Pronunciamento de Cleitinho em 14/04/2026
Discurso durante a 35ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Manifestação de apoio ao fim da escala 6x1, com destaque para a necessidade de reforma política e administrativa para reduzir os gastos públicos.
Posicionamento como pré-candidato de direita nas Eleições de 2026, destacando seu histórico de votos e apoio ao combate à corrupção.
- Autor
- Cleitinho (REPUBLICANOS - REPUBLICANOS/MG)
- Nome completo: Cleiton Gontijo de Azevedo
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Agentes Públicos,
Jornada de Trabalho:
- Manifestação de apoio ao fim da escala 6x1, com destaque para a necessidade de reforma política e administrativa para reduzir os gastos públicos.
-
Eleições e Partidos Políticos:
- Posicionamento como pré-candidato de direita nas Eleições de 2026, destacando seu histórico de votos e apoio ao combate à corrupção.
- Aparteantes
- Plínio Valério.
- Publicação
- Publicação no DSF de 15/04/2026 - Página 31
- Assuntos
- Administração Pública > Agentes Públicos
- Política Social > Trabalho e Emprego > Jornada de Trabalho
- Outros > Eleições e Partidos Políticos
- Indexação
-
- APOIO, REFORMA ADMINISTRATIVA, REFORMA POLITICA, REDUÇÃO, GASTOS PUBLICOS.
- APOIO, REDUÇÃO, JORNADA DE TRABALHO, CRITICA, ESCALA, TRABALHO, PARLAMENTAR, CONGRESSO NACIONAL.
- DEFESA, CONSERVADORISMO, APOIO, ELEIÇÕES, CANDIDATO, PRESIDENTE DA REPUBLICA, FLAVIO BOLSONARO, COMBATE, CORRUPÇÃO.
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG. Para discursar.) – Sr. Presidente, uma boa tarde. Boa tarde aos Senadores, às Senadoras, à população que acompanha a gente pela TV Senado e também aos servidores desta Casa aqui.
Eu queria... Olhe aqui, pessoal, o problema do país aqui. Total de políticos no Brasil: 71 mil – 71 mil políticos. Aí o problema do país não é o trabalhador e nem o empresário, que é fonte de riqueza. A fonte de despesa está aqui, no Congresso Nacional.
Inclusive, se o cameraman puder mostrar como é que está o Plenário do Senado agora, podia mostrar aqui, porque aqui nenhum político tem moral para falar sobre a questão da escala 6x1. Ninguém, ninguém tem. É só ver como é que a gente faz a nossa escala aqui.
Inclusive, tem feriado semana que vem. Eu quero ver como é que este Senado aqui vai funcionar.
(Soa a campainha.)
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – O feriado de 21 de abril vai dar na terça-feira...
Que isso? Não está me interrompendo, não é? Pode falar a verdade, né? Pode continuar falando a verdade...
O Sr. Plínio Valério (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – É, pode falar a verdade, mas você tem que lembrar que...
O SR. PRESIDENTE (Chico Rodrigues. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - RR) – Senador Cleitinho...
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Não, eu não estou generalizando, não, Senador...
O Sr. Plínio Valério (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – Generalizou...
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Não, não generalizei...
O Sr. Plínio Valério (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – O senhor generalizou, sim.
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Não, não generalizei, e eu estou com a palavra, Senador...
O SR. PRESIDENTE (Chico Rodrigues. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - RR) – Senador Cleitinho, me permita...
O Sr. Plínio Valério (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – O senhor falou que nenhum político aqui tem moral para falar...
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Senador, estou com a palavra, e peço para continuar com a minha palavra.
O SR. PRESIDENTE (Chico Rodrigues. Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSB - RR) – Senador Cleitinho, continue o seu pronunciamento...
O Sr. Plínio Valério (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – Eu estou no meu trabalho – eu estou no meu trabalho...
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Espere, eu vou fazer o seguinte.
Como eu sou um cara democrático, eu vou dar um aparte a V. Exa.
Fique à vontade.
O Sr. Plínio Valério (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM. Para apartear.) – Eu lamento que o senhor tenha generalizado.
