Pronunciamento de Mão Santa em 06/02/2009
Discurso durante a 2ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal
Voto de confiança à nova Mesa do Senado Federal. Protesto contra demora na conclusão das obras do Porto de Luís Correia, no Piauí.
- Autor
- Mão Santa (PMDB - Movimento Democrático Brasileiro/PI)
- Nome completo: Francisco de Assis de Moraes Souza
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
SENADO.
ESTADO DO PIAUI (PI), GOVERNO ESTADUAL.:
- Voto de confiança à nova Mesa do Senado Federal. Protesto contra demora na conclusão das obras do Porto de Luís Correia, no Piauí.
- Aparteantes
- Mozarildo Cavalcanti.
- Publicação
- Publicação no DSF de 07/02/2009 - Página 208
- Assunto
- Outros > SENADO. ESTADO DO PIAUI (PI), GOVERNO ESTADUAL.
- Indexação
-
- AGRADECIMENTO, APOIO, MOZARILDO CAVALCANTI, GERALDO MESQUITA JUNIOR, SENADOR, VITORIA, ORADOR, PARTICIPANTE, MESA DIRETORA, SENADO, SAUDAÇÃO, ESCOLHA, JOSE SARNEY, CONGRESSISTA, PRESIDENCIA, CONGRESSO NACIONAL, CONFIANÇA, TRABALHO, COMISSÃO DIRETORA.
- CRITICA, DEMORA, CONCLUSÃO, OBRAS, INFRAESTRUTURA, ESTADO DO PIAUI (PI), ESPECIFICAÇÃO, PORTO DE LUIS CORREA, ESCRITORIO DE PESQUISAS E EXPERIMENTAÇÃO AGROPECUARIA (EPE), REGISTRO, EMPENHO, ORADOR, ENCAMINHAMENTO, EMENDA, LIBERAÇÃO, RECURSOS ORÇAMENTARIOS, DESTINAÇÃO, DESENVOLVIMENTO REGIONAL, DENUNCIA, POSSIBILIDADE, DESVIO, VERBA.
| SENADO FEDERAL SF -
SECRETARIA-GERAL DA MESA SUBSECRETARIA DE TAQUIGRAFIA |
O SR. MÃO SANTA (PMDB - PI. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Senador Geraldo Mesquita, que preside esta reunião de sexta-feira, 06 de fevereiro, iniciada às 09 horas da manhã, Senadoras e Senadores presentes na Casa, brasileiras e brasileiros aqui presentes e que nos assistem pelo sistema de comunicação, extraordinário, do Senado, não só por essa emissora de televisão, que hoje tão bem foi descrita pelo Pedro Simon, mas pela rádio AM e FM, que é de tanta valia e de tanta importância que o nosso Garibaldi, antes de sair, fez aí, com muita propriedade, e eu faria o mesmo, com que ela entre hoje, diretamente, lá no seu Estado, o Rio Grande do Norte... A rádio AM, a rádio FM, o jornal, não é? Enfim, é isso.
Nós estamos aqui e eu estava a meditar. Uma vez, o Geraldo Mesquita me surpreendeu e leu um escrito de minha mãe. Eu não sou mão santa, nunca fui. São mãos iguais às de cirurgiões que estão aí, guiadas por Deus, que salvavam um aqui, um acolá, numa santa casa de misericórdia, como existem dezenas, dezenas de santas casas no Brasil. Mas eu sempre tenho dito que sou filho de mãe santa. Minha mãe era Terceira Franciscana, daí esse carinho com que o Pedro Simon me recebeu e me apoiou no Partido e nesta Casa.
Então, o Geraldo Mesquita, um dia, pegou um escrito de minha mãe - “Meu Testamento” - do final de vida. Ela era poetisa, ela escreveu um grande livro, Mozarildo, publicado pela Vozes, que é uma editora católica: A Vida é um Hino do Amor. E, no seu final, ela escreveu “Meu Testamento”. E o Geraldo retratou, com sua vibrante oratória, que ela não tinha deixado riquezas e nada, mas a grande herança era a fé.
