Pela Liderança durante a 3ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Considerações sobre a importância da vacinação contra a Covid-19.

Defesa da importância do auxílio-emergencial para a economia e o socorro às pessoas mais pobres.

Pesar pelo falecimento do Senador José Maranhão.

Autor
Randolfe Rodrigues (REDE - Rede Sustentabilidade/AP)
Nome completo: Randolph Frederich Rodrigues Alves
Casa
Senado Federal
Tipo
Pela Liderança
Resumo por assunto
SAUDE:
  • Considerações sobre a importância da vacinação contra a Covid-19.
POLITICA SOCIAL:
  • Defesa da importância do auxílio-emergencial para a economia e o socorro às pessoas mais pobres.
HOMENAGEM:
  • Pesar pelo falecimento do Senador José Maranhão.
Publicação
Publicação no DSF de 11/02/2021 - Página 49
Assuntos
Outros > SAUDE
Outros > POLITICA SOCIAL
Outros > HOMENAGEM
Indexação
  • COMENTARIO, IMPORTANCIA, VACINAÇÃO, VACINA, PANDEMIA, NOVO CORONAVIRUS (COVID-19).
  • DEFESA, APROVAÇÃO, AUXILIO, EMERGENCIA, IMPORTANCIA, ECONOMIA, PRODUTO INTERNO BRUTO (PIB), PESSOAS, POBREZA.
  • HOMENAGEM POSTUMA, SENADOR, JOSE MARANHÃO, DESTAQUE, IMPORTANCIA, APROVAÇÃO, PROPOSTA DE EMENDA A CONSTITUIÇÃO (PEC), FORO, PRERROGATIVA DE FUNÇÃO.

    O SR. RANDOLFE RODRIGUES (Bloco Parlamentar Senado Independente/REDE - AP. Pela Liderança.) – Sr. Presidente, colegas Senadores, há dois temas neste momento que, no meu entender, deveriam ser os mais importantes para o País – dois, dois. E eu tenho certeza de que neste momento não é a independência do Banco Central, que a Câmara está votando. Neste momento, o que todos que estão nos assistindo – o Brasil real –, o que todos que estão nos escutando esperam do Congresso Nacional é: auxílio emergencial e vacina; vacina e auxílio emergencial.

    Inicio falando sobre a vacina, sobre a imunização. A velocidade da nossa imunização, Presidente... E isso se deve muito à política de negação que o próprio Governo implementou durante todo o ano passado. Nunca é demais lembrar: em novembro, enquanto nós da oposição estávamos defendendo a pesquisa do Butantan e a CoronaVac, a declaração do Presidente da República foi que não aceitaria, abre aspas, "vacina chinesa". Olhe o que o destino reservou: a primeira vacina a ser autorizada e a primeira que começou a imunização no País foi exatamente a CoronaVac. E ainda bem que o foi, senão nós não teríamos nem esses 1,9% imunizados no País, que é a taxa do dia de hoje. E se continuar a taxa de hoje, será insuficiente, Presidente. Considerando 1,9%, há pouco mais de 30 dias de vacinação, se se colocar numa conta em médio e em longo prazo, nós chegaremos a dezembro deste ano não vacinando sequer 70 milhões de brasileiros e não completando a vacinação de todos os idosos – se continuar esta média. Se continuar essa velocidade de vacinação, nós só completaremos a imunização em 2024.

    Acredito que deveria ser o Governo o primeiro a compreender que, com a imunização, com a vacina, nós sairemos da crise econômica, nós começaremos a retomada, começaremos o retorno à vida normal. Até para a própria, abre aspas – não deveria ser essa a agenda central –, "preocupação com a popularidade por parte do Governo", deveria essa ser a primeira de suas preocupações.

    Nós não precisamos somente de uma vacina, precisamos de todas as vacinas. Precisamos da CoronaVac, que já está em curso. E aqui todos os cumprimentos ao Governo do Estado de São Paulo; ao Instituto Butantan, pela obsessão pela vacina; ao diálogo que o Governo do Estado de São Paulo e o Instituto Butantan têm feito para, diretamente com o Governo chinês, viabilizar os insumos. Nós precisamos da AstraZeneca, nós precisamos da Sputnik.

