Pela ordem durante a 77ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Críticas ao Presidente Jair Bolsonaro e cobrança de projetos para melhorar a situação econômica e de bem-estar social dos trabalhadores no Brasil.

Autor
Weverton (PDT - Partido Democrático Trabalhista/MA)
Nome completo: Weverton Rocha Marques de Sousa
Casa
Senado Federal
Tipo
Pela ordem
Resumo por assunto
GOVERNO FEDERAL:
  • Críticas ao Presidente Jair Bolsonaro e cobrança de projetos para melhorar a situação econômica e de bem-estar social dos trabalhadores no Brasil.
Publicação
Publicação no DSF de 22/05/2019 - Página 82
Assunto
Outros > GOVERNO FEDERAL
Indexação
  • CRITICA, JAIR BOLSONARO, PRESIDENTE DA REPUBLICA, ENFASE, AUSENCIA, PROJETO, OBJETIVO, MELHORIA, VIDA, TRABALHADOR, PAIS, BRASIL.

    O SR. WEVERTON (Bloco Parlamentar Senado Independente/PDT - MA. Pela ordem.) – Sr. Presidente, este é um momento muito difícil que nós estamos vivendo nesta Casa, no País. Estamos todos, claro, de forma muito óbvia, preocupados com os números, com os índices. Você vê aí um número enorme, milhões de trabalhadores sem terem a oportunidade de acesso ao mercado, sem terem a oportunidade de poderem ter o mínimo, que é a dignidade, o direito, o acesso a um emprego e, com isso, poder levar as condições básicas para manter a sua família.

    Hoje nós temos aí um fantasma grande dessa exploração ainda. Nós sabemos que existe essa frustração do trabalhador brasileiro em saber que o País, grande como é o Brasil, de dimensões continentais, é um país que ainda privilegia apenas os especuladores e os empreendedores infelizmente continuam não tendo vez neste País. Você está vendo aí os índices do cheque especial. O trabalhador que ainda tem o seu emprego é tratado com uma política de agiotagem oficial quando ele tem que recorrer a um cheque especial ou a um cartão de crédito.

    Você pega o trabalhador lá da ponta: ele não tem sequer hoje mais condição de ter o gás de cozinha os 30 dias. Hoje nós voltamos, Sr. Presidente, infelizmente ao fantasma das décadas anteriores, do século passado, que era o famoso fogão, o famoso gás... A cozinha agora já é utilizada no fundo das casas em muitos interiores, principalmente do Norte e Nordeste do Brasil, onde ainda há lenha, porque o trabalhador não pode usar pela manhã, à tarde e à noite o gás, senão não chega no final do dia.

    Os preços da gasolina, um absurdo. As pessoas não têm mais condição de botar gasolina na sua moto para poder ir trabalhar...

(Soa a campainha.)

    O SR. WEVERTON (Bloco Parlamentar Senado Independente/PDT - MA) – ... ou para poder se deslocar de um Município para o outro.

    E eu quero aqui, Sr. Presidente, deixar o registro, porque é importante que isto aconteça, de que nós sabemos que a culpa de toda esta dificuldade, essa frustração que vai se iniciar, que está se iniciando nos empreendedores, nos investidores e no povo brasileiro, não pode ser colocada na classe política e no Congresso Nacional. Se eles insistirem em colocar a culpa nesta Casa, é óbvio que a política tem que endurecer com eles porque isso no mínimo pode ser considerado postura canalha – no mínimo! –, porque, nesses quase seis meses de Governo, em momento algum – V. Exas. que fazem parte da base sabem –, a oposição nunca se manifestou aqui em Plenário e nunca trabalhamos, de maneira alguma, para atrapalhar nenhuma votação.

(Soa a campainha.)

    O SR. WEVERTON (Bloco Parlamentar Senado Independente/PDT - MA) – Aqui, quando se chegava, na Legislatura anterior, com medidas provisórias em cima da hora, era porque havia oposição lá na Câmara. Eu mesmo liderei dois anos o PDT e um ano a minoria. Nós fazíamos obstrução, política de causa ideológica. Tínhamos uma bandeira.

    Agora, nós admitimos que perdemos a eleição. E não venha me dizer que é culpa minha, não, porque a minha parte eu fiz: eu defendi o projeto em que eu acreditava. O meu partido teve candidatura própria, foi o Ciro; mas 57 milhões disseram que não, que era o Bolsonaro. Nós respeitamos. Estamos aqui desde o início – a nossa Bancada – para ajudar a votar os projetos para o Brasil.

    Este é o problema: cadê os projetos para o Brasil? Cadê os projetos do Paulo Guedes para o Brasil? A não ser as chantagens que ele tem trazido para cá, dizendo que, se não votar a previdência, ele vai dar mais dinheiro ainda para os bancos. Ele não vai resolver... Está aí o problema da educação. Não é justa a informação que eles dão para o povo brasileiro.

(Soa a campainha.)

    O SR. WEVERTON (Bloco Parlamentar Senado Independente/PDT - MA) – V. Exa. sabe que a previdência social, mesmo se fosse aprovada agora, de nada serviria para este ano na execução orçamentária. E eles retiram com a mão grande o dinheiro dos nossos institutos tecnológicos, da nossa universidade e vêm dizer que, se votar a previdência, vão devolver!

    Nós temos que reagir, Sr. Presidente! Nós temos que reagir, porque não dá mais para simplesmente eles serem os bons e nós sermos os maus! Eles fazem boas políticas? Boas políticas e nova política de quê, cara pálida?

    Eu passei por dois mandatos como Deputado Federal na Câmara e não me lembro de uma vez em que o Senhor Bolsonaro tenha aberto a boca em defesa do trabalhador, em defesa do menos favorecido! Não me lembro dele nem de nenhum filho dele! Então, agora, vem me dizer que ele é que vai salvar o Brasil sozinho? Este é o problema: não vamos nos prender a heróis, porque o que vai resolver essa crise são as instituições fortes, são todos unidos, não é um herói sozinho!

(Soa a campainha.)

    O SR. WEVERTON (Bloco Parlamentar Senado Independente/PDT - MA) – Não vamos cometer este erro de simplesmente achar que um é o melhor e que o resto não presta!

    Essas são as minhas considerações.

    Quero pedir aqui ao meu Líder Randolfe que ele preste atenção, porque senão o Otto vai tomar a Liderança da Minoria dele.

    Muito obrigado, Presidente.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 22/05/2019 - Página 82