Pronunciamento de Anibal Diniz em 10/02/2012
Discurso durante a 6ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal
Homenagem ao Partido dos Trabalhadores, pelo transcurso dos 32 anos de sua fundação, a Apolônio da Carvalho, fundador do partido, e ao ex-Presidente Lula; e outros assuntos.
- Autor
- Anibal Diniz (PT - Partido dos Trabalhadores/AC)
- Nome completo: Anibal Diniz
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
HOMENAGEM.
ESTADO DO ACRE (AC), GOVERNO MUNICIPAL.
DESENVOLVIMENTO REGIONAL.:
- Homenagem ao Partido dos Trabalhadores, pelo transcurso dos 32 anos de sua fundação, a Apolônio da Carvalho, fundador do partido, e ao ex-Presidente Lula; e outros assuntos.
- Aparteantes
- Wellington Dias.
- Publicação
- Publicação no DSF de 11/02/2012 - Página 2156
- Assunto
- Outros > HOMENAGEM. ESTADO DO ACRE (AC), GOVERNO MUNICIPAL. DESENVOLVIMENTO REGIONAL.
- Indexação
-
- HOMENAGEM, PARTIDO POLITICO, PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT), REFERENCIA, COMEMORAÇÃO, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, ELOGIO, ORADOR, RELAÇÃO, LUIZ INACIO LULA DA SILVA, EX PRESIDENTE DA REPUBLICA, FATO, ATUAÇÃO, FUNDAÇÃO, HISTORIA, ENTIDADE, POLITICA.
- COMENTARIO, REFERENCIA, FORMAÇÃO, COLIGAÇÃO PARTIDARIA, OBJETIVO, APOIO, CANDIDATURA, AUTORIDADE, RELAÇÃO, CARGO, PREFEITO DE CAPITAL, MUNICIPIO, RIO BRANCO (AC), ESTADO DO ACRE (AC).
- REGISTRO, CARTA, AUTORIA, SACERDOTE, DESTINAÇÃO, ORADOR, OBJETIVO, DESCRIÇÃO, SITUAÇÃO, DESMATAMENTO, COMUNIDADE, REGIÃO, ESTADO DO ACRE (AC), SOLICITAÇÃO, ATUAÇÃO, SENADOR.
O SR. ANIBAL DINIZ (Bloco/PT - AC. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Srª Presidente, Senadora Angela Portela; Srs. Senadores, telespectadores da TV Senado, ouvintes da Rádio Senado, eu estive ontem aqui na tribuna do Senado para fazer uma saudação especial aos 32 anos de existência do Partido dos Trabalhadores.
A exemplo do que fez há pouco o Senador Suplicy, explorei um pouquinho a respeito da experiência que vivenciei nos 32 anos de existência do Partido dos Trabalhadores, desde a eleição de 1982, que foi a primeira eleição da qual o Partido dos Trabalhadores fez parte, com o nosso candidato ao Governo do Acre, Nilson Mourão, que depois se tornou Deputado Federal e hoje é Secretário de Justiça e Direitos Humanos do Governo do Acre.
Naquela mesma época, em 1982, Lula disputou o Governo do Estado de São Paulo. Tanto Lula quanto Nilson Mourão tiveram uma performance eleitoral muito pequena, entre 2% e 4% dos votos. E parecia que o Partido dos Trabalhadores não teria a viabilidade que veio a ter nas décadas seguintes. E não se imaginava que um Partido que surgia da ousadia daqueles operários, daqueles intelectuais, daqueles integrantes do movimento social organizado, das comunidades eclesiais de base fosse fazer tamanha transformação na política nacional.
Então, todos nós que integramos o Partido dos Trabalhadores somos muito felizes pela trajetória que o Partido dos Trabalhadores ajudou a construir na política brasileira, fazendo com que hoje tenhamos um Estado democrático de direito plenamente respeitado. A nossa democracia carece ainda de ajustes e, no centro dessas discussões, dos ajustes que a democracia precisa ter, o Senado Federal, a Câmara dos Deputados estão exatamente empenhados no sentido de produzir resultados que façam com que nossa democracia seja cada vez mais aperfeiçoada para que a vontade das pessoas verdadeiramente se expresse nas decisões centrais do País, dos Estados, dos Municípios e das instituições também.
