Pronunciamento de GUILHERMINO CUNHA em 19/09/2011
Discurso durante a 163ª Sessão Não Deliberativa, no Senado Federal
Comemoração do centésimo quinquagésimo aniversário da Primeira Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, Catedral Evangpelica do Rio e dos 152 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil - IPB.
- Autor
- GUILHERMINO CUNHA
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
HOMENAGEM.:
- Comemoração do centésimo quinquagésimo aniversário da Primeira Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, Catedral Evangpelica do Rio e dos 152 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil - IPB.
- Aparteantes
- Cristovam Buarque.
- Publicação
- Publicação no DSF de 20/09/2011 - Página 38013
- Assunto
- Outros > HOMENAGEM.
- Indexação
-
- SAUDAÇÃO, AUTORIDADE, SESSÃO ESPECIAL, HOMENAGEM, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, IGREJA EVANGELICA, ESTADO DO RIO DE JANEIRO (RJ).
- CONVOCAÇÃO, AUTORIDADE, PRESIDENTE, SENADO, DILMA ROUSSEFF, PRESIDENTE DA REPUBLICA, RECEBIMENTO, MEDALHA, CATEDRAL, IGREJA EVANGELICA, ESTADO DO RIO DE JANEIRO (RJ).
O SR. GUILERMINO CUNHA - Meu Senador e Presidente, autor do requerimento desta sessão especial, aprovado pelos demais senadores, respaldado pelo Presidente do Senado, meu Presidente José Sarney, por quem fui honrosamente convocado para integrar a Comissão de Estudos Constitucionais da Presidência da República, por uma indicação feita por esse santo varão, Reverendo Isaías de Souza Maciel, e a Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil.
Quero, neste momento, agradecer de todo o meu coração a V. Exª, Presidente desta sessão, porque honrando a família de Deus está alegrando o coração de Deus.
A Bíblia diz e a igreja crê e proclama: “Agrada-te do Senhor e ele satisfará os desejos do teu coração.”
Assim o nosso coração está profundamente grato.
Quero, nesta saudação, cumprimentar a Deputada Liliam Sá, ovelha do coração; a Deputada Graça Pereira, igualmente ocupa a outra metade do coração, como deputada do meu Estado.
Quero cumprimentar com muito carinho esse amigo e colega Reverendo Juarez Marcondes e o nosso patriarca Reverendo Isaías de Souza Maciel. Se eu fosse mencionar este plenário eu teria de mencionar a todos, mas quero agradecer as igrejas evangélicas irmãs que estão aqui. Lideranças expressivas que estão participando conosco dessa benção e dessa alegria.
Quero agradecer também, porque o seguimento católico no Senado não se opôs, pelo contrário, votou junto para que nós pudéssemos ter esta sessão magna.
Quero também expressar a minha gratidão pelo pronunciamento do Senador Cristovam Buarque. Um amigo de longa data e ao longo desses mais de 20 anos nós temos tido o privilégio de uma amizade quando reunimos o Supremo Concílio, em 1998, aqui em Brasília. Ele era Governador do Distrito Federal e nos recebeu com tanto carinho. Foi a primeira vez que nós tivemos uma autoridade da estatura dele presente na abertura, juntamente com o Vice-Presidente Marco Maciel, e presentes também no encerramento da assembléia. Isso é alguma coisa que a gente conta e guarda no coração para só falar para os netos. Desculpem eu deixar vazar um pouquinho aqui.
Nós trabalhamos juntos na Comissão Afonso Arinos e eu tive o privilégio de levantar uma proposta de extinção do vestibular como acesso ao terceiro grau, à universidade, sendo substituído pela média no ensino básico e um teste feito - respeitada a autonomia das universidades. E eu tive a honra de ter Portella e Cristovam Buarque como Ministros da Educação, Governador e Senador, amigo do coração, assinando comigo.
