Pronunciamento de Pedro Simon em 21/03/2011
Discurso durante a 32ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal
Comentários acerca da presença do Presidente norte-americano em Brasília e no Rio de Janeiro, durante sábado e domingo últimos.
- Autor
- Pedro Simon (PMDB - Movimento Democrático Brasileiro/RS)
- Nome completo: Pedro Jorge Simon
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
POLITICA EXTERNA.:
- Comentários acerca da presença do Presidente norte-americano em Brasília e no Rio de Janeiro, durante sábado e domingo últimos.
- Aparteantes
- Cristovam Buarque.
- Publicação
- Publicação no DSF de 22/03/2011 - Página 7629
- Assunto
- Outros > POLITICA EXTERNA.
- Indexação
-
- COMENTARIO, PRONUNCIAMENTO, PRESIDENTE, PAIS ESTRANGEIRO, ESTADOS UNIDOS DA AMERICA (EUA), ELOGIO, POSIÇÃO, DISCURSO, DILMA ROUSSEFF, PRESIDENTE DA REPUBLICA, PROTEÇÃO, INTERESSE, POLITICA INTERNACIONAL, AMERICA LATINA, BRASIL.
| SENADO FEDERAL SF -
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O SR. PEDRO SIMON (Bloco/PMDB - RS. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Srs. Parlamentares, acompanhei durante sábado e domingo a presença do Presidente americano em Brasília e no Rio de Janeiro.
Acompanhei os pronunciamentos que foram feitos e quero dizer que gostei muito da posição da Presidente Dilma. Acho que ela foi sóbria, objetiva, mostrou a posição do nosso País, falou em pé de igualdade, mostrou as nossas teses, nossos princípios.
Também foi muito feliz a iniciativa de convidar todos os ex-Presidentes para a recepção no Itamaraty. Entendi a posição do Presidente Lula de não ir, conforme declarações suas: “Esse é o momento da Dilma”. Qualquer outra interpretação dada pela imprensa ou por quem quer que seja em sentido contrário me soa totalmente falsa. Agiu bem o ex-Presidente em dizer que o momento era da Presidente.
Achei muito competente a Presidente Dilma nas interrogações as quais todos estavam atentos em relação a sua forma de conduzir a política externa e a forma como foi conduzida pelo seu antecessor.
Não vejo diferença nenhuma no básico, na linha essencial entre o que está executando a Presidente Dilma e o que executou o seu antecessor. Vejo, é claro, uma maneira de agir bastante diferente. O Presidente Lula, subindo na vida, na escala social, desde lá do Nordeste, do Recife, até o grande líder sindical que, depois de três derrotas, chegou à Presidência da República, cargo que executou de maneira muito positiva; e a Presidente Dilma, uma mulher de família média alta, que poderia levar a sua vida ao normal, professora, mas, em meio à juventude, arrastou-se, como muitos e muitos jovens, na resistência contra a ditadura, pagando um preço muito caro na tortura e no sofrimento.
Foi um ponto positivo do Presidente Obama, no Teatro Municipal, fazer esses dois destaques: um país onde um menino lá do Nordeste chega a Presidente da República, e uma moça que, vinda da tortura, da violência e do sofrimento, chega à Presidência da República.
É claro de entender que o Presidente Lula, na sua paixão e na sua luta, principalmente na vida sindical, na presidência do PT, na época em que o PT era o grande partido de oposição e de grandes reformas e transformações - já não é hoje -, na Presidência da República, adote uma posição corajosa e arrojada, de independência.
E não há como deixar de reconhecer que o Presidente Lula, na sua posição em relação à política exterior e, claro, nos avanços da economia brasileira, sendo a sua política social um exemplo para o mundo, tirou milhões de brasileiros da miséria absoluta, levando milhões que não comiam diariamente, mas de vez em quando, para serem pessoas que almoçam e jantam todos os dias.
