Pronunciamento de Magno Malta em 05/05/2026
Discurso durante a 47ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Denúncia de suposto erro médico e de falsas acusações contra S. Exa. durante internação no Hospital DF Star, em Brasília-DF. Defesa de maior segurança institucional no Senado Federal e de apuração sobre possíveis irregularidades no sistema hospitalar brasileiro.
- Autor
- Magno Malta (PL - Partido Liberal/ES)
- Nome completo: Magno Pereira Malta
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
-
Atuação do Senado Federal,
Fiscalização e Controle,
Saúde:
- Denúncia de suposto erro médico e de falsas acusações contra S. Exa. durante internação no Hospital DF Star, em Brasília-DF. Defesa de maior segurança institucional no Senado Federal e de apuração sobre possíveis irregularidades no sistema hospitalar brasileiro.
- Publicação
- Publicação no DSF de 06/05/2026 - Página 35
- Assuntos
- Outros > Atuação do Estado > Atuação do Senado Federal
- Organização do Estado > Fiscalização e Controle
- Política Social > Saúde
- Indexação
-
- DENUNCIA, ERRO, ASSISTENCIA MEDICA, ORADOR, HOSPITAL, BRASILIA (DF), REPUDIO, ACUSAÇÃO, AGRESSÃO, ENFERMEIRO, AUSENCIA, PROVA, QUESTIONAMENTO, DIREÇÃO, INSTITUIÇÃO HOSPITALAR, COMENTARIO, FALHA, SEGURANÇA, SENADO, ACESSO, PESSOA FISICA, FALTA, IDENTIFICAÇÃO, DEFESA, COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUERITO (CPI), INVESTIGAÇÃO, SAUDE, SERVIÇO HOSPITALAR.
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES. Para discursar.) – Sr. Presidente Davi Alcolumbre, a quem agradeço; Srs. Senadores; Sras. Senadoras; Brasil que nos assiste, acho, numa expectativa muito grande a respeito de uma cronologia de fatos que eu vou colocar aqui.
Sei que sou um Senador incisivo nas minhas posições. Não minto sobre ninguém nem sobre fato, e é assim que tem sido a minha vida pública. E, nos últimos tempos, fazendo enfrentamentos, enfrentamentos sérios a tudo que ocorre e está ocorrendo com o Brasil, com a sua sociedade, com a ditadura imposta, implantada, o adentramento de um Poder nos outros Poderes, com ditadores que mandam no país...
O Senador Eduardo Braga me conhece há algum tempo. Eu sou o que sou. Não minto sobre pessoas. Quando falo de fatos, eu falo de fatos que eu conheço, tenho conhecimento e vivi. E quem sabe essa minha vida, essa minha maneira de me pronunciar, de colocar as minhas posições...
Sr. Presidente, eu queria pedir a V. Exa. que pedisse só um pouquinho de silêncio pela seriedade.
O SR. PRESIDENTE (Davi Alcolumbre. Bloco Parlamentar Democracia/UNIÃO - AP. Fazendo soar a campainha.) – Permitam-me, nossos queridos convidados que estão aqui no Plenário do Senado Federal, Senadores e Senadoras. Por gentileza, os nossos convidados que estão aqui na tribuna de honra; por favor, nós estamos com orador na tribuna. Por gentileza, peço a compreensão de V. Exas.
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Registro, neste momento, também, a presença de lideranças do meu partido aqui.
Na última terça-feira próxima passada, esta Casa, em cumprimento da Constituição brasileira e dos três Poderes... E, na divisão de poderes, este é o que mais poder tem, porque aqui é a Casa da Federação.
É o Presidente da República que indica um indicado para o STF, mas quem o sabatina é esta Casa. Esta Casa o aprova ou desaprova, e esta Casa não aprovou o Sr. Messias na terça-feira! Sei que a fúria é grande, e a fúria tem sido grande nas repetidas vezes em que eu venho a esta tribuna para dizer que nós estamos vivendo dois problemas no Brasil: um é espiritual – e é seriíssimo o que está acontecendo com este país – e o segundo é moral.