Repercutiu na imprensa e nós tivemos essa honra, para a glória de Deus. Os meus irmãos que são da Catedral Presbiteriana talvez até venham a reclamar depois comigo: Pastor, você nunca contou isso para a gente. Porque nós evitamos fazer qualquer referência pessoal. Nós estamos aqui como um servo salvo para servir.
E quando, na Subcomissão nº 1, o nosso Presidente da Comissão Afonso Arinos disse: olha, a Subcomissão nº 1 vai escrever o preâmbulo da Constituição. Ele se volta para mim e diz: “Olha, faça o primeiro draft.” E nós tivemos o privilégio de apresentar o primeiro rascunho para o preâmbulo da Constituição. Mas foi tão curtinho, tão objetivo que não tinha muito como cortar.
São alguns privilégios que Deus concede a um mortal: ouvir do meu querido Senador e Presidente desta sessão a recordação dos idos de janeiro de 1975 a 1980, final do ano, quando servi como pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana de Copacabana e tive a honra de ter um senador ali ouvindo a mensagem da palavra de Deus.
Já descontei o sorvete italiano (risos.), porque sorvete faz muito bem, principalmente quando a gente chega perto da terceira idade. Então, a igreja está firme pela graça de Deus e o nosso relacionamento tem sido de crescente fraternidade.
Eu quero também saudar o Senador Geovani Borges pelo seu pronunciamento e dizer que, bem ao finalzinho do discurso da minha querida Deputada Graça Pereira, o telefone do Senador Crivella tocou e era o Senador Lindbergh querendo falar com o que vos fala agora, o Reverendo Guilhermino. E ele disse: “Olha, eu dividi, porque eu não podia. Eu queria estar aí, era a minha agenda, mas tinha que receber também aqui o Presidente Lula. Então, eu pedi licença ao meu colega, Senador, ele ficou em Brasília, e eu vim aqui para receber o ex-Presidente Lula”. Meus queridos, eu creio que amizade e consideração assim a gente guarda no coração.
Reverendo Adail, Presidente da Sociedade Bíblica do Brasil, meu carinho e meus respeitos. Nós trabalhamos juntos há mais de trinta anos na SBB, então a minha alegria de vê-lo aqui.
Como eu disse, permito-me deixar de citar os outros colegas, porque os trago no coração, mas vou pedir uma licença especial. Eu quero saudar as meninas aqui presentes. O lado feminino que está presente nesta assembléia aqui e compondo a Mesa só faz honrar o pensamento reformado calvinista e a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Apóstolo Paulo disse: “Em Cristo, não há grego, nem bárbaro, não há macho, nem fêmea. Nós somos um em Cristo.” E a mulher é tanto membro do corpo de Cristo como qualquer homem convertido e nascido de novo. Recebe o mesmo Espírito Santo, e é templo do Espírito Santo, e é criada à imagem e à semelhança do Deus eterno. É por isso que, se o nosso Deus não discriminou a mulher, muito menos este Ministro da palavra de Deus. Tanto é que, quando resolveu fazer-se carne, Ele nasceu do útero da Virgem Maria.
Eu deixo esse registro, não é nenhum protesto a qualquer discriminação religiosa à mulher, mas apenas uma afirmação de um coração pastoral. A presença feminina que dá encanto à vida e dá encanto à Igreja também.
Quero ler um texto, meu Senador, com a sua permissão, o Salmo de número 33, que o Reverendo Isaías começou a citar - disse: “pegou o meu Salmo”, mas ele pegou só um pedacinho dele. Salmo 33, versículo 12 diz:
Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para sua herança. O SENHOR olha dos céus; vê todos os filhos dos homens; do lugar de sua morada, observa todos os moradores da terra, ele, que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras. Não há rei que se salve com o poder dos seus exércitos; nem por sua muita força se livra o valente. O cavalo não garante vitória; a despeito de sua grande força, a ninguém pode livrar. Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia, para livrar-lhes a alma da morte, e, no tempo da fome, conservar-lhes a vida. Nossa alma espera no SENHOR, nosso auxílio e escudo. Nele, o nosso coração se alegra, pois confiamos no seu santo nome. Seja sobre nós, SENHOR, a tua misericórdia, como de ti esperamos.