Em nível internacional, ele teve ousadia. Podemos discutir alguma declaração aqui, alguma posição ali, mas ele seguia a política - e vejo noticiado pelo Presidente que depois de amanhã comemoraremos os 40 anos do Mercosul - e leva adiante aquela política iniciada anos atrás, proclama uma independência respeitosa com relação à subordinação aos Estados Unidos, busca uma identificação primeiro com a América Latina e, depois, com a África, olha a posição de sofrimento lá no Oriente Médio, tem uma posição, na minha opinião, inteligente em relação ao Presidente venezuelano. Queriam alguns um rompimento com o Presidente da Venezuela, o que criaria uma crise, uma divisão na América Latina altamente negativa, isso só não acontece hoje pela figura do Lula, que soube manter o diálogo com o Presidente venezuelano e mantê-lo numa posição que não foi por radicalismo que, tenho certeza, iria se o Presidente brasileiro tivesse adotado o que muitos queriam, que era um rompimento com o Sr. Chávez.
A Presidente Dilma chega numa posição nova. Não era interessante encurtar ou, melhor dito, apertar os vínculos nossos com os americanos? Essa nova linguagem de independência, de mais entendimento foi positiva. E ela foi - posso dizer - brilhante no seu pronunciamento, foi competente e muito capaz. Tenho a convicção de que Governo e oposição, tenho a convicção de que a unanimidade deve ter gostado muito do pronunciamento da Presidente Dilma, da maneira correta, firme com que falou ao País.
Vivemos um momento que vai ficar na história, pois foi daqui do Brasil, aqui de Brasília, que o Presidente Obama liberou as tropas americanas para, desta vez, de acordo com a determinação do Conselho da ONU, secundar franceses e ingleses nas manifestações da Líbia.
E não nego que eu esperava do presidente americano um pronunciamento de maior identificação com a América Latina. É interessante que sendo um continente americano, tenhamos tão poucas identificações dos Estados Unidos com a América Latina. Hoje, quando se fala em América e americano, fala-se em Estados Unidos.
O nome do Brasil era Estados Unidos do Brasil. Eu não estava aqui, mas me manifestei de forma contrária aos nossos constituintes que mudaram o nome: em vez de Estados Unidos do Brasil, passou a ser República Federativa do Brasil. O motivo foi claro, de certa forma, atendendo a simpatia ao governo americano. Com isso, América e Estados Unidos da América passaram a ser somente os Estados Unidos.
Mas os americanos nunca tiveram, ao longo da história, um ato, um gesto de simpatia, de carinho nem ao Brasil nem à América Latina. No grande discurso que o Obama fez no Egito, na Universidade do Cairo, ele chamou a atenção ao desejo de amizade entre muçulmanos e americanos. Conhecemos a origem de seu pai. E ele fez questão de dizer que se estava iniciando uma época nova, em que se buscava o diálogo e o entendimento com os muçulmanos.
Lá na Europa, em seu grande pronunciamento, ele chamou a atenção para os históricos laços de amizade entre aqueles países. Eu achava que, no Brasil, ele faria esse pronunciamento com relação à América Latina.
Alguns dizem que ele não o fez ontem, porque deixou para fazer hoje, em Santiago do Chile. Se isso for verdade, ótimo. Seria muito bom que o Presidente Obama tomasse essa iniciativa no seu governo, contrariando da tese que ficou na história do mundo daquele Presidente que disse que, quando Fidel Castro pensou em dialogar com os russos e intervir na América, a resposta dele foi a de que jamais os americanos aceitariam qualquer intromissão no quintal dos Estados Unidos, isto é, na América Latina.
Mas eu gostei do pronunciamento do Presidente americano, embora meloso no sentido de agradar. Fez referência a um escritor que é hoje dos mais vendidos, talvez por isso, fora isso eu não teria entendido. Poderia ter sido feito na rua, mas, como disse o nosso colega Senador Dornelles, não teria sentido nenhum ali na Cinelândia, marco das grandes decisões da história do Brasil, o Presidente Obama fazer um pronunciamento ao povo brasileiro. Eu também acho que, dentro do teatro, foi melhor, teve mais lógica, foi mais positivo.