Pedro Simon e Geraldo Mesquita, hoje, eu quero dizer para os meus filhos... Eu não vou ter nem de escrever, ouviu Pedro Simon, nem de fazer o meu testamento, como a minha mãe, porque eu não tenho esse dom que ela tinha, de escritora. Basta eu ouvir a gravação e dar aos meus filhos, aos meus netos as palavras que esses dois ilustres do PMDB disseram, hoje, sobre a nossa presença aqui: Pedro Simon e Geraldo Mesquita.
Estamos aqui e quero dizer que contamos com o apoio de muitos do PTB. O PTB foi fundamental para a vitória do Presidente Sarney, este estadista. O País tem poucos estadistas. Nós temos de respeitá-lo, nós temos de admirá-lo, nós temos de aplaudi-lo. A inveja e a mágoa corrompem os corações.
Fernando Henrique Cardoso é outro estadista, e nós temos tão poucos... Nunca votei nele, mas ele o é pela cultura, por sua visão e por sua honestidade.
Então, para isso, para consolidar essa vitória, o PTB foi muito importante, o Partido Trabalhista Brasileiro, que relembra o estadista Getúlio Vargas.
E os membros que tem aqui. Olha que foram sete votos. Se você tirar sete para cá e jogar sete para acolá dão quatorze. Aí os números se complicam ou não dão aquela vitalidade, aquela legitimidade da vitória do Sarney. Entre eles o Mozarildo. Sei que o partido vetou, o nome do presidente atraiu, mas agradeço muito o Mozarildo que foi um dos primeiros que abraçou a minha candidatura no PMDB, como irmão médico, quase irmão maçom, porque eu não sou, então foi um dos primeiros do PTB e passou a liderar um companheiro do meu Estado, João Vicente Claudino, de perspectivas invejáveis na política do Piauí e do Brasil. De tal maneira que nós trouxemos, e trouxemos todos unidos: Cafeteira e outros. Então, o fato é que dessa composição tão amigável, no fim houve até 2ª e 3ª Secretarias, porque estimulado pelo Pedro Simon e pelo Geraldo Mesquita, eles disseram: “Você vai de um jeito ou de outro. Se o Partido não indicar você vai disputar no Plenário”. E nós pedimos voto mesmo. Pedi até à Ideli Salvatti. Eu queria ter uma máquina fotográfica para tirar uma foto da expressão dela! Disse-lhe: “Calma, mulher! Estou aqui exercendo o direito que o livro de Deus nos ensinou: Pedi, e dar-se-vos-á”. Mas o fato é que estávamos preparados. Tanto é que eu pedia para 2ª Secretaria porque eu estava adentrando como seria a proporcionalidade. Mas, nas negociações, ofereceram para o PTB e não teve problema nenhum, porque eu e o outro Secretário somos irmãos do Piauí de sonho e ideal.
O João Vicente - quero dar o testemunho -, o pai dele é, sem dúvida nenhuma, tenho minhas dúvidas que o Antonio Ermírio de Morais tenha maior visão empresarial do que ele, tal a grandeza dele. Não é da Paraíba, não é do Piauí, não é do Nordeste, é do Brasil, é do mundo! Mas, me afino muito com o menino; ele foi meu 1º Secretário de Indústria e Comércio, até contrariando o pai. Foi mesmo. É preciso que se diga. O pai ficou...Porque tinha tantas empresas para o menino dirigir. Lembro-me de que falaram em “cadeira”, cadeira ele tem. Só lojas, são quatrocentos Armazéns Paraíba! Mas ele foi um extraordinário Secretário de Indústria e Comércio: correto, honrado, honesto. Quero dizer, porque se eu não dissesse isso, eu estava contra mim mesmo, faltando com a verdade. Ele tem espírito público. Então, o fato é que estamos juntos, e, nesse rolo, os outros piauienses também se destacaram. Ele próprio conseguiu a respeitabilidade de seu Partido, que o indicou; o Heráclito, da mesma maneira, este líder extraordinário do Piauí, um líder municipalista, de uma competência extraordinária, extraordinário Prefeito de Teresina; um líder de uma capacidade de fazer amizade. De vez em quando vejo que é atacada porque fez amizade com uma pessoa, vamos dizer...Mas quero lhe dizer que isso é que encanta a personalidade de Heráclito. Não conheço quem tenha maior capacidade de fazer amizade do que ele.