Mas o mais importante mesmo e que nos faz estar sempre de cabeça erguida na reflexão a respeito desses 32 anos de existência do Partido dos Trabalhadores é, justamente, essa contribuição fantástica que o Partido dos Trabalhadores deu, juntamente com outros Partidos, justamente com outras lideranças que não necessariamente estivessem nos quadros do Partido dos Trabalhadores. Mas a presença do PT teve uma contribuição muito especial.
E hoje, quando comemoramos esses 32 anos e fazemos uma homenagem ao nosso filiado número 1 - por iniciativa do nosso Presidente Rui Falcão, Apolônio de Carvalho está sendo homenageado -, também prestamos uma homenagem toda especial ao Presidente Lula.
O ex-Presidente Lula foi quem mais cuidou do Partido dos Trabalhadores ao longo desses 32 anos. Nós do Acre temos uma dívida de gratidão impagável com o companheiro Lula, porque foi certamente o brasileiro que mais visitou o Acre ao longo desse período. Nas eleições de 1990, quando Jorge Viana foi candidato ao governo e passou para o segundo turno, Lula praticamente se transferiu para o Acre. Ele visitou todos os Municípios do Acre, à época, juntamente com Jorge Viana. Se tivemos um projeto de sucesso no Acre, com os dois governos do Jorge, com o governo do Binho - oito anos com Jorge Viana, quatro anos com Binho - e agora com Tião Viana; se conseguimos construir uma maturidade, uma unidade e formar uma aliança, um marco de aliança importante que conquistou o respeito e o apoio da sociedade, foi porque Lula dedicou muito tempo ao Acre.
Nós devemos muito do que conquistamos ao companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, e isso é muito importante que digamos para os jovens, porque hoje, no caso do Acre, como estamos há 13 anos no governo - e também, no plano nacional, com a nossa Presidenta Dilma agora, que já terminou o seu primeiro ano -, parece que foi tudo muito fácil, mas não foi; foi uma trajetória de muita luta, de muitos esforços, de extrema dedicação de pessoas para conquistarmos os espaços que conquistamos.
Dessa maneira, somos muito felizes por esses 32 anos de existência do Partido dos Trabalhadores e temos muitas conquistas a comemorar, porque os oito anos do Presidente Lula foram anos de muitas conquistas mesmo, de estabilização da economia. Em um primeiro momento, não acreditavam que o Presidente Lula fosse manter o equilíbrio da economia, e ele manteve, e fez o Brasil crescer, e fez o Brasil distribuir renda, e fez milhões e milhões de brasileiros saírem da linha de pobreza para uma linha de dignidade humana. Isso nós devemos muito ao Presidente Lula.
Depois, veio a Presidente Dilma e deu continuidade a tudo isso - a Presidente Dilma, que foi eleita com 55,7 milhões de votos do povo brasileiro -, de tal maneira que, passado um ano do Governo da Presidenta Dilma, que agora fechou esse primeiro ano como a presidente mais avaliada no seu primeiro ano, em toda a história dos presidentes brasileiros, só podemos entender que a sociedade brasileira tem dado um voto de respeito e de reconhecimento ao trabalho do Partido dos Trabalhadores.
Dessa maneira, temos de reforçar também um agradecimento especial à sociedade brasileira, por ter tido a percepção de que era possível mudar, era possível fazer diferente e entregou os destinos do País às mãos de um metalúrgico, e agora, pela primeira vez na história, uma mulher no comando do País.
E esse protagonismo vivenciado pelo Partido dos Trabalhadores é algo que teremos de registrar sempre, para que os jovens saibam que fazer política nessa magnitude é algo que faz muito bem para alma, e a gente se sente muito bem por contribuir com o processo e, ao mesmo tempo, por partilhar essas reflexões com milhões e milhões de jovens brasileiros, que são levados, às vezes, a não gostarem da política por conta da forma como os grandes meios de comunicação, por outros interesses, tratam os políticos.
Mas fazemos um apelo aos jovens no sentido de que procurem debruçar-se, cada vez mais, pela nossa história e vão ver que a participação da política tem sido decisiva para as transformações para melhor do Brasil que nós temos.
Ouço, com muita atenção, o Senador Wellington Dias, meu companheiro de bancada do Partido dos Trabalhadores.