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Não fiz isso.
O Sr. Plínio Valério (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – Não fez? Então, beleza.
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – A carapuça não serviu para o senhor, uai.
O Sr. Plínio Valério (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – Não, não, então beleza.
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Isso.
O Sr. Plínio Valério (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – Então, não tenho mais o que apartear.
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Quando falam que político é ladrão, Senador, eu nunca vou ficar com raiva...
O Sr. Plínio Valério (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – Não, não, eu falei da ausência.
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – ... porque a carapuça não serve para mim.
O Sr. Plínio Valério (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – Não generalizou...
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – O senhor trabalha. Se o senhor trabalha... Eu sei que o senhor trabalha.
O Sr. Plínio Valério (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – Não, beleza. Não generalizou, perfeito.
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – Isso aqui é para político que não trabalha.
O Sr. Plínio Valério (Bloco Parlamentar Democracia/PSDB - AM) – Então, meu aparte não tem mais sentido de ser. Não generalizou, beleza.
O SR. CLEITINHO (Bloco Parlamentar Aliança/REPUBLICANOS - MG) – É isso aí.
E eu queria continuar falando porque aqui o debate que vai ser este ano é a questão do fim da escala 6x1, aí eles querem falar como é que tem a compensação. Eu vou dar mais uma compensação aqui. Eu já falei sobre a questão de aposentadoria para a turma que não trabalha. Eu vou dar mais uma sugestão aqui, como é que a gente vai fazer aqui, olhe.
Aqui, olhe. Aqui tem um Vice... Um Presidente da República, tem um Vice-Presidente da República, tem 27 Governadores, tem 27 Vice-Governadores, tem 81 Senadores – três para cada estado –, tem 513 Deputados Federais, tem 1.059 Deputados Estaduais. Tem, para vocês verem aqui, olhem, 58 mil Vereadores dentro do país, que, na maioria das vezes, vêm para cá... Vocês sabem para que vêm para cá, né? Para poder pegar diária. A verdade é essa. Aí fica falando que está trabalhando, mas não está. Tem um total de 71 mil políticos no Brasil.
Eu queria chamar a atenção de vocês aqui, gente. Sabe quanto é o custo que fica disso aqui? Olhe, o custo: R$248 mil por minuto, quase R$15 milhões por hora, R$357 milhões por dia, R$10 bilhões por mês, R$130 bilhões por ano, e na maioria das vezes, para poderem ainda – não estou generalizando, que fique claro aqui – alguns políticos roubarem dinheiro público, desviarem dinheiro público.
Não estou generalizando, que isso fique claro aqui! Há alguns políticos ainda que roubam dinheiro público e que desviam dinheiro público. Então, tem de onde tirar. O que a gente precisa fazer aqui é uma reforma política e uma reforma administrativa. É aqui que tem que ter o corte de gasto – é aqui –, não é o empresário, nem o trabalhador, não. Eu vou repetir novamente: fonte de riqueza se chama trabalhador e empresário; aqui está a fonte de despesa. Então, se o Governo mandar essa proposta aqui, tem que ter redução de imposto, tem que ter desoneração da folha e o corte de gasto tem que vir daqui. Somos nós, tanto os três Poderes – o Executivo, o Judiciário e o Legislativo. Quem tem de cortar da própria carne aqui somos nós. E, novamente, nenhum político do Brasil, inclusive eu, tem moral para falar nada de escala 6x1, é só ver como a gente faz a nossa escala aqui. Inclusive, vou repetir: semana que vem tem feriado terça-feira, quase no meio da semana, e eu quero ver como o Congresso Nacional vai funcionar.
Eu queria muito que o Presidente do Senado – que não está aqui neste momento – pudesse falar como vai funcionar. Se a gente vai funcionar normalmente, votando projeto na terça, na quarta, inclusive na quinta-feira. Com todo o respeito, sem demagogia e hipocrisia: o que eu quero mostrar para a população brasileira é que quem tem que cortar da própria carne aqui somos nós; não é o trabalhador, nem o empresário. E se quer trazer essa proposta aqui, que traga com redução de imposto, que desonere a folha, que faça corte de gasto! Quem tem que pagar a conta são os políticos, são os três Poderes; não é o trabalhador e muito menos o empresário, que é fonte de riqueza. A fonte de despesa está aqui.