Todos nós agora ficaremos a ver quais serão os primeiros passos.
Achei correta e corajosa a posição da nossa Embaixadora na ONU, no Conselho de Segurança, quando, às vésperas da vinda do Presidente Obama ao Brasil, na hora de votar a interferência na Líbia, proposta feita pelos Estados Unidos, Inglaterra, França e outros países, o Brasil se absteve, junto com China, Índia e Rússia. O Brasil se absteve.
E a Embaixadora do Brasil fez questão de dizer que a abstenção do Brasil não tinha nada a ver com endosso ao Sr. Kadafi ou à política do Sr. Kadafi, apenas tinha a ver com a não interferência da ONU e em não levar à radicalização da briga bélica aquilo que poderia ser resolvido pacificamente. Foi um ato de coragem. Dizem até alguns que esse voto teria alterado alguns itens do pronunciamento do Presidente Obama no Brasil. Foi um ato de coragem e, na minha opinião, correto. Na minha opinião, correto. Não votar contra, porque não tinha por que votar contra - a Rússia, a China e a Índia também não votaram contra, assim como a Alemanha -, mas também não votar a favor.
Saiu-se muito bem a Presidente Dilma no seu primeiro lance internacional. Não há dúvida de que foi um gesto realmente importante. A imprensa salientou o fato de o Presidente americano vir ao Brasil menos de dois meses depois da posse do presidente e antes desse presidente ter ido pedir a benção aos Estados Unidos. Isso nunca tinha acontecido com relação ao Governo brasileiro e, que eu saiba, com nenhum outro governo.
O americano, no seu imperialismo de renome mundial, está acostumado a receber permanentemente o beija-mão de qualquer Presidente eleito, que muitas vezes - como foi o caso do Tancredo, que terminou não assumindo - antes de assumir faz a visita ao Presidente americano, para depois, muito depois, o Presidente americano possivelmente visitar este País. A imprensa tem chamado a atenção para esse detalhe.
No Brasil, a Presidente Dilma, com muita inteligência, fez questão de que a sua primeira viagem, eleita Presidente, fosse à Argentina, levar o abraço do Brasil aos nossos irmãos argentinos para, neste abraço - primeiro à Argentina, depois, à América do Sul e à América Latina -, mostrar a importância que o Brasil continuará dando no seu Governo, como vem dando nos governos de 30 anos para cá, à integração da América Latina. E a próxima viagem marcou para a China no próximo mês.
O Presidente Obama veio ao Brasil. Um detalhe, poder-se-ia dizer, sem maior necessidade de destaque...
(Interrupção do som.)
O SR. PRESIDENTE (Gilvam Borges. Bloco/PMDB - AP) - Senador Pedro Simon, o tempo de V. Exª já está esgotado, e eu consulto V. Exª sobre o tempo de que necessita para concluir as suas avaliações.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco/PMDB - RS. Fora do microfone.) - Quem sou eu para pedir a V. Exª o tempo de que necessito...
V. Exª me conceda o que achar...
O SR. PRESIDENTE (Gilvam Borges. Bloco/PMDB - AP) - V. Exª tem cinco minutos para terminar.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco/PMDB - RS) - Muito obrigado.
Pois dou um aparte ao ilustre Senador Cristovam, então.
O Sr. Cristovam Buarque (Bloco/PDT - DF) - Permite-me, Presidente?
O SR. PRESIDENTE (Gilvam Borges. Bloco/PMDB - AP) - Considerando o tempo já esgotado do orador, conforme o Regimento, e vendo que V. Exª está manifestando o desejo de contribuir e avaliar o pronunciamento do Senador Pedro Simon, irei permitir o aparte de V. Exª.
