Autor
Cristovam Buarque (PDT - Partido Democrático Trabalhista/DF)
Data
26/02/2010
Casa
Senado Federal 
Tipo
Pronunciamento 

                          SENADO FEDERAL SF -

            SECRETARIA-GERAL DA MESA

            SUBSECRETARIA DE TAQUIGRAFIA 


            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF. Pela Liderança do PDT. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Senadores, Srªs Senadoras, diz-se que discurso não deve dividir temas, porque mata os dois temas, mas eu não posso deixar de manifestar, antes de falar do tema específico sobre o qual discorrerei, na sequência desses últimos dois dias, o meu descontentamento, o meu repúdio pelo falecimento, na gloriosa Ilha de Cuba, pela qual eu tenho tanta admiração, de alguém que fazia um protesto sob a forma de greve de fome.

            Merece a nossa crítica a morte desse Sr. Tamoyo, um pedreiro que lutava pelos direitos que ele considerava fundamentais. Independentemente de esses direitos serem ou não fundamentais - eu até acho que sejam -, a morte dele merece a nossa crítica. E eu faço essa crítica com o coração doendo, porque sou de uma geração que aprendeu a respeitar a luta de Cuba. Mas não posso deixar de manifestar o meu descontentamento.

            Pior até do que qualquer outro tipo de violência política é deixar que uma pessoa morra numa greve de fome ao longo de 81 dias, sem uma negociação que pudesse impedir essa tragédia. Segundo, indo para o outro lado do espectro político até, eu quero dizer que lamentei, apesar de ter sido um conflitante permanente com ele, o falecimento, esta semana, do ex-Reitor da Universidade de Brasília José Carlos Azevedo, um homem que nós todos enfrentamos ali pela democracia, mas, de qualquer maneira, o seu falecimento deixa uma ponta de tristeza, como toda morte, e também a lembrança de que, no meio de tantos comportamentos que não eram aqueles que nós defendíamos, ele realmente deu um grande salto de construção daquela universidade à qual eu sou tão ligado.

            Mas, Sr. Presidente, eu fiz parte de uma geração - Pedro Simon, todos os outros - que lutou em um movimento chamado “Tortura Nunca Mais”. Eu creio, Senador, que está na hora de fazermos o movimento “Corrupção Nunca Mais”. Não que corrupção seja uma característica de Brasília. Longe disso. A corrupção tem sido uma constante em quase todos os demais Estados e mesmo Municípios do Brasil. Mas, neste momento, por circunstâncias diversas, a realidade quis que Brasília virasse uma espécie de Capital daquilo que não deve ser feito, pelo comportamento dos políticos. Por isso, talvez seja aqui que a gente deva partir por um movimento em que se acabe no Brasil - não é uma questão só brasiliense, mas do Brasil - essa tradição de conivência, que termina levando ao que se chama de corrupção.

            Mas esse movimento não pode se restringir apenas a culpar aqueles que aparecem com a “mão na botija”, como se dizia em Pernambuco antigamente; não apenas aqueles que, por ação, cometem os atos de corrupção. É um equívoco acharmos que esse mal dos tempos seja fruto da ação de indivíduos apenas. Há um sistema que permite isso. E a luta contra a corrupção exige uma revolução que mude o sistema.

            Em primeiro lugar, que mude o sistema eleitoral neste País. O sistema é a fábrica da corrupção, E, se é uma fábrica de corrupção, não adianta tomar medidas contra corrupto “a”, “b”, “c” ou “d”. Haverá sempre a corrupção enquanto a fábrica for mantida.

(O Sr. Presidente faz soar a campainha.)

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF) - Uma campanha eleitoral custosa como são as campanhas eleitorais brasileiras, a campanha eleitoral com fundos privados de contribuição para a campanha, criando conivências permanentes entre o mundo político e o mundo empresarial, fazem corrupção.