Mas, esquece-se de dizer que ele foi o maior amigo de Tancredo Neves; esquece-se de dizer que ele foi o maior amigo de Ulysses Guimarães, do filho do Antonio Carlos Magalhães, Luiz Eduardo era irmão dele. De tal maneira que quando morreu, o Antonio Carlos adotou o Heráclito. E eu o digo: Heráclito, você tem um título que - não é inveja não, eu não a tenho, Deus foi tão bom para mim -, mas, olha, vá ao gabinete dele que tem uma carta do Comandante Rolim, dizendo que as pessoas de amizade...Está lá o nome dele. Eu digo que isso é um diploma. Do Comandante Rolim, aquele homem que mudou a História do Brasil.
Mozarildo, com a palavra, está pedindo o aparte.
O Sr. Mozarildo Cavalcanti (PTB - RR) - Senador Mão Santa, quero, inicialmente, parabenizá-lo pela merecida conquista de uma vaga de Secretário da Mesa, e dizer que V. Exª merecia até mais do que isso, porque, com certeza, se fizermos uma estatística, V. Exª foi dos Senadores que mais presidiu as sessões do Senado, em diversos momentos, até nos dias de votação. Portanto, um homem que é dedicado, um homem de plenário, de Comissão. O Piauí, realmente, tem em V. Exª um representante assíduo, dedicado e aplicado. Então, a conquista da Secretaria foi até um prêmio pequeno. Eu disse a V. Exª, como membro do PTB, independente do PTB, que ainda não tinha se pronunciado, que a sua candidatura já estava com o meu voto garantido. E, para minha surpresa, V. Exª ainda teve como companheiros na Mesa dois outros Senadores do Piauí. Portanto, o Piauí, não sei se na história do Senado tem antecedente de um só Estado ter três representantes na Mesa. Isto mostra a importância dos Senadores do Piauí. V. Exª citou, aqui, o Senador João Vicente Claudino, do meu Partido, um homem que, como V. Exª colocou muito bem, embora fosse de uma origem empresarial, o pai é um grande empresário, no Piauí, tive a imensa honra em conhecê-lo e conversar pessoalmente, ver que ele é um homem simples e de grande visão. E, como V. Exª disse, talvez tenha muito mais visão empresarial do que o próprio Antonio Ermírio de Morais. O Senador João Vicente Claudino mostra que tem, de maneira natural, a vocação para fazer a política séria, uma política de maneira correta. Como V. Exª falou muito bem, creio que deverá ser, com certeza, possivelmente o nosso futuro Governador do Piauí, e, tenho certeza, fará uma parceria muito grande com V. Exª, já que foi seu Secretário. Ao mesmo tempo, Senador Mão Santa, quero dizer que vamos viver um ano especial. Eu gosto muito dos anos ímpares, principalmente quando termina com um numero significativo como é o número nove. Espero que esta Mesa, tendo V. Exª lá, possa, realmente, fazer com que o Senado se imponha mais ainda do que se impôs, porque se fizermos uma análise isenta, o Senado Federal, realmente, foi a Casa do Legislativo que se impôs de maneira muito forte, seja na votação do Orçamento Impositivo, na Reforma do Judiciário, na derrubada da miserável CPMF, na questão da mudança da tramitação das Medidas Provisórias. Tudo já foi feito no Senado, até mesmo o início da reforma política. Então, veja bem: aqui, que o Senado sempre foi tido - e eu, quando fui Deputado, tinha até essa idéia - como a Casa dos velhinhos, que trabalham devagar, que não sei o que, tem sido o contrário. Uma Casa futurista, que trabalha com velocidade. Oitenta e um apenas revisam o que 513 fazem e ainda têm atribuições que os 513 Deputados não têm. Tais como: apreciar indicações para Ministro do Supremo, Tribunais Superiores, para as agências reguladoras, para o Banco Central; apreciar empréstimos. Portanto, temos encargos a mais, com os mesmos encargos da Câmara. Não estou fazendo uma crítica no sentido de falar mal; quero, sim, chamar a atenção, como ex-Deputado que fui, Constituinte inclusive. Mas a Câmara precisa se sintonizar com a realidade atual, ser mais ágil, ter um diálogo melhor com o Senado - espero que V. Exª colabore para isso na Mesa -, porque não é possível ficarmos colaborando com o Executivo, mas brigando Câmara e Senado. Assim, é uma beleza para o Executivo! É uma beleza para o Presidente Lula, que, dando uma de imperador, gosta de dizer, como já disse no passado, que na “Câmara tem 300 picaretas”. E quantos serão os picaretas que ele considera haver no Senado? Parabéns pelo pronunciamento. Quero dizer a V. Exª que conte com este amigo. Tenho a certeza de que a Mesa se engrandece com a presença de V. Exª.
