Pronunciamento de Nelsinho Trad em 06/05/2026
Discurso durante a 48ª Sessão Deliberativa Ordinária, no Senado Federal
Alerta para a falta de vacinas contra o carbúnculo, doença que afeta rebanhos bovinos, com cobrança de providências para possíveis problemas na distribuição do produto no Brasil.
Comentários sobre as complicações de procedimento médico envolvendo o Senador Magno Malta, com destaque para a necessidade de cautela na análise da situação, considerando tanto o paciente quanto o profissional envolvido.
- Autor
- Nelsinho Trad (PSD - Partido Social Democrático/MS)
- Nome completo: Nelson Trad Filho
- Casa
- Senado Federal
- Tipo
- Discurso
- Resumo por assunto
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Agropecuária e Abastecimento { Agricultura , Pecuária , Aquicultura , Pesca }:
- Alerta para a falta de vacinas contra o carbúnculo, doença que afeta rebanhos bovinos, com cobrança de providências para possíveis problemas na distribuição do produto no Brasil.
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Atividade Política:
- Comentários sobre as complicações de procedimento médico envolvendo o Senador Magno Malta, com destaque para a necessidade de cautela na análise da situação, considerando tanto o paciente quanto o profissional envolvido.
- Publicação
- Publicação no DSF de 07/05/2026 - Página 20
- Assuntos
- Economia e Desenvolvimento > Agropecuária e Abastecimento { Agricultura , Pecuária , Aquicultura , Pesca }
- Outros > Atividade Política
- Indexação
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- PREOCUPAÇÃO, PROBLEMA, DISTRIBUIÇÃO, VACINA, GADO, BOVINO, REBANHO, ATUAÇÃO, MINISTERIO DA AGRICULTURA PECUARIA E ABASTECIMENTO (MAPA).
- DEFESA, APURAÇÃO, SENADOR, MAGNO MALTA, ATENDIMENTO, TECNICO DE ENFERMAGEM, HOSPITAL, TRATAMENTO MEDICO.
O SR. NELSINHO TRAD (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PSD - MS. Para discursar.) – Sr. Presidente, eu recebi uma provocação de produtores rurais lá do Mato Grosso do Sul, em especial, quem atua na pecuária, de que o país está enfrentando um problema da falta de uma vacina para uma doença que dá no gado chamada carbúnculo; vacina essa que protege o rebanho e faz com que essas doenças possam não ser disseminadas. Essas doenças matam rápido e causam um prejuízo direto no campo.
Eu tive o cuidado de consultar o Ministério da Agricultura, através do Secretário-Executivo Cleber Soares, e ele reconheceu a falta desse produto, dizendo que é um problema inerente ao setor. O ministério emitiu uma nota no sentido de proporcionar a normalidade dessa distribuição, para que os produtores que precisam e devem prevenir as doenças no seu rebanho possam assim fazer.
Eu pergunto a V. Exa. o seguinte: onde está esse produto? Porque tem rumores de que as fábricas estão represando esses produtos em função do baixo preço que ele atingiu no mercado. A gente precisa saber exatamente o que está acontecendo e evitar que uma situação como essa possa vir a se espalhar em rebanhos Brasil afora. O próprio ministério disse que está atento a essa questão, que seria importante essa fala e que iria tomar as providências necessárias a fim de que isso possa ser sanado.
Outra situação, Sr. Presidente... Eu pensei muito em ter que falar isso, mas eu sempre, numa situação como essa – até por ser médico –, eu pondero, porque as complicações diante de um procedimento médico são inerentes de quem a faz. Eu vi ontem um relato emocionado do Senador Magno Malta, mas uma situação aí precisa ser reconhecida e, pelo menos, resguardada: nós não podemos deixar de dizer que existe uma profissional envolvida nessa questão que merece a atenção de ser ouvida, no sentido de não deixá-la abandonada à própria sorte, até porque a gente sabe que os enfermeiros, os auxiliares de enfermagem, os técnicos de enfermagem são devidamente treinados para fazer procedimentos, mas que esses procedimentos, em muitas das vezes, têm um percentual de insucesso, de complicação.
Essa questão em si, do Senador Magno Malta, só para quem está me ouvindo entender: ele foi submetido a um exame de contraste, e esse contraste, ao ser injetado dentro da veia do paciente, precisa estar numa veia de um grosso calibre – como a gente fala –, porque ele é muito viscoso; esse contraste é grosso. Se você punciona uma veia de um calibre menor, ao fazer a pressão para esse contraste entrar, essa veia vai se romper.
Então, é uma série de circunstâncias que precisam ser analisadas, e essa profissional, colocada em um resguardo para poder observar se foi consequência de uma punção malfeita, se a veia se rompeu na hora em que foi fazer a pressão da entrada do líquido no sistema vascular e o ato em si que precisa ser considerado.
As consequências desse desacerto, na minha avaliação, é uma coisa que também precisa ser vista: qual foi a reação da técnica, da auxiliar de enfermagem, em função disso? Qual foi a reação do paciente? Tudo isso se faz necessário para a gente poder preservar não só o paciente que sofreu – e deu para ver o sofrimento que teve – em função desse descompasso, mas também da profissional que já foi afastada, que está com uma espada na sua cabeça para poder ver o que vai acontecer com ela.
Consequências como essas dentro do ambiente hospitalar são corriqueiras, são normais. Não digo normais, mas são habituais. Então, a gente precisa realmente olhar isso com cuidado, preservando não só o paciente que sofreu, mas também a profissional que, com certeza, não queria que isso tivesse acontecido. Vocês podem ter certeza disso. Eu não sei quem é, nunca vi foto, mas eu trabalho em ambiente hospitalar, eu sei o que é isso. Recentemente, eu fui submetido a um check-up lá também e fiz exatamente esse exame, Senadora Damares. Ele é um exame que, se não tiver com uma veia de grosso calibre pega – e bem pega –, vai extravasar e esse contraste vai sair da veia e vai vir para o braço ou para o local onde está essa punção.
O importante disso tudo... Eu sempre considero aquilo que pode ser mais importante do que todo o contexto. O que eu penso que é o mais importante disso? Que o exame do Senador não deu nada de ruim. Ele está bem, o exame foi refeito depois, deu que está tudo bem, ótimo. Muito melhor assim do que ter apresentado alguma alteração e ele ter que fazer uma cirurgia, uma coisa mais complexa. As complicações na saúde, diante de qualquer agressividade que o organismo sofre, existem, têm de ser consideradas e o paciente tem de ser devidamente avisado a respeito disso.
Apenas isso, Sr. Presidente.
Muito obrigado.