            A corrupção é fabricada, ela é produzida, ela não sai de dentro das pessoas mais, apenas - embora, às vezes, também; a corrupção vem de fora para dentro das pessoas. E algumas são mais propensas do que outras. E algumas podem até desaparecer no processo político porque não se submetem a essa realidade.

            A proposta do Senador Pedro Simon de fazer uma Constituinte para a reforma política é o melhor passo de começo de uma campanha “Corrupção Nunca Mais”. Essa Constituinte, Senador Simon, corresponderia, na história, à Lei da Anistia. Continua a haver aqui e ali tortura, mas acabou a fábrica de tortura. A tortura que há, agora, é por deformação mental de um ou outro; não é porque o sistema produz. A gente precisa fazer com que o sistema seja capaz de acabar com a corrupção no processo eleitoral.

            Segundo, é preciso acabar com a corrupção dentro da prática da política através das propinas, dos lobbies ilegais, da troca de interesses, que levam a superfaturamento e que levam a desvio de verbas. São duas coisas: na eleição e no comportamento.

            Muitos querem acabar com os corruptos; eu quero acabar com a corrupção. E a diferença é que, quando a gente acabar com a corrupção, nem os corruptos vão conseguir roubar. Esse é que é o sistema. Um sistema tal que seja capaz de impedir corruptos de se candidatarem, mas que seja capaz, ainda mais, de impedir que alguém puro, se chegar ao Governo e ficar corrupto, consiga roubar algo. Esse é o movimento “Corrupção Nunca Mais”.

(O Sr. Presidente faz soar a campainha.)

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF) - Para isso - peço um pouquinho de paciência nesta sexta-feira -, todos nós temos que nos mobilizar, porque, muito raramente, não há, nos gestos diários das pessoas, uma forma disfarçada de algum tipo de comportamento que não esteja dentro da ética completa. Aquele que fura fila, aquele que vê a prova do vizinho, aquele que, depois da consulta, pergunta se o cliente quer pagar com nota ou sem nota, todos esses pequenos gestos terminam criando a chamada cultura da corrupção.

            Nós precisamos fazer uma campanha dentro de todos nós. E aí eu queria citar alguns grupos.

            Eu quero falar primeiro aos jovens. Aos jovens que não votaram ainda. Eu queria pedir a esses jovens que hoje, na hora do almoço, na hora da conversa com o pai e com a mãe, com os irmãos mais velhos, perguntem: “Em quem vocês votaram nas últimas eleições?” Fica muito fácil jogar pedra esquecendo o papel de cada um de nós no processo de fabricação dos eleitos. Eu queria que os jovens perguntassem aos pais: “Em quem vocês votaram? Em quem vocês vão votar?” Eu queria que eles discutissem com os pais que critérios para fazer uma peneira entre aqueles que a gente tem mais certeza de que, no poder, vão se comportar mal...

(Interrupção do som.)

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF) - ... e aqueles que, no poder, a gente tem esperança, porque nunca vamos ter a certeza, de que vão se comportar bem.

            Eu queria falar para os empresários. Eu queria que os empresários assumissem o compromisso entre eles: “Não vamos dar dinheiro, nesta campanha, para qualquer candidato que tenhamos desconfiança de que, no poder, vai se comportar mal”. Eu queria que eles assumissem esse compromisso. Eu queria um compromisso maior: “Não vamos dar muito dinheiro para nenhum candidato. Se dermos dinheiro...” E isso deveria ser proibido por lei, o financiamento de campanha deveria ser público. Mas, já que não é, pelo menos dê pouquinho a cada um, porque aí se diminui o risco de corrupção.

            O Sr. Pedro Simon (PMDB - RS) - A gente tem feito muita campanha difícil, mas acho que essa de V. Exª é a mais difícil que eu já vi que possa dar êxito. Fazer com que os empresários não deem dinheiro, a não ser... Eu não confio muito.

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF) - É possível, Senador, que seja mais difícil. Por isso, é mais importante falar.