O SR. MÃO SANTA (PMDB - PI) - Agradeço. Incorporo todas as palavras do Mozarildo médico, do Mozarildo Senador, do Mozarildo irmão, e do Mozarildo maçom, que simboliza o melhor da Maçonaria da história do mundo. Como Gonçalves Ledo foi importante na nossa história, ele está sendo importante na nossa história contemporânea.
Quero dizer que o Piauí está com três membros. Mas, está no Hino do Piauí.
Piauí, terra querida,
Filha do sol do equador,
Pertencem-te a nossa vida,
Nosso sonho, nosso amor!
Na luta o teu filho é o primeiro que chega! Assim na luta pela Independência deste País, pela unidade, para torná-lo grande, para colocar os portugueses para fora, pois este País seria dividido em dois. João VI disse: “Filho, fica com o Sul, que eu ficarei com o Norte”, e o Norte seria o país Maranhão. Então, nós estamos com aquela mesma pujança e coragem.
Mozarildo, talvez V. Exª não saiba, mas a Coluna Prestes tencionava ter uma capital e seria Teresina. Ô Professor Cristovam, com toda a ideologia, eu sei que era um reformador o Prestes, mas nós prendemos foi o seu companheiro Juarez Távora, e ele não tomou Teresina.
E, mostrando a grandeza do Piauí, tranqüilizai-vos, Brasil, nós sabemos nos comportar! Rui Barbosa, que está ali, em Teresina ganhou as eleições para Presidente da República, e, hoje, o País, o Senado o reverenciam; porém, nós o homenageamos. É esse o Piauí que nós representamos.
O período mais difícil dos meus 66 anos foi a ditadura militar, e, naquele momento, foi chamado um piauiense: Petrônio Portella, aquela figura. Ele foi o ícone desse renascer da democracia, fazendo leis boas, justas e corajosas.
Os militares fecharam este Congresso com os canhões. Eu estava do lado do Petrônio, e a imprensa: “Diga alguma coisa”. E ele disse: “É o dia mais triste da minha vida”. Eu aprendi ali, Geraldo Mesquita, que o poder é moral. Essas palavras de Petrônio foram até o Planalto, e Geisel mandou reabrir, e nós estamos aqui. Então, nós saberemos nos comportar.
Sem dúvida nenhuma, o melhor, ô Cristovam Buarque, Ministro do Planejamento deste País, - e hoje há dois - João Paulo dos Reis Velloso, foi por 15 ou 20 anos a luz e o farol do progresso e do desenvolvimento para este País, e deixou uma lição muito atual para o Partido dos Trabalhadores: nenhuma indignidade, nenhuma imoralidade, nenhuma corrupção. É o caráter de nós piauienses que aqui estamos na Mesa: Heráclito, João Claudino e Mão Santa.
E vocês, jornalistas... Houve um que disse que o Piauí não tinha poder para três. Que coisa é essa! Agradeçam, jornalistas brasileiros, pois no período mais difícil, em que se precisava demonstrar coragem e diligência, a classe de vocês foi engrandecida pelo piauiense Carlos Castello Branco, o Castellinho, a Coluna do Castellinho, que, no momento da truculência, tinha coragem de interpretar o sentimento da liberdade.