Eu tenho sentido, Senador Jorge, com quem falo particularmente, os ataques espirituais sobre a minha vida, sobre a vida de Parlamentares, de familiares. Todos os dias acordo como quem... Não sei o que é que eu estou fazendo; não há energias, nós não vamos mudar esse quadro, o país está destruído. E o espírito de Deus fala comigo: "É a missão que eu te dei!". Um mês atrás, havia um despacho feito na minha porta, uma obra de bruxaria feita na minha porta. É na encruzilhada, dentro das matas fechadas, nas portas de cemitérios onde os trabalhos têm sido feitos, no mundo escuro, no chamado submundo espiritual, contra a vida de pessoas.
Na quarta-feira pela manhã, depois daquela memorável... E nada contra a pessoa de Jorge Messias, mas contra tudo o que ele pratica, tudo o que ele faz, quem é o seu comandante e a obediência a esses comandos, que só trazem prejuízo à nação e ao povo brasileiro. O homem que decretou com muita alegria, garbosidade e orgulho a prisão dos nossos irmãos inocentes do dia 8, que dá entrevista, bate no peito e se gloria de mulheres, homens presos, senhoras com câncer, gente com Down; irmãs, pastoras presas, chamadas irmãs; irmãos, pastores presos, chamados irmãos. Mas tudo isso eu sempre coloquei aqui com muita clareza e ganhei, Presidente Valdemar, até algumas inimizades de pastores que me bloquearam, porque são sempre usados para tentar fazer meio de campo, e eles sempre caem nesse golpe.
Mas eu denunciei tudo isso! Está aí o Sr. Alexandre de Moraes, está aí o Sr. Fachin, está aí o Sr. Toffoli, com jogatina, com cassino, cometendo crime contra o país. É claro que eu tenho que ser um alvo. Eu sou um alvo e eu sei onde é que esses trabalhos são feitos.
Na quarta-feira, eu chego pela manhã – Sr. Presidente, eu chamo sua atenção –, quando eu desço do meu carro... Aqui eu começo uma cronologia, Senador Eduardo, nobre Líder Sóstenes, Presidente do meu partido, Valdemar Costa Neto.
Começo uma cronologia: eu desço do meu carro – normalmente ali é uma área de contenção, na garagem, é área de contenção –, e a Késia, filha do Clezão, do nosso símbolo, que é símbolo de tudo, de justiça e injustiça, me filma. Eu digo: "Eu já estou chegando, estou me dirigindo ao Congresso Nacional, porque nós vamos derrubar o veto do Lula à dosimetria, que não é nada do que nós queríamos".
De repente, termino a gravação, e se aproxima de mim um cidadão. Olhei aqui, não tinha crachá de visitante colado nele, de terno. Ali é uma área de contenção. Ele entrou pela garagem, se aproximou de mim e disse: "Senador, eu sou fulano". Eu disse: "Eu pensei que seu nome fosse Álvaro Tito, porque você se parece com ele". De Álvaro nós gostamos. Álvaro é a maior voz do Brasil ainda, no mundo gospel; com todo o respeito a todos os outros, não apareceu ainda o Stevie Wonder do Brasil, que é o Álvaro Tito.
Falei: "Você se parece muito com o Álvaro; conhece?". Ele disse: "Não, senhor". Eu disse: "O Álvaro é um grande músico, um cantor da música gospel", e fiquei olhando para ele. Eu falei: "Ele tem uma música muito famosa: 'Pelo sangue de Jesus, tu vais vencer; no sangue de Jesus...'", e o rosto dele mudou. De repente, ele disse: "Eu sou Vereador, mas nós temos uma PEC aqui, e essa PEC quer tirar o nome de 'guarda municipal' e colocar 'polícia municipal'". Eu falei: "Eu sou a favor da segurança, com nome ou sem nome; eu sou a favor de quem faz segurança pública". "Eu queria que o senhor fizesse um vídeo, o senhor pode fazer?" Falei: "Posso".
Senador Eduardo, comecei a gravar o vídeo. Quando cheguei na última palavra, mandando um beijo para a cidade lá, para o povo, eu botei a mão aqui e falei: "Estou ficando tonto", e só ouvi uma voz falar: "Senta!", porque esse carrinho estava do meu lado.
Eu me abaixei e sentei, e apaguei por entre 15 a 20 minutos. Chegou a brigada aqui, momentos depois. Estava todo mundo desesperado. Lá estavam minha assessoria, minha filha Magda. De repente, chegou essa brigada, com 15 minutos já, e me levaram – podia não ter tido oxigênio no cérebro –, aqui por dentro – é o que me foi informado depois – até aqui, no posto médico, do lado aqui. E daqui eu só sei quando eu me vi numa bateção de uma ambulância dentro do DF Star.