            Sem esse pacto “corrupção nunca mais” sendo abraçado pelos empresários, não vai adiante. E eles têm a ganhar com isso, porque não vão tirar dinheiro do bolso para dar para político. Eles vão ter, claro, que disputar as licitações com competência, não com conivências. Mas acho que eles deveriam fazer esse acordo, dar publicidade e colocar uma placa bem grande dizendo “não peçam dinheiro aqui, durante o período eleitoral, para campanha ou para atividades políticas”. E se vão dar dinheiro, que seja pouco e sem caixa dois. Sem isso, não adianta colocar políticos na cadeia, porque, para cada um que vai para a cadeia, nós somos milhares fora dela, e há uma proporção grande não só...

            (Interrupção do som.)

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF) - E há uma proporção grande não só daqueles que são propensos como daqueles que terminam sendo obrigados.

            Quero falar também para aqueles que se acostumaram a ganhar muito dinheiro na campanha graças ao marketing. Hoje, no mundo audiovisual, há um mercado imenso para quem tem empresas de produção de vídeo. Não fiquem concentrados apenas em ganhar dinheiro a cada quatro anos e em tentar tirar todo o atraso dos quatro anos cobrando lá em cima, o que obriga os políticos a conseguirem dinheiro, e daí a terem conivências, e daí ao superfaturamento, e daí à propina.

            O ideal era que, nessa reforma que o Senador Pedro Simon defende, nós conseguíssemos reduzir o custo das campanhas eleitorais, por exemplo, acabando com o marketing. O horário eleitoral pode ser ao vivo. Ou então grava a sua fala e manda. Mas sem nenhuma parafernália de publicidade. Nós não somos sabonetes, que para serem vendidos é preciso ter uma moça se ensaboando na televisão. Não, nós vendemos ideias, e ideia se ganha com fala. Para quê parafernália?

            Eu creio que temos que pedir também aos professores. Os professores precisam conversar com os alunos. Tirar o lanche do vizinho é uma forma de corrupção que nos acostumamos a não ter. É preciso fazer também críticas à política em geral e aos políticos, em particular, que cometem esses atos.

            Nós temos que falar aos universitários. Eu gostaria de ver um dia parado nessas universidades brasileiras para debaterem o problema da corrupção no Brasil. Agora eu quero dizer aos universitários que, se, nesse dia de paralisação, algum faltar ao debate, ele é corrupto, porque a paralisação foi para debater o assunto “corrupção”. Ir para a praia será uma corrupção aproveitando aquilo que era um dia de debate para ser um dia de feriado.

            Eu teria uma lista grande, Senador Adelmir, para fazer aqui, de grupos, pessoas, atletas, que às vezes cometem atos que não são dentro da ética, os que fazem fila, os religiosos, mas quero fazer um apelo a uma pessoa, a uma pessoa que, neste momento, por conta até do comportamento, está pagando o preço mais alto. Eu queria fazer um apelo ao Governador Arruda. E eu digo Governador porque ele ainda é Governador. O Governador Arruda podia dar uma grande contribuição na luta contra a corrupção no Brasil escrevendo um grande livro em que ele dissesse tudo o que sabe.

            (O Sr. Presidente faz soar a campainha.)

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF) - Um livro em que ele constasse todos os meandros do processo da corrupção na política brasileira, e não só aquela que passou ao redor dele. O ideal é que muitos fizessem isso. Mas ele, hoje, está numa posição capaz de fazer isso. E ele, hoje, só tem a ganhar se fizer isso, em termos de respeito à opinião pública, senão na de hoje, que pode ser difícil recuperar imediatamente, naquela do passado.

            Parece incrível, mas, sem a menor ironia, eu digo aqui...

            O Sr. Pedro Simon (PMDB - RS) - Mas V. Exª, hoje, está fazendo propostas realmente milagrosas. Se derem certo, será fantástico. Essa já é quase mais importante do que a primeira.

