Pronunciamento de Magno Malta em 19/02/2025
Pela ordem durante a 1ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Críticas à denúncia do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, contra o ex-Presidente Jair Bolsonaro. Defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
- Autor
- Magno Malta (PL - Partido Liberal/ES)
- Nome completo: Magno Pereira Malta
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Pela ordem
- Resumo por assunto
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Atuação do Ministério Público,
Direito Penal e Penitenciário,
Processo Penal:
- Críticas à denúncia do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, contra o ex-Presidente Jair Bolsonaro. Defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
- Publicação
- Publicação no DSF de 20/02/2025 - Página 76
- Assuntos
- Outros > Atuação do Estado > Atuação do Ministério Público
- Jurídico > Direito Penal e Penitenciário
- Jurídico > Processo > Processo Penal
- Indexação
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- CRITICA, DENUNCIA, PROCURADOR GERAL DA REPUBLICA, PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, EX-PRESIDENTE DA REPUBLICA, JAIR BOLSONARO, DEFESA, ANISTIA, TENTATIVA, GOLPE DE ESTADO, DEPREDAÇÃO, EDIFICIO SEDE, PODERES CONSTITUCIONAIS.
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES. Pela ordem.) – V. Exa. me lembrou o Mão Santa (Risos.), que, quando ia apresentar alguém, fazia aquele preâmbulo todo.
Eu queria dizer a V. Exa. que eu não sou grande, grande é Deus, e eu não sou nem alto, mas eu botei o paletó na primeira sessão, exatamente para homenagear a primeira sessão.
Gostaria muito que o projeto político de V. Exa. fosse o meu, porque aí a gente ia impichar Alexandre de Moraes.
Gostaria que fosse o meu, porque aí a gente ia colocar o Supremo no seu devido lugar. V. Exa. me desperta para que eu fale do Relator, do relatório de Gonet, que foi para dentro do meu gabinete e mentiu de uma forma deslavada para mim. E eu só o atendi a pedido do Senador Marcos Rogério. Ele disse que seria constitucional, que cumpriria a lei. Faz um relatório contra Jair Bolsonaro absolutamente idiota, sem qualquer tipo de prova, de anexo.
Mas não é sobre isso. Quero dizer a V. Exa. que nós estamos começando um ano legislativo, e eu quero desejar-lhe toda a sorte do mundo, aliás, sabedoria além de sorte, porque as pessoas afirmam – há uma música interessante – que nunca foi sorte, sempre foi Deus.
V. Exa. é judeu, e num momento em que o antissemitismo tem crescido no Brasil de forma retumbante. Nunca se viu um antissemitismo tão provocado por um governo vigente. Eu amo Israel. A Bíblia diz: "Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem". V. Exa. é judeu. E eu espero, com essa luta antissemitista no Brasil, que V. Exa. seja parte dela, porque é sua família, é seu povo.
Eu sou descendente dos judeus etíopes, dos negros. E tenho alegria na minha alma, porque foi lá que nasceu o meu Cristo, foi lá que ele ressurgiu para a vida. Há uma diferença entre ressurgir e ressuscitar: quem ressuscita morre de novo; quem ressurge não morre mais.
O cristianismo faz mal à esquerda, incomoda. E V. Exa. não é de esquerda. Então, quando V. Exa. fala desse projeto político, eu até me alegro. Venha! Jesus um dia disse, referindo-se às pessoas com relação a ele: "Venha como estás". Não precisa nem pensar dez vezes, nem duas, nem cinco. Venha como estás!
Eu fico muito feliz. V. Exa. é uma pessoa absolutamente educada, de boa convivência. Embora nós tenhamos espectros diferentes, mas a vida nos une. V. Exa. não é a favor do aborto. Só isso já teria uma caracterização forte demais para nós, porque nós não somos nada sem o nascituro. V. Exa. só é Presidente porque nasceu! Só chegou aí porque nasceu! Estamos aqui porque nascemos! Até quem fala a favor da morte de criança, fala porque nasceu.
Então, V. Exa. me dá uma oportunidade – e quero cumprimentar o Líder Portinho. V. Exa. fala de uma forma educada e até brincando comigo quanto à questão do paletó, porque o Brasil inteiro sabe que eu não uso o paletó. Aí eu disse: "Hoje eu vou usar porque vai ser a primeira sessão". E V. Exa. tome como cumprimento a V. Exa.
Eu, assim... Fiz questão de, nesses dias todos, decorar o discurso de V. Exa.. E V. Exa. falou quatro vezes uma palavra que enche o meu coração: que vai tomar, como Presidente desta Casa, as prerrogativas desta Casa.
Aliás, ontem eu fui processado no Supremo por um advogado pelo meu depoimento da OEA, pelas verdades que eu falei. E já caiu no Ministro Nunes, que é o Relator. Eu não fui nem notificado ainda, mas, quando eu for notificado, eu vou repetir tudo que eu falei e mais um pouco. Eu vou repetir tudo que eu falei e mais um pouco.
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – E quero me solidarizar com o Presidente Jair Bolsonaro, eterno Presidente. Estão querendo ganhar no W.O., sair da arena política para uma arena jurídica onde não tem lei. Não é nem juridiquês, não há nem contorcionismo jurídico; é uma arena que não existe. É campo de barro mesmo, sem chuteira, sabe? Na canela – do pescoço para baixo é canela –, com invenções.
