Discurso durante a 20ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal

Crítica à atuação do STF, com alegação de perseguição política ao ex-Presidente Jair Bolsonaro e defesa de sua liberdade, além de apoio ao impeachment de Ministros da Suprema Corte. Indignação com a suposta omissão do Senado Federal diante de abusos institucionais.

Defesa da necessidade de reforma política, com ênfase na redução do número de partidos. Valorização da atuação voltada ao povo de Minas Gerais, com foco em serviços públicos e rejeição a práticas políticas tradicionais.

Autor
Cleitinho (REPUBLICANOS - REPUBLICANOS/MG)
Nome completo: Cleiton Gontijo de Azevedo
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Atuação do Judiciário, Atuação do Senado Federal, Direitos Individuais e Coletivos, Saúde Pública, Segurança Pública:
  • Crítica à atuação do STF, com alegação de perseguição política ao ex-Presidente Jair Bolsonaro e defesa de sua liberdade, além de apoio ao impeachment de Ministros da Suprema Corte. Indignação com a suposta omissão do Senado Federal diante de abusos institucionais.
Eleições e Partidos Políticos, Governo Estadual:
  • Defesa da necessidade de reforma política, com ênfase na redução do número de partidos. Valorização da atuação voltada ao povo de Minas Gerais, com foco em serviços públicos e rejeição a práticas políticas tradicionais.
Publicação
Publicação no DSF de 25/03/2026 - Página 28
Assuntos
Outros > Atuação do Estado > Atuação do Judiciário
Outros > Atuação do Estado > Atuação do Senado Federal
Jurídico > Direitos e Garantias > Direitos Individuais e Coletivos
Política Social > Saúde > Saúde Pública
Soberania, Defesa Nacional e Ordem Pública > Defesa do Estado e das Instituições Democráticas > Segurança Pública
Outros > Eleições e Partidos Políticos
Outros > Atuação do Estado > Governo Estadual
Indexação
  • CRITICA, ATUAÇÃO, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF), PERSEGUIÇÃO, NATUREZA POLITICA, EX-PRESIDENTE DA REPUBLICA, JAIR BOLSONARO, DEFESA, LIBERDADE, APOIO, IMPEACHMENT, MINISTRO, REPUDIO, OMISSÃO, SENADO, ABUSO, VIOLAÇÃO, DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS.
  • DEFESA, REFORMA POLITICA, CRITICA, Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), FUNDO PARTIDARIO, COMENTARIO, PAUTA, POPULAÇÃO, SAUDE PUBLICA, INFRAESTRUTURA, VALORIZAÇÃO, SERVIDOR PUBLICO CIVIL, REGISTRO, CANDIDATURA, ELEIÇÕES, GOVERNO ESTADUAL, ESTADO DE MINAS GERAIS (MG), COMPROMISSO, ELEITORADO.

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG. Para discursar.) – Boa tarde, Sr. Presidente. Boa tarde a todos os Senadores e Senadoras, aos servidores desta Casa, à população que acompanha a gente pela TV Senado e aos estudantes que estão aqui presentes hoje. Sejam muito bem-vindos!

    Discurso forte, Presidente, e o que me chamou a atenção no seu discurso é que tudo o que V. Exa. disse que aconteceu no passado sobre ditadura – pessoas que não podem ter liberdade de expressão, que têm que combater os cães ferozes – acontece hoje, no presente. Está debaixo do nosso nariz, e nós Senadores não fizemos nada até agora para impitimar ministro que precisa ser impitimado o mais rápido possível. O que acontece no passado acontece no presente, está acontecendo. Inclusive, estão torturando o ex-Presidente Bolsonaro. Não teve nada de corrupção no Governo dele. E, por uma "suposta" – que é como eles colocam – tentativa de golpe, deixaram-no preso, um preso político, como V. Exa. estava dizendo do passado. É um preso político que agora está voltando para casa, porque o Moraes, que sabe que pode ser impitimado a qualquer momento, está com medo e deu agora a prisão domiciliar para o Presidente Bolsonaro. Mas nós não queremos prisão domiciliar; nós queremos a liberdade dele e a prisão do Moraes, porque o que acontece no passado está acontecendo debaixo do nosso nariz aqui. Estamos sendo omissos... Eu não, porque todos os dias eu subo aqui e me posiciono.