Leio esse texto não apenas para dizer que o Brasil tem declarado em pesquisas ser um País e um povo que creem na existência de um povo que age e interfere na História.
Nós somos um País religioso, temente a Deus. Louvado seja o nome do Senhor.
Portanto, feliz é a Nação cujo Deus é o Senhor!
E o povo que Ele escolheu. E se você é um escolhido de Deus, se você é um predestinado de Deus, Ele está olhando para você com ternura e com misericórdia, Ele está estendendo a mão para abençoar. E aqui ao agradecer a palavra de saudação tão bonita e tão séria da nossa Presidenta Dilma Rousseff, eu quero registrar que quando Sua Excelência dá sequência ao Fome Zero, criando um Brasil sem miséria e fazendo das pessoas menos favorecidas um foco de preferência do seu Governo, sem, em absoluto, descuidar de que as classes produtoras precisam ser incentivadas e todo o trabalho de produzir e exportar para trazer riqueza para essas nações e com medidas altamente justas Sua Excelência, o Senado, a Câmara Federal, as forças vivas desta Nação vão se unir para que haja melhor distribuição de oportunidades e de recursos para todos. E nós não podemos nos conformar que neste País, que é o celeiro do mundo em matéria de alimento, alguém passe fome.
Por isso é Brasil sem miséria mesmo, Presidenta Dilma, e nós queremos ter a honra e a alegria de receber a nossa Presidenta na catedral, no dia 12 de janeiro, do amanhecer de 2012, porque será o dia “D” do sesquicentenário.
Estamos convidando também o Presidente desta Casa, o Presidente José Saney. O meu Presidente agora, Crivella, estará conosco, tenho certeza disso, mas nós temos o convite feito, extensivo, aos Senadores desta Casa na pessoa do nosso Presidente Sarney.
Estaremos convidando também o Presidente da Câmara Federal. Por seu intermédio, Liliam, queremos chegar a ele, chamando para estarem presentes, para serem homenageados com o Medalhão do Sesquicentenário da Catedral, que queremos oferecer também aos Senadores que lá estiveram conosco.
Nesta tarde está marcada com o Presidente do Supremo Tribunal Federal uma rápida entrevista, de uma pequena comissão, para entregar a ele um convite especial. Queremos os Poderes da República ali para mostrar que o nosso coração não só é verde e amarelo, mas ele é profundamente republicano.
Requisitei não apenas esta carta, mas também o discurso do Senador Crivella, para propor ao Comitê do Sesquicentenário que passe a constar do nosso livro do Sesquicentenário também um relato, e o Presidente da Comissão do Sesquicentenário disse: vai para a primeira página do nosso boletim informativo o que está acontecendo aqui nesta Casa de leis, que representa os Estados.
Portanto, nós nos sentimos em casa aqui, como nos sentimos em casa também no Legislativo, na Câmara Federal, porque é a Casa do povo, igualmente na Alerj, que é a casa do povo no Rio de Janeiro. Nós queremos deixar esses registros.
Mas, meus irmãos, pastor não tem como usar da palavra sem usar a palavra. Portanto, preciso destacar neste texto alguns aspectos. Primeiro, queremos dizer que o Senhor Deus vê todos os filhos dos homens. Do lugar da Sua morada Ele não apenas vê, mas Ele observa como estamos andando, os nossos atos de bondade, de justiça, de verdade. Estaremos sempre imitando a Deus quando amarmos o próximo, porque aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor, e aquele que ama é nascido de Deus, conhece a Deus e vai fazer a diferença. Por isso, só amamos porque Ele nos amou primeiro. É pela graça de Deus que não somos desgraçados. Pelo contrário, somos abençoados em nome de Jesus.