Então, é com isso que nós estamos nessa Mesa, com essa inspiração. Mas, também, para cobrar do Presidente da República. Agradecemos. Eu sei que é o Estado talvez campeão em Bolsa Família. Mas a nossa tradição exige, Luiz Inácio: o Piauí quer estudo, o Piauí quer trabalho, quer coisas que nos levem à riqueza, não apenas esmolas. Somos agradecidos, mas estamos aqui para cobrar. Há mais de 100 anos Epitácio Pessoa criou um porto e está parado. É uma vergonha, coisa de US$30 milhões. Está lá o Porto de Luís Correia. É isso. Por isso que votei em V. Exª. Votei no Governador do PT, em 1994, e me decepciono. Está lá o porto, faltando uma ninharia. Quando vejo as corrupções, as roubalheiras, o tanto que foi gasto nesse fórum social dava para terminar, brasileiros, cinco, seis portos como o do Piauí. São apenas US$30 milhões e não termina.
E as ZPEs, ensinadas pelo homem de visão que é Sarney? A estrada de ferro? Levaram Alberto Silva, não nos apoiou, Diziam que botariam para funcionar em 60 dias o trem de Parnaíba para Luís Correia, aquela praia, e que com quatro meses estaria em Teresina. Nem um dormente - dormente é o pau, Luiz Inácio, que segura o ferro. E é uma obra de engenharia banal, besta e simples. Até um mestre de obra sabe fazer, porque é uma planície. V. Exª, Geraldo Mesquita, viajou. É uma planície. Não há nenhum acidente geográfico. É falta de vontade; é falta de vergonha e dignidade.
O porto, eu coloquei três vezes sucessivas. Dinheiro tem no Orçamento. Para o Governador do Estado eu telefonei, e ele garantiu que ia nos ajudar a liberar. Como acreditar nessa gente? Está tudo parado, não existe uma ponte. E tem o rio Poty. Teresina é mesopotâmica; fica entre dois rios. O Geraldo passou. Eu fiz uma ponte lá em 87 dias. No mesmo rio o Heráclito fez em 100 dias. Ele foi Prefeito de Teresina. Quando eu governava, 90 dias; ele, em 100. Olha, está há mais de seis anos... Isso no sesquicentenário, e Teresina já vai para 158 anos, e eles não terminam, o Governo Federal.
O Piauí ensina. E estou aqui porque represento a forte classe... Ô Cristovam, V. Exª é orgulhoso de ser professor; eu de ser médico. Teresina tem quatro faculdades de Medicina. Já existia a Federal, eu criei a estadual. E o exemplo arrasta, como se diz, mas não tem um hospital universitário. Criaram um ambulatório. Teresina é a capital do Estado que tem a última fronteira agrícola, o cerrado, produtor de soja. Trouxemos a Bunge e implantamos, mas não tem a estrada para transportar.
Então, nós estamos aqui justamente com a mesma bravura dos nossos antepassados, que, no Campo Santo - o Geraldo Mesquita viu -, lutaram pela independência. Nós três, Luiz Inácio, sabemos, acreditamos. Dizem que Vossa Excelência mandou muito dinheiro. Mas, se Vossa Excelência mandou, roubaram tudo, porque as obras estão lá paradas. E nós estamos com essa coragem e apenas abrimos o Livro de Deus: “Pedi e dar-se-vos-á”. Nós viemos pedir isto: que Vossa Excelência - a gratidão é a mãe de todas as virtudes, aprendi no colo de minha mãe - seja agradecido ao povo do Piauí, dando as obras de infraestrutura que saberão levar o povo à riqueza e à felicidade.
E nós temos as luzes de Petrônio, as luzes de Reis Veloso, as luzes de Carlos Castello Branco, para iluminar e dizer que nós acreditamos na riqueza que vem do estudo e do trabalho.
Essas são as nossas palavras e essa é a nossa verdade, que é a verdade do povo do Piauí, terra querida.
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