manifestar, em nome do meu Estado, a alegria do povo amapaense em poder apreciar tão belo espetáculo proporcionado pela escola de samba Beija-Flor, já que nossa história e nossa gente também contribuíram para o samba-enredo.
Ouço o Senador Paulo Paim.
O Sr. Paulo Paim (Bloco/PT - RS) - Senador Gilvam Borges, cumprimento V. Exª por trazer ao Senado da República o registro dessa bela caminhada que é a história do carnaval do nosso povo, da nossa gente. Carnaval que lembra as tradições do povo africano, mas que hoje, sem sombra de dúvida, é uma festa de brancos, de negros, de índios, de todos. Como é bom ver o carnaval em Salvador, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em seu Estado, em São Paulo, no Rio de Janeiro. Demonstra o quanto essa festa, essa dança, essa alegria do povo contagia a todos. O carnaval brasileiro é um marco internacional, e traz divisas para os Estados, tanto que há disputa, eu diria, entre alguns Estados para ver quem faz o melhor carnaval. É uma festa do povo, é uma festa da nossa gente. É uma festa que não tem divisão de raça, de cor, de gênero, de opção sexual ou de classe social. Por isso, cumprimento V. Exª, que, de forma muito tranqüila, vem à tribuna e faz uma homenagem ao povo brasileiro, ao carnaval de nosso País. Parabéns, Senador.
O SR. GILVAM BORGES (PMDB - AP) - Senador Paulo Paim, incorporo o aparte de V. Exª, com muita satisfação.
Realmente, se queremos conhecer um povo, devemos observar seus passos e o modo como se expressa por meio de seus movimentos corporais. A dança é uma expressão da alma, e espelha, sem sombra de dúvida, o jeito de ser daquele povo. E o povo brasileiro, quando vai às ruas manifestar sua alegria, seu jeito descontraído, sua personalidade criativa, realmente empolga a Nação, de Norte a Sul. E nós, como jovem Estado da Federação - somos bastante jovens, surgimos com a Constituição de 1988, a exemplo de Roraima, Tocantins e outros Estados -, ficamos muito alegres, pois o povo brasileiro pôde ver, pelos meios de comunicação, um pouco da nossa cultura espelhada e espraiada na grande Avenida Marquês de Sapucaí.
Encerro meu pronunciamento agradecendo à direção da escola Beija-Flor pelo maravilhoso espetáculo e pela oportunidade de nos brindar com o samba-enredo. Estávamos ali para o mundo todo. O Amapá se sente muito honrado e agradecido. Afinal, estamos comemorando também nosso aniversário. Somos jovens. Segunda-feira, estávamos todos lá. Duzentos e cinqüenta anos. Apenas 250 anos!
Concedo um aparte a V. Exª, Senador Geraldo Mesquita Júnior.
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco/PT - SP) - Em seguida, peço um aparte a V. Exª , Senador Gilvam Borges.
O Sr. Geraldo Mesquita Júnior (PMDB - AC) - Senador Gilvam Borges, das pessoas que nos ouvem neste momento, algumas poderiam até se dar o direito de dizer: “Ah, o Senador Gilvam, no início dos trabalhos legislativos, vem à tribuna para falar de carnaval!...”. Está certo, Senador. Está certo. Existem pelo menos dois brasis em nosso Brasil: o chamado Brasil desenvolvido e o chamado Brasil em que se situam os pequenos, mas valorosos, Estados. Quem dera o povo brasileiro tivesse a consideração que teve a escola de samba Beija-Flor em eleger como tema de seu carnaval as lendas, as tradições e a história do bravo povo do Amapá, aquele grandioso Estado para o qual o Brasil muito deve. Quem dera as instituições brasileiras elegessem como tema de suas preocupações e de suas ações, com mais profundidade, a situação em que vive o povo do Amapá, o povo do Acre, de Roraima, de nossos pequenos Estados do Norte, que são, o mais das vezes, de fato, vamos abrir o jogo, relegados. Estão ali em uma segunda, em uma terceira condição. Vivemos em dois brasis bem distintos, bem diferentes. A escola de samba Beija-Flor, que V. Exª, em seu breve discurso, aqui enaltece e agradece, teve a lembrança de contar isso para todo o País, em rede nacional. Hoje, milhões de pessoas tomaram conhecimento das lendas e tradições correntes em seu Estado. E talvez, durante toda a vida, não tivessem a oportunidade de usufruir desse conhecimento. Portanto, parabenizo V. Exª por abordar o assunto. Carnaval é uma festa popular, uma festa do povo brasileiro. Por mais que alguns se empenhem em transformar aquilo em algo comercial, o povo brasileiro é resistente e não permitirá jamais que essa grandiosa festa deixe de ser o que sempre foi em nosso País: uma festa popular. São três, quatro dias em que o povo brasileiro descarrega suas contrariedades, suas preocupações e assume a condição de alegria e de felicidade. Mostrando o outro lado do nosso País, isso se torna mais interessante ainda, Senador Gilvam Borges, porque, em regra, de comum, o que é mostrado é o sul maravilha, são as coisas do outro Brasil. Não estou aqui pregando nenhuma secessão, mas a verdade é essa - vamos abrir o jogo: são dois brasis. Que bom que a escola de samba Beija-Flor lembrou que existe o Estado do Amapá; lembrou-se daquele bravo povo, que V. Exª aqui tão bem representa, para mostrar para todo o Brasil o que ali ocorre, as lendas e tradições daquele grande Estado! Parabéns.
