Discurso durante a 58ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Satisfação pela apresentação hoje, em Brasília, da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em comemoração aos dez anos do Ministério do Turismo.

Autor
Luiz Henrique (PMDB - Movimento Democrático Brasileiro/SC)
Nome completo: Luiz Henrique da Silveira
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
HOMENAGEM, POLITICA CULTURAL.:
  • Satisfação pela apresentação hoje, em Brasília, da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em comemoração aos dez anos do Ministério do Turismo.
Aparteantes
Aloysio Nunes Ferreira, Eduardo Suplicy, Rodrigo Rollemberg.
Publicação
Publicação no DSF de 26/04/2013 - Página 21583
Assunto
Outros > HOMENAGEM, POLITICA CULTURAL.
Indexação
  • ANUNCIO, REALIZAÇÃO, CELEBRAÇÃO, LOCAL, GINASIO, BRASILIA (DF), OBJETIVO, COMEMORAÇÃO, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, MINISTERIO DO TURISMO, REGISTRO, APRESENTAÇÃO, COMPANHIA, TEATRO, ORIGEM, ESTADO DE SANTA CATARINA (SC).

            O SR. LUIZ HENRIQUE (Bloco/PMDB - SC. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, nobre representante do Estado do Acre, Senador Jorge Viana, quero dizer a V. Exª que tenho orgulho de ocupar esta tribuna com V. Exª presidindo a Mesa desta Casa.

            O SR. PRESIDENTE (Jorge Viana. Bloco/PT - AC) - Muito obrigado, Senador.

            O SR. LUIZ HENRIQUE (Bloco/PMDB - SC) - Hoje, à noite, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, no Ginásio Nilson Nelson, perante um público de cerca de dez mil pessoas, haverá a comemoração do décimo aniversário do Ministério do Turismo, criado, Senador Jorge Viana, por seu grande companheiro, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

            E o que decidiu o nosso colega Deputado, o Ministro Gastão Vieira? Decidiu comemorar os dez anos do Ministério do Turismo com um grande espetáculo cultural. S. Exª o Ministro do Turismo, tem a visão da absoluta integração entre turismo e cultura; tem a visão de que o processo cultural é fundamentalmente ligado ao processo turístico, serve-lhe de alicerce.

            Paris é a cidade que recebe mais turistas em todo o mundo, mas ninguém vai a Paris para fazer compras, como os que vão a Miami. As pessoas vão a Paris para ver as extraordinárias obras de arte concentradas no Louvre, no Quai d´Orsay e em todos os outros museus, as pessoas vão a Paris para desfrutar da cultura gastronômica francesa, as pessoas vão a Paris para ver os palácios, para contemplar a arquitetura clássica daquela cidade. É a cultura que faz com que Paris receba dois milhões de turistas todos os anos.

E o Ministro Gastão Vieira teve essa visão, ao comemorar o décimo aniversário de seu ministério com um grande espetáculo.

            No último dia 23, o mundo deveria lembrar o 397o ano da morte de Miguel de Cervantes Saavedra, aquele que produziu a obra literária mais fantástica de todas as que foram escritas em língua espanhola, aquele que produziu uma obra fantástica a que deu o nome El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de La Mancha, que ficou conhecida no mundo todo como Dom Quixote. Em 2002, Sr. Presidente, os conselhos de letras da Noruega empreenderam uma enquete dentre escritores e leitores do mundo todo, que elegeram Dom Quixote como a obra literária mais grandiosa de todos os tempos, em todo o mundo.

            Pois bem; Dom Quixote é essa obra universal porque contempla todas as contradições da vida humana: o sonho de Quixote e o realismo de Sancho Pança; a alegria e a tristeza; aquele que pensa, que vê as coisas que não existem e diz “por que não?”, contra aquele que vê as coisas que existem e não pergunta nada. Dom Quixote é obra universal porque exalta a comédia e a tragédia humana, exalta a opulência e a pobreza humana.

            Essa obra fantástica foi transformada em um espetáculo de dança, talvez o mais belo, o mais colorido, o mais movimentado, o mais dinâmico, o mais festivo, o mais irônico, o mais cômico de todas as outras peças. E essa peça tem a mesma universalidade do livro de Cervantes, porque reúne um músico austríaco, Ludwig Minkus, que escreveu a música; um coreógrafo francês, Marius Petipa, que fez a coreografia; um outro coreógrafo russo, que coreografou o espetáculo de hoje à noite; e uma escola brasileira, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, uma escola que é uma clonagem de Eliza Doolittle - aquela pobre florista que foi transformada pelo professor Higgins em uma lady, que todos pensaram fosse, em um baile em Londres, uma princesa húngara ou polonesa; uma escola que transforma crianças muito pobres das nossas periferias em artistas de primeiro mundo e em cidadãos excepcionais.