Eu quero que essa benção seja distribuída a todos os presentes aqui, mas que possa também alcançar, com muito carinho, aqueles que estão acompanhando a TV Senado. Sabe por quê? Formadores de opinião são aqueles que acompanham a transmissão dos legislativos.
Eu aqui quero dar os parabéns ao braço Legislativo da República, porque estão trabalhando com tal transparência que transmitem ao vivo as suas sessões. Isso é trabalhar na vitrine, meu Senador, meu Presidente. Ninguém pode correr o risco de falar alguma coisa desencontrada quando está sendo filmado.
Por isso, quero citar aqui o lema dos positivistas, que têm dado contribuição para o bem deste País, desde o lema “Ordem e Progresso”: “A transparência conduz a ética”.
Srs. Senadores, quando tivermos transparências nas negociações, nos bastidores das comissões, nas decisões dos Ministérios, nós teremos menos corrupção nesta terra e mais progresso. Isso vai contribuir para que diminuamos a miséria neste País.
E é notável que a nossa Presidenta Dilma - estou chamando-a assim porque ela prefere ser chamada Presidenta - esteja dando sequência ao Fome Zero, mas agora com o seu timbre “Brasil sem Miséria”.
Estivemos aqui juntos, o reverendo Isaías e eu, a convite da Presidência e do Ministério, para presenciarmos o lançamento do Fome Zero e do Brasil sem Miséria. Isso só fez bem ao nosso coração. E assim trabalha a Igreja.
Quero caminhar para o encerramento da pequena análise de um grande texto: “Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem e sobre os que esperam a sua misericórdia.” Eu quero dizer para a Presidenta Dilma que esse texto também fala ao seu programa. Diz assim o Salmo 33, versículo 19: “O Senhor olha aqueles que esperam misericórdia para livrar-lhes a alma da morte”. Nós não queremos ver ninguém morrer neste País sem ouvir falar de Cristo, sem ter uma oportunidade válida de confessar a Jesus aqui, na terra, e ser confessado por Jesus lá no céu. Portanto, quer livrar-lhes a alma da morte e, no tempo da fome, conservar-lhes a vida.
Aqui une o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário ao coração da nossa Presidenta Dilma, para dizer: estamos com Vossa Excelência e não abrimos.
E quero dizer que a carta que vamos entregar ao Presidente Sarney é vazada assim:
Ilmº Sr. Presidente, Senador José Sarney, a cristandade compreende e engloba o Catolicismo Romano; as Igrejas Ortodoxas e Anglicanas; a Igrejas Protestantes Históricas: luteranas, presbiterianas, metodistas, batistas; Pentecostais históricas, com mais de 30 anos de história; a Assembleia de Deus, a grande Assembleia de Deus, que acaba de celebrar o seu centenário. Mas eu quero englobar aqui os neo-pentecostais e sintetizá-los na pessoa do nosso Presidente desta sessão; mencionar a Igreja Universal do Reino de Deus, que deixa uma contribuição em todo o mundo e em nosso País.
É de justiça fazer essa referência e dizer que nós queremos ver todo o povo de Deus com uma só alma e um só coração, porque, Reverendo José Borges dos Santos Júnior, quando o Presidente do Supremo Concílio, em 1959, em presença do Presidente Juscelino Kubitschek, na Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, disse: “A Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo é una e indivisível, na terra e no céu, no tempo e na eternidade”, essas palavras foram tão fundo que Juscelino Kubitschek, que tinha uma memória privilegiada, as repetiu no seu pronunciamento como Presidente da Republica. E nós não podemos pensar diferente.
A Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro, a primeira igreja presbiteriana do Brasil, é do ramo histórico da Reforma, tem suas raízes na Bíblia Sagrada e seu marco de origem na reforma religiosa do século XVI.
João Calvino, o grande reformador de Genebra, é sempre citado entre os cinco luminares maiores da civilização ocidental, e, recentemente, o New York Times teve a coragem de, pesquisando e analisando a influência de Calvino, dizer que ele está entre os três que mais influenciaram a civilização ocidental.
