Autor
Paulo Paim (PT - Partido dos Trabalhadores/RS)
Data
06/04/2009
Casa
Senado Federal 
Tipo
Pronunciamento 

  SENADO FEDERAL SF -

SECRETARIA-GERAL DA MESA

SUBSECRETARIA DE TAQUIGRAFIA 


O SR. PAULO PAIM (Bloco/PT - RS. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Senador Mão Santa, quero prestar conta, como faço sempre, do meu trabalho. Na quinta-feira, estive no Rio de Janeiro, em uma promoção do Sindicato dos Médicos daquele Estado, em uma atividade na sede da OAB, onde recebi o Diploma Roberto Chabo, o que me deixou muito satisfeito.

Conheci o Dr. Roberto Chabo não só durante a minha militância como sindicalista, mas também depois como Deputado e Senador. Foi a primeira vez em que esse prêmio foi entregue, e o argumento foi o nosso trabalho na Comissão de Direitos Humanos e também aqui no Congresso, cuidando das questões relacionadas ao social.

         Agradeço muito a presença, lá comigo, dos Deputados Federais Glauber Braga e Cida Diogo; dos Deputados Estaduais Paulo Ramos e Inês Pandeló; e, também, do Desembargador, Liborni Siqueira; do Presidente do Mosap, Edson Guilherme; e também do Secretário Estadual da Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Sérgio Côrtes.

         Além de representantes da OAB, estavam lá a Cobap, o Mosap, a Associação de Aposentados de Volta Redonda, as centrais sindicais, confederações, federações, o Aeros, as associações de aposentados. Estava, lá, inclusive, uma delegação dos meus chamados amigos virtuais, que entram todo dia na Internet e vão interagindo comigo em matéria de projetos, principalmente aquele voltado para o fim do voto secreto (a PEC nº 50, que está no plenário) e para o direito dos aposentados e pensionistas e do conjunto dos trabalhadores.

Quero cumprimentar também o Presidente do SindiMed do Rio de Janeiro, Dr. Jorge Darze, pela insistência em me levar para o Rio de Janeiro. Ligava-me quase todos os dias, até que, enfim, nesta quinta-feira, lá estive.

Já, na quinta-feira, à noite, desloquei-me para São Paulo, onde participei de um evento, no Centro de Eventos Pedro Bortolosso, lá em Osasco e região. Estavam lá, também, centenas e centenas de pessoas, desde lideranças dos trabalhadores e dos aposentados e pensionistas. Lá, fiz uma palestra, inclusive, para os advogados presentes, falando do fim do fator, do reajuste na forma que aprovamos aqui no Senado e que está na Câmara - a do percentual igual para os aposentados dado ao mínimo.

Falei da recomposição das perdas acumuladas dos aposentados e pensionistas. Falei da PEC nº 24 que, se aprovada, resolve todo o problema da seguridade social, porque, segundo ela, os recursos da seguridade não podem ser destinados a outro fim. Lá também falei, naturalmente, da importância da aprovação da PEC nº 50, porque entendo que homem público não tem que votar secretamente. O voto tem que ser aberto em todos os casos. A matéria está aqui neste plenário e eu espero que a votemos ainda esta semana.

Sr. Presidente, quero destacar a presença do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Osasco e Região, assim como também a participação dos líderes da CNTC, da Força Sindical, da CUT, da Nova Central, da UGT, e de todos os Partidos. Não vou citar cada um, porque estão todos aqui os que estavam lá presentes, todos dizendo que vão travar uma verdadeira cruzada em nível nacional, para que a Câmara dos Deputados cumpra a sua parte e aprove lá os três projetos que o Senado votou por unanimidade, Senador Mão Santa, V. Exª que - confesso - foi lembrado lá junto com outros Senadores, dá importância desse movimento.

Quero agradecer, inclusive, à própria Polícia Federal, à Polícia Civil do Estado de São Paulo pela segurança que foi montada para que a gente pudesse fazer esse evento, sem necessidade, creio eu. Mas quero elogiar a forma carinhosa como todos me acompanharam durante todo o período em que eu estive em São Paulo e região e também no Rio de Janeiro.

Quero agradecer também, Sr. Presidente, ao Deputado Federal João Paulo Cunha, que me acompanhou durante todo o evento em São Paulo, ao Deputado Estadual Marcos Martins, ao Prefeito de Osasco, Emídio de Sousa, enfim a todos que, de uma forma ou de outra, estiveram comigo naquela caminhada.

Já disse aqui e repito que estavam lá todas as centrais sindicais. Aqui, agradeço especialmente ao Jorge Lorenos, que é o Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco; também aos representantes do Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo, Isaías; ao representante do Serviço de Inteligência - AIIC/DF, Sargento Monteiro; ao Sindicato dos Comerciários de Osasco, Neto, Luciano, Ana Cristina; às Delegadas Victória e Rosângela; aos investigadores da Divisão de Portos, Aeroportos, Dignitários de Proteção a Autoridades, os seguranças do Sindicato do Comércio; enfim, não dá para citar todos.