E eu quero aqui dizer, do Presidente Jair Bolsonaro para o Brasil: ele está bem, confiante, forte... Confiante em quem? Em Deus. Antigamente a pessoa dizia: "Eu confio na justiça". Sim, qual justiça? Onde é que está o ordenamento jurídico? "Ah, Senador, ontem teve um...", que venham os processos. "Ah, o Mauro Cid citou o senhor na delação", a delação do Mauro Cid para mim vale uma nota de R$3. Ele falou que algumas vezes eu visitei Bolsonaro, ele errou para caramba porque eu visitei foi...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Já encerro.
Foi muito mais que três, foi muito... E orei muito com ele, viu, Portinho? Orei muito com ele, chorei muito com ele, estive ali do lado. Não sei se você também está citado nessa delação que vale R$3. Para mim, isso e nada são a mesma coisa.
Mas eu queria, meu Presidente, apresentar aqui o Vereador Adrilles, de São Paulo, do União Brasil, do seu partido, uma das mentes mais brilhantes, um poeta, um intelectual, um indivíduo conservador e quem mais conhece cultura woke no Brasil e, de forma desamedrontada, tem ido para as redes sociais ajudar as famílias, veja a importância, ajudar as escolas, como esse grande Vereador do seu partido, e eu torço para que, na próxima eleição, ele venha para o Congresso Nacional, tenha essa competência. Tem tido esse trabalho todos os dias nas redes sociais...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... ajudando. Já encerro.
Eu ia fazer um pronunciamento, V. Exa. falou para eu não fazer, me proibiu e falou que eu não falasse nada e eu não vou falar nada, sobre aquele pronunciamento. Eu não vou falar não e tal... (Risos.)
Eu quero falar para o pessoal do Brasil, porque eles não entendem... Eu brinco muito com o Presidente Davi, embora estejamos politicamente... Ele deu uma ironizada em mim, dentro desse nosso espectro político, mas a gente brinca muito e, nestes últimos dois dias, eu ri demais. Ele foi protagonista de um papel em que ele não falou nada, não tinha nada, mas ele estava procurando o fone dele e procurava nos bolsos, metia a mão no bolso e rodava para lá e para cá e não achava o tal do fone. Era o fone, não é, que você estava procurando? Pois é, e o pessoal, maldosamente, estava me dizendo outra coisa. Pois é, pois é.
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Olhe lá, era o fone que Davi estava procurando.
Presidente, desejo-lhe toda a sabedoria, desejo-lhe toda a sorte do mundo. Você é um privilegiado por ter nascido judeu. Você é da árvore de Davi, de Jessé. Você tem o sangue do Cristo, da terra do Cristo. V. Exa. tem a obrigação de ter um sentimento mais rebuscado que os outros com relação aos inocentes do dia 8. Eu espero que, passando na Câmara, passe também no Senado.
Encerro dizendo que nós estamos pedindo anistia para quem um dia foi anistiado por ter cometido crime de assalto, crime de sangue e foram anistiados pelo regime militar. Agora nós estamos pedindo anistia para eles, para inocentes...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – O Clezão estava sentado nesta cadeira aqui, na cadeira que ele está agora...
O SR. PRESIDENTE (Davi Alcolumbre. Bloco Parlamentar Democracia/UNIÃO - AP) – Para concluir.
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Estou concluindo. E daqui ele saiu numa maca, doente, para morrer nas vísceras do Estado. A culpa é de quem?
Aliás, disseram, na denúncia contra mim, lá, que eu estou ferindo a segurança nacional porque eu falei dos Ministros do Supremo. Então vou ferir a segurança nacional todo dia, porque eu vou falar desse ativismo judicial absolutamente irresponsável, em que uma mãe de família toma 17 anos de cadeia porque eternizou uma frase, "perdeu mané", do Presidente do Supremo Tribunal Federal. Ela tomou 17 anos. E todos aqueles envolvidos na Lava Jato estão soltos. E aí, falar isso, você é criminoso. Eu vou continuar falando.
Agradeço a V. Exa. o tempo, agradeço ao nosso Líder Portinho. Eu estava ouvindo pela televisão, porque eu estava no gabinete. Sei exatamente qual era o assunto, certo? Não vim para aqui aleatoriamente, sem ter conhecimento, mas acompanhei toda a sessão, porque estava atendendo outras...
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – E de paletó hoje, porque eu não garanto amanhã, não é? Hoje eu vim em reverência e referência a este primeiro dia legislativo com V. Exa. aí de volta na Presidência. Eu sei que V. Exa. vai cumprir o que disse, na certeza absoluta de que se a Câmara votar a anistia, este Senado terá sentimento no coração. E V. Exa. botará em votação, para que o Plenário possa decidir. Acredito plenamente que V. Exa. tomará esse tipo de atitude.
Um abraço para o povo do seu estado, que é um povo bom e um povo bonito. O povo do seu estado é um povo bom e bonito.
O SR. PRESIDENTE (Davi Alcolumbre. Bloco Parlamentar Democracia/UNIÃO - AP) – Obrigado.
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Amém.