É por isso que, quando o Senador Geovani Borges cita Calvino e diz que leu a sua história por completo, Calvino ainda é um desconhecido dos próprios calvinistas, porque, se conhecêssemos a têmpera de Calvino, a nossa Igreja seria mais atuante.
E aquela síntese que o meu amigo e Senador Cristovam citou, ao lado de cada Igreja Reformada Presbiteriana termos uma escola, um ambulatório e uma clínica médica, porque a Igreja existe para a evangelização - pregação da palavra -, para a educação - o ensino - e também para a ação social - levantar o caído em nome de Jesus. (Palmas.)
É essa a visão da Igreja ainda hoje; essa é a visão da Catedral Presbiteriana; essa é a visão do Conselho da Catedral Presbiteriana, que tem tal densidade de presença que, se fosse necessário, dava para reunir o Conselho da Igreja aqui.
Louvado seja o nome do Senhor.
Quero terminar dizendo que Max Weber, judeu cristão, ao escrever sua tese de doutorado, defende que a ética protestante é o espírito do capitalismo; não do capitalismo selvagem, mas do capitalismo que quer a livre iniciativa, a livre empresa, a livre concorrência. Sim, queridos, ele assim defendeu.
E André Biéler, Professor emérito da Universidade de Genebra, que nasceu da Academia de Calvino e de John Knox, em Genebra, escreve sobre o humanismo de Calvino, sobre a ética de Calvino e dos calvinistas e também fala da influência do pensamento social e econômico de Calvino.
Ruy Barbosa, quando fez o prefácio do livro O Papa e o Concílio, fez uma citação notável e disse: “No mundo, destaco a Europa” - talvez hoje ele não dissesse isso; “na Europa, destaco a Suíça; e na Suíça, os cantões protestantes”.
É preciso coragem para escrever uma verdade como essa.
Meus irmãos, senhoras e senhores, meu Presidente, esse é o DNA da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro e da Igreja Presbiteriana ali representada.
Tivemos o privilégio de receber na Catedral o Ex-Presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e sua esposa, Rosalynn Carter, em 1984; na mesma ocasião, recebemos o Presidente eleito Tancredo Neves; recebemos o Senador Jesse Jackson, que foi nominee à presidência dos Estados Unidos; recebemos o Presidente Juscelino Kubitschek em 1959; em 2009, recebemos o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, juntamente com o meu Governador e amigo Sérgio Cabral Filho e juntamente com o Prefeito da minha cidade, Eduardo Paes. E quem ajudou a fazer esses contatos e essa costura? O Deputado Federal Arolde De Oliveira e o meu querido Senador Marcelo Crivella.
E nós continuamos juntos, pulsando no mesmo ritmo. Isso me faz crer, Senador Cristovam, que vamos ter a presença de outros Senadores no sesquicentenário da Catedral Presbiteriana.
Quero, de alma para alma, de amigo para amigo, convidá-lo, como nobre Senador, a receber também, juntamente com a Presidente, o Medalhão do Sesquicentenário da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro.
Encerro as minhas palavras, usando a assinatura que era colocada após o nome de João Calvino, sempre que ele assinava uma carta ou um documento ou um pronunciamento...
O SR. PRESIDENTE (Marcelo Crivella. Bloco/PRB - RJ) - Reverendo, por favor. Antes de V. Exª encerrar seu pronunciamento...
O SR. GUILHERMINO CUNHA - Eu seguro aqui.
O SR. PRESIDENTE (Marcelo Crivella. Bloco/PRB - RJ) - Eu que o chamei de Senador, e V. Exª disse assim: “Já está me indicando?”; de coração, sim - V. Exª tem todas as prerrogativas para estar conosco aqui; e quando V. Exª for Senador, já antecipo que, havendo no plenário alguém que levante o bastão do microfone, isso significa que ele quer fazer um aparte; o Senador Cristovam Buarque...