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF) - Mas, vindo do senhor, acreditar que milagre se realiza não é tão difícil.

            O Sr. Pedro Simon (PMDB - RS) - E eu acredito.

            (O Sr. Presidente faz soar a campainha.)

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF) - O senhor acredita em milagres. E eu faço aqui. Fiz todos os outros. E nós podemos levar essa campanha “corrupção nunca mais” sem o livro dele, mas ele ajudaria, e outros também. Já pensou se desnudar claramente, fazer esse auto-sacrifício ainda maior, dizendo tudo que sabe, tudo que viu, e não só para ficar nos anais da polícia, e não para se beneficiar, com isso, da chamada delação premiada? Não, nada disso! Se fizer isso, já diminui o valor. Mas, pura e simplesmente, como uma imolação e como uma contribuição. Eu creio que, se a gente começar a fazer esse tipo de coisa, cada um fazendo a sua parte, nós podemos caminhar para o grande movimento “Corrupção Nunca Mais”, da mesma forma que fizemos “Tortura Nunca Mais”.

            O Sr. Pedro Simon (PMDB - RS) - V.Exª me permite um aparte?

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF) - E aí, falo para os meus concidadãos brasilienses: estamos comemorando - e o Senador Adelmir é um dos representantes do DF aqui - 50 anos da construção, é uma cidade pronta, mas demolida moralmente.

            Imagino todos os dias os diplomatas brasileiros fazendo seus telefonemas de informações e dizendo: “o Governador da Capital continua preso. O Vice-Governador foi obrigado a renunciar. O que o substituiu, ninguém sabe quanto tempo fica”. Isso está nos desmoralizando.

            Imagino como está a cabeça das crianças e dos jovens brasilienses nesse momento, quando viajam - e tenho informação nesse sentido - e são chamados de “panetones”. Está virando um apelido de brasilienses: “panetones”. Ou perguntando qual é o tamanho da meia. Estão perguntando isso aos...

            (Interrupção do som.)

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF) - ...brasilienses. Estão perguntando aos jovens brasilienses qual é o tamanho da meia que usam.

            Eu imagino como está a cabeça desses jovens. Só há um jeito para a gente. É transformar essa tragédia, essa vergonha em uma alternativa e sermos o exemplo. Nós somos o exemplo da cidade que respeita o trânsito. Não há corrupção nas faixas de pedestre; pôs a mão, o carro para. Por que essa cidade não se transforma também em um exemplo na maneira de fazer política, na maneira de usar, e não usufruir, do poder? Uma diferença tão sutil no verbo, de usar para usufruir, e tão dramática nas consequências.

            Brasília pode se transformar de Capital da vergonha, que é hoje, para Capital da esperança outra vez, se fizermos aqui esse grande movimento pela “Corrupção...

            (Interrupção do som.)

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF) - ...nunca mais” (Fora do Microfone.). Quero só concluir porque, como foi cortada a minha fala depois da palavra corrupção, ficaria totalmente incompleta a ideia: a cidade que deu origem ao movimento “Corrupção nunca mais”. Esse “nunca mais” não pode ficar de fora como ficou na hora da gravação da minha fala.

            Podemos fazer de Brasília essa Capital, voltarmos a ser a Capital da esperança, não mais do desenvolvimento para o Centro-Oeste, mas, agora, do desenvolvimento para a profundeza da alma na forma de fazer política. Cada um de nós tem uma obrigação, tem uma responsabilidade e tem um potencial.

            E estou falando para essas pessoas de Brasília, que querem mudar a nossa imagem, mostrando que somos sim um lugar onde a política pode ser feita com ética.

            Tenho, com muito orgulho para mim, um pedido de aparte do Senador Pedro Simon.

            O Sr. Pedro Simon (PMDB - RS) - Digo a V. Exª que convivi aqui com o Governador Arruda. Acompanhei os fatos que marcaram sua presença aqui: dois pronunciamentos aí, da tribuna onde está V. Exª. O primeiro, negando peremptoriamente, e foi um pronunciamento tão firme que todos nós, inclusive eu, demos aparte de solidariedade a ele.