O SR. GILVAM BORGES (PMDB - AP) - Eu que agradeço. Realmente, foi um grande presente que o Amapá recebeu. Agradeço o aparte de V. Exª, Senador Geraldo Mesquita.
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco/PT - SP) - V. Exª me permite um aparte, Senador Gilvam Borges.
O SR. GILVAM BORGES (PMDB - AP) - Senador Eduardo Suplicy, concedo-lhe um aparte. Ainda tenho dois minutos, que V. Exª seja...
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco/PT - AP) - Quero também cumprimentá-lo e solidarizar-me com V. Exª no cumprimento que faço ao Estado do Amapá, homenageado pela escola Beija-Flor. Pude acompanhar, pela transmissão das emissoras de televisão, a beleza em que se constituiu o desfile da Beija-Flor e das demais escolas de samba que se apresentaram no Rio de Janeiro, de forma a fazer com que pessoas de todo o Brasil e do mundo tivessem vindo ao Rio de Janeiro, mesmo embaixo de chuva, para ali testemunhar esse evento tão importante da cultura do povo brasileiro. Permita-me aproveitar a oportunidade, para também cumprimentar aquela que foi a campeã do Carnaval em São Paulo. Refiro-me à escola Vai-Vai. Informaram até a V. Exª que tive a honra de ser convidado pelo Presidente Tobias da Vai-Vai, para estar ali, junto com o Maestro Baccarelli, com Mano Brown, com todos os membros dos Racionais MC’s, com a escritora Esmeralda, com o dramaturgo José Possi, com o Reitor da Unipalmares e com tantas outras pessoas que estiveram na escola Vai-Vai, que, inspirada em Acorda Brasil!, peça de Antônio Ermírio de Moraes, procurando mostrar o valor da educação, da luta pela cidadania, teve um refrão composto por Zé Carlinhos, Nayo Denai, Vagner Almeida e Danilo Alves, que foi cantado entusiasmadamente pelo povo, as 30 mil pessoas que se encontravam na arquibancada do sambódromo de São Paulo. Se me permitem, vou dizer aqui um trecho desse refrão, que tem muito a ver com os anseios maiores do povo brasileiro hoje:
Eu sou guerreiro de fé
Meu samba é no pé, sou Vai-Vai.
Se quero axé meu manto traz
No branco a paz, no preto amor.
Sou brasileiro e tenho meu valor.
Desperta gigante, é novo amanhecer
A levada do meu samba, vai te enlouquecer. (Meu Brasil)
Esbanja talentos musicais, herança de gênios imortais
Do céu ecoam melodias, em sinfonias que embalam meu cantar
E “carinhosamente” a Bela Vista a desfilar vem mostrar
Que um linho sonho nesta vida se torna real.
O Sr. Romeu Tuma (PTB - SP) - Peça, por favor, que S. Exª cante...
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco/PT - SP) -
Pra quem lutar, acreditar, buscar um ideal
Um lindo sonho, nesta vida se torna real
Pra quem lutar, acreditar num ideal.
Alô Brasil, o nosso povo quer mais
Educação para ser feliz!
Com união, vencer a corrupção
Passar a limpo este país!
Brilhou na arte a esperança
Iluminou as nossas vidas com o doce afã
De tocar, encantar, transformar as mentes do amanhã
Com o dom da musicalidade, “acordes com dignidade”
Vem ver, na grande ópera do carnaval
O bem vencendo o mal é a força da cidadania a trilhar.