            A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil vem de Joinville para propiciar aos brasilienses um espetáculo sem igual. Quem vir a apresentação desta noite vai ficar extasiado; quem não a vir vai sofrer a decepção de não tê-la visto.

            É uma escola que seleciona, nas escolas públicas das periferias das nossas cidades, de todo o País, crianças muito pobres. E lá estão paraibanos, piauienses, acrianos; lá estão a goiana Amanda Gomes e o joinvilense Marcos Vinícius, que vieram de Nova York, onde acabaram de conquistar o cobiçado Grand Prix de dança norte-americano, diretamente para Brasília para este espetáculo. Eles farão os dois papeis principais, Kitri e Basílio. Kitri é filha de Lorenzo, que queria casar sua filha com um nobre senhor e que tenta impedir o amor dela por um pobre barbeiro.

            Esse espetáculo de hoje à noite aqui, em Brasília, vai desmentir a frase trágica, dura, de Nelson Rodrigues, de que o brasileiro tem complexo de vira-lata. Essa escola desmente esse estereótipo, desmente esse baixo astral. E quem vir dirá: nós, brasileiros, não podemos apenas fazer os melhores futebolistas do mundo; nós, brasileiros, não dependemos de um gênio efêmero, ou melhor, de um gênio raro, como o de Niemeyer, como o de Villa-Lobos, este que foi capaz de desenvolver o tema de Bach, em suas Bachianas, que são uma fantástica erupção de sensibilidade e de talento. Pois bem; a escola demonstra que nós não dependemos de um gênio, de um talento raro e bissexto, porque ali são 90 crianças, 90 crianças pobres da periferia, que vão demonstrar a Brasília que o Brasil pode, sim, ser um País de primeiro mundo; que o Brasil pode, sim, se der oportunidade às pessoas que pelo seu nível de pobreza não têm horizontes para crescer; se tivermos, como temos, a Escola Bolshoi, uma instituição que sistematize o ensino de primeiro nível, vai haver uma erupção fantástica...

(Soa a campainha.)

            O SR. LUIZ HENRIQUE (Bloco/PMDB - SC) - ... de talentos neste País. Hoje à noite...

            O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco/PT - SP) - V. Exª me permite, Senador Luiz Henrique?

            O SR. LUIZ HENRIQUE (Bloco/PMDB - SC) - ... a Escola do Teatro Bolshoi vai demonstrar a todos, inclusive a quem entre os Srs. Senadores tiver o privilégio de assistir ao espetáculo, que o Brasil é capaz, sim, que o Brasil é um País criativo, é um País com um potencial fantástico; vai demonstrar que o Brasil é capaz de produzir eventos culturais tão grandiosos como qualquer país desenvolvido.

            Concedo o aparte a S. Exª o nobre Senador Suplicy.

            O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco/PT - SP) - Querido Senador Luiz Henrique, eu tenho ouvido falar dos espetáculos e do intercâmbio do Balé de Bolshoi de Moscou com o de Joinville. Fiquei sabendo agora e, embora esteja com uma enorme vontade, infelizmente, já estou com todo um plano de viagens marcado, hoje, e compromissos, amanhã, desde às 6h45min. Então, para mim, hoje, vai ser difícil; mas dado o seu testemunho, eu fiquei com muita vontade de assistir ao espetáculo. Quem sabe possa eu, em breve, ir até Joinville para assisti-lo. Mas eu quero cumprimentá-lo porque sei que há algumas obras que cada ser humano realiza e sei que, como prefeito de Joinville, foi sua a iniciativa de realizar esse intercâmbio dos...

(Soa a campainha.)

            O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco/PT - SP) - ... jovens e das jovens de Joinville para aprenderem balé em Moscou, com o Balé Bolshoi, com professoras e professores de uma tradição simplesmente fantástica. E, agora, esta iniciativa de, inclusive, trazer para nós uma das mais belas histórias da humanidade, O Dom Quixote de La Mancha, de Cervantes. Dessa forma, quero também recomendar a todos que puderem ir ao Teatro Nacional... É lá onde será realizado?

            O SR. LUIZ HENRIQUE (Bloco/PMDB - SC) - No Ginásio Nilson Nelson.

            O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco/PT - SP) - No Ginásio Nilson Nelson? Então, um maior lugar ainda!

            O SR. LUIZ HENRIQUE (Bloco/PMDB - SC) - V. Exª sabe que abriram as bilheterias e, em apenas 4 horas, foram adquiridos mais de 5 mil ingressos?! Quer dizer, é aquilo que o Joãozinho Trinta dizia: “O pobre quer luxo. Quem gosta de lixo é o falso intelectual!” Então, a população mais simples de Brasília acorreu às bilheterias do ginásio para ter o seu ingresso para poder estar, hoje à noite, para ver um espetáculo de gala.

