Pela ordem durante a 2ª Reunião Preparatória, no Senado Federal

Homenagem ao Senador Rodrigo Pacheco em razão de sua eleição para presidir o Senado Federal.

Autor
Randolfe Rodrigues (REDE - Rede Sustentabilidade/AP)
Nome completo: Randolph Frederich Rodrigues Alves
Casa
Senado Federal
Tipo
Pela ordem
Resumo por assunto
SENADO:
  • Homenagem ao Senador Rodrigo Pacheco em razão de sua eleição para presidir o Senado Federal.
Publicação
Publicação no DSF de 03/02/2021 - Página 35
Assunto
Outros > SENADO
Indexação
  • ELOGIO, ELEIÇÃO, RODRIGO PACHECO, PRESIDENTE, SENADO, DEFESA, REDUÇÃO, CRISE, CONTROLE SANITARIO, CONTINUAÇÃO, AUXILIO, EMERGENCIA, VACINAÇÃO, VACINA, PANDEMIA, NOVO CORONAVIRUS (COVID-19).

    O SR. RANDOLFE RODRIGUES (Bloco Parlamentar Senado Independente/REDE - AP. Pela ordem.) – Presidente, eu queria, ainda em tempo – ainda em tempo, porque era para fazê-lo ontem –, com as honras de estilo, eu queria, ainda em tempo, prestar todas as homenagens a V. Exa., em primeiro lugar, e aos demais colegas que foram conduzidos para a Mesa Diretora.

    Um duplo cumprimento, Presidente, em especial porque já é peculiar de V. Exa. as qualidades que o distinguem, que unem este Plenário, que o habilitam a assumir o posto que V.Exa. está, a assumir a cadeira que V. Exa. está. Isso já é de conhecimento, eu diria, não somente do Plenário deste Senado, mas de todo o Congresso Nacional, haja vista a passagem de V. Exa. pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

    Eu queria assinalar e redobrar os cumprimentos ao pronunciamento de V. Exa., ao primeiro pronunciamento, a todos eles, mas em especial ao primeiro pronunciamento de V. Exa. como Presidente eleito. Para mim, não surpresa, a reafirmação... Eu repito: para mim não surpresa, mas, em tempos conturbados que vivemos, nunca é demais reafirmar a crença, a profissão de fé no Estado democrático de direito.

    Vejo com muita inteligência deste Plenário, e, como se diz, como tudo o que acontece na vida tem o seu momento e o seu destino, eu, outrora, disse a V. Exa. que V. Exa. presidiria o Congresso Nacional no biênio mais difícil da história republicana, em meio a uma crise sanitária, à desolação que vai ser provocada pelo fim do auxílio emergencial, e 65 milhões de compatriotas nossos, que agora estarão desamparados e que necessitam de uma resposta desta Casa do Congresso Nacional.

    Há crise sanitária, e há necessidade de vacinar para nós sairmos logo da crise sanitária, porque só saindo da crise sanitária é que nós poderemos restaurar o crescimento econômico. E, ainda mais, num momento como este, as diferentes – como dizia o bom e velho Brizola – costeadas de alambrado que agentes do arbítrio dão, ameaçando o Estado democrático de direito.

    Por isso, quis o momento e o destino colocar na Presidência do Congresso Nacional um membro da gloriosa Ordem dos Advogados do Brasil. É a ela que eu recorro, Presidente, a ela, de tantas memórias e lembranças na defesa da democracia dos brasileiros. A Ordem dos Advogados do Brasil, cuja história V. Exa. conhece melhor do que eu, que, em 1977, no auge do arbítrio das Arcadas do Largo do São Francisco, proclamou a Carta aos Brasileiros, e fez ali, com antecedência de dez anos, a escrita da coluna vertebral daquela que veio a ser a nossa Constituição atual de 1988. A Ordem sempre foi, ao longo da história, uma das principais instituições de defesa da democracia em nosso País. Não poderia o posto da Casa de Ruy Barbosa estar colocado em melhores mãos do que não somente de um membro da Ordem, mas de um amante da Ordem dos Advogados do Brasil, de alguém que, reiteradas vezes, faz referência à Ordem e ao que ela representa.

    E também, sobre o Estado amazônico – não o Estado economicamente, que tem o peso econômico que o seu Estado tem – permita-me, da Amazônia, fazer uma homenagem também às Minas Gerais, porque também nos momentos cruciais da história nacional foi de Minas que veio a conciliação. Nos momentos cruciais e turbulentos da história nacional foi de Minas que veio a retomada. Foi de Minas que veio Juscelino, que inaugurou um período de pujança e crescimento econômico nosso, que durou até o Golpe de 64. Foi de Minas que veio Tancredo, que foi o representante da conciliação democrática, da restauração do Estado democrático de direito em nosso País.

    Nada disso é coincidência no posto em que V. Exa. aqui está. V. Exa. será Presidente do Congresso Nacional – reitero, como já disse uma vez, olhando em seus olhos – no biênio mais importante para a democracia e para a República. Eu tenho certeza, pelo que o conheço, de que V. Exa. estará à altura. Faço isso e digo isso porque quero saudar, em especial, o pronunciamento de V. Exa. As palavras que ecoaram de Minas ontem foram de conciliação, tão bem quista da tradição mineira, vinda de seus antecedentes, como eu já citei, só para citar dois, Tancredo e Juscelino.

    As palavras que vieram de V. Exa. ontem – embora possa parecer redundância, neste momento, tendo em vista até o resultado da eleição da Câmara dos Deputados – é necessário serem reafirmadas neste Parlamento. A palavra que veio de V. Exa. foi independência. Soa, em um momento como este, para um Parlamentar de oposição, um humilde Parlamentar de oposição como eu, soa como poesia. Nós precisamos disto: de serenidade, conciliação, independência e compromisso republicano com a democracia, para socorremos 65 milhões de desamparados pelo fim do auxílio, para trabalharmos incessantemente pela vacina. Só com vacina sairemos da crise sanitária; só saindo da crise sanitária poderemos ter recuperação econômica.

    E, por fim, quero reafirmar o compromisso: ter alguém aqui que tenha todas as profissões de fé. Sobre o melhor de todos os regimes, como já dizia Churchill, pode ser o pior de todos, mas não inventaram nenhum melhor do que o Estado democrático de direito, do que a democracia.

    V. Exa. está no lugar certo, no momento certo, para fazer a história. Meus cumprimentos.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 03/02/2021 - Página 35