Lá no DF Star, eu já fui recebido por uma psiquiatra. E aí me prepararam, coloquei a roupa do hospital, o roupão do hospital, para poder ser levado para fazer uma tomografia computadorizada. Eu desço, me levam no carro, põem o cateter em mim neste braço – neste braço –, e eu dizia: "Esse cateter está ardendo" – neste braço.
Desceram comigo, Senador Cleitinho, não sei quantos andares, e fiquei no corredor, com frio. Estava vendo os profissionais ali se debatendo, dizendo assim: "Não, não está, não está, ainda não está no sistema, o nome dele não está no sistema". Eu perguntei para a moça: "Se meu nome não está no sistema, por que não me levam para o quarto? E quando meu nome entrar no sistema, vocês me pegam novamente". "Não, mas vai entrar agora no sistema." Eu digo: "Eu queria uma acompanhante. Por favor, chame alguém no meu quarto".
Eu estava no quarto 122: 1 sou eu, 22 sou eu também. Eles foram lá e trouxeram a minha sobrinha Manu Malta, médica – médica. Ela ficou lá comigo no corredor.
Quando eles foram me levar para a tomografia computadorizada, Senador, minha sobrinha me acompanhou para entrar. E a lei diz – a lei diz –, inclusive o estatuto do mais de 60 diz isso, o estatuto do sujeito internado, do paciente lhe dá direito de acompanhante até nisso. Eles disseram: "Não, a senhora não pode entrar".
E aí, Luciano... Faço muito gosto de vê-lo aqui, um homem honrado e produtor de honra, porque quem dá emprego é um produtor de honra, porque a honra de um homem é seu trabalho. Um homem sem trabalho é um homem sem honra. V. Sa., a quem admiro e o Brasil admira, é um produtor de honra neste país. É uma honra vê-lo aí neste momento da minha vida. Na verdade, ele está aqui pelo novo Senador, pelo Jorge, pelo estado dele, da sua Brusque. Muito feliz.
Eu parabenizo o novo Senador, que me abraçou ali e falou uma coisa no meu ouvido: "Eu estou orando muito pelo senhor".
Senador Eduardo, quando eu entrei na máquina, devia ter três pessoas, porque dois ficam ali dentro, com aqueles vidros, que estão ali atrás, e me colocaram na maca. Você fica vulnerável, com os braços para trás. Eu entrei, dizendo: "Está ardendo esse cateter". Eles puxaram a máquina para poder limpar e, quando colocaram aquele soro – não sei se com outro medicamento –, eu falei: "Está ardendo demais! Esse cateter está errado, está fora da minha veia". Eles me botaram na máquina de novo, puxaram a máquina para dentro... Eles, quando querem falar, falam. A gente ouve: "Respira, respira normalmente, segura o ar". E eu estou sentindo, me puxam de novo e fazem o mesmo procedimento, e eu comecei a sentir muita dor e falei: "Está fora! Esse negócio está fora!". Colocaram-me para dentro, me trouxeram e foram aplicar o contraste.
O contraste, Srs. Senadores, senhores que me veem, é uma solução química a base de iodo, composta de moléculas iodadas dissolvidas em água e ajudadas para uso médico. Foi desenvolvida para circular dentro da veia, permitindo a visualização de vasos e órgãos em imagem de exame. Quando permanece na veia, é segura, mas, quando extravasa para o tecido, causa irritação, inflamação, dor interna e, em casos mais graves, compromete a circulação local, podendo evoluir para uma séria trombose.
Assim ficou o meu braço. Este aqui é o meu braço, Deputado Valdemar. Estes são os meus dois braços. (Pausa.)
Eu me levantei revoltado, revoltado, revoltado: "Isso não se faz. Eu estou morrendo de dor! Olha o tamanho do meu braço!", eu dizia para aquele rapaz, que educadamente me olhava, também à enfermeira. Não tenho lembranças, eles estavam de máscara. "Olhem para o meu braço! Isso não se faz, isso é muito amador!"
Revoltado, me levantei. Não esperei a cadeira de rodas, saí cuspindo marimbondo. Eu me sentei na cadeira de rodas e a minha sobrinha médica começou a me levar, juntamente com um rapaz educado que lá estava. E eu cheguei no quarto. Já fui para o quarto, não era esse quarto. Eu fui mandado para dentro de um box, onde eu coloquei a roupa do hospital. E agora eu estava no quarto.
