Discurso durante a 42ª Sessão Especial, no Senado Federal

Sessão especial destinada a celebrar os 30 anos dos Voluntários do Hospital Amaral Carvalho. Destaque para o acolhimento, o apoio emocional e o papel do SUS no atendimento a pacientes com câncer, além de incentivar a solidariedade e a participação social.

Autor
MARILDA RIBEIRO DOMINGOS
Casa
Senado Federal
Tipo
Discurso
Resumo por assunto
Assistência Social, Homenagem, Saúde, Saúde Pública:
  • Sessão especial destinada a celebrar os 30 anos dos Voluntários do Hospital Amaral Carvalho. Destaque para o acolhimento, o apoio emocional e o papel do SUS no atendimento a pacientes com câncer, além de incentivar a solidariedade e a participação social.
Publicação
Publicação no DSF de 29/04/2026 - Página 20
Assuntos
Política Social > Proteção Social > Assistência Social
Honorífico > Homenagem
Política Social > Saúde
Política Social > Saúde > Saúde Pública
Matérias referenciadas
Indexação
  • SESSÃO ESPECIAL, CELEBRAÇÃO, ANIVERSARIO DE FUNDAÇÃO, VOLUNTARIO, HOSPITAL, INSTITUIÇÃO BENEFICENTE, ASSISTENCIA SOCIAL, PACIENTE, CANCER, DESTAQUE, ACOLHIMENTO, APOIO, ATUAÇÃO, SISTEMA UNICO DE SAUDE (SUS), ATENDIMENTO, INCENTIVO, SOLIDARIEDADE, PARTICIPAÇÃO, SOCIEDADE.

    A SRA. MARILDA RIBEIRO DOMINGOS (Para discursar.) – Bom dia a todos e todas, bom dia.

    Eu quero agradecer à Presidente da Mesa, Sra. Mara Gabrilli, Senadora, ao Sr. Marcos Pontes, Senador também, muito obrigada por este evento. Queria agradecer também às pessoas convidadas que estão aqui, os voluntários, os Prefeitos que vieram de fora, agradeço em nome do Hospital Amaral Carvalho. Muito obrigada.

    Eu queria falar um pouquinho, gente, da história do Amaral Carvalho. Foi falado muito já, mas sempre tem alguma coisa ainda que pode ser falada. O Hospital Amaral Carvalho é uma instituição filantrópica que existe há mais de cem anos, no Estado de São Paulo, que promove bem-estar para muitos brasileiros, para muita gente; muitas pessoas passam pelo Amaral Carvalho. Começou como uma maternidade e hoje é uma referência nacional no combate ao câncer. Eu conheço muitas pessoas que vêm de muitos estados; como voluntária, trabalho também numa casa de apoio e converso com pessoas de vários estados. É muito emocionante, muito gratificante a gente fazer esse serviço.

    As pessoas são atendidas pelo Sistema Único de Saúde, então elas não têm gastos quando vêm fazer o tratamento. Eu converso com as pessoas, que falam: "Graças a Deus existe o Sistema Único de Saúde, porque ele me ajuda muito". As pessoas normalmente são pessoas simples, pobres, precisam fazer os tratamentos também e são atendidos assim. É muito maravilhoso saber que a gente tem o Sistema Único e que a gente pode usufruir dele.

    O Amaral Carvalho, para quem ainda não tem muita noção, tem quase 2 mil funcionários, é muita gente que se dedica a esse trabalho de cuidar de pessoas. Existe uma coisa que é legal também no Amaral que é o acolhimento, o acolhimento que as pessoas, os funcionários, a gente tem com o próprio ser humano, porque o trabalho é árduo, o trabalho é difícil – foi falado também aqui da dificuldade das pessoas que têm câncer, como elas se comportavam no passado, e hoje as coisas melhoraram bastante para elas –, então, cuidar, para a gente, é muito emocionante, porque a gente vê coisas que a gente não imagina, muito difíceis, mas a gente passa, a gente dá um sorriso, a gente conversa, a gente passa para a pessoa um pouco de humanidade, um pouco de amor. Isso que é importante.

    Eu queria falar também sobre os gestores das equipes de trabalho no Amaral Carvalho, que são pessoas extremamente dedicadas e que se preocupam bastante com o trabalho.

    No Amaral Carvalho, gente, tem cadastradas por volta de 4 mil pessoas que ajudam dentro do hospital, por meio da Febec, e as ligas de combate ao câncer também, que auxiliam nos medicamentos, exames, doações e campanhas em diferentes cidades. Em Jaú, por exemplo, tem 180 voluntários atuando em 16 grupos ligados à Entidade Anna Marcelina de Carvalho. Temos quem corta cabelo, temos pessoas que fazem cabelo, barba, unha para quem precisa, tem pessoas que servem o chá, servem as bolachas, tem pessoas que vão aos quartos fazer o acolhimento, conversar com pessoas que estão lá mais que dez, quinze dias.

(Soa a campainha.)

    A SRA. MARILDA RIBEIRO DOMINGOS – As pessoas vão, levam uma palavra de apoio, uma palavra de humanidade, uma palavra de espiritualidade. É muito bom também porque, escutando coisa boa, a gente sempre vai poder passar coisas boas para as pessoas também. E tem o pessoal que são os voluntários do Posso Ajudar, que é o meu caso, eu posso ajudar.

    Eu me sinto muito feliz, muito lisonjeada por estar fazendo esse trabalho, porque o Posso Ajudar pode parecer uma coisa muito simples, mas a gente fica na porta de entrada do Amaral, na porta de entrada do hospital, a gente recebe as pessoas e a gente vê muitas pessoas que chegam perdidas, não sabem para onde vão, não sabem onde é o banheiro, não sabem, não sabem... Aí a gente pergunta assim: "Precisa de ajuda? Posso ajudar?". É uma coisa maravilhosa perguntar para a pessoa se eu posso ajudá-la. Eu nunca me senti tão feliz antes de fazer isso, porque eu acho que é uma realização. É uma coisa boa de se ver você poder perguntar para a pessoa...

(Soa a campainha.)

    A SRA. MARILDA RIBEIRO DOMINGOS – ... "Eu posso te ajudar? Você quer a minha ajuda? Você precisa da minha ajuda?". Então, isso é muito bom, gente.

    Eu acho que o trabalho voluntário só engrandece – só engrandece. A gente trabalha com amor, com fé e com esperança de que o futuro possa melhorar para aquela pessoa e para a gente também, porque a gente não está isento, como todo mundo, e a gente precisa cada vez mais fazer o bem. É o bem que importa. Na minha opinião não tem coisa melhor. Fazer o bem não importa a quem, não importa nada. É a gente trabalhar para fazer as coisas renderem e saírem bem. Certo?

    O papel é só incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo trabalho que a gente faz. Eu sempre faço isso. Depois que eu comecei, já levei duas pessoas e pretendo levar mais, porque eu acho que faz parte, a pessoa cresce e ajuda quem precisa realmente. Certo, gente?

    Muito obrigada, tá? Muito obrigada por tudo.

    É isso.


Este texto não substitui o publicado no DSF de 29/04/2026 - Página 20