O Sr. Wellington Dias (Bloco/PT - PI) - Quero primeiro saudá-lo, meu Senador Anibal Diniz, e dizer que, para mim, é uma honra muito grande fazer aqui este aparte a V. Exª, porque eu acho que, se pudéssemos escolher um Estado do Brasil para homenagear nesses 32 anos, eu votaria no Acre. No Acre, eu imagino tudo o que seja a construção do Partido dos Trabalhadores em uma região isolada do País. Basta lembrar o que seria, em 1980, a construção do Partido no Estado do Acre, ainda naquela época território, e poder ali ver os avanços. É a maior experiência que temos de governo e de partido. Basta lembrar que estamos no quarto mandato de governador. Não há nenhuma outra experiência de Estados brasileiros em que tenhamos passado, consecutivos ou não, quatro anos de mandato. Ao mesmo tempo, aqui há a presença, quase sempre, de um, dois, três Senadores - chegamos a três Senadores do Acre -, a presença de uma bancada na Câmara Federal, na Assembleia Legislativa, a Prefeitura de Rio Branco e vários outros municípios daquele Estado. Enfim, quero, então, parabenizá-lo. E quero aqui dizer que, assim como V. Exª, ontem fiz também um pronunciamento, somando-me à homenagem ao Apolônio de Carvalho. Mas eu não poderia deixar também de fazer esta homenagem, como fiz, ao ex-presidente, ao presidente de honra Luiz Inácio Lula da Silva, e citando um exemplo, para a gente compreender a história. Quando foi criado o partido - meu Estado é um dos Estados fundadores também -, era preciso, pela lei, organizar, em um número mínimo de Estados, nove Estados da Federação, um terço da Federação; era necessário que tivéssemos, na época, pelo menos quinze municípios, com organização por Estado, para poder aquele Estado ser considerado. E, quando isso aconteceu no meu Estado, minha querida Angela, havia uma figura chamada Zé Pereira. É essa pessoa que quero aqui homenagear, do meu Estado - e o Lula se lembra da primeira reunião: um homem simples, caboclo, lá de Floriano, no Piauí. Como eram basicamente trabalhadores rurais, de renda muito baixa, ele vendeu uma cabra que tinha, vendeu ali a sua cabrita, como dizia o Lula, para poder ter dinheiro para comprar o livro de ata de criação do PT. Então, quando a gente olha a história de homens e mulheres que passaram por isso, para criar e transformar esse sonho na realidade que é hoje, eu tenho muito orgulho. E quero aqui, em seu nome e em nome da Angela, parabenizar a todos que fazem o Partido dos Trabalhadores no Brasil inteiro. Muito obrigado.
O SR. ANIBAL DINIZ (Bloco/PT - AC) - Muito obrigado, Senador Wellington Dias, pela riqueza do seu aparte.
Realmente, cada um dos nossos companheiros do Partido dos Trabalhadores, de cada uma das regiões do País, vai ter muitas histórias para contar, como nós temos lá no Acre. E o Presidente Lula diversas vezes já contou como foi o primeiro contato dele com o Chico Mendes e com o João Maia para iniciar os trabalhos de fundação do Partido dos Trabalhadores no Acre. E tantas outras histórias que estão acontecendo e que fazem com que a gente tenha um sentimento de felicidade muito grande, por termos participado desse processo, e, fundamentalmente, um sentimento de total altivez para dialogarmos com a sociedade no sentido de que não somos donos da verdade - nós somos humanos, temos falhas -, mas, fundamentalmente, se fizermos uma balança entre os nossos acertos e os possíveis erros que tenham sido cometidos ao longo desse processo, os nossos acertos têm um saldo positivo muito grande, e isso a sociedade toda tem reconhecido.
Este ano de 2012, Senador Wellington, Senador Humberto, todo mundo que está mobilizado para os desafios deste ano de 2012, é um ano de eleições municipais. E a gente de novo faz uma reflexão importante, porque é no município que as pessoas vivem, é no município que as pessoas têm o endereço, é onde os problemas verdadeiramente acontecem. Então, a gente deve dedicar o nosso tempo para ter uma atenção especial às eleições municipais, porque é lá que a gente vai participar de um debate mais direto sobre os problemas que cada um dos cidadãos está enfrentando e sobre que tipo de políticas públicas devem ser encampadas para a gente superar esses desafios.