O Sr. Cristovam Buarque (Bloco/PDT - DF) - Muito obrigado, sobretudo considerando que hoje é segunda-feira, quando temos um pouco mais de liberdade, e o tema sobre o qual o Senador Simon está falando. É para isto que existe o Senado: para tomar posições diante dos assuntos do Estado brasileiro. Escutei o seu discurso, uma parte pela rádio, outra parte aqui presente. Quero felicitá-lo e dizer que, neste aparte, se não fossem as restrições regimentais, eu iria tomar muito tempo para comemorar cada um dos pontos. Primeiro, quero dizer do meu acordo quando lembra - e poucos lembraram - que esta é a primeira vez que um Presidente americano vem aqui antes de o recém-eleito Presidente brasileiro ir lá. Não apenas Tancredo Neves, mas praticamente todos os outros. Segundo, a correção com o voto do Brasil nas Nações Unidas. Demorou demais a intervenção e, quando ela veio, talvez tenha sido de uma maneira equivocada. Ninguém quer que esse Kadafi continue no poder, mas menos ainda a gente quer que ele se transforme em um herói do mundo árabe, como pode acontecer se as forças que hoje defendem a democracia, por um ato militar qualquer, terminarem fazendo dele um mártir. Quanto à visita do Presidente Obama, também quero dizer da minha alegria com essa relação que se manteve. Entretanto, eu gostaria de ter visto os dois grandes líderes Dilma e Obama indo além da representação que cada um deles faz do seu país. Eu queria ver os dois fazendo um grande documento para o mundo inteiro, tratando, por exemplo, da necessidade de o mundo inteiro lutar contra a pobreza no mundo, que, a meu ver...
O SR. PEDRO SIMON (Bloco/PMDB - RS) - Mas essa era a vontade da Presidente Dilma. Se não aconteceu, tenho certeza de que não foi por causa dela.
O Sr. Cristovam Buarque (Bloco/PDT - DF) - Essa era, não é? A meu ver, o caminho para isso seria um grande plano mundial de ajuda à educação de todas as crianças do mundo. Segundo, uma posição clara na subordinação da economia ao equilíbrio ecológico. Não podemos continuar com o PIB crescendo dessa maneira no mundo e os recursos diminuindo tanto. Terceiro, uma posição clara sobre os direitos humanos no mundo, respeitando obviamente a autodeterminação, mas dizendo: existem certos valores que nós precisamos defender em conjunto porque a Terra hoje não é mais uma soma de países, é um condomínio onde esses países estão imbricados. Eu gostaria de ver também uma declaração clara de luta contra as forças do terror no mundo, a disseminação de armas e, sobretudo, uma análise e uma posição sobre a energia nuclear, que a gente vê não pode mais ser um assunto de cada país independente porque repercute no mundo inteiro, como a gente vê agora no caso do Japão. Mas tirando essa, a meu ver, falta de globalidade no discurso dos dois, eu creio que é uma visita histórica, que vai ficar registrada. Com satisfação, poderemos dizer, no futuro, que fomos testemunhas dessa visita.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco/PMDB - RS) - Concordo e, no início, já tinha dito isto: o pronunciamento foi aquém do que a gente esperava. As informações que a gente tem, Senador...
(O Sr. Presidente faz soar a campainha.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco/PMDB - RS) - ... - já encerro -, é que esse pronunciamento a que V. Exª se refere talvez seja feito hoje em Santiago do Chile. Não sei. Mas disse no início e repito aqui: faltou essência ao pronunciamento do Presidente Obama. Foi um pronunciamento simpático. Muita gente disse que lembrou o estilo dele da campanha eleitoral, de entrar e empolgar a plateia.
Gosto do Presidente Obama. Acho que ele já está cumprindo grande parte do seu compromisso. Na questão da saúde lá, hoje, existem... Há dezenas de anos, quarenta milhões de brasileiros estavam piores do que no Brasil na questão da saúde. Ele pegou a antipatia praticamente de metade dos Estados Unidos, mas fez.
(Interrupção do som.)
O SR. PRESIDENTE (Gilvam Borges. Bloco/PMDB - AP) - Senador Pedro Simon, considerando as elocubrações do aparteante, que lhe consumiram tempo considerável do que a Mesa lhe concedeu, e considerando os cabelos brancos e a sabedoria de V. Exª, devolvo-lhe mais cinco minutos.