            O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco/PT - SP) - Os meus parabéns por ser um dos patronos desta iniciativa! E os meus cumprimentos ao Balé de Bolshoi de Joinville e toda a força para o espetáculo sobre Dom Quixote de La Mancha!

            O Sr. Rodrigo Rollemberg (Bloco/PSB - DF) - Senador Luiz Henrique.

            O SR. LUIZ HENRIQUE (Bloco/PMDB - SC) - Com prazer, concedo o aparte ao, seguramente, muito possível futuro Governador de Brasília.

            O SR. PRESIDENTE (Jorge Viana. Bloco/PT - AC) - Só queria informar, caro Senador Luiz Henrique, veja as coisas: V. Exª está fazendo aqui um pronunciamento, e, com a capacidade que V. Exª carrega e a sua história, obviamente estou tendo que fazer uma leitura adequada do Regimento. Como há colegas pedindo aparte, vou estendendo o tempo, porque V. Exª deu uma aula sobre a importância dessa cultura planetária e de o nosso País se encontrar com ela, valorizando inclusive aquilo que vem de Santa Catarina. Uma história que V. Exª escreveu e que, hoje, está aqui em Brasília. Estou aqui com o dilema do Senador Suplicy: tenho uma viagem para fazer, já programada, mas querendo ir assistir ao espetáculo com a minha filha, que dança balé, que adora balé.

            Todavia, garanto aqui os apartes que estão solicitados.

            O SR. LUIZ HENRIQUE (Bloco/PMDB - SC) - Só, antes de conceder o aparte ao nobre companheiro Rodrigo Rollemberg, quero salientar o seguinte: uma peça de balé completa como essa, coreografada por Petipa e por Vassilieva, com música de Minkus, quem aqui, na América do Sul, é capaz de fazer?

O Balé Nacional do Rio de Janeiro, o Balé de São Paulo, o Balé do Teatro San Carlo, de Buenos Aires, e agora o Ballet do Teatro Santiago, que é dirigido pela nossa Marcia Haydée. Quatro. Quatro teatros são capazes de fazer uma peça dessas. E a Escola Bolshoi. Uma peça completa de dança, com todo o enredo, com todo o desenvolvimento. Cinco companhias de dança têm condições de realizá-la, em toda a América do Sul.

            Concedo um aparte ao nobre Senador Rodrigo Rollemberg.

            O Sr. Rodrigo Rollemberg (Bloco/PSB - DF) - Prezado amigo, Senador Luiz Henrique, é um privilégio para Santa Catarina e um privilégio para o Brasil ter um Senador como V. Exa, homem público da maior qualidade e da maior sensibilidade, de uma sensibilidade sofisticada, que percebe a importância da cultura para transformar a vida das pessoas. E V. Exa foi buscar no Ballet de Bolshoi, um dos melhores do mundo, talvez o melhor do mundo, a escola de balé fantástica, reconhecida mundialmente, e transformou isso na realidade do seu Estado...

(Soa a campainha.)

            O Sr. Rodrigo Rollemberg (Bloco/PSB - DF) - ...num grande instrumento de inclusão social, num grande instrumento de oportunidade e de abertura de novos horizontes para a juventude brasileira. Isso demonstra o seu alto espírito público e mostra como a cultura pode e deve ser utilizada como um instrumento de superação, não apenas de superação de dificuldade, de desigualdades, mas também de abertura de novos horizontes materiais e espirituais para a vida das pessoas. Portanto, eu quero cumprimentar o povo de Santa Catarina pelo privilégio de ter um Senador com essa rara sensibilidade, com esse raro nível de sofisticação intelectual e de compromisso com a população. E quero registrar que estarei lá com muito prazer, com muita expectativa, para ver esse grande espetáculo que é o Ballet de Bolshoi. Muito obrigado.

            O SR. LUIZ HENRIQUE (Bloco/PMDB - SC) - Será honroso para nós contar com a sua presença, com a da sua esposa, com a da sua família. E V. Exa pode ter certeza de que terá o privilégio de assistir a um grande espetáculo. 

            A Escola do Teatro Bolshoi já atingiu níveis, e V. Exª vai ver nos dois primeiros bailarinos que eles já atingiram o nível dos primeiros bailarinos do Bolshoi da Rússia. Essa goiana, Amanda Gomes, ano passado, foi premiada também com a medalha de ouro no mais importante concurso de dança da Europa Ocidental, da Eurásia praticamente. Ela conquistou a mesma medalha de ouro no concurso de Istambul. E V. Exª vai ver que ela, com apenas 17 anos, já tem uma performance de primeira bailarina do mundo.