Então, lá no Acre, a gente está tentando construir de novo esse arco de alianças. Na maioria dos municípios, o arco de alianças se mantém; em alguns, a gente ainda está em fase de conversação. Mas o fundamental é que, quando acontece o primeiro passo em Rio Branco, que é a nossa capital, isso acaba se estendendo para os demais municípios.
O Partido dos Trabalhadores unificou todas as suas forças, de todas as suas lideranças, em torno do nome do jovem Marcos Alexandre. Isso é muito interessante porque nós temos o projeto de governo de maior longevidade de experiência de governo no Brasil, que é no Acre, mas, ao mesmo tempo, a gente está sempre buscando inspiração na juventude. E, desta vez, nós temos mais um jovem alçado à condição de líder para disputar a Prefeitura de Rio Branco, que é a prefeitura que tem quase 50% da população do Estado. Então, é onde as responsabilidades se concentram de forma mais intensa.
Já fizemos uma reunião com 11 partidos da Frente Popular, 10 deles já declaram apoio ao Marcos Alexandre. Estamos numa conversação final com o Partido Comunista do Brasil, o PCdoB, que tinha também a sua pré-candidata, Perpétua Almeida, e esse nome ainda está em fase de discussão, de conversação com o Partido dos Trabalhadores, mas a gente entende que, acima de tudo, está a importância da unidade, a unidade que nos foi ensinada pelo grande Presidente Lula e que a gente tem procurado praticar. Sempre que a gente consegue construir uma solução unificada, o resultado vem, porque a sociedade recebe essa mensagem.
Então, à medida que a gente unificou no Partido dos Trabalhadores, com ajuda importante do Deputado Federal Sibá Machado, que era também pré-candidato e também abdicou dessa condição para também apoiar Marcos Alexandre, do secretário Daniel Zen, que também foi apontado como pré-candidato e também renunciou em função de apoiar Marcos Alexandre, do Deputado Ney Amorim, que também fez essa renúncia de disputar exatamente para a gente construir essa unidade, então, à medida que a gente construiu essa unidade no Partido dos Trabalhadores, as chances de a gente levar essa unidade para o conjunto da Frente Popular aumentam.
Estou muito otimista de que vamos consolidar, sim, essa unidade, e nós vamos disputar a Prefeitura de Rio Branco, que tem uma experiência fantástica sendo desenvolvida, há oito anos, pelo Prefeito Raimundo Angelim, companheiro do PT, que conseguiu mudar indicadores importantíssimos na vida dos cidadãos. E a gente pretende debater todos os avanços conseguidos ao longo desses oito anos e vamos tentar, na medida do possível, construir essa vitória levando um princípio de Mahatma Ghandi, qual seja, a primeira condição para a gente vencer uma batalha é ter confiança nessa possibilidade; que o primeiro passo da vitória tem que ser sempre a vontade de vencer. E vencer para um propósito maior. Vencer uma eleição não por vencer uma eleição, porque não se trata de uma partida de futebol; trata-se dos destinos de um povo. Temos que estar sempre preocupados em tentar apontar as possibilidades de fazer coisas para melhorar a vida dessas pessoas. Nesse sentido, o Partido dos Trabalhadores está absolutamente consciente de suas responsabilidades, assim como os demais partidos da Frente Popular do Acre, e nós estamos muito confiantes em que este ano de 2012 será um ano de grandes resultados do ponto de vista eleitoral também.
Para finalizar, nestes três minutos, eu gostaria de fazer um registro aqui, no Senado Federal, de uma carta que recebi de um grande amigo de longas datas, que desde o início da nossa formação política sempre esteve presente na nossa vida, que é o Padre Paolino Baltassari. Ele acompanha muito de perto e, de vez em quando, diz que dá um puxão de orelhas no Senador se ele não estiver atento em relação às questões postas da comunidade.
