Discurso durante a 22ª Sessão Especial, no Senado Federal

Sessão Especial destinada a celebrar os 32 anos da Agência Espacial Brasileira (AEB). Relato de como o investimento em tecnologia espacial gera retornos diretos para a indústria nacional e o cotidiano da população. Registro do esforço exaustivo de pesquisadores e alunos para cumprir os rigorosos prazos da Missão Centenário.

Autor
MARCIA BARBOSA HENRIQUES MANTELLI
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Ciência, Tecnologia e Informática, Data Comemorativa:
  • Sessão Especial destinada a celebrar os 32 anos da Agência Espacial Brasileira (AEB). Relato de como o investimento em tecnologia espacial gera retornos diretos para a indústria nacional e o cotidiano da população. Registro do esforço exaustivo de pesquisadores e alunos para cumprir os rigorosos prazos da Missão Centenário.
Publicação
Publicação no DSF de 31/03/2026 - Página 22
Assuntos
Economia e Desenvolvimento > Ciência, Tecnologia e Informática
Honorífico > Data Comemorativa
Matérias referenciadas
Indexação
  • SESSÃO ESPECIAL, CELEBRAÇÃO, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, AGENCIA ESPACIAL BRASILEIRA (AEB), MES, MARÇO.
  • DEFESA, INVESTIMENTO, CIENCIA E TECNOLOGIA, ATIVIDADE ESPACIAL, RETORNO, BENEFICIO, DESENVOLVIMENTO, INDUSTRIA, POPULAÇÃO.
  • REGISTRO, PARTICIPAÇÃO, MISSÃO, ATIVIDADE ESPECIAL, ASTRONAUTA, SENADOR, MARCOS PONTES.

    A SRA. MARCIA BARBOSA HENRIQUES MANTELLI (Para discursar.) – Muito obrigada. Queria agradecer por esse convite ao Senado – nos emociona muito. E estar aqui é muito importante mesmo.

    Meu primeiro trabalho foi no Inpe, eu trabalhava na área de controle térmico de satélites. Então, de uma certa forma, eu ajudei a fazer com que esse assunto de tubos de calor, em que a gente trabalha até hoje, chegasse na universidade – e foi um desafio bacana.

    Nós temos um exemplo de spin-off, em que esse trabalho em tubos de calor gerou muitas outras tecnologias. A gente usa o que a gente aprendeu no espaço para coisas pequenas, como resfriamento de eletrônicos, para utilização em equipamentos de grande porte, na indústria do petróleo, por exemplo. E isso aí é um investimento que é feito e que tem resultado. É muito interessante ver que não é apenas o recurso ou que o que a gente aprende no espaço fica no espaço. Na realidade, a gente usa muito na Terra o que a gente aprende no espaço. Foi realmente um desafio muito grande. E uma das coisas mais bacanas...

    É claro que a Senadora tem razão: são muitos anos de conhecimento, mas o tempo para preparar o experimento foi muito curto. Os alunos não dormiam. Tinha um alojamento lá, mas todo mundo dormia no chão, debaixo do experimento, revezava. E a coisa foi tão tensa que, em questão de língua, eu estava me lembrando de uma ocasião em que a gente tinha que preparar porque iria receber a visita dos russos, os russos iriam verificar se o experimento estava funcionando certo ou não. Estava todo mundo morrendo de medo. E uma das coisas que a gente é obrigado a fazer era colocar nos labels as palavras em russo. Não tinha muita inteligência artificial na época. Aí, a nossa equipe entrou no Google, escreveu em russo, imprimiu e colou. Aí, chegou o dia dos russos. Quando eles pegaram o nosso experimento, um chamou o outro e eles começaram a rir do que estava escrito ali. Aí ele chegou para mim: "Não é essa palavra, é essa aqui". Ficaram rindo uns 15 minutos. Eu não tenho ideia do que a gente escreveu lá. (Risos.)

    Muito obrigada.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 31/03/2026 - Página 22