    Quantas vezes precisarem assinar pedido de impeachment de ministro, eu estarei aqui para assinar. Não tenho medo de Ministro, não tenho medo de cão feroz, não tenho medo nenhum! Se for para combater ditadura, pode vir que eu estou aqui, porque hoje nós temos uma ditadura que se chama STF. Então, é liberdade para Bolsonaro e prisão para Moraes e outros ministros.

    Eu quero aqui falar, como V. Exa. estava dizendo de partido... Eu queria até fazer um desabafo aqui, porque eu tenho essa pretensão, venho liderando pesquisa com 45% lá em Minas Gerais... Não fujo da raia, não tenho medo, não abaixo a cabeça! O que eu vejo durante esse processo, Presidente, são partidos me procurando; e, em nenhum momento, esses partidos estão preocupados com a população; em nenhum momento que chegam para se sentar numa mesa comigo, querem discutir redução de IPVA, redução de ICMS, melhorar as estradas, melhorar a saúde. Há pessoas que ficam até dois meses, três meses esperando uma cirurgia eletiva. Isso deveria ser um serviço de excelência. Infelizmente, não é só em Minas Gerais, mas em todo o Brasil que pessoas ficam três, quatro meses, até morrer, esperando uma cirurgia. Sobre isso ninguém se senta comigo e vem debater! Mas, para saber o que eu posso fazer para levar mais candidatos Deputados Federais para o outro partido fazer mais Deputados terem o fundão eleitoral, para nadarem de dinheiro público nas eleições, isso é a todo momento!

    Eu quero deixar bem claro aqui, bem claro: até agora nenhum político que me procurou veio para falar sobre combater as injustiças que tem em Minas Gerais, para tratar assuntos que realmente ajudam a população mineira, em nenhum momento! É só questão de partido. Eu falo do fundo do meu coração, com todo respeito a quem ama partido: eu quero que todos os partidos do Brasil se explodam!

    Inclusive, eu concordo com V. Exa., que falou uma coisa importante: é muito partido, é muito político. Está na hora de a gente fazer uma reforma política e acabar com um bocado de partido, botar dentro do notificador e jogar – vocês sabem onde tem que jogar? – na pia. Isso porque partido não resolve nada, o que resolve aqui é defender a população. E, como V. Exa. disse, eu estou aqui para defender todos: quem é de esquerda, quem é de direita, quem é de centro, quem não é nada. A minha função aqui não é defender partido, não é honrar partido. A minha função aqui é honrar o povo, que me colocou aqui. Partido nenhum paga meu salário. Pelo contrário, partido dá é prejuízo.

    Este ano vai ter mais de R$5 bilhões de fundo eleitoral e fundo partidário, e é isso que é a discussão até agora. A discussão aqui não é melhorar a vida da população mineira. A discussão aqui não é melhorar a vida do povo brasileiro. A discussão aqui é melhorar sabe o quê? A política. Melhorar como é que o político vai fazer campanha, como é que ele vai ter estrutura.

    Eu, não. Eu estou aqui preocupado com o povo. Eu estou aqui preocupado em melhorar as estradas de Minas Gerais, que estão um lixo. Eu estou preocupado aqui em melhorar a segurança pública de Minas Gerais, valorizar o servidor público, tanto o policial militar, como os professores. É com isso que eu estou preocupado, porque o patrimônio da administração pública se chama servidores. O servidor é o patrimônio, mas aqui, não. Aqui, até agora, nesses três meses que eu venho discutindo aqui, liderando pesquisa, ninguém se sentou comigo, olhou no meu olho e falou assim: "Vamos tratar de Minas Gerais? Eu quero cuidar do povo". Não. Aqui, não: "Cleitinho, quantos Deputados você consegue levar para o meu partido?". "Cleitinho, quantos Deputados você consegue levar?".