O SR. GUILHERMINO CUNHA - Ah, pois não. O senhor me desculpe: é por desconhecimento desta Casa.
Meu querido Senador, seu aparte me honra.
É assim, meu Presidente?
O Sr. Cristovam Buarque (Bloco/PDT - DF) - Já passou o momento, mas queria dizer que sua ideia de que, no lugar do Vestibular, deveria haver um exame ao longo dos três anos do Ensino Médio...
O SR. GUILHERMINO CUNHA - Está pegando agora.
O Sr. Cristovam Buarque (Bloco/PDT - DF) - ... foi adotada por mim aqui, no Distrito Federal.
O SR. GUILHERMINO CUNHA - Parabéns.
O Sr. Cristovam Buarque (Bloco/PDT - DF) - Não entrou na Constituição, mas, já há 17 anos, a Universidade de Brasília seleciona seus alunos por uma coisa que chamamos aqui de PAS - Programa de Avaliação Seriada. Ou seja, a sua ideia aqui está em prática e tem se espalhado muito por outros Estados, por exemplo, na Universidade de Santa Maria, na Universidade da Paraíba e em muitos lugares. Esse é o projeto PAS. E dei entrada, aqui, no Senado, a um projeto de lei, para ver se a gente o leva para todo o Brasil. Então, sua idéia, aqui, coloquei em prática. (Palmas.)
O SR. GUILHERMINO CUNHA - Deus seja louvado!
Um aparte assim derruba a gente da tribuna, Presidente!
Mas estava referindo-me à assinatura que Calvino colocava após o seu nome. E, com essa assinatura, termino este pronunciamento, esta palavra.
Soli Deo gloria!
Deus nos abençoe.
O SR. PRESIDENTE (Marcelo Crivella. Bloco/PRB - RJ) - Nós agradecemos o discurso...
O SR. GUILHERMINO CUNHA - Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE (Marcelo Crivella. Bloco/PRB - RJ) - Pois não.
O SR. GUILHERMINO CUNHA - Permita-me.
Eu quero oferecer ao Presidente desta Casa em exercício uma Bíblia que diz assim: “Então, entre as nações se dizia: grandes coisas o Senhor tem feito por eles.” Com efeito, grandes coisas fez o senhor por nós. Por isso, estamos alegres.
Esta Bíblia é oferecida ao Senador Marcelo Crivella e família por sua participação nas celebrações do sesquicentenário da 1ª Igreja Presbiteriana do Brasil, a Catedral Evangélica do Rio de Janeiro.
Deus tem bênçãos para a sua preciosa vida...
O SR. PRESIDENTE (Marcelo Crivella. Bloco/PRB - RJ) - Muito obrigado.
O SR. GUILHERMINO CUNHA - ... e para a de sua família querida. Estamos orando por você.
E assinam: Reverendo Guilhermino Cunha, Pastor Presidente e Presidente de Honra da Comissão; Presbítero Célio de Sena Torres, Presidente da Comissão do Sesquicentenário; Presidente Adibe Vieira dos Santos, Secretário do Conselho e também Secretário da Comissão do Sesquicentenário.
E termina assim: “Agrada-te no Senhor...
O SR. PRESIDENTE (Marcelo Crivella. Bloco/PRB - RJ) - Amém!
O SR. GUILHERMINO CUNHA - ... e Ele satisfará os desejos do teu coração”.
O SR. PRESIDENTE (Marcelo Crivella. Bloco/PRB - RJ) - Muito obrigado.
O SR. GUILHERMINO CUNHA - Entregue o teu caminho ao Senhor -que eu sei que está entregue. Confia n’Ele. O mais Ele fará.
Rumo à Presidência não apenas do Senado, mas um voo mais alto, meu Presidente, no futuro, deste País, com a graça de Deus.
O SR. PRESIDENTE (Marcelo Crivella. Bloco/PRB - RJ) - Muito obrigado.
O SR. GUILHERMINO CUNHA - Estou fazendo um lançamento. (Palmas.)