Vamos gritar aos quatro cantos desta pátria-mãe gentil
Pra sempre vou te amar, “Acorda Brasil.”
O Sr. Romeu Tuma (PTB - SP) - Permite-me V. Exª um aparte?
O SR. EDUARDO SUPLICY (Bloco/PT - SP) - Pois não. Poderei atender ao anseio do Senador Romeu Tuma. De sexta-feira para sábado, de madrugada, S. Exª poderá me ver, porque estarei, sim, cantando com a Vai-Vai na passarela, no desfile das campeãs.
Ouço o aparte de S. Exª.
O Sr. Romeu Tuma (PTB - SP) - Senador Eduardo Suplicy, apreciei V. Exª no desfile, sob pétalas de rosas....
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco/PT - SP) - Que bom.
O Sr. Romeu Tuma (PTB - SP) - ... cantando e dançando o samba. Eu apresentei à Mesa, hoje, um voto de louvor pelos dois motivos, principalmente pelo desfile.
O SR. PRESIDENTE (Garibaldi Alves Filho. PMDB - RN) - Senador Romeu Tuma, peço a V. Exª para se dirigir ao orador.
O Sr. Romeu Tuma (PTB - SP) - Eu pedi licença para ele, só para participar de uma coisa cuja tese já foi apresentada à Mesa, que é o louvor à escola pelo tema e a homenagem ao Senador Cristovam Buarque, que foi a grande bandeira da educação durante a última campanha eleitoral. Parabéns a V. Exª, Senador Eduardo Suplicy. Vou trazer uma escola de samba, para ver V. Exª cantar aqui.
O Sr. Heráclito Fortes (DEM - PI) - Se V. Exª me permitir, quero ter a oportunidade de me congratular com o Senador Eduardo Suplicy pela sua performance na Vai-Vai. A minha escola de Teresina, para o ano que vem, já escolheu o tema: cartão de crédito corporativo. Vai ser um sucesso!
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco/PT - SP) - Parabéns, Senador Gilvam Borges, pela homenagem que presta ao Carvanal, ao samba da Beija-Flor. Permita-me esta homenagem à Vai-Vai, campeã de São Paulo, e a todas as escolas: Mocidade Alegre; Mancha Verde, que homenageou Ariano Suassuna e todos que abrilhantaram o Carnaval em São Paulo; Águia de Ouro; Acadêmicos do Tucuruvi; Camisa Verde e Branco; Gaviões da Fiel; Império da Casa Verde; Nenê da Vila Matilde; Pérola Negra; Rosas de Ouro; Tom Maior; Unidos da Vila Maria; X-9 Paulistana e assim por diante. Muito obrigado.
O SR. GILVAM BORGES (PMDB - AP) - Agradeço o aparte de V. Exª.
O Sr. Heráclito Fortes (DEM - PI) - Gilvam, V. Exª viu que o Senador Suplicy veio turbinado dessa viagem ao Iraque, o que é muito bom. Agora, já que ele homenageou tanto as escolas, quero homenagear V. Exª e Macapá. V. Exª sabe que a Beija-Flor escolheu a sua cidade como tema do samba-enredo e foi a grande campeã, de forma que quero juntar a Vai-Vai, do Senador Suplicy, à escola carioca e congratular-me com o povo da sua terra pela grande homenagem feita. Veja V. Exª, os temas em sua maioria foram internacionais - guerra francesa, queda da bastilha -, e o carnavalesco que escolheu as belezas do Brasil, invocando a sua terra, foi a campeã do Rio de Janeiro. Parabéns à sua gente!
O SR. GILVAM BORGES (PMDB - AP) - Portanto, para encerrar, Sr. Presidente, quero dizer que Macapá está faceira, feliz. A cidade toda madrugou, acompanhando o grande show, o espetáculo da Beija-Flor.
Amanheceu em festa a cidade, que recebeu o desfile de uma das mais tradicionais e conceituadas escolas de samba do Brasil, a Beija-Flor, com muita alegria, com muita honradez. Por esse motivo, partilhamos essa alegria com todas as outras escolas, as que tiveram título ou não. É o caso do Senador Suplicy, pela Vai-Vai, que muito me impressionou com sua performance de um grande intérprete, com essa veia poética que o faz recitar os versos que retratam as composições.
Portanto, agradeço os apartes. Fica registrada, Sr. Presidente, a alegria do povo do Amapá pelo seu aniversário. Estamos com 250 anos e estávamos comemorando, assistindo a esse grande desfile. Muito obrigado a todos.