E no quarto quem estava? Minha filha Magda, Maguinha. Lá estava o Pastor Dinho, Vereador do Município da Serra, o policial Cassotto, a enfermeira Larissa, mais a médica, mais o meu sobrinho, que estava lá. E tinha mais dois pastores. Todo mundo no meu quarto. O quarto estava cheio, e já era um quarto de UTI. E eu não saí de quarto de UTI, eu vim para um quarto de UTI. Por quê? Eu podia estar em qualquer outro quarto do hospital para poder fazer meus exames, mas eu já voltei para UTI, por causa de quê? Da gravidade do meu braço. O meu braço estava mais grosso do que o braço do Popeye, como os senhores veem aqui, nessa comparação aqui.
Por favor, por favor, a câmera. Aqui, Presidente. Olhem aqui, senhores. Olhem aqui os senhores, olhem aqui.
De repente, eu recebo todo mundo no quarto. E eu: "Eu quero ir embora, eu quero ir embora". Eu falava, Deputado Sóstenes, nosso Líder: "Me tirem daqui. Eu quero ir embora daqui. Me tirem deste hospital, eu quero sair agora". Chegaram lá, na quinta-feira, 30 de abril, após a intercorrência, no meu quarto, o Dr. Allisson Bruno Barcelos Borges, Diretor-Geral – vou repetir o nome dele: Dr. Allisson Bruno Barcelos Borges, Diretor do DF Star – e Dr. Wallace Padilha, Gerente Médico do DF Star: "Senador, por favor, não saia. Nós temos condições de realizar esse exame. Estamos aqui para lhe pedir perdão". Eu tenho o áudio deles. Eu até disse ao Presidente Davi que, se me permitir, eu quero colocar na tela, para ouvi-los, ver o rosto deles, o desespero, me pedindo perdão, desculpas pelo erro do hospital: "Senador, não saia. Nós vamos resolver, por favor". Mas eles não estavam ali por mim, eles estavam ali porque agora a vítima era eu, era para salvaguardar o nome do hospital: "Não saia. Vamos terminar os exames. Eu vou trazer aqui um homem preparado, um técnico, um anestesista, que vai fazer no senhor... que vai colocar essa punção no senhor de maneira tranquila, segura, e o senhor vai vê-lo fazendo o trabalho". E realmente trouxe esse anestesista aqui.
E eu estou olhando para a tela, Senador Cleitinho, Senador Presidente, Senador Jorge, porque ele colocou um computador para que eu visse fazendo agora neste braço: aqui. Fez aqui, exatamente onde eu estou com o dedo. E disse: "É assim que tem que fazer uma punção, colocar um cateter. Ele precisa entrar até essa dimensão para não cair fora, não furar a veia".
Eu atendi à minha filha, atendi ao pedido de todo mundo, inclusive dos doutores que me pediram, do diretor do hospital. Fui tranquilamente. Cheguei lá, um desses rapazes que estavam lá foi um dos que atendeu. Foi muito rápido, não senti nada aqui.
Voltei para o quarto. Passou aquela noite, e, no fim do dia, do dia seguinte, eu sou surpreendido com uma notícia que está no Metrópoles. Certamente, do Metrópoles, eu e o jornalista nos encontraremos nos tribunais, embora eles não se importem com isso, porque cada um já deve ter muito mais de 30 processos por difamação e calúnia, e eu não quero dar nome aqui, porque de todas as pessoas que repetiram, todos os blogs, o título era o mesmo: "Senador Magno Malta dá tapa na cara da enfermeira".
Eu nunca bati em ninguém, Senador. Aqui está o meu povo, minha família. Nunca toquei em uma filha minha, porque não houve necessidade de correção.
Eu comandei grandes CPIs neste país, nunca desonrei ninguém. Desde que fui Vereador, tive mulheres no meu gabinete, Deputado Estadual, Deputado Federal, comandei grandes CPIs com grandes assessorias, muitas assessorias, e sempre respeitei, sempre respeitei. Jamais...
Da categoria de enfermagem, de técnico, de enfermeiro, V. Exas. são minhas testemunhas das minhas defesas aqui nesta tribuna, da minha vibração quando o Presidente Jair Bolsonaro deu o teto dos enfermeiros no Brasil.