Então, ele mandou uma carta muito, muito, muito simpática e interessante. Por se tratar de uma pessoa de 85 anos, com a vitalidade de sempre, fazendo viagens pelos rios, em lombo de cavalo, nas comunidades mais isoladas, acho muito interessante que o Brasil saiba da existência desse personagem que para nós é um ícone, é um ícone do bom religioso, é um ícone de uma pessoa absolutamente altruísta, que está sempre preocupada com o bem-estar dos outros, cumprindo integralmente com aquele mandamento de Cristo de que o principal objetivo tem que ser buscar a vida, e vida em abundância, com alegria, com saúde, e que as pessoas possam viver plenamente a sua vida.
Então, o Padre Paolino manda uma carta depois de uma longa desobriga - desobriga é uma viagem pelos rios. E olhem só como ele conta. Ele escreve com muita leveza.
Sena Madureira, 30 de novembro de 2011
Caríssimo amigo Senador Anibal,
Saudações cordiais e sinceras.
Estou de volta duma longa desobriga de dois meses no rio laco, visitei 40 comunidades ao longo dos rios e no centro da mata com caminhada a cavalo de dez horas de ida e dez horas de volta. Graças a Deus pude visitar todas estas comunidades e dei assistência religiosa, e também orientação sobre os problemas da devastação da mata e também dando assistência com remédios e foram 1.290 pessoas atendidas.
O que notei uma melhora, a castanha deu um bom dinheiro, muitos têm a placa de sol e televisão, muitos têm gado e cavalos e onde tem ramais os jovens têm a motocicleta.
Muitos têm casa nova, mas notei que a mata continua sendo destruída, os pequenos dizem que devem viver e uma cabeça de gado é uma segurança na doença e o gado precisa mais de campo e portanto se continua a destruição da mata, outra destruição que me preocupa muito no fundo dos seringais: S. José, Campo Osório e Porto Maia, atravessei um projeto de manejo, vi emplacado até seringueiras, copaíba, samaúma, tudo vai ser derrubado. Que é que vai ficar com tamanha destruição? As caças morrem e fogem porque não têm mais como se alimentar, num verão pesado toda aquela cacaia velha pega fogo como pólvora e não haverá como segurar aquele fogo e será destruição total.
Peço que se não é possível acabar com o manejo se deve pensar em limitar esta destruição. "O fenômeno estufa", como diziam os seringueiros e ribeirinhos, é uma realidade e não uma fábula.
Meu bom amigo, me ajude como Senador a conservar a mata que é o pulmão da terra.
Tem muitos modos de sobreviver para os pequenos unidos em associações, tem a mecanização da agricultura das terras degredadas; para os grandes, um controle sério e eficaz, limitando os projetos de manejo.
Decidi escrever esta carta, porque eu vejo que se destrói sem piedade e ninguém observa lei nenhuma. Das muitas do Ibama ficam rindo e destroem tranquilamente a mata. Não há controle de nada.
Devemos evitar toda a violência na mata, mas tem lugar que os seringueiros e castanheiros estão decididos a fazer empate e proibir os tais manejos, porque não respeitam nada.
Peço desculpas a minha longa conversa e espero que se pense seriamente sobre os problemas que agora podem ser resolvidos e mais tarde será difícil resolver. Peço a Deus que inspire bons pensamentos e saibam ver onde estão os erros.
Na esperança de ser atendido, desde já agradeço de coração.
Pe. Paolino M. Baldassari
Quero dizer que fico muito agradecido e muito honrado com essa carta, porque isso me faz ter uma conexão com as minhas origens, uma vez que fui seminarista na mesma paróquia, morando diretamente com o Pe. Paolino. Com ele, fiz horta comunitária. Com ele, aprendi coisas maravilhosas e o sentido da vida. Isso foi fundamental para eu entrar para a política e estar hoje completamente dedicado a este mandato e ao Partido dos Trabalhadores, tentando construir um Brasil melhor.
Eu posso garantir ao Pe. Paolino que essa preocupação será levada, sim, aos nossos gestores estaduais, no sentido de vermos como fazer com que o manejo florestal, que é algo muito importante, aconteça de maneira a se ter todos os cuidados para que não haja destruição e de, fundamentalmente, essas preocupações que ele apresenta serem levadas em conta tanto pelas nossas autoridades do Ibama, no plano nacional, quanto pelas nossas autoridades locais.
Que Deus nos abençoe a todos neste final de semana. Parabéns a todos os petistas do Brasil pelos 32 anos de existência.
Muito obrigado.