O SR. PEDRO SIMON (Bloco/PMDB - RS) - Agradeço muito.
A gente, verificando e sentindo essa questão, vê que o pronunciamento se esperava diferente, mas foi um pouco de oba-oba.
Eu não entendi, por exemplo, a referência ao escritor afamadíssimo, mas que, cá entre nós, não tem muita identidade nem com o povo, nem com a gente, nem com a história, nem com a tradição do nosso Brasil. Mas é popular. Talvez a única ligação que tem com o atual momento é que foi proibido no Irã, e deve ser a ligação dele com o Presidente Obama. Como os seus livros foram proibidos lá, passa a ser um grande escritor. Mas eu volto a dizer: eu acho que a Presidente Dilma começou bem. Começou bem! Acho que duas mulheres - ela e a Presidente da Argentina - vão adiante. Acho que, com todos esses acontecimentos que estão aí, o Paraguai vai atender. É ridículo: a Argentina já deu voto favorável, o Brasil também, o Uruguai também e o Congresso paraguaio ainda não autorizou a entrada da Venezuela, o que para nós é importante porque a Venezuela estará no Mercosul, e o Mercosul deverá integrar-se para se transformar num mercado de toda a America Latina.
Eu confio nesse caminho, e nesse caminho o Brasil vai adiante. E confio na sensibilidade do Presidente Obama, embora, como disse toda a imprensa do mundo, ele não podia ter avançado muito, por exemplo, aqui no Brasil e em qualquer outro lugar, porque hoje ele é minoria no Congresso americano.
Meu amigo Cristovam, como me doeu na alma verificar a imprensa toda dizer que ele não pode avançar o sinal, porque, lá, tudo depende do congresso americano. Ele não podia falar que o Brasil podia entrar no Conselho, porque quem vai decidir isso é o congresso americano. Ele não podia avançar uma linha com relação à política internacional, porque, lá, nos Estados Unidos, quem decide é o congresso americano. Que diferença com a gente, não é, Presidente?! Aqui, não decidimos coisa nenhuma de coisa nenhuma!
Mas acho que essa visita, realmente, foi importante. Gosto do Patriota, o nome é bonito, e ele agiu com patriotismo. Saiu-se muito bem na sua primeira passagem.
Que bom que a gente avance e que bom que Lula e Dilma estejam afinados. Isso é muito importante. Repito aqui: o que saiu com pequeno destaque na imprensa, mas para mim foi muito importante, foi o Lula dizer: “Eu não fui porque a hora era da Dilma”. Realmente, o Fernando Henrique, o Itamar, o Sarney e os outros não tiveram maior referência, maior importância no almoço, mas, se o Lula estivesse ali, a história teria sido diferente. A imprensa do mundo inteiro haveria de acompanhar a presença do Lula. Mas o Lula, com muita competência, disse: “Eu não vou, porque a hora é da Dilma”.
Alguém da imprensa disse, e considero ridículo: “O Lula não foi porque o telefonema de convite foi do Itamaraty; não foi nem da Presidente, nem do Ministro das Relações Exteriores”. Cá entre nós, isso é piada! Dizer que o Lula não foi ao jantar porque o convite não foi pessoal da Dilma e não foi pessoal do Ministro das Relações Exteriores, mas foi da burocracia, é piada! Uma questão que nem essa... O convite feito...
(Interrupção do som.)
O SR. PEDRO SIMON (Bloco/PMDB - RS) -- ... entre o Lula e o Governo da Dilma. E tudo foi de acordo.
Meus cumprimentos à Presidenta, meus cumprimentos ao povo brasileiro, que soube agir com muita tranquilidade e com muita competência.
Olhar esse aparato todo e ver como é difícil, não é, Presidente?! O homem é o homem mais poderoso do mundo, mas não pode ir ao banheiro sem antes uma dúzia de militares estar olhando-o. Não pode beijar sua filha, no jardim, sem antes uma dúzia de militares ver o que está acontecendo. É o preço caro que se paga para ser o primeiro do mundo.
Obrigado pela gentileza da tolerância de V. Exª.
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