Mas foi nesse mesmo hospital que eles não tiveram cuidado: um oficial de justiça que vinha da rua entrar, subir em elevadores e entrar até na UTI para poder intimar Jair Bolsonaro...
Agora eu quero perguntar ao diretor do hospital, que deu o telefone, que deu o cartão, "conte conosco", "nós faremos de tudo"... No dia seguinte, ele não atendeu mais ninguém. No dia seguinte, ele não falava com nenhum de nós. Por quê? O problema estava resolvido? E eu recebo a notícia.
Eu sou oriundo do boxe. Sou não, permaneço. Estou com dores horríveis, mas eu queria falar aqui. Eu tenho cinco meses de uma prótese neste joelho esquerdo; tenho um ano e oito meses no direito; tenho mais de 20 anos de um enxerto na minha coluna; sou lesionado de medula, sou paralítico – paciência. Tem nove meses exatamente. Não sei. É o tempo da prisão de Bolsonaro, porque foi no dia em que ele colocou a tornozeleira, no dia seguinte. Ele falou aqui nesta tribuna, numa sessão solene pela trajetória do Pastor Gedelti, eu trouxe ele, ele falou aqui. A partir daquele dia, tinha quatro dias que eu tinha feito outra cirurgia na coluna, outra. E pedi ao médico, Senador Eduardo: "Me dê, o senhor me dê uma alta só para eu ir dirigir a sessão solene. Não quero que ninguém dirija. É pela memória, é pelo legado do Pastor Gedelti, o fundador da Igreja Maranata no Brasil". E Bolsonaro estava no meu gabinete; não queria vir de jeito nenhum. Tinham colocado a tornozeleira nele. Falei: "Você vai comigo. Você é Presidente da República, você precisa ser respeitado". Ele veio. Eu dei a palavra a ele. Ele falou aqui por um minuto, enquanto o Brasil todo chorou pelo que ele falou.
Deputado Altineu, eles não nos atenderam mais.
E eu recebo essa notícia, imaginem os senhores: eu dando um tapa na cara de uma enfermeira, de uma pessoa, de uma mulher. Imaginem essa cena: eu dando um tapa no rosto dela. É claro que ela cairia; é claro que os óculos cortariam o rosto dela; é claro que o rosto dela estaria inchado. Mas não tem uma fotografia. "Ah, mas é porque não tem câmera lá dentro." Todo mundo tinha um celular, podiam ter fotografado o rosto da amiga, porque minhas mãos estariam lá.
Fizeram um boletim de ocorrência pela internet; pela internet. E eu quero desafiar agora os detratores da honra, aqueles que querem destruir a minha história, aqueles que querem desgastar a minha história, a minha vida por causa de um processo político, por causa de um processo político. Agora, não pensem os senhores que eu vou dar um passo atrás. Eu continuo o mesmo, com a mesma incisividade. O Brasil vive debaixo de um consórcio de perversos.
Não sei por que essa moça fez isso, não sei incentivada por quem, porque, certamente, se eu tivesse dado um tapa no rosto dela, ela teria que ter sido acudida pelos companheiros, que, rapidamente, teriam me filmado mesmo ali saindo do corredor. Não existe.
Se aparecer uma fotografia minha, uma filmagem minha, batendo no rosto dessa mulher, eu não serei digno de olhar nos olhos das minhas filhas! Eu não serei digno de olhar para os senhores, que são meus companheiros! Eu não serei digno de entrar na minha casa! Eu renuncio ao meu mandato! Eu renuncio ao meu mandato! Será o meu último discurso nesta Casa, renunciando ao meu mandato.
Não vou nominar as pessoas que me ligaram, solidárias, para não deixar alguém de fora, porque também não são muitos. Numa hora como essa, você só tem Deus. Ninguém se importa com ninguém. Você só tem Deus; você só tem Deus. E Deus tem me segurado, Senador Eduardo. Deus tem me confortado. Eu fui ao estado de V. Exa. como Presidente da CPI da Pedofilia. De forma corajosa, entrei sozinho no estado. Comandei CPI de narcotráfico, com minha família andando com segurança. Minhas filhas cresceram andando com segurança federal, Polícia Federal; eu, com Polícia Federal.