Eu quero falar uma coisa aqui para alguns que estão falando que eu não sou de direita: peguem meu mandato aqui agora. Inclusive, vai ter agora uma indicação do Messias para ser votado. Eu já estou publicamente dizendo aqui que vou votar contra, porque o voto aqui é secreto. Como eu votei quando veio o Flávio Dino? Como eu votei? Eu votei contra. Sobre o próprio advogado do Lula: como eu votei? Eu votei contra. Sobre a questão da dosimetria, sobre a questão da anistia, sempre me posicionei aqui favoravelmente. Eu sou contra o aborto, sempre me posiciono aqui. Sou contra a legalização de drogas, sempre me posiciono aqui. Como eu votei para Presidente do Senado? Eu votei no Girão. Então, não venham com essa ladainha de falar que eu não sou de direita, não. Eu sou de direita e sou humano. Eu sou de direita e sou humanista. Eu me preocupo com o povo. Eu me preocupo com o trabalhador, até porque é o trabalhador que paga a minha conta, é o trabalhador que paga meu salário. Então, não venham com essa ladainha. Inclusive, eu quero ver aqui: quem fala que é Senador de direita como vai se posicionar na questão da indicação agora do Messias, que está vindo para cá novamente. Eu quero ver como vai se posicionar.
Eu assinei todos os pedidos de impeachment que têm aqui dentro do Senado. Tenho três anos me posicionando aqui – assinando. Como eu não sou de direita, hein?! Como eu não sou de direita? Eu queria muito – muito... Peguem meu mandato aqui, minhas votações: contra fatos não há argumentos. Você não vê as pessoas pela palavra, não; é pela atitude, é pelos votos que têm aqui, é pelo posicionamento. Eu defendi a honra do Bolsonaro aqui – tem três anos –, da família dele. Como eu não sou de direita? Eu só sou de direita e faço direito. Eu sou de direita e sou humano. Novamente eu vou repetir: eu olho para quem precisa. O meu mandato aqui é para quem precisa, quem realmente precisa. Para tudo o que for a favor do povo e do trabalhador, eu vou votar favorável. "Você é populista, Cleitinho?". Melhor do que ser ladrão, melhor do que ser bandido, melhor do que ser desonesto. Prefiro sempre defender o povo; agora, com responsabilidade, com equilíbrio, porque quem mantém isso tudo aqui é o povo brasileiro, é o trabalhador e o empresário. Então, não venham com essa ladainha, com essa conversa fiada.
Eu sou um pré-candidato aqui que eles estão falando para ser candidato a Governador. Quantos pré-candidatos, lá em Minas Gerais, se posicionaram para poder apoiar o Flávio Bolsonaro? Eu fui o primeiro a fazer isso. Eu tenho lado, eu tenho lado. Eu já me posicionei aqui já. Já falei quem eu vou apoiar, independentemente de o PL me apoiar. Se o PL vier, sejam bem-vindos. Se não vier, eu vou apoiar o Flávio do mesmo jeito, e eu vou com o povo. Eu vou com o povo, eu vou para a rua, eu vou com o povo; sem estrutura, sem nada.
Eu dependo é do povo. Se quiser me apoiar, seja bem-vindo; se não quiser... Está vendo o que é ter lado? Isso é ter lado. Então, não venha com essa ladainha, com essa conversa fiada de falar que eu não sou de direita não, pelo contrário. Agora, acima de qualquer ideologia, eu nunca vou colocar aqui, ó: primeiro o povo, e depois o povo – primeiro o povo e depois o povo –, independentemente de partido, independentemente de ideologia, independentemente de político, porque eu não sou escravo de político, eu sou escravo do povo e de Deus. Quem manda em mim é Deus, e quem manda em mim aqui também é o povo, então quem me orienta aqui sempre vai ser o povo. Então, independente de que lado for, primeiro o povo e depois o povo.
Muito obrigado, Sr. Presidente.