Pronunciamento de ROBERTO MONTEIRO PAI em 05/10/2023
Discurso durante a 146ª Sessão Especial, no Senado Federal
Sessão Especial destinada a comemorar o Dia do Nascituro, celebrado anualmente no Brasil em 8 de outubro.
- Autor
- ROBERTO MONTEIRO PAI
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Data Comemorativa,
Saúde Pública:
- Sessão Especial destinada a comemorar o Dia do Nascituro, celebrado anualmente no Brasil em 8 de outubro.
- Publicação
- Publicação no DSF de 06/10/2023 - Página 29
- Assuntos
- Honorífico > Data Comemorativa
- Política Social > Saúde > Saúde Pública
- Indexação
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- DISCURSO, SESSÃO ESPECIAL, COMEMORAÇÃO, DIA NACIONAL, NASCITURO.
- COMENTARIO, DEFESA, VIDA, NASCITURO, OPOSIÇÃO, ABORTO.
O SR. ROBERTO MONTEIRO PAI (Para discursar.) – Primeiramente, para Deus, toda honra, toda glória e todo o louvor de gratidão a Ele. (Palmas.)
Segundo – eu vou ser muito rápido –, quero registrar aqui um texto bíblico escrito por um homem que teve um conhecimento muito peculiar, muito profundo, o Salomão. E, aqui em Eclesiastes, Capítulo 12, fala a respeito desse momento.
Ao meu nobre Senador, à nobre Senadora Damares, que aqui esteve, ao Magno Malta também.
E aqui diz assim, no primeiro versículo do Capítulo 12, logo na introdução inicial: "Lembra-te do teu Criador". Ponto um. E já salto lá para o versículo 12... (Pausa.)
Corrigindo, versículo 13: "De tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus, e guarda os seus mandamentos, porque isto é o dever de todos".
E finalizando no versículo 14: "Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja ruim."
Então, neste momento, nesta sessão solene, meu amado, o senhor está sendo registrado. Cada um de vocês que estão aqui, nós estamos sendo registrados nesta solenidade em defesa da vida.
E outra coisa, se nós formos buscar dentro das escrituras sagradas, nós vamos identificar um momento também tão quanto semelhante. A exemplificar, no tempo de Moisés, quando havia ali uma determinação para que todos os meninos de mulheres gestantes tivessem que matar suas crianças, meninos. Mas daqui a pouco, encontramos ali as parteiras que têm temor a Deus. Não estamos falando de religião. Deus está acima de tudo e de todos.
E agora, em tempo recente, eu estava num evento na Câmara Federal, e a Ministra Nísia estava presente ali no evento, e aquela audiência pública transcorrendo, inclusive o nosso Deputado, ex-Ministro Osmar Terra, presidindo. Já depois de sete horas de audiência, ela se levantando, eu falei assim com o nosso Deputado Osmar: Deputado, é um minutinho só – e eu estava ali na mesa junto dele. Ministra, por gentileza, o Deputado Roberto Monteiro quer dar uma palavra rapidinho. Ela sentou de novo e eu virei assim: nobre Ministra, para começar, eu sou pai de Gabriel Monteiro, certamente a senhora já ouviu falar. Segundo, olha que coisa interessante, isso está registrado, é público, eu que vos falo no exercício, por eu ter um PIN, por eu ser Deputado Federal, mas eu entrando no túnel do tempo, eu me recordo que eu fui gerado no ventre de uma mulher que eu não conheci. Minha mãe biológica, por necessidade de sobrevivência, vendia o corpo.
Então, o cliente chegava lá, bancava e tinha seus momentos de prazer, e em dado momento alguém engravidou, mas quem é que engravidou, se os clientes são muitos? E aí a barriga vai embuchando, vai crescendo, e com certeza, quantas sugestões chegaram a ela dizendo: "Aborta, olha, tira, toma um chazinho, faz isso ou aquilo". Mas Jeremias 1:5 diz assim: "Antes de te formares no ventre da tua mãe, eu, Deus, já te conhecia". Para um pouquinho, você já entendeu esse mistério também é o teu respeito que você pode ser conhecido por tantos, por todos, mas muito mais é bem conhecido ou conhecida por esse Criador da vida.
E agora não houve êxito. Aquela criança, que certamente, por algumas iniciativas e tentativas, poderia ser jogada para fora – porque hoje se discute em até 12 semanas, quatro meses –, a criança nasceu. Vivia dentro do prostíbulo. Eu saía da casa, ia para as encruzilhadas – cruzamento de duas ruas – onde naquela época tinha oferendas: era cocadinha, era guaraná caçulinha, bala Juquinha e outros elementos, alimentando-me e voltava para dentro do prostíbulo. E era colocado dentro de um banheiro, porque, na hora que o cliente chegava, não poderia haver a criança – este Deputado que aqui está!
E aí alguém denuncia, eu vou para uma instituição de menor, chamada lá na capital do Rio Padre Severino – agora mudaram o padre, é D. Bosco –, a denominação do instituto lá. E aí, então, lá fui crescendo, desenvolvendo-me, mas, encurtando – porque a minha história é muito forte –, quem tem que, neste momento, realmente ter a alusão... não podemos concordar com o aborto. A criança, exceto o que está na lei... fora isso... "porque eu agora me relacionei, não vai assumir, não sei quem é, põe para fora".
Não! Porque nós estamos sendo vistos e você, que está me assistindo agora, certamente – num Colegiado enorme da nossa nação –, pessoas devem estar vivendo esse sentimento de, de repente, tirar, abortar. Não faça isso, porque dentro de você tem algo que Deus vai te ajudar a fazer nascer, crescer, se desenvolver e ser um grande nome nesta nação.
Então, eu que estou aqui, encerro dizendo... e ali falando com a Ministra: Ministra, a senhora vê, essa é a minha história. E ali eu digo: outra coisa, a senhora tem um nome muito chamativo, Nísia Trindade – não estou falando mal dela; estou falando de uma experiência que eu tive agora há poucos dias, registrado, é público –, Nísia Trindade. O "Trindade" me faz lembrar da Trindade, que tem o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Então, encerro dizendo o seguinte, e falei assim: quando eu poderia me imaginar estar diante de uma autoridade como a senhora, como Ministra? Se eu tivesse sido abortado, jamais isso aconteceria.
Então, eu parabenizo a Mesa, eu parabenizo você, que veio de tantos lugares, mas saiba: esta data, este dia, este momento, este lugar está registrado nos Anais do Todo Poderoso, e, pode estar certo, juntos veremos as crianças nascerem e não sendo mortas, porque Deus existe! (Palmas.)