    Eu quero falar uma coisa aqui do fundo do meu coração: eu ainda não decidi se eu vou ser candidato, não, porque quem decide isso aí é Deus, e quem decide é o povo. Se eu continuar liderando pesquisa com 45%, quer dizer que quem está decidindo isso é o povo, não sou eu. Eu sou o quê? Empregado do povo. Então, eu sirvo o povo. Se o povo quiser, eu estarei preparado, mas que fique claro aqui: não estou ali para fazer balcão de negócios, não estou ali para vender a alma para o diabo, porque eu não vou fazer de tudo para ganhar uma eleição, não! Não contem comigo para isso. Eu vou fazer de tudo para melhorar a vida do povo. Eu vou ganhar uma eleição para depois fazer de tudo para melhorar a vida do povo. Não vou fazer de tudo para ganhar uma eleição. Então, quem quiser vir, sejam bem-vindos! E vai ser do meu jeito e do meu trato. Eu entrei aqui reto e vou sair daqui reto, e, se eu, um dia, for Governador, eu vou entrar reto e vou sair reto. Então, vai ser do meu jeito.

    Se quiserem, venham! Se não quiserem, continuem nessa mesmice, continuem nessa patifaria que é a política do Brasil, porque eu não me comparo a eles. Se quiser vir, venha do meu jeito. Venham, sejam bem-vindos! Agora, se não quiser, eu preciso do povo, eu preciso é do povo mineiro, eu preciso é que o povo me abrace. Eu vou para a rua com o povo, sem estrutura, sem nada. Inclusive, foram três eleições que eu já participei: Vereador, sem fundo eleitoral, sem fundo partidário, ganhei; Deputado Estadual, um dos mais votados de Minas Gerais, sem fundo eleitoral, sem fundo partidário, ganhei; agora, como Senador, 4,5 milhões de votos, sem fundo partidário, sem fundo eleitoral, e sem quase nenhum político acreditando em mim, a não ser o Bolsonaro, que acreditou em mim, que apostou em mim, é por isso que eu sou grato a Bolsonaro.

    Então, eu preciso é do povo, eu preciso é da população mineira. Então, parem com essa ladainha e com essa conversa de ficar me diminuindo, falando que eu desisti, falando que eu não sou qualificado – espere aí! –, que eu não sou preparado... Realmente, eu não sou preparado, Presidente, nem quero ser. Preparado para roubar? Preparado para mentir? Preparado para fazer contrato superfaturado para beneficiar algumas empresas de fora, para depois beneficiar o bolso de político? Para isso, eu não estou preparado, meus amigos. Nunca estarei preparado para fazer o errado. Eu estou aqui preparado para fazer o certo.

    E o que você não sabe? Todo mundo que nasceu, nasceu aprendendo? Já nasceu sabendo tudo? Eu só sei de uma coisa, que meu pai me ensinou: aprenda o certo e descarte o errado. Então, o errado eu não quero nem saber como é que funciona. Agora, eu estou aqui para aprender o certo, para caminhar com o povo e fazer pelo povo.

    Então, eu quero que fique claro isso, que eu não aguento mais essa ladainha de toda hora alguém vir me perguntar: "Você desistiu?". "Você não vai vir mais não?". A eleição é em agosto. A eleição não é agora, não. A campanha começa em agosto! Quem está com 3%, 4%, que lute! Que vá atrás! Eu tenho que trabalhar aqui como Senador. Eu estou como... Meu salário é pago como Senador, não é como Governador, não! Quando vierem as eleições, as convenções maravilhosas, quando se tem que definir quem vai ser o vice, aí tudo bem. Isso é lá em junho, julho. Agora aqui eu tenho é que cuidar do povo mineiro, eu tenho que trabalhar para fiscalizar o Governo Federal. Essa é a minha função.