    E aqui, Presidente, saúdo a decisão que tomamos, ainda na semana passada, em relação à Medida Provisória 1.003, com a emenda. E eu espero, Sr. Presidente, que o Senhor Presidente da República não vete o dispositivo aprovado pelo Congresso Nacional, que estabelece um prazo mais do que razoável para que a Anvisa autorize vacinas que estão sendo utilizadas em todo o mundo. Nós credenciamos, por exemplo, na última medida provisória, a agência sanitária russa. A agência sanitária russa credenciou a vacina Sputnik, desenvolvida pelo laboratório Gamaleya, financiada pelo fundo soberano russo, já utilizada pela Rússia, já utilizada pela Argentina, já utilizada pelo México, já utilizada por vários países como o Paraguai, a Venezuela, a Bolívia.

    Nós podemos ter uma situação paradoxal, Presidente.

(Soa a campainha.)

    O SR. RANDOLFE RODRIGUES (Bloco Parlamentar Senado Independente/REDE - AP) – Daqui a pouco, a vinte minutos – falo para concluir, Sr. Presidente –, saindo do Congresso Nacional, nos arredores de Brasília, existe a fábrica da União Química. Essa fábrica, daqui a um mês, estará produzindo de 8 a 10 milhões de doses da vacina Sputnik. Se não ocorrer a agilização para autorização do uso, toda essa quantidade produzida pela União Química irá para fora do Brasil, não haverá um brasileiro imunizado por essa vacina.

    Nós precisamos da Sputnik, nós precisamos da Soberana, nós precisamos da vacina da Pfizer, precisamos da vacina da Janssen, desenvolvida pela Johnson & Johnson, precisamos de todas as opções de vacinas que estão no mundo. O Governo deveria tratar isso como obsessão, como prioridade número um. Aliás, não só o Governo; todos nós Congressistas e o Governo junto.

    E em relação à segunda, falo já para concluir, Presidente...

(Soa a campainha.)

    O SR. RANDOLFE RODRIGUES (Bloco Parlamentar Senado Independente/REDE - AP) – Em relação ao auxílio emergencial, Presidente, quero reiterar o que já foi dito aqui anteriormente: hoje pelo menos 68 milhões de brasileiros não têm perspectivas. Àqueles que veem o auxílio emergencial só do ponto de vista fiscal quero trazer aqui que deve ser visto também – e acredito que dentro das alternativas que estão aí colocadas existe a possibilidade mais que razoável – viabilizar o auxílio emergencial sem ferir teto de gastos para garanti-lo a esses brasileiros que estão hoje precisando.

    Quero só dar um dado, Presidente: já está comprovado economicamente que, sem o auxílio emergencial, no ano passado, a retração da nossa economia seria de mais de 8% do PIB. O auxílio emergencial e o que ele dinamizou na economia nos pequenos, nos médios e nos grandes comércios possibilitou que o tombo da economia brasileira no ano passado, em vez de 8%, caísse pela metade, fosse de 4%.

(Soa a campainha.)

    O SR. RANDOLFE RODRIGUES (Bloco Parlamentar Senado Independente/REDE - AP) – Ou seja, ter um auxílio emergencial suficiente para dinamizar a economia brasileira e socorrer os mais pobres é também uma necessidade.

    Falo, para concluir, que não poderia deixar, Presidente, de fazer o meu registro pessoal da perda, que é de todos nós também, de um colega Senador. A Paraíba perdeu muito com o passamento de José Maranhão. Acho que nós todos perdemos um amigo pessoal e um conselheiro de todos nós Senadores.

    E eu quero só fazer um registro último: muito da responsabilidade de esta Casa ter aprovado a proposta de emenda constitucional de fim do foro privilegiado se deve ao Senador José Maranhão. Quero lembrar que, quando ainda na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, em 2017, ele nos designou para a relatoria, e não titubeou em relação a isso, para fazermos o relatório da PEC do fim do foro privilegiado e logo em seguida ela foi aprovada pela unanimidade dos membros desta Casa. É somente uma das inúmeras realizações deste homem público que tão importante foi para a Paraíba...

(Interrupção do som.)


Este texto não substitui o publicado no DSF de 11/02/2021 - Página 49