            Mas a Escola Bolshoi já formou alunos que estão espalhados pelo mundo todo, nas melhores companhias, desde o American Ballet Theatre, tem uma ex-aluna lá, no Bolshoi Moscou, há três. No Ballet de Düsseldorf, no Ballet de Viena, no Ballet de Chicago, no Ballet de Miami, no Ballet de Boston, no Mazowasze, da Polônia, por todo o mundo, crianças que eram importantes, conheço-as todas, eu as vi chegarem à escola, eu as vi chegarem para aprender, algumas delas, a tomar banho, a escovar os dentes, a se portar à mesa para fazer as refeições, para, em seguida, aprender história da civilização, história da arte, aprender a tocar piano clássico.

            O Bolshoi é a melhor escola de dança porque o bailarino sabe interpretar a música que está dançando. São oito anos, cinco horas por dia. E sabe como começou essa escola, Senador Aloysio? Começou metade, metade: metade eram crianças de classe média e classe média alta, algumas até filhas de grandes empresários. E sabe como é hoje? Noventa e nove por cento são crianças pobres, porque as crianças de classe média, quando chegam à adolescência, não aguentam aquele ritmo duro de cinco horas por dia; as crianças pobres, sim, porque querem uma oportunidade na vida. E muitas estão tendo esta oportunidade.

             Quem for hoje à noite ao Ginásio Nilson Nelson vai ver. E eu lamento por aqueles que não virem. Vou fazer um apelo, inclusive à direção desta Casa, para que aproveite a filmagem do espetáculo para passar na TV Senado, nos momentos em que não há sessões aqui na Casa, no recesso, para que mais pessoas vejam a qualidade desse espetáculo.

            Concedo a palavra ao grande Líder desta Casa, Senador Aloysio Nunes Ferreira.

            O Sr. Aloysio Nunes Ferreira (Bloco/PSDB - SP) - Obrigado, Senador. Senador Luiz Henrique, eu me lembro como se fosse hoje do dia da inauguração. V. Exª havia me convidado para ir a Joinville, para o primeiro espetáculo naquele teatro maravilhoso que o senhor construiu. Havia caído sobre a cidade uma chuva catastrófica, que provocou um estrago enorme: sujeira, entulho pelas ruas. Poucas horas depois da chuva, tudo estava limpo.

            O SR. LUIZ HENRIQUE (Bloco/PMDB - SC) - Havia paulista lá, tinha que dar enchente!

            O Sr. Aloysio Nunes Ferreira (Bloco/PSDB - SP) - Não, havia um bom prefeito. Poucas horas depois, cada coisa estava no seu lugar. A cidade limpa, novinha em folha, e nós fomos para a inauguração. O senhor me contou essa história toda, como isso começou, todos os passos que o senhor deu, as descrenças iniciais, não suas, mas de pessoas que achavam impossível a realização desse sonho. Lembro-me dessa noite inaugural e fico muito feliz, meu querido Senador Luiz Henrique, nós que somos amigos há tantos anos, em ver...

(Soa a campainha.)

            O Sr. Aloysio Nunes Ferreira (Bloco/PSDB - SP) - ...que esse mesmo entusiasmo, o senhor transmite hoje ao Senado, o mesmo entusiasmo que o senhor sentiu naquele dia da inauguração. Meus parabéns por tudo o que o senhor representa na política do nosso País.

            O SR. LUIZ HENRIQUE (Bloco/PMDB - SC) - Bondade de V. Exª.

            Eu vou encerrar, Sr. Presidente. E vou encerrar fazendo uma revelação: quem fundou essa escola comigo foi nada mais, nada menos do que Vladimir Vasilyevich.

            Vladimir Vasilyevich é considerado na Rússia o maior bailarino do Século XX. Aqui no Brasil não é conhecido, porque não emigrou, como Baryshnikov, como Nureyev e outros tantos. Ele ficou sempre no seu país. Mas, no dia em que nós inauguramos, Vasilyevich olhou para mim e disse: “Prepare-se para escalar o Everest.” E esses treze anos dessa escola têm sido uma falta de oxigênio, uma dificuldade para arrecadar recursos para manter uma escola desse nível.

            E eu faço até um apelo. A escola tem aprovados no Ministério da Cultura recursos da ordem de R$3,5 milhões, e temos tido grande dificuldade para captar. Eu aproveito a TV Senado para que as pessoas façam captação, deduzam do Imposto de Renda a pagar. Cada um de nós pode deduzir 5% do Imposto de Renda a pagar e dedicar à escola, dedicar a essas crianças pobres.

            Eu faço um apelo às empresas: invistam nesse projeto, porque - vou usar até um slogan da Presidente Dilma Rousseff - esse projeto, Senador Jorge Viana, sem dúvida é o projeto do Brasil maior. Muito obrigado.

(Soa a campainha.)


Este texto não substitui o publicado no DSF de 26/04/2013 - Página 21583