    Como eu disse para alguns, eu estou com um problema particular dentro da minha família. Nem isso vocês estão respeitando, nem a minha dor vocês estão respeitando. Respeitem-me! Se vocês querem fazer de tudo para ganhar a eleição, façam, eu não vou fazer. Eu não vou fazer de tudo para ganhar a eleição, não! Eu vou disputar uma eleição; depois, se eu ganhar, vou fazer de tudo para mudar a vida do povo. Então, respeitem-me como eu respeito todo mundo, como eu faço aqui, todos os dias.

    Eu não saio de casa, para prejudicar ninguém; eu não saio de casa preocupado se um concorrente meu fez isso ou fez aquilo. Quem se preocupa demais... Meu pai me ensinou isso, e eu levo desde pequeno. A gente tinha uma empresa lá no varejão da minha família. Aí veio um concorrente e abriu na esquina de baixo. Eu, preocupado, ia lá todo dia, na esquina, para ver se estava tendo movimento: "Será que esse povo vai acabar com o nosso comércio aqui, gente? Pelo amor de Deus!". O meu pai me puxou pelo braço e falou assim comigo: "Quanto mais você se preocupa com eles, mais você deixa de cuidar do seu. Cuide do seu! Esqueça-se do deles! Faça o seu aqui, porque aqui vai continuar bom do mesmo jeito". E continuou bom do mesmo jeito.

    Então, quanto mais vocês se preocupam comigo, mais vocês deixam de mostrar o que vocês têm para oferecer, e eu não estou preocupado com vocês. Eu estou preocupado aqui em fazer pelo povo mineiro, eu estou preocupado aqui em lutar pelo povo mineiro. Então, quanto mais vocês se preocupam comigo, mais vocês deixam de mostrar o que vocês têm para oferecer. Eu não vou descer o nível, eu não vou abaixar o nível para vocês. Eu estou aqui para fazer o certo, para fazer o correto, para mostrar o que eu tenho para oferecer...

(Soa a campainha.)

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – ... o que eu posso fazer para o povo mineiro. É isso que eu vou fazer dentro do Estado de Minas Gerais. Eu não vou baixar o nível não, nunca vou fazer isso! Eu ganhei três eleições mostrando o que eu tenho para oferecer. E, se eu vier candidato a Governador, é mostrando o que eu tenho para oferecer para Minas Gerais.

    E eu tenho muito a oferecer para Minas Gerais, sabem por quê? Porque eu não tenho o rabo preso, eu não devo. Eu não tenho que me vender para ganhar uma eleição, eu não tenho que fazer de tudo para ganhar uma eleição. Pelo contrário, como eu disse e vou repetir, eu vou disputar uma eleição. E, se eu ganhar essa eleição, aí, sim, eu vou fazer de tudo para mudar a vida do povo mineiro, mas não esperem de mim mudar a vida de partido político, não esperem de mim mudar a vida de político, porque eu não estou aqui... Sabem por quê? Que vida de político que não melhorou? Eu faço uma pergunta para todos os Senadores que estão aqui, de Vereador a Presidente da República, nós – Senadores, Deputados Federais, Deputados Estaduais, Vereadores – ganhamos em dia, ganhamos 40 paus por mês, temos benefícios e privilégios. Que vida de político que não melhorou? O que custa fazer a vida do povo melhorar? Foi para isso que eu entrei.

(Interrupção do som.)

(Soa a campainha.)

    O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Já que a vida melhorou, eu tenho a obrigação de fazer a vida do povo melhorar. (Fora do microfone.)

    Para finalizar, Sr. Presidente.

    E, se eu virar Governador, eu vou fazer isto: fazer a vida do povo mineiro melhorar.

    Muito obrigado, Sr. Presidente.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 25/03/2026 - Página 28