            E 48 horas depois, a senhora encarregada do painel contou que tudo tinha sido feito com a participação dele, e ele voltou à tribuna, reconhecendo que tinha mentido e pedindo desculpas. Esse é um fator marcante. E parece mentira que, um tempo depois, ele tenha sido eleito Governador do Distrito Federal. Eu acho que o que V. Exª está falando e que eu, brincando, disse que achava impossível talvez seja a grande ação inicial, isso que V. Exª está falando, uma manifestação do Governador Arruda neste sentido. Não sei o que o Arcebispo foi fazer lá com ele, mas teria sido uma bela ideia essa. Acho que realmente ele, que já uma vez, parecendo que estava morto politicamente, voltou de forma espetacular, pode, com essa ideia de V. Exª de iniciar uma campanha em Brasília... Se ele fizesse isso, se ele fizesse essa reflexão, se ele fizesse essa análise profunda de contar as coisas, de mostrar as coisas, vou ser muito sincero: talvez ele tenha até uma nova oportunidade no futuro, o que hoje parece algo impossível. Acho que V. Exª falando, eu no início achei uma afirmação impossível, mas quero fazer a minha reflexão. Eu realmente, se pudesse, diria ao Governador Arruda: “Está aí uma boa idéia”. As notícias dizem que ele está magoado, que as pessoas não o procuram, que lá seus antigos aliados o abandonaram de vez, que ele está garantindo que não vai voltar em hipótese alguma para o Governo, mesmo que seja solto. Acho que tudo isso é secundário, mas, se ele fizer - e tem razão V. Exª - não uma delação premiada porque aí é outro sentido, mas uma reflexão de análise, como ele fez, com toda a sinceridade, da tribuna... Ele fez um discurso, mas 48 horas depois ele teve a coragem de fazer uma reflexão que mudou, mas ele teve o respeito. Quero dizer que V. Exª está correto e eu, se pudesse, faria chegar ao...

            (Interrupção do som.)

            O Sr. Pedro Simon (PMDB - RS) - ...Governador Arruda este apelo (Fora do Microfone.): “V. Exª tem uma página em branco que talvez seja o início da derrubada da corrupção”. Talvez Deus esteja reservando para ele esse papel de, com a sua atividade, ser o começo realmente daquilo que é a anticorrupção. Meus cumprimentos a V. Exª.

            O SR. CRISTOVAM BUARQUE (PDT - DF) - Eu agradeço.

            Um minuto, para terminar.

            Eu quero dizer que, se ele pensar em voltar à política, já enfraquece o livro. Agora, entrar na história, sim; recuperar sua posição na história, eu acho que isso poderia ajudar. Não seria a primeira vez na história, outras pessoas fizeram coisas desse tipo. Inclusive - mudando um pouco, sendo metafórico - aqueles que, depois de uma grande doença, transformam-se em alguém que colabora para enfrentar esse problema que outros tenham. Eu creio que é uma sugestão, mas não vai depender disso o movimento “Corrupção nunca mais”. Não é uma condição necessária, nem coloquei aqui essa proposta e sugestão como parte mais importante que o resto. Comecei pelo que acho mais importante, que é hoje, na hora do almoço, os jovens perguntarem aos pais: “Em quem vocês votaram? Estão satisfeitos ou não estão satisfeitos? Em quem vocês pensam em votar daqui para frente?”. Eu começo pelos jovens. E concluí com essa ideia da contribuição até mesmo do Governador Arruda na luta contra a corrupção. E essa luta seria ele dizer tudo o que conhece dos meandros, que outros conhecem, mas não vão ter razão para falar.

            Era isso, Sr. Presidente, o que eu tinha a dizer, como um dos representantes do Distrito Federal, como o senhor também é.


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