Por fim, Sr. Presidente, quero ainda dizer que esse foi um evento na linha daquele que eu tive na Baixada Santista, na linha do que tive quando estive em São Leopoldo, onde mais de cinco mil homens e mulheres de cabelos brancos estavam lá, prestigiando aquele debate e fazendo com que o movimento impulsione a Câmara dos Deputados a votar a matéria.

Sr. Presidente, no Rio de Janeiro, insistiram muito comigo para que eu faça aqui uma audiência pública, Senador Mozarildo, para discutir a saúde pública no Brasil. Eu achei interessante. Foi um pedido dos médicos do Rio, e eu me comprometi a entrar com um requerimento na Comissão de Assuntos Sociais do Senado da República.

O Sr. Mozarildo Cavalcanti (PTB - RR) - Senador Paim.

O SR. PAULO PAIM (Bloco/PT - RS) - Pois não, Senador Mozarildo. Eu o provoquei, porque o assunto é da sua área e do Senador Mão Santa.

O Sr. Mozarildo Cavalcanti (PTB - RR) - Exatamente. Eu queria lhe dizer que, na última reunião da Comissão de Assuntos Sociais, foi aprovada a proposta da Presidente, Senadora Rosalba Ciarlini, para que façamos uma série de audiências públicas para debater o Sistema Único de Saúde, inclusive convidando todas as áreas envolvidas.

Portanto, V. Exª já poderá...

O SR. PAULO PAIM (Bloco/PT - RS) - Anunciar que está aprovado o requerimento por antecipação.

O Sr. Mozarildo Cavalcanti (PTB - RR) - Que já está aprovado o requerimento. Vamos só fazer, portanto, um cronograma e listar as pessoas que devem ser convidadas para participar desse debate, porque, realmente, concordo em que precisamos fazer um diagnóstico atualizado e aplicar um tratamento adequado para o momento nesse sistema.

O SR. PAULO PAIM (Bloco/PT - RS) - Muito obrigado, Senador Mozarildo.

Senador Mão Santa, para concluir, eu, na abertura da sessão, pedi a V. Exª eu diria até um voto de aplauso à história e à biografia do jornalista Márcio Moreira Alves e, claro, um voto de solidariedade e de pesar à família.

V. Exª leu a minha justificativa, que lhe entreguei, mas, se V. Exª me permitir, quero ler somente a última folha. Comprometi-me também com V. Exª de cumprir o horário, ficando em dez minutos.

Termino a última folha, dizendo, Sr. Presidente, que não há necessidade de aqui relatar a todos a biografia desse homem que morreu, mas a sua forma de agir entrou para a história, que é a biografia de Márcio Moreira Alves.

Eu gostaria só de lembrar o momento em que os Deputados se recusaram a cassá-lo. Isso ocorreu em 11 de dezembro de 1968. A crise era da maior gravidade. Foi um momento emocionante - muitos choraram -, em que todo o plenário, após a conclusão da votação - e o Márcio não foi cassado -, levantou-se e cantou, de pé, naturalmente, o hino nacional.

O que veio, nós sabemos. O Governo decretou o AI-5 e fechou o Congresso Nacional. Marcito, como foi dito aqui por mim e pelo Senador Suplicy, teve que rapidamente exilar-se, e só voltou com a anistia, depois de 1979.

Sr. Presidente, esta homenagem que hoje esta Casa fez ao nosso querido e inesquecível jornalista Márcio Moreira Alves, todos podem ter certeza absoluta de que o fizemos de coração e sentimento, com muita alma, porque o trabalho desse jornalista, para mim, é uma linha de atuação para todos nós.

Eu disse, Sr. Presidente, e quero repetir, que tenho certeza de que o Márcio vai estar lá em cima com outros jornalistas que aprendi a respeitar ao longo de suas caminhadas. Vou citar aqui os gaúchos, mas com certeza poderia citar jornalistas de todo o Brasil, e claro que não cito todos os gaúchos.

Cito aqui o meu grande amigo Amir Domingues; Paulo Solano; Bira Valdez Lauro Hagmann, Dilamar Machado, Lupi Martins, Luiz Pilla Vares, Cândido Norberto, Daniel Herz, e tantos outros, Sr. Presidente, que, claro, eu não teria espaço para ficar no tempo que me comprometi com V. Exª homenagear. Mas, com certeza, a imprensa brasileira cumpre um papel fundamental, e gostaria muito que não só os jornalistas, mas também nós, homens públicos, pautássemos a nossa atuação espelhados em homens e mulheres que dão a sua vida, não somente como profissionais, mas como militantes das causas da liberdade, da justiça, da igualdade e da justiça social.

Vida longa a você, Márcio Moreira Alves. Com certeza as tuas idéias ficarão sempre e sempre aqui por este plenário do Senado e da Câmara, onde você transitava com total liberdade, porque esta Casa, embora a ditadura não quisesse, é o símbolo da democracia e ela é sua.

Grande Márcio!

Obrigado, Presidente.


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