Em minha história toda, como Deputado Federal, como Presidente da CPI do Narcotráfico, a única coisa que eu fiz foi proteger crianças, proteger mulheres, denunciar, não ter medo de fazer enfrentamento. E, agora, redobradamente, triplicadamente, Deus tem me ungido com coragem para enfrentar esses canalhas, detratores da honra alheia.
Encontrem! Encontrem! Tragam, e o Brasil assistirá ao discurso de alguém, e o farei de cabeça erguida, pedindo perdão.
Eu não estou aqui... E jamais vou atacar essa moça. Eu não sei qual foi a motivação e eu não sei por que, de forma imediata e já sabendo de tudo, o diretor do hospital veio cá pedir perdão e reconheceu o erro do hospital, com medo até de eu perder o meu braço, imediatamente mandando todo mundo botar gelo, passar pomada... Está tudo comigo; eu filmei tudo, fotografei tudo.
Presidente Valdemar, quando eu recebi a notícia, eu estava fazendo um exame com eletrodos na cabeça. Imagina, imagina.
Eu estava aqui, sendo cumprimentado pelo ex-Presidente Pacheco, e ele olhou para mim e falou: "Isso não cola. Aqui, no verbo, você não amansa nunca". E confirmou que, no voto da dosimetria – a atitude nesta Casa – e contra a legalização das drogas, eu fui muito importante neste Plenário para ajudá-lo a ter força e coragem para fazer, porque eu falo olhando no olho.
V. Exa. é um homem que todo mundo sabe que a sua empatia não é inventada, a sua simpatia não é inventada. V. Exa. é assim, todo mundo sabe. Mas no dia em que o meu partido tomou a decisão de votar em V. Exa., na mesa, com Jair Bolsonaro, com todo mundo sentado – não foi assim, Jorge? Não foi assim, Laércio? –, eu disse: "Eu não voto no Davi". Não foi assim, Presidente? Eu nunca menti. Eu não subo aqui para desonrar, não subo aqui para bajular. Eu sou as minhas convicções.
Jamais, na minha vida, teria tocado um dedo nessa moça e dado um tapa no rosto. Chega me faz uma coisa má, Senador Cleitinho, aqui dentro de mim, aqui dentro de mim.
Não estou aqui, como eu disse, para acusar essa moça. Eu não sei quais foram os meandros, eu não sei que incentivo, de onde veio...
Porque, após pedir perdão e assumir o erro, poderia ter vindo a público o presidente do hospital e dito assim: "Olha, nós estamos com um Senador internado, aconteceu um incidente em que o hospital se desculpa – um cateter estava fora da veia dele –, e ele não está num estado de morte".
Eu estive num estado de morte – minha filha disse: "Pai, eu o vi nos braços da morte" – quando eu apaguei aqui. Rapidamente, a seu pedido, porque V. Exa. estava lá na outra Casa...
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... V. Exa. parou a sessão para fazer um comunicado do meu estado naquele momento. De fato, eu estava nos braços da morte. E eu fui para lá.
E dizer: "Olha, do estado do braço dele, nós estamos cuidando. Realmente, caminha para uma trombose gravíssima". Mas ninguém fez nada disso. Simplesmente, quando eles tomaram conhecimento, vieram correndo, assumiram, pediram desculpas pelo erro, trouxeram o profissional, muito profissional mesmo – e obrigado, doutor –, mas, no outro dia, o Presidente do DF Star já não mais atendia.
Um profeta ligou, mandou passar o telefone para mim e disse: "Não beba uma água desse hospital. Não beba mais água, não coma nada. Eles estão tentando te matar". Eu pedi rapidamente...
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... um exame profundo de sangue e disse: "Olhe, doutor, eu preciso de um exame profundo de sangue". O doutor que ficou responsável, botaram ele... Ele pagou o preço disso, tem o nome dele aqui. Eles não falavam, não atendiam e não me deram meu prontuário. Prestem atenção: o prontuário é do paciente, é meu, eu tenho que levar para casa. Eles não me deram meu prontuário, responderam à minha assessoria para requerer, porque eles vão entregar dia 7. É tempo de ter mudado muita coisa! E esse doutor, que eu respeito, ficou ali: leva recado, traz recado, leva recado, traz recado. Eu entrei com um boletim de ocorrência, não queria fazê-lo. Queria tranquilizar a mãe dessa moça enfermeira, a família e o pai...
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – ... que publicaram até que ela disse que estava com medo de se encontrar comigo. Medo de mim que só defendi a vida? Eu não fiz outra coisa na minha vida pública. Não tenha medo de mim, moça. Tenha medo de quem possa tê-la incentivado a fazer o que você fez. Não apresentou o exame de corpo de delito, podia ter ido para a delegacia fazer o exame de corpo de delito, porque a minha mão ia estar no rosto, o rosto ia estar inchado.
Eu precisava, Sr. Presidente, falar isso para o Brasil. E quero dizer a V. Exa. que aquela contenção ali não é contenção.
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Nós fizemos todo um trabalho de acompanhamento, inclusive a polícia do Senado, que eu quero agradecer, identificou o homem aqui dentro. Na hora que eu termino de dar a gravação para ele, eu caio quase na frente dele. E aí, depois, eu perguntei: "Aquele moço, para quem eu dei entrevista, ficou para ajudar?" "Não, ele sumiu." Como você está dando entrevista para alguém, você cai e a pessoa some? Eles o encontraram aqui dentro, perambulando por aqui.
Peço a V. Exa. uma providência, porque, na contenção ali, é preciso que tenha segurança, porque a pessoa pode vir à chapelaria, descer andando e entrar no nosso estacionamento. Todos nós estamos correndo perigo.
Sobre o cidadão, eu não falo das investigações que foram feitas, porque cada um segue a sua vida, cada um segue a sua fé, a sua religião, do jeito que quer, do jeito que pratica. Eu não vou entrar nesse mister, nesse mister.
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Eu tive um ataque espiritual.
Entro com esse requerimento, que já foi postado, e eu já comuniquei a V. Exa., pedindo a V. Exa. segurança.
Eu vivo o momento. Eu estou vivendo. O bom seria que todos tivessem segurança, porque a insegurança no Brasil... É uma tremenda falta de segurança. O crime organizado tomou conta do Brasil.
O meu recado é: eu não vou parar. Eu não vim aqui fazer discurso de coitado, vim dar uma cronologia da verdade – cronologia da verdade. Mostrem, documentem, provem. Aqueles que querem me ver pelas costas podem ser do mesmo time que sempre quis ver Jair Bolsonaro pelas costas, porque...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Eu encerro, Sr. Presidente.
Jesus disse que "aquele que crer em mim, ainda que beber algo mortífero, não lhe fará mal".
Eu creio em Cristo.
O apóstolo Paulo escreveu: "Se te mostrares fraco no dia da angústia, a tua força será fraca", e eu não vou me mostrar fraco.
"Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro virá do Senhor, que fez o céu e a terra".
É daí que vem o meu socorro. É nele em que eu confio. É dele que eu dependo.
Gostaria, pois, que esta Casa, por prevenção, com todos esses Senadores... Sei que todos estão na mira da retaliação, por conta da rejeição da indicação – que é, realmente, do Presidente da República –, mas é desta Casa o poder de aprovar ou não aprovar, e sei que muitos estão sendo cobrados de maneira muito vil, com frases até...
(Interrupção do som.)
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Porque eu nunca fiz nada que vocês quisessem ou impusessem; nunca recebi, nunca comi lentilhas na vossa mesa.
Obrigado mais uma vez, Sr. Presidente.
Fica o meu registro da verdade.
Vou às últimas consequências com meu boletim de ocorrência e passo a colher assinaturas para uma CPI, ainda que o instituto CPI esteja desmoralizado, mas é preciso que se faça uma CPI para investigar o sistema médico – médico não; o sistema hospitalar – no Brasil, a partir dessas grandes cooperações.
E quero dizer para o indivíduo que fez um vídeo incitando a população de esquerda a atacar a mim e à minha família: não faça isso com a minha família, não ataque a minha família. Faça comigo.
(Soa a campainha.)
O SR. MAGNO MALTA (Bloco Parlamentar Vanguarda/PL - ES) – Faça comigo, porque comigo é diferente. Meu recado é para você: comigo, tente a sorte, tente a sorte comigo, porque o azar você já tem.
Eu caminho com Deus, meu general é Cristo. Ele que me conduz, Ele que guarda minha vida, mas essa não é a minha verdade; essa é a única verdade, Presidente Valdemar, a única absoluta verdade, Sóstenes, com toda a cronologia, Senadora Tereza – com toda a cronologia. Essa é a verdade.
